Let's Not Fall In Love
6 Capítulo 5 - Amor Proibido
Notas iniciais

T.O.P
Entrei no carro que estava estacionado junto à entrada do prédio e logo me dirigi de volta a casa. Pelo caminho enquanto ouvia música, repassava mentalmente todo aquele dia, tinha sido bem divertido sair da rotina, e Seung-Hee é definitivamente uma das pessoas mais amáveis que já conheci, e talvez seja por isso que ela não me sai da cabeça, como é possível estar assim por alguém que acabei de conhecer?
Cheguei a casa, abri a porta da garagem e entrei, depois disso subi e dirigi-me ao meu quarto, mas o meu percurso foi interrompido por Ji-Yong que esperava por mim na sala comum do segundo andar.
– Ainda acordado? — Perguntei de relance.
– Hyung precisamos de falar. — Disse com um tom muito sério.
– Que se passa? — Indaguei aproximando-me dele. Ele estava sentando num pequeno sofá localizado exatamente por baixo de uma clarabóia, Ji-Yong, costuma passar horas a fio a olhar para o céu, talvez para lhe trazer inspiração para a composição, ou talvez por ser demasiado preguiçoso para se levantar.
– Gostas da Seung-Hee? — Questionou bruscamente levantando-se do sofá.
– Claro que não, porque dizes isso? — Tentei compreender, e apesar de o ter negado, não estou totalmente certo disso neste momento.
– Hyung, a Seung-Hee é apenas uma manager com uma vida simples mas feliz, fora dos olhares atentos dos paparazzis, tens a certeza que a queres trazer para este mundo, o nosso mundo? O será que ela quer? Será que está preparada? Tens de pensar que ela não é famosa…
– Ji-Yong, ela é manager, apesar de não aparecer diante das camaras ela sabe como funciona este mundo… — Disse. — Mas mais que preocupado comigo, tu deverias estar preocupado contigo e com a Yong-Gi, tu achas mesmo que vais conseguir evitar o inevitável?
– Isto não é sobre mim… — Disse Ji-Yong. — Mas sobre esse assunto eu prometi que não me apaixonaria por ela, e eu sou um homem de palavra.
Ji-Yong abandonou a sala em alta velocidade em direção ao seu quarto deixando-me sozinho com os meus pensamentos. Mas quando eu me dispunha a voltar ao meu caminho original, Ji-Yong voltou a aparecer.
– Acho que me esqueci de mencionar. Se vocês realmente começarem a sair juntos, o vosso namoro será contra as regras, será que estás disposto a aceitar o risco?
Ele não me deu tempo para responder, pois depois daquela pergunta voltou para o seu quarto, mas uma coisa é certa, ela deixou-me a pensar.
Depois de deixar tudo pronto deitei-me na cama a olhar para o tecto, e apesar de ainda estarmos no meio de Agosto, tive de me levantar para encostar a janela pois uma brisa fria batia no meu corpo fazendo ele se arrepiar. Aquela pergunta não me saia da cabeça, será que quero mesmo arriscar a perder a minha carreira e a ser expulso dos BIGBANG, por uma mulher que mal conheço… Uma mulher já famosa não seria um problema, o Taeyang e o Daesung que o digam, mas uma completa desconhecida que ainda por cima trabalha para a empresa é um grande problema.
Depois de dar voltas e voltas na cabeça aquela pergunta pertinente finalmente deixei que o cansaço e o silêncio da noite me tomassem.
***
Depois de tomar o pequeno-almoço acompanhado pelo resto dos membros, desci até há garagem onde Daesung me esperava para lhe dar boleia até há casa da sua amiga de infância, Kim So-Han, que apesar dele ele sempre dizer que eram “apenas amigos” todo o mundo já sabia que eram mais que isso. Já haviam circulado na media imensos rumores de que Daesung e So-Han estavam a sair juntos, mas a verdade é que ele nunca confirmou, nem na imprensa nem connosco.
Depois de o deixar o Daesung há porta de casa de So-Han dirigi-me há YG na esperança de encontrar a Seung-Hee, mas desafortunadamente sem sucesso. Já que estava no Quartel-General da YG aproveitei para resolver uns assuntos com o Lee Ki-Jung sobre o meu próximo k-drama. Entrei no escritório e deparei-me com um manager bastante ocupado, com um monte de folha em cima da secretária e um andar apressado de um lado para o outro da sala enquanto fala aos berros ao telemóvel. Antes de evadir por completo o local bati à porta para receber a permissão para entrar, sentei-me na cadeira há frente da secretária, e logo de seguida Ki-Jung fez o mesmo.
– Bom dia. Que se passa? — Perguntou Ki-Jung tirando o monte de papeis da sua frente.
– Queria saber como estão a ser resolvidas as coisas acerca do k-drama que irei gravar em breve.
– Bem, estamos a tratar disso, mas acho que ele só se começará a gravar depois da vossa mini-tour. — Informou Ki-Jung olhando para os papeis como se procura-se alguma coisa. — Aqui está, segundo o calendário que o Presidente Yang me deu, o k-drama começará a ser gravado por volta do fim deste ano início do próximo, pois a actriz que eles querem para o papel principal ainda não deu confirmação.
– E quem seria essa atriz? — Questionei.
– Bem, isto aqui é apenas um rumor, mas dizem que talvez posso ser Giselle Park.
– Giselle Park, tens a certeza? — Perguntei surpreendido.
Giselle Park, com certeza uma das coreanas mais famosas do mundo, se não a mais famosa, faz imenso sucesso na América, sinceramente se ela aceitar seria um honor trabalhar com uma pessoa com tanto talento.
– Isso é o que os rumores dizem, mas a verdade é que não passam de rumores, os directores ainda não confirmaram nada, mas quando o fizerem eu digo-te alguma coisa. — Disse Ki-Jung.
– Obrigado. — Disse levantando-me da cadeira e dirigindo-me há saída.
– Seung-Hyun, se vires o Ji-Yong diz-lhe para passar por aqui, preciso de falar com ele acerca do álbum. — Pediu Ki-Jung antes de eu sair.
– Está bem. — Disse saindo.
***
Depois de almoçar no edifício da YG dirigi-me até ao prédio da GP na esperança de finalmente encontrar a Seung-Hee. Subi até ao piso dedicado aos managers pensando que provavelmente ela estaria lá, mas mais uma vez não tive sorte, depois voltei há recepção e perguntei por ela, e mais uma vez sem sorte. Quando pensava que tinha perdido uma manhã inteira há procura de um fantasma, Yong-Gi passou por mim e fui atrás dela.
– Yong-Gi! Espera! — Pedi. Ela parou mesmo há porta do edifício. Aproximei-me dela.- Hey! Sabes da Seung-Hee?
– Por acaso eu também não a encontro, ela não atende o telemóvel e não veio trabalhar… Eu ia a casa dela agora para saber o que se passa… — Informou Marti.
– Será que lhe aconteceu alguma coisa? Ela ontem estava bastante bem. — Disse.
– Por falar em ontem. Espero bem que tenhas a certeza do que estás a fazer. — O tom de voz de Marti tornou-se ligeiramente mais sério e muito frio.
– Foi o Ji-Yong que te andou a meter essas coisas na cabeça não foi? Eu e a Seung-Hee somos amigos, conhecemo-nos ontem e somos adultos.
Marti encarou-me. — Eu sei que são dois adultos, mas eu não quero que a Seung-Hee sofra mais. — Fez uma pausa. — Eu vou a casa dela, queres vir?
– Não, é melhor ires tu sozinha, eu tenho de falar com o Ji-Yong, sabes onde ele está?
– Piso 20, último estúdio, se não encontrares, a minha prima está no primeiro estúdio e ela leva-te lá. — Informou Marti saindo logo a seguir em direcção ao estacionamento.
Entrei no elevador e subi até ao piso 20 deparando-me com um monte de confusas placas indicando tudo menos onde ficava o último estúdio, então, seguindo as indicações de Marti entrei na primeira porta há direita deparando-me com uma rapariga nos seus 16 anos com um coque despenteado e uma chávena de café na mão olhando fixamente para o computador de onde saía um projecto de música que a meu ver seria algo muito bom, apercebendo-se da minha presença na sala e virou-se para mim e perguntou:
– Em que posso ser útil?
– Sabes onde está o G-Dragon? — Questionei.
– Vá até ao fundo do corredor, vire há direita e depois há esquerda no fim desse corredor, é a porta do fundo, mas se não encontrar volte aqui que eu levo-o lá. — Informou a rapariga bebendo um pouco do café. — Já agora o meu nome é Haru, sou líder do grupo BlackJack.
– Eu sou o Seung-Hyun ou T.O.P como prefiras. Obrigada pelas informações. — Agradeci e saí do estúdio.
Seguindo as indicações de Haru, finalmente dei com o local pretendido, Ji-Yong encontrava-se no meio do processo de composição de músicas quando entrei, ele parou tudo e olhou para mim.
– O Ki-Jung precisa de falar contigo, quando poderes passa pelo escritório dele. — Passei a informação.
– Certo, eu passou por lá quando a Marti voltar, por falar em Marti, sabes onde é que ela foi? — Perguntou.
– Foi até ao apartamento da Seung-Hee, porque não a conseguimos encontrar. — Disse sentando-me junto a Ji-Yong. — Então como é que estão as coisas?
– Em processo de criação, mas pensei que fosse ser mais difícil, não sei, ter a Marti aqui a ajudar faz toda a diferença, ela faz-me pensar mais depressa, mas a verdade é que já não me sai tão facilmente como antigamente.
– Estamos a ficar velhos. — Disse na brincadeira.
De repente um telemóvel começa a tocar, era o de Ji-Yong, ele atendeu e depois de pouco menos de um minuto de conversa ele vira-se para mim com uma cara muito séria.
– Que se passa? — Perguntei.
– A Seung-Hee está no hospital… — revelou Ji-Yong.
– Que se passou, diz-me! Em que hospital, tenho de para lá agora mesmo!
Antes de conseguir sair do estúdio Ji-Yong agarrou-me no braço e abriu um daqueles sorrisos fofos que ele tem às vezes e olhou para mim.
– Estava a brincar, ela está com a Yong-Gi e ao que parece ela não apareceu aqui porque esteve a tratar de umas coisas para o lançamento do álbum. — Informou Ji-Yong.
– Não voltes a fazer uma brincadeira dessas. — Disse lançando-lhe um olhar fulminante.
– Desculpa não sabia que te ias por assim. — Disse entre gargalhadas.
Se ele soubesse o aperto no coração que tive quando ele proferiu aquela frase, jamais o teria feito. Mas porque é que me afectou tanto? Nós mal nos conhecemos, eu não posso gostar dela… Porquê? Simples, o nosso amor é proibido.
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