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1 Capítulo 1 - Indecisão e Confusão
Notas iniciais
Andando de um lado a outro em frente a um armário, estava uma menina de cabelos castanhos claros, olhos da mesma cor dos cabelos, usava óculos e de altura mediana. Ela segurava sobre seu peito um envelope roxo claro, lacrado com um adesivo de coração. A morena parecia nervosa, indecisa sobre alguma coisa. Ficava encarando uma portinha em particular enquanto ficava repetindo o mesmo movimento sem parar. Só parou quando se assustou com um toque repentino em seu ombro.
- Quer me matar Haru-chan? – A menina questionou com uma das mãos no coração e a outra escondendo o envelope.
- Desculpe Win-chan, é que fiquei curiosa... Por que está aqui andando de um lado a outro? – Haruna perguntou.
- N-não é por nada... – Winry respondeu, olhando para o chão.
- Como não? Ninguém fica andando de um lado a outro assim, do nada. – Haruna falou, cruzando os braços e observando a atitude da amiga.
- Você sabe o que é. Contei-te ontem! – A moça exclamou, com um rubor nas bochechas.
- Ah! A carta? Coloca logo aí dentro boba. É fácil! É só pegar ela e empurrar contra esse buraquinho do armário! Assim! – Haruna, enquanto falava, pegou o envelope das mãos de Winry e o colocou dentro do armário.
- ...! – A moça dos óculos ficou imóvel, sem reação. Estava quase desistindo de colocar aquele maldito envelope dentro do armário, agora não poderá voltar atrás.
- O que foi? – A morena questionou, vendo o estado de choque da amiga.
- C-como você faz uma coisa dessas comigo? – A moça questionou balançando os braços freneticamente. Estava desesperada.
- Oras, se dependesse de você, essa carta nunca iria chegar às mãos dele. – Haruna falou tranquilamente, enquanto via Winry se descabelar.
- A carta ficou horrível! E agora? Já sei! Vou pedir transferência para uma escola longe daqui. Do outro lado do país! Irei comunicar minha mãe agora! – Winry exclamava frases sem sentido algum, enquanto Haruna só observava.
- Calma, não é o fim do mundo. Vamos esperar pra ver o que vai dar. – Haruna falou e se virou na direção do pátio.
- Você me ferra e vai embora assim? – A moça questionou desanimada.
- Não te ferrei. Ajudei-te a ter um futuro lindo com o boy que você ama! – Haruna exclamou. Parecia feliz, pois foi saltitante para perto das outras amigas, que estavam observando de longe.
Sem muitas opções, Winry seguiu a amiga. Passou o intervalo inteiro pensando na carta. Iria tentar recuperá-la a qualquer custo. Poderia tentar arrombar a porta do armário, pegar o envelope e sair correndo. Também poderia tentar recuperá-lo quando o menino estivesse para abri-lo. Sua mente não parava de trabalhar em diversos planos para dar fim àquela carta.
Na sala de aula, só conseguia rabiscar coisas sem sentido em seu caderno. O professor até pensou que a menina tivesse adquirido problemas mentais. E assim se passou nas aulas de História Mundial, Biologia e Matemática. Até bater o sinal para ir embora. Quando este bateu, a menina saiu correndo para o armário do menino. Iria tentar roubar a carta de volta.
Quando chegou lá, ficou surpresa. O menino já estava com a carta em mãos. O que fazer? O único jeito é tentar tirar das mãos dele e sair correndo. Mas, quando foi fazer isso, se atrapalhou e acabou rasgando a pontinha do envelope, facilitando a retirada do papel constrangedor que ali tinha.
- Winry? O que está fazendo? – O menino de cabelos azulados questionou, quando viu a mesma no chão, com um pedaço pequeno do envelope.
- Eu... Ahn... Ah, estava só de passagem! Está na hora de ir embora, sabia? – Winry respondeu se levantando toda atrapalhada.
- E por que queria levar o envelope embora? – O menino questionou novamente.
- Por nada ué! Vou indo... Até amanhã Yuuichi! – A menina falou e saiu correndo toda desajeitada.
- Eu hein... Ela nunca foi assim...
Quando viu que tomou uma distância segura da escola, Winry encostou-se em um muro para respirar. Não tinha acreditado que seu plano havia falhado. Era tão perfeito. Só tinha que chegar de mansinho, pegar o envelope correndo e sair apressadamente. Não tinha como errar. Quero dizer... Não ia ter como errar se fosse qualquer outra garota. Winry tinha fama de se atrapalhar em tudo o que fazia quando estava nervosa.
Desolada, resolveu seguir o caminho para sua casa, até sentir o toque de alguém em seu ombro.
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