Leua

1 Leua


Me perco em umas fases nada avulsas

O ciclo não para, eu é que as vezes esqueço que sempre continua,

Primeiro a dificuldade de uma mostra seminua,

Surge uma pequena luz e logo já recua

Me entro e pra mim me mostro toda nua

Nova. E um pouco confusa.

Mas é chegada a hora onde tudo se situa.

Logo , CRESCENTE. Ela fica leve feito pluma

Com tudo ao meu alcance, posso ser a dona de qualquer rua

O redor que retribua

Vou crescente e que eu (ou ela) logo, evolua.

Na evolução crua

Chega a CHEIA e então tudo se cultua

— Minha linda flor de rua

Desabroche se quiser sem medo e sem ditadura

Hoje sou mais minha do que sua

Me encho e até nos mares a água se tumultua

Na claridão das noites em que se mostra nua

Todos param pra admirar a bela que não mais se recua.

E o ciclo prossegue até que cada fase se extingua

Ela míngua.

Me retiro e então comigo , tudo se conceitua

Pros outros não me mostro mais na bondade pura

Cuidado, a noite está sem lua.

Tudo se perpetua, e nos meus cachos se mistura

Não sei se falava de mim, ou da irmã Lua.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!