Leve dois por um

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Olá pessoal! Terminei este jogo incrível a pouco tempo e eu precisava escrever algo sobre, ainda mais quando vi que tem muito pouco conteúdo sobre OFF aqui no Brasil, espero que gostem desta curta história! Algumas informações BEM importantes: Há um erro de tradução numa determinada frase onde ela é dita que a Rainha e Batter criaram Hugo, na verdade em francês aquela frase quer realmente dizer que foi Hugo quem criou a Rainha e o Batter e não o contrário. Existem quatro humanos confirmados no jogo: Hugo, Zacharie, Sugar e Enoch. Coincidentemente os chefes mais fortes do jogo (Sugar e Enoch) são humanos, e o fato de Hugo sendo uma criança fora capaz de criar duas entidades me faz crer que os humanos são uma espécie muito poderosa no jogo, algo que exploro nesta fic. Zacharie com asas e uma espada é meio que canon, já que o próprio criador do jogo fez um desenho dele dessa forma. Boa leitura! ^^

E depois de desligar, apenas vazio.

Estava estendido no chão, o taco ensaguentado atirado alguns metros longes. O boné havia sido perdido, não havia mais nada além dele. O branco se estendia de norte ao sul, leste á oeste, sem fim e nem começo era a forma mais pura do nada.

Havia destruído a todos, á tudo e a si mesmo, todas as zonas foram purificadas, cada um de seus habitantes foram purificados, por que nada no mundo é puro e tudo deveria ser extinto. Mesmo quem criou este mundo, mesmo aquele que o criou, todos eram completos erros que não deveriam existir.

Era assim que pensava antes de mover a alavanca. Agora não tinha mais certeza, seus pensamentos eram muito confusos. No começo de sua jornada sua ideia de purificação era vaga, apenas os espectros e aqueles que não faziam o bem em prol a comunidade, mas sua ideia foi se expandido até virar um monstro descontrolado, até que em seus olhos não havia mais nada que pudesse ser salvo e o mundo chegou a sua extinção.

Fechou os olhos em busca de um novo vazio, este sendo completamente negro. Não queria mais pensar, se pensasse poderia ver as coisas de um jeito diferente e agora não havia mais como voltar. Deveria permanecer naquela ideia, sem arrependimentos.

Até que o vazio foi preenchido por um estranho som. Passos, rápidos e leves que se aproximava cada vez mais, o eco espalhava para todas as direções, até se concentrar em um único ponto bem perto de si.

Buenas tardes. Eu acho, não dá pra saber agora se é dia ou noite, um tanto complicado não acha? – Zacharie riu como sempre o fazia, Batter se levantou bruscamente encarando aquilo que atrapalhava o vazio que havia criado. O mercante estava intacto, usando sua máscara de gato por cima do rosto jamais revelado, apenas mostrando os bagunçados e sujos cabelos negros. Trajava a mesma roupa de sempre, uma simples camiseta branca com um coração no meio e calças sociais. As veias proeminentes em seu pescoço pareciam estar mais suaves em contraste com todo o branco do ambiente.

Mas duas coisas estavam diferentes nele:

A primeira era que amarrado em seu pulso estava à ponta de uma espécie de coleira feita de várias gravatas que guiavam um único Elsen. Ele tremia de pavor e confusão, uma estranha fumaça negra saía de sua boca como se ele fosse se transformar em um monstro a qualquer momento.

A segunda fora a que mais chamara a atenção de Batter. Zacharie segurava uma espada de lâmina curta, porém muito afiada, seu cabo era levemente ornamentado para parecerem dois arcos com um botão no meio.

— Que cara é essa, amigo? Ah, isso? – Indagou apontando para o Elsen que os olhou com uma expressão de pânico. – Acho que você o esqueceu nessa jornada sangrenta, o achei sozinho na área residencial. Decidi levá-lo comigo, e essas gravatas foram o único jeito de convencê-lo.

O Elsen não parecia ter sido convencido.

— Bem, eu vim aqui para conversar com você. – Zacharie se aproximou mais de Batter que estava congelado em seu lugar. Mal acreditava que havia esquecido aqueles dois, um sentimento misto de derrota e raiva culminavam seus pensamentos, sentia que sua missão havia falhado e de nada valera a pena. Era um pouco compreensível o Elsen esquecido, afinal eram muitos e em diversos lugares, mas Zacharie?! Mal acreditava que havia o esquecido, pois tinha tido a impressão que o havia purificado.

— Você não deveria estar aqui. – Disse com firmeza como sempre fazia, não dava para saber a expressão de Zacharie por trás da máscara, porém ele pareceu surpreso com o comentário. Em seguida riu, fazendo Batter fitar o taco de beisebol alguns metros dali.

— Bem que depois de tudo o que você fez eu tava achando estranho você me poupar. Não sou tão puro assim! – Zacharie riu novamente, em seguida pegou uma caixinha de suco do bolso e tentou furar com o canudo. – Ainda mais depois que você matou aquele que te criou. Sua verdadeira missão era cuidar dele junto com a rainha, eu sei disso. Hugo era apenas uma criança, com um grande poder em suas pequenas mãos, por isso criou duas figuras para o zelarem. E o que você fez com seu criador? O ‘’purificou’’ apenas por estar doente. Isso é doentio até para o lugar de onde vim.

O tom de sua fala se tornou sério, quando conseguiu furar a caixinha a levou até a máscara sem se dar conta. Batter começou a se afastar, indo em direção ao taco que havia deixado para trás, não queria ouvir as palavras de Zacharie, afinal já era tarde demais.

— Droga. – Disse quando o canudo virou por conta da máscara, tendo que ajeitá-lo para passar por baixo da máscara e levar até a boca. – Eu te venderia isso caso fosse outro tempo. Mas continuando, eu bem que comecei a suspeitar de você quando matou Sugar. Ela não era a melhor pessoa e eu sei disso, talvez seja por isso que fiquei calado quando a matou. Mas não posso negar que eu e ela passamos por várias coisas juntos, e fiquei sentido com sua perda. Agora vejo que você não precisava ter feito isso com ela, pois você não poupou a ninguém. Seus padrões de purificação são um tanto... Radicais.

— Eu fiz o que deveria ser feito. – Batter rebateu finalmente segurando mais uma vez o seu taco.

— Com este seu pensamento você enganou muita gente, inclusive aquele que te ajudou na sua jornada. – Zacharie encara a tela onde antes havia um jogador, agora completamente vazia. –Você não conseguiria isso sozinho e sabia muito bem disso, assim você apresentou sua missão de purificar esse mundo. Mas chegou ao ponto onde você não conseguia discernir o que era impuro ou não, e jamais colocou suas dúvidas em pauta enquanto seu guia tinha várias delas. Sorte sua que essa pessoa caiu direitinho na sua teia, imagine se tivesse te abandonado no final? Seria trágico! Para você é claro.

— Posso lutar sozinho. – Declarou Batter que começava a ficar com suas mãos enormes, as garras aumentando ao ponto de quase engolirem a arma no qual segurava. O Elsen que estava mais atrás de Zacharie encarava a lenta transformação de Batter com os olhos arregalados. Mal acreditando como ainda ele mesmo não havia se transformado, mas seus olhos começavam a exalar a mesma fumaça negra.

— Para alguém como você, é até que bem otimista. – Disse o mercante dando de ombros, Batter se aproximava lentamente fazendo com que Zacharie segurasse o punhal da espada com mais força. – Pobre Pablo... Ele mais do que todos nós foi o que mais sofreu, ele realmente acreditava em você. Acreditava que você acabaria com o mal deste mundo, e veja só! Nos seus últimos momentos acabou descobrindo que o mal estava bem a sua frente.

Batter não falava mais nada, em sua mente agora havia apenas o desejo de eliminar aqueles dois. Principalmente Zacharie, ele sim estava o tirando do sério. Andava lentamente em direção ao homem mascarado, mas ele foi impedido de prosseguir mais por sua espada, a ponta afiada encostou-se a seu peito furando a camisa, o aço gelado ficou em contado com a sua pele.

— Deixe-me antes lhe contar uma história. – Zacharie nunca pareceu tão sério, segurava a espada de maneira firme, parecia bem familiarizado com ela. Batter não contestou desde que pudesse finalizar seu trabalho depois, ouviria o mercante tranquilamente. Assim se afastou da ponta da espada, mostrando que nada faria e Zacharie a abaixou. – Você conhece a história do Rei Sapo. Bem, não deve ser uma grande surpresa para você que fui eu quem o matou. Não é como se tivesse muita gente mascarada por aí.

Ele riu por alguns segundos enquanto Batter apenas lhe encarava. Naquele ponto o Elsen que estava alheio a toda aquela intriga resolvera sentar-se no chão, acabara se acalmando e tentava desfazer o nó da gravata que estava em seu pescoço.

— Acho que já está na hora de você saber a minha versão da história. – Zacharie continuou, balançando a espada para lá e para cá. – Como você também sabe, ele não era um bom rei. Naquele tempo todas as zonas eram apenas uma só, era uma verdadeira bagunça. Ele era um monarca que só pensava em si mesmo, deixava todos vivendo num lixo. Não era muito bom para os negócios, e como um mercante novo que eu era na época tive que me virar como podia. Mas chega um ponto em que você não aguenta mais, e ninguém fazia nada, alguém tinha que fazer alguma espécie de justiça. Sugar foi quem preencheu a coragem que me faltava para finalmente enfrentá-lo, e foi o que eu fiz com esta mesma espada que estou segurando agora.

Zacharie fez uma pausa, ajeitou a máscara que estava torta antes de prosseguir com um novo humor mais animado, mais característico dele:

— O resto é história, você também já sabe! E depois você e a rainha surgiram, não sei o que você ficou fazendo todo este tempo, mas ela parecia ser uma nova esperança. Ela dividiu tudo em zonas diferentes, criou os seus guardiões, e tudo parecia se encaminhar para um futuro próspero! Mas a teoria é bem diferente da prática, não demorou muito para as coisas começarem a decair novamente. Se foi culpa dela? Eu não sei talvez ela apenas não fosse a pessoa certa para a coisa, mas não estou aqui para julgar. O que quero dizer é que pensei que você faria a mesma coisa que fiz há muito tempo atrás, viu algo que não estava certo e resolveu reagir. Eu estava errado pelo jeito.

Batter por um momento se deu a chance de refletir sobre seus atos, lentamente se corpo começava a voltar ao normal. Mas quando uma pequena ponta de arrependimento apareceu, lutou de todas as formas para que ela se extinguisse, pois não havia mais volta e novamente se transformara numa besta.

— Talvez se tivesse feito o mesmo que eu outra pessoa entraria ao poder, e tudo decairia novamente como um ciclo infinito. Triste, mas mesmo assim seria menos trágico se você não tivesse feito tamanha barbárie, você levou sua purificação longe demais Batter, a ponto de pensar que mais nada neste mundo fosse digno de estar vivo.

— E como algo que não está certo, você irá reagir. – Batter parafraseou a frase pena dita pelo mercante, Zacharie riu daquilo enquanto retirava alguma coisa de seus bolsos.

— Depende de sua decisão. Da sua e somente sua, de mais ninguém. – Zacharie fitou mais uma vez a tela vazia do jogador antes de revelar o que escondia. Era a caixa de música que Batter havia lhe entregue antes de destruir o mundo, um objeto pequeno e simples, idêntica a que Hugo havia usado para criar seus ‘’pais’’. – Com isso e mais a sua ajuda eu posso fazer um novo mundo, mas de nada adiantará se você não entrar em um consenso comigo e repetir os seus atos monstruosos. Caso contrário, eu o matarei e usarei isso para voltar ao lugar de onde vim e deixarei este lugar ser tomado por qualquer um que desejá-lo. Estas são minhas condições, resta saber se estamos de acordo. O que irá fazer?

Batter pareceu refletir por alguns momentos, aquele filete de arrependimento tentava se erguer dentro de sua alma. Mas seu fanatismo por sua missão sagrada tentava afogar esse seu lado. Até que em sua mente a razão pela primeira vez em muito tempo se erguera, e assim ele soube que mesmo que aceitasse a oferta não havia garantia de si mesmo que não faria tudo de novo, pois mesmo que agora distorcida ainda apreciava a ideia de purificação.

Além do mais, aquela máscara de gato parecia implorar para ser purificado.

— Zacharie o mercador, irei purificar você e depois a criatura que trouxe consigo, para que assim este mundo finalmente se torne puro. – Batter anunciou, um sorriso enorme brotara em seu rosto enquanto lentamente se transformava por completo no monstro que estava preso dentro de si. Alpha, Omega e Epsilon prontamente ficaram ao seu lado, a espera da batalha final.

— Você fez sua escolha meu caro amigo, adiós! – Zacharie riu como jamais rira em sua vida, como se aquele fosse seu grito de guerra. Brandiu a espada dando um pulo para trás, inesperadamente duas pequenas asas flutuantes surgiram acima de seus ombros, prontas para lhe ajudar. – Surpreso? Eu as roubei do Rei Sapo quando o matei. E agora será a sua vez de morrer!

Batter não deu ouvido ás suas palavras, pois já não ouvia mais nada além do inaudível som da luta. Atirou-se em alta velocidade com a mandíbula aberta, todos os seus dentes afiados a mostra, em suas garras o taco parecia ter ficado gigante de repente, pronto para acertar bem na maldita máscara de Zacharie.

Mas Zacharie era rápido, as asas o ajudavam a se mover para cima e para baixo, de um lado para o outro. Desviava das add-on do outro com maestria, parecia se teleportar no meio dos ataques contra si. Por conta disso Batter derrapou no chão, as garras arranhando a superfície tentando se equilibrar.

Em outra tentativa pegou uma bola de beisebol, uma de suas últimas, a lançou para o alto e a bateu com força, uma cauda de fogo voava junto com a bola em direção ao homem mascarado. Por poucos centímetros não acertara sua cabeça, seus cabelos negros foram levemente queimados, ficando algumas chamas ainda acesas em suas pontas.

— Por favor, você sabe fazer melhor que isso! – Zacharie provocou apagando uma das chamas com os dedos. Em um acesso de fúria Batter correu em direção a ele, como um animal em quatro patas deixando seu taco para trás, mesmo tentando desviar e correr para longe Zacharie foi pego pelas garras de Batter. Suas enormes mãos o apertavam com força, sentindo uma de suas costelas sendo quebradas e o ar se esvaindo de seus pulmões.

Mas ele não deu um gemido sequer de dor, no lugar disso mesmo com o corpo inteiro preso cortara as mãos de Batter com a espada que segurava. Não era um homem de muita força, mas sempre garantia uma lâmina bem afiada. A espada voara para cima, Zacharie a pegou no ar para atingir o pescoço do seu oponente que cambaleara para trás desnorteado.

O corte no pescoço fora profundo e suas garras agora estavam quase inúteis, mas mesmo assim estava melhor que o reles humano. Zacharie segurava o próprio peito, respirando com certa dificuldade, mas não deixava de segurar a espada erguida com apenas uma mão. Prevendo a própria vitória pegou novamente o taco no chão, o segurou em posição de rebate a espera da investida do outro.

Ser o primeiro a atacar era arriscado, mas se tivesse sucesso poderia causar um grande estrago. Segurou a espada com as duas mãos, tinha um gosto metálico na boca e o osso quebrado parecia atormentar todo o seu corpo pedindo para outros órgãos se juntarem a festa da dor. Mas mesmo assim avançou, correndo em alta velocidade com o auxilio das duas asas, passou pelas add-ons do outro que o protegiam, ao invés de desviar delas as atingias com golpe atrás de golpe, o som do metal era como música para seus ouvidos e com seus olhos via a satisfação de vê-las caídas ao chão, sem mais poder para proteger seu mestre.

Em seguida as armas brandiram juntas, o som de sua colisão preencheu todo o vazio enquanto ambos os oponentes se encararam mortalmente por poucos segundos. Foi então que uma dança mortal começou entre os dois, os golpes iam de um lado para o outro, ambos desviavam e desferiam ataques quase na mesma proporção. Mas era Zacharie quem parecia estar vencendo naquilo, cortando a pele monstruosa do adversário em diversos pontos, deixando-o cada vez mais exausto e dolorido.

Porém o mercador não pode contar com sua vitória, Batter deixou-se ser perfurado no peito pela espada de Zacharie apenas para levantar o taco e atingir o oponente com força o suficiente para sair voando vários metros longes. O corpo de Zacharie rolou pelo chão, sendo possível ouvir seus ossos estalarem com a brutalidade da queda, a máscara havia caído e sua face de gato estava abandonada longe de seu dono. Mas a espada continuava em sua mão direita, intacta ao contrário de quem a segurava.

Devagar Batter se aproximava do adversário caído, afinal ele não estava morto ainda. Desesperado Zacharie tentava se levantar com o auxílio de sua espada, sendo usada feito uma bengala, os cabelos negros cobriam sua face enquanto vomitava sangue que manchava o chão antes imaculado. Quando Batter ficou bem a sua frente, Zacharie conseguira se por de pé com dificuldade, suas pernas tremiam assim como o resto do corpo bambo.

Menos a mão que segurava a espada, ela continuava firme.

— Últimas palavras. – Anunciou Batter erguendo o taco uma última vez para dar o golpe final. Zacharie não o encarou, fitando o chão manchado com seu próprio sangue.

Miau. – Inesperadamente usando suas últimas forças, Zacharie pulou em cima de Batter mordendo a mão que segurava o taco. A besta caiu no chão, tão surpreso com a reação do humano que mal vira o rosto que se erguia a sua frente sorrindo.

Então a espada se ergueu e atravessou aquela boca com centenas de dentes, cortando a carne até perfurar sua cabeça, o sangue negro espalhou-se por todas as direções daquele lugar tão branco. Apoiando-se no cabo da espada o mercante permaneceu ali, sobre o cadáver do monstro, daquele que destruíra um mundo inteiro. As pequenas asas flutuavam acima de sua cabeça como se o zelassem, usando a pouca força que ainda tinham para curar as feridas de seu mestre.

— Parece que hoje há promoção: dois por um... – Pronunciou com dificuldade, rindo mesmo com a dor fulminante em seu peito. Retirou a espada da mandíbula, a lâmina estava coberta de negro. Encarou Batter morto a sua frente, não sabendo discernir seus sentimentos, havia feito aquilo por justiça e pelo medo dele levar aquela insanidade para outros mundos, mas não sobrara mais nada para se alegrar.

— V-você deixou isso cair... Quando... Quando ele te jogou. – O Elsen que havia encontrado e levado junto conseguira se desfazer da coleira que havia feito, lhe estendia a caixa de música com as mãos tremendo. A tinta havia lascado um pouco do lado esquerdo, mas por sorte ela ainda estava inteira.

Gracias. – Pegou o objeto com cuidado, afinal aquele seria o único meio de sair daquele vazio e voltar para o lugar de onde veio originalmente. Havia saído de lá em busca de um lugar e uma vida melhor, mas agora se via obrigado a voltar para o seu mundo por conta da destruição deste.

— Para onde vamos agora? Não há mais nada. – O Elsen perguntou inseguro e Zacharie rira parecendo uma tosse.

— Um mundo não muito diferente do que este era. – Explicou começando a mexer nos pequenos botões da caixinha, podia sentir o poder saindo dali. – Mas a fumaça que respiramos vem da troca entre ela e o ar puro, o plástico em que pisamos foi posto por cima da grama já morta, nossa carne é tóxica e o metal tomou conta de nossas vidas. Fizemos nosso próprio caos sem a ajuda de ninguém.

— E que mundo é este exatamente?

— Onde vivem os humanos. – Zacharie declarou com um sorriso antes de a música começar a tocar e ambos serem transportados para um novo mundo.

E a última coisa que sobrara daquele lugar falecido era uma máscara de gato, abandonada em um chão ensaguentado.

Notas finais
O Elsen sobrevivente nesta fic realmente é real! Ele pode ser encontrado na zona dois na área residencial depois de ser purificada. Eu não quis esquecer dele afinal de contas, por isso o coloquei na fic. ;p Eu tenho minhas dúvidas que Zacharie sobrevivera ao final do jogo, afinal Batter desligara tudo teoricamente, mas eu realmente tenho curiosidade de saber como seria uma luta entre os dois e acho que isso era algo de bastante gente! Não descrevi o rosto de Zacharie pois gosto do mistério por trás de sua face, imaginem como quiserem! Comentários são muito bem vindos! Obrigada pela leitura ^-^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!