Lexie

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Tudo isso surgiu de uma maluquice minha. É uma comemoração do retorno de Sherlock e também em homenagem ao Matt Smith e sua saída do show! É WHOLOCK! E se passa na cena final da 2 temporada de Sherlock. Sim em sua queda. É uma teoria alternativa de como ele pode ter se salvado. E que seria legal seria.
Gostou? Pensa que seria legal ser uma long fic/short fic com a história? Eu tenho algumas ideias, mas não sei se vai agradar, então, antes de começar a escrever, deixem a opinião de vocês no review e comentem se vale a pena, ou não, uma fic WhoLock com Sherlock, Doctor, Clara e Lexie :D

Até a próxima!

- E quem seria você? — Ele perguntou.

Lexie sorriu encarando o homem a sua frente. Olhou para o lado e viu o outro desfalecido em uma poça do próprio sangue.

- Muitos nomes e pouco tempo para explicar. — E então a loira olhou para os lados, parecendo procurar alguma coisa. — Pode me considerar uma fã.

O homem arqueou a sobrancelha, analisando a mulher a sua frente.

- Eu não tenho mais muitos fãs.

Ela sentou na beirada do prédio, encarando o céu mais uma vez.

- É uma pena. Você os merece Holmes.

Sherlock Holmes não se surpreendeu com o fato que a garota sabia seu nome. Ela usava uma roupa estranha, não muito comum naqueles dias em Londres.

- Duvido que vá conseguir alguma coisa me encarando. Eu não sou um ser muito fácil de ler.

- Quem é você? Alguma seguidora de Moriarty? Está aqui para comprovar que cumprirei minha parte do acordo?

Lexie sorriu:

- Eu estou aqui para salvá-lo. E aos seus amigos. Isso se meu pai chegar na hora, para variar.

- Seu pai? O que você e seu pai podem fazer por mim?

Lex estava se divertindo mais do que deveria. Nos últimos anos ela esteve de olho atento em Sherlock Holmes e John Watson, a dupla de detetives.

- Oferecer a você um mundo de maravilhas sem fim. — Ela disse, pegando um pequeno objeto do bolso da jaqueta de couro e apontando para o céu. O objeto que tinha uma ponta azulada fez um som estranho quando ela pressionou um pequeno botão.

- Pronto, ele deve estar a caminho agora. Seja de onde ou quando ele estiver.

- Você não está fazendo sentido sabia?

Lexie deu uma gargalhada, aproximando-se do homem:

- Se eu fosse feita para fazer sentido, eu faria. Mas não fui. — Lexie agarrou o casaco do homem, e puxou-o como se fosse dar-lhe um beijo — Ainda bem que não fui.

E, ao invés de beijar o homem a sua frente, colocou um pequeno dispositivo sobre sua nuca.

- Acho que vai doer um pouquinho. Eu não tenho muita certeza, esse dispositivo não funciona em Time Lords.

- Lordes do tempo? O que é isso? Um título?

Lex riu mais ainda, apontando o estranho objeto da ponta azul para Sherlock e o acionando.

- Título? Não e sim. É... Complicado. Se nem eu compreendi, duvido que sua grande mente compreenda Holmes.

Holmes começou a sentir um tipo de dor que nunca havia pensado existir. Não era o tipo insuportável, mas era tão estranha que lhe dava curiosidade. O estranho objeto que ela aplicou em sua nuca começou a lhe fazer cócegas e, ao mesmo tempo, lhe puxar a pele. Não pode deixar de pensar no que estava acontecendo consigo naquele momento.

- Curioso sobre o processo que está sofrendo, presumo... É um duplicador simples do planeta Messaline. Morei lá por um tempo.

Aproximando-se do ouvido de Holmes disse baixinho:

- Não tem uma atmosfera muito agradável... E nem vou começar a falar sobre a guerra. — Lexie olhou o relógio de três ponteiros e mais que os doze habituais números que levava no pulso e encarou os céus.

- Onde que ele está? — Revirou os olhos, e olhou para Sherlock. — Depois ele reclama que eu não sou pontual.

Sherlock Holmes não conseguia compreender nada. Quem era a estranha mulher? Do que ela falava? O que era seus estranhos aparelhos que pareciam funcionar tão bem? E porque ela estava sempre olhando para os lados e para o estranho relógio que tinha no pulso? Ao que parecia, ela estava esperando alguém, e tinha horário para isso.

Olhou a mulher de cima a baixo e percebeu que ela tinha algo de diferente. Não conseguia saber o que. Não tinha marcos. Não podia dizer qual era seu tipo de trabalho ou se tinha algum animal em casa. A única coisa que podia dizer sobre e estranha loira era que ela era aventureira. E ele não tinha noção do quanto.

- Ah, está quase pronto!

Lexie olhou para o lado esquerdo de Holmes e, quando ele o fez, tomou um susto. Ao que parecia, havia um corpo nu ao seu lado. Ainda estava pálido e sem muitas feições, mas Sherlock conseguiu discernir que aquele homem era ele.

- E você vai precisar tirar essas roupas se quisermos que isso dê certo. — Lexie tinha uma bolsa de couro atravessada a qual ela abriu tirando uma calça jeans e uma camisa. — Trouxe isso do armário da TARDIS, espero que sirva.

- TARDIS? O que é uma TARDIS?

Lex sorriu mais uma vez. Ela não era acostumada a ficar sorrindo tanto para humanos. Não dessa maneira.

- Eu lhe prometi um mundo de maravilhas não é? A TARDIS é uma delas. Claro que é apenas uma das várias coisas que, caso concorde com meu plano, você vai conhecer.

- Plano? — Ele disse, sem saber do que se tratava. Mas parou por mais um segundo conseguindo imaginar um princípio. — Creio que quem vai pular do prédio será esse... Esse boneco, não eu.

- Mesmo com forças que vão além de sua compreensão você começou bem! Sim, e você vai entrar comigo na TARDIS.

Ele arqueou a sobrancelha:

- Vou?

Lexie sorriu:

- Você não deixaria um mistério sem solução. E nesse momento, eu sou o mistério. E a única maneira de conseguir uma solução é entrando na TARDIS comigo.

Ele abriu um sorriso pela primeira vez desde que Lexie havia chegado.

- Você parece me conhecer bem. Quem é você?

Lex se aproximou do homem, desabotoando a camisa dele e sorrindo satisfeita.

- No momento? Pode me chamar de Lexie. E sim, eu estou acompanhando suas investigações há algum tempo. Não que meu pai faça ideia disso. Se ele souber que estou interferindo...

Ela já sabia bem o discurso que receberia dele quando colocasse Sherlock dentro da TARDIS. Mas também sabia que não era um ponto fixo e que aquele homem merecia viver uma aventura antes de cair, literalmente, em sua morte. — Agora, se você fizer o favor de tirar o resto de sua roupa e me ajudar a vestir... — Ela olhou para o corpo e então para Holmes — Você. Acho que seria muito útil. Nós não temos muito tempo até que Watson esteja aqui.

Holmes parou de falar por um instante e a estranha mulher que parecia lhe conhecer tão bem, também. O que ela fez foi sentar-se, mais uma vez, no parapeito do prédio e encarar enquanto Sherlock tirava a roupa. Ela não pareceu constrangida nenhum momento, tão pouco desviou o olhar quando ele estava apenas de roupa íntima. Lexie teve a capacidade de abrir um sorriso maroto ao que via e lançar uma olhada significativa para Holmes antes de ele começar a colocar a roupa que ela havia lhe entregado.

- Bom, temos que vestir seu sósia e eu ainda preciso ligá-lo. Definitivamente eu tenho um problema com o tempo. — Disse, dando risada do que parecia uma piada interna para a garota a qual Holmes não compreendia.

- Como que você pode ligá-lo? — Lexie tirou novamente o aparelho estranho de metal do bolso da jaqueta.

- Com isso. — E pegou a camisa e começou a vestir o clone.

Minutos depois, Holmes II já está vestido e pronto para a ativação. John Watson chegaria a qualquer hora e eles precisavam estar escondidos quando isso acontecesse. Lex chegou perto do corpo deitado no chão e apontou a sonic screwdriver em direção ao peito esquerdo. Segundos depois o corpo se levantou ao chão, encarou Holmes e Lexie e então foi em direção ao parapeito.

- O que ele está fazendo? — Holmes pediu surpreso.

- Ele tem programado sua última vontade: a de pular desse prédio para salvar seus amigos. Ele irá fazer isso em seu lugar. Os amigos de Jim estarão longe e você também.

A loira tinha orgulho de seu plano. Uma réplica perfeita de seu planeta natal e uma viagem na TARDIS. Não havia nada que poderia dar errado.

- E John? — Sherlock não pode deixar de perguntar.

- Ele ficará na Terra. Desculpe-me Holmes, adoraria levá-lo conosco, mas não há maneiras de explicar ao meu pai tudo isso. Ele odeia que eu interfira na história. Por mais que não seja um ponto fixo.

Ele parou para digerir as palavras da mulher e voltou a dizer:

- Novamente você não faz sentido algum! Fala coisas impossíveis de uma maneira tão natural.

- “Quando você elimina o impossível, o que sobra, por mais improvável que pareça, só pode ser a verdade.” Eu escutei isso um tempo atrás... Não me recordo quem falou, mas dizem que ele é um gênio.

Holmes deu risada, reconhecendo algo que disse tempos atrás para Watson. Não havia dúvidas que a mulher estava de olho nele. Bastava saber como.

- Está na hora. — Disse Lexie quando o telefone de Holmes começou a vibrar. — Dê para ele e use isso para falar. — Ela entregou o estranho aparelho de metal para Holmes usá-lo como se fosse um microfone e entregou o celular para o sósia.

- Só precisa pressionar esse botão e falar. Eu ajustei esse aparelhinho aqui, — apontou para um pequeno rádio que tinha nas mãos — para receber o sinal. Assim você poderá escutar o que John está dizendo. Não diga nada sobre mim ou sobre meu pai. Ou sobre o que estamos fazendo. Ele precisa acreditar que você está morto. Desculpe. — Lexie saiu de perto do detetive, dando-lhe espaço para se despedir apropriadamente do melhor amigo.

O corpo havia acabado de saltar. Holmes estava ainda parado sem dizer nada. Lexie se aproximou do detetive no exato momento em que o pequeno aparelho que levava no bolso da jaqueta vibrou. Era seu pai.

- Onde você está? — A voz era divertida. Provavelmente ele e Clara acabavam de sair de uma de suas aventuras.

- Londres, 2012. — Ela respondeu. — Eu escolhi. Eu encontrei meu acompanhante.

- Você sabe muito bem que não é assim que funciona Lexie. — Ela revirou os olhos.

Só porque ele tinha 1.200 anos, ou mais, ele não precisava agir como se soubesse de tudo. Afinal, ela tinha todas as memórias e conhecimentos de um Time Lord, não importando a maneira que havia nascido.

- Eu não acho que ele vá recusar a proposta. — Disse olhando para Holmes que, pela primeira vez desde o salto, retirou o olhar do horizonte e encarou a mulher. — Não temos tempo. — Lex continuou. — Nos encontre em meu hotel. E faça um favor para ambos, venha rápido!

Ela escutou uma risada atrás que acreditou ser de Clara. A garota era uma ótima amiga para Lex. Por mais que o corpo de Lexie mostrasse a idade de 20 anos, Lex não podia viver pela idade terrestre, afinal, de humana só tinha a aparência. Pelas suas contas, o corpo que estava agora tinha quase cinco anos. Mas a idade de Lex ultrapassava tudo isso. Diria que já estava com quase 100, se contasse à época que havia esquecido quem era. E era isso que adorava tanto em ser uma Time Lord. Ela não tinha idade que aparentava e, quase sempre, podia agir como uma criança e uma idosa, tudo ao mesmo tempo.

Desligou o telefone, rezando para que o pai descobrisse tarde de mais o que tinha feito.

- Temos que sair daqui antes de subam para ver se há mais alguém no telhado. — E olhou pela segunda vez para o outro corpo afastado da dupla. — Não sei como poderia explicar dois de você e um corpo. Certeza que se contasse a verdade eu seria levada para estudos. E meu pai ficaria furioso. Demoraria anos até que viesse me buscar!

- Você fala coisas... — Holmes começou a dizer enquanto Lexie o puxava pelo braço escada a baixo.

- Coisas sem sentido. Sim, eu já entendi. — Ela respondeu rindo. — Você diz isso antes de saber quem eu sou. O que eu sou.

- O que quer dizer com isso? O que você é?

Lexie não respondeu mais as perguntas de Sherlock, apenas correndo escada a baixo até a saída secundária do Hospital. Passaram-se alguns minutos e a dupla ainda não havia parado de correr pelas ruas de Londres. Quando finalmente chegaram ao hotel, Lexie se jogou na cama dando risadas.

- Acho que é assim que ele se sente após ajudar os humanos. Acho que estou começando entender o que ele vê em vocês.

- Vocês?

- Sim, humanos. — Ela disse, dando de ombros.

- Você fala como se não fosse uma. — Ele retrucou.

- E não sou. — Ela respondeu sorrindo vitoriosa.

Foi quando o velho e conhecido som da TARDIS começou a surgir. Lexie sentia-se relaxada ao escutar o som de aterrissagem da velha companheira do pai e também estava curiosa com a reação que Holmes teria ao ver uma velha cabine de polícia dos anos 60 aparecendo do nada no canto esquerdo do quarto. E ela não foi decepcionada.

Holmes não podia acreditar no que via. Ali estava uma das antigas cabines de policia que leu sobre, surgindo como mágica dentro do quarto. Isso sem falar no som que fazia durante a aparição. Ele pode perceber um sorriso de paz e felicidade do rosto da loira. E pode perceber também que estava com um olhar aterrorizado e que ele divertia a companheira.

- Finalmente! — Disse Lexie, pegando sua mochila e indo em direção a cabine de polícia.

- Você vai entrar aí? — Disse Holmes ainda surpreso.

- Hãn... Sim! TARDIS esse é Sherlock, Sherlock essa é a TARDIS. — E então entrou.

Não demorou mais que dois segundo para que a porta se reabrisse e Holmes entrasse. Lá dentro estava Clara e ele. Desde que reencontrara seu pai não conseguia olhá-lo diferente. Ele era um ser incrível. Um homem incrível. Ele era o Doctor.

- Oh sim, você pode fazer qualquer observação. — O estranho homem na gravata borboleta disse encarando o novo amigo da filha. — Eu já escutei todos.

- Onde estamos? — Holmes perguntou. Ele ainda não conseguia acreditar que aquilo era real.

- É chamada de TARDIS. — Explicou o homem. — Time and relative dimension in space. - Ele continuou.

- Ela viaja no tempo. E no espaço. — Clara disse, olhando o homem a sua frente. Ela havia lido sobre ele em algum lugar em seus dias normais. Mas não conseguia lembrar quem era.

- E eu estou lhe convidando. — Lexie disse, surgindo de trás do homem e da garota. — Venha conosco Sherlock. Eu lhe prometi um mundo de maravilhas. Eu estou lhe dando um mundo de maravilhas.

- Ir com vocês para onde? — Ele perguntou. Lex encarou o pai e a amiga, antes de sorrir para o homem a sua frente.

- De todo o tempo e espaço, de tudo o que já aconteceu e ainda está para acontecer... Por onde você quer começar?

Sherlock Holmes nada disse. E ainda não compreendia metade do que estava acontecendo. Mas lhe fora dado o maior mistério de todos. Fora entregue em suas mãos. E ele estava determinado a desvendá-lo.


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