Levels
13 Rooftop
Notas iniciais
– VOCÊ DORMIU COM NICK JONAS?!
– Nossa, Mel. — abri a porta do banheiro para ver se tinha alguém fora. — Grita mais para todo mundo ouvir.
– Como você espera que eu reaja a isso?
Não vi nenhuma pessoa, mas fui verificar os boxes também.
– Primeiro, não foi nem literalmente, só dormi na casa dele num dos quartos.
– Uhum, sei.
Ninguém, amém.
– Acredita em mim poxa, não sou disso.
– Não me diz que você é -
Tapei a boca dela, só faltava ela gritar de novo.
– Sou. — dei minha melhor cara ameaçadora para impedir a palavra com v de ser pronunciada. — Me lembra de ir para um dos estúdios com proteção de som antes de contar alguma coisa.
– É muita coisa para eu processar. — ela se fez de vítima. — Então era ele, o do encontro?
Assenti.
– Tem certeza que ele não – Mel parou de repente.
– O que?
– Nada, é besteira. Estou feliz por você, está toda sorridente.
Me olhei no espelho e vi que era verdade, eu não parava de sorrir e estava corada, não vermelha como quando ficava com vergonha e nem me importava em usar aquela saia curta e justa, com uma blusa preta de alcinha mostrando uma faixa da minha barriga.
– Awn, Mel. — a abracei, o que questionei se foi uma boa ideia depois de ser esmagada.
– Esta noite promete, então, e não é só porque vamos arrasar. — ela girou seu vestido rodado.
– Tem certeza de que não estamos muito arrumadas, pensei que fosse uma festa para os funcionários.
– Ih, sabe de nada inocente. — Mel sorriu. — Quando Cami dá uma festa, LA inteira se abala.
De uma coisa eu tinha certeza, muita gente estava no salão de festa que ficava no último andar do prédio onde funcionava a produtora, o que era muito conveniente e me fez pensar que aquela não era a primeira festa ali. Adorei a decoração despojada com algumas coisas reaproveitadas do festival, um DJ animava com música eletrônica de um lado do espaço e do outro havia o balcão do bar com alguns sofás e puffs ao redor.
Pouco depois que entramos Theo apareceu nos puxando para pista de dança, Mel imediatamente se jogou e fui atrás dela, ao som de Outside me vi cantando e pulando, fazia tempo que eu não me soltava assim, mas depois daquele estresse todo eu não queria saber de nada. Nós duas fingimos estar contra Theo e rimos demais de como ele dançava, até que ele deu um show no passinho e acabamos de boca aberta.
Tinha acabado de começar Hey Mama, quando avistei Nick encostado no balcão bem na hora que eu estava quase agarrada ao Theo, tentei disfarçar e desvincilhar, mas ele me puxou. Mel me salvou indo para cima dele, fiz um sinal de depois para os dois e me afastei. Nick me encarava enquanto bebia, fui na sua direção mas ele simplesmente se virou e foi para o fundo do salão. Tentei segui- lo só que o perdi de vista em meio a multidão, foi o momento em que senti uma mão me puxar para a saída de emergência.
Assim que fechou a porta, ele me encostou na parede beijando o meu pescoço, eu ri de nervoso.
– Menos Nick, alguém pode ver.
– Como o seu amigo dançarino?
– Ele é meu amigo mesmo, algum problema? — o afastei.
– Não, eu só quero você. — ele me deu um beijo me desarmando.
– Pensei que você quisesse privacidade. — o interrompi para falar.
– Boa ideia.
Fui praticamente levantada porque ele tava sem paciência de me esperar subir as escadas de salto, havia mais uma porta em cima e depois de passar por ela mais uma vez me surpreendi. Estávamos no telhado que mais parecia um terraço e tinha uma vista incrível. Aquele era o prédio mais alto ao redor, de modo que víamos todos os outros por cima e as luzes ajudavam a criar um efeito legal. O cara que eu tinha conhecido algumas semanas atrás segurou minha mão e foi a minha vez de beijar.
–Daqui LA parece perfeita. — comentei um tempo depois quando já estávamos encostados no parapeito.
– É linda, mas a de lá em casa é mais.
– Sei. — arqueei minhas sobrancelhas.
– Sério, não ganha do pôr do sol de lá, vou te levar um dia.
– Estamos fazendo planos?
– Quando olho pra você, consigo fazer vários.
Empurrei-o para o lado, mas ele puxou de volta encostando nossos corpos. Na mesma hora ouvi a voz de uma mulher, quando olhei não acreditei que era Demi falando no celular. Me afastei imediatamente, mas ela já tinha nos visto.
– Não vi nada! — ela falou cobrindo os olhos e indo embora.
– Dá para ver você vermelha mesmo no escuro. — Nick riu.
– Não tem graça. — senti uma pontada de raiva.
– Relaxa, ela é minha melhor amiga.
– Então, você também tem amigas. — olhei para ele incisivamente.
– Tenho, tá com ciúme?
Era incrível como ele conseguia voltar para mim.
– Não, só to falando. — vi seu sorriso cínico se aproximar. — Ei, parou aí, você não pode me beijar a hora que quiser.
Ele me ignorou e continuou, me deixando quase sem ar.
– Não posso?
– Droga. — tive vontade de me desvincilhar dele, mas arranjei forças para encará-lo. — O que estamos fazendo, Nick?
– Gostando um do outro.
– Nem se acha você.
– Estou falando mais por mim.
– Por quê?
– Cada vez que eu te toco você responde, você é tão diferente da maioria das pessoas daqui, tão transparente, você mesma. Não esconde nada, mas não é isso, eu sinto algo, por isso gosto de você, e posso dizer que você sente também, não é verdade?
– Hum, deixa eu pensar... — bati meu indicador no queixo.
Ele fez careta, mas parecia simplesmente feliz. Meu coração batia mais forte e pela proximidade acho que ele sentiu, o safado já sabia da resposta.
– Eu gosto de você. — admiti sussurrando.
Pensei em nunca mais repetir aquilo, mas ele deu seu melhor sorriso e seus lábios já estavam quase nos meus quando ele sussurrou.
– Então nada mais importa.
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