Letters To Anyone
8 Sixth letter
Notas iniciais
Não, não abandonei Beyond The Mirror/A Strange In New Jersey/Seven Days With Him/Akaku Sekai/Away From Life e nenhuma outra que possa estar com a atualização pendente. Vou atualizar tudo, se ainda quiserem, claro.
O tanoshimi. Enjoy ♥
Vamos jogar?
Todo jogo tem suas perdas.
Fora tarde demais. Enquanto tentávamos descobrir o que ele queria dizer com “Há algo no rei que se difere dos outros”, a manhã de domingo trouxe o que temíamos. Mais um corpo fora encontrado, daquela vez nos fundos de um famoso cassino na cidade. A vítima fora Riley Sager, contador financeiro. Tinha toda a história de Sager e no final, o que era pior, havia a pergunta: Quantos mais como Sager morrerão até que se encontre o culpado?
Era a pergunta que todos faziam.
Coudec dissera que Gerard nunca trabalhava com ninguém, que preferia ficar sozinho com suas próprias ideias, mas que não era difícil encontrá-lo acordado o dia inteiro. Talvez isso explicasse o bom humor de todos os dias.
Kurt era do FBI, mas saíra por motivos pessoais – não perguntei exatamente quais, uma vez que a vida pessoal dele não tem nada a ver com o caso –, só que isso não afetara a amizade daqueles dois, de forma que fora Coudec quem o chamara para aquele caso em especial.
– Aqui – ele indicou a primeira linha do jornal que Coudec lia com tanta atenção. – Leia.
– Riley Sager foi morto na última noite de sábado, dez de setembro, atrás do Cassino Royal Flush com um golpe no peito, que a polícia diz ter sido provocada por algo semelhante a uma faca. A lâmina atingiu seu coração, parando-o na hora. Não...
– Certo, chega – cortou Kurt assim que já tinha o que queria. – Coração. Pegue a carta, Frank – ordenou-me daquele jeito típico.
Fiz o que pedia, não queria contrariá-lo e irritá-lo ainda mais, pelo que parecia. Estendi a última carta sem saber o que ele queria.
– Veem algo de diferente na carta? Está marcada com algo? Algum sinal de diferente? O que veem? – indagou-nos.
– É como todas as outras, Gee. Aonde quer chegar? – Kurt respirou fundo.
– Acho que entendi – murmurei.
– A lâmina atingiu seu coração. Há algo no rei que se difere dos outros – inquiriu novamente como se a resposta fosse tão óbvia que era um claro insulto à inteligência até de um reles macaco.
– Copas – murmurei.
– Está quente...
– Mas não faz tanto sentido. Se essa fosse a pista, não está tão clara – questionei.
– Está, na verdade – dessa vez fora Kurt quem cortara. – Aqui diz que Riley tinha problemas de coração, e que, segundo parentes, estava tentando o suicídio por ter pouco tempo de vida e por não conseguir pagar suas dívidas, além de que estava sendo procurado por gangues, das quais devia dinheiro.
– Sager não tinha o coração de copas – Gerard concluiu como se ninguém mais ali pudesse entender o que estava tão na nossa cara.
Ele era melhor do que eu, não podia deixar de observar.
– Bom... O que temos a fazer agora, senhores, é esperar a próxima carta – Kurt comentou tristemente. – Talvez a próxima nos diga mais alguma coisa.
Já era certeza de que não estava sendo espionado por câmeras e nem microfones ou qualquer outra coisa do tipo, que minha casa era um local seguro, de forma que fazíamos nossas reuniões lá.
– Queria que isso acabasse logo... – Coudec murmurou infeliz massageando as têmporas. – Já são cinco anos atrás do vento e tudo o que temos são cartas. Ele é um viciado em jogos e não digo dos bons.
– Espera... O que disse? – fuzilei-o com o olhar, sentindo um rápido lapso de consciência.
– Que ele é um viciado em jogos? – seus olhos azuis me fitavam sem entender.
– Jogos... – senti um sorriso estranho rasgar meus lábios. – Acho que sei quem ele ataca. Quer dizer, é só um palpite, preciso confirmar essa teoria. Acham que conseguem pegar todo material que tiverem sobre o caso e me fazerem uma cópia? Tenho de estudá-lo de um jeito mais delicado, tomando como base essa teoria.
– Claro, talvez em três dias já esteja com o material em mãos. Mas o que houve? – de repente o louro parecia mais animado com o meu surto de criatividade.
– Pelo que temos, desde que ele voltou atacou apenas duas vezes, claro, mas qual era o único ponto familiar entre as duas vítimas? Além de serem homens e terem dentre trinta a quarenta anos.
– Jogadores fanáticos e falidos – Gerard respondeu e algo em seu olhar parecia ter mudado. Algo ali parecia brilhar, talvez ele estivesse gostando do rumo daquilo tudo, finalmente.
– Exato. Precisam de mais detalhes? – sorri satisfeito com aquela afirmação. Tínhamos alguma coisa, já estávamos progredindo.
Estava orgulhoso de mim mesmo, para dizer a verdade.
Quem sabe não era agora que conseguiria invadir a mente que tanto procurava?
Notas finais
Até o próximo.
Kissus. Way.
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