Let's Not Fall In Love
14 Capítulo 13 - Esperarei por Ti
Notas iniciais

G-DRAGON
Encontrava-me no estúdio de gravação junto com Chae-Rin, que durante a tarde me tinha ligado pois necessitava da minha opinião sobre o seu novo álbum.
— Então o que achas-te? — Perguntou ela encarando-me.
— Gostei muito. Mas fala com o teu produtor para reverem as músicas mais detalhadamente, há na melodia da primeira música que não soa muito bem. — Retorqui pondo a música de novo. — Consegues ouvir, o tempo a que o baixo está a tocar não concorda com o tempo em que o resto dos instrumentos tocam.
— Okay, mas sem ser isso o resto está bem, certo?
— Certo. — Confirmei.
O som do meu telemóvel a tocar irrompeu o silêncio do estúdio. — Estou.
— Ji-Yong? — Perguntou a voz feminina.
— Sim, quem é?
— A Hyo-Rin. Queria-te avisar que a Yong-Gi está aqui em tua casa e não para de perguntar por ti.— Explicou.
— Mas estás só tu em casa, Noona?
— Não, o Taeyang está aqui também, mas nós estávamos a sair quando ela tocou à campainha.— Disse.
— Eu vou já para aí!
Deliguei a chamada e levantei-me. — Chae-Rin, desculpa surgiu-me um imprevisto e tenho de voltar para casa. — Expliquei. Avancei em direção à porta mas parei quando senti o meu braço ser agarrado.
— É a Yong-Gi Unnie não é? — Perguntou levantando-se também. — Não precisas de responder… Mas por quanto tempo pensas esperar por ela?
— O tempo que for preciso… — Respondi, abanei o braço para que ela me larga-se e segui em direção à porta.
— Tu amas-a de verdade não é?... Quer dizer, nós…
Não a deixei terminar. — “Nós” foi um erro Chae-Rin.
Abandonei o estúdio e o prédio da YG em direção ao parque de estacionamento subterrâneo. A noite já não era uma criança, e a rua estava completamente deserta, mesmo sendo uma sexta-feira à noite. Entrei dentro do carro e dirigi-me então para casa. Naquele momento passavam-me muitas coisas na cabeça. Será que devo mesmo esperar por ela? Será que algum dia se dará conta?...
Mas por quanto tempo pensas esperar por ela?
Essa pergunta. Boa pergunta Chae-Rin. Por quanto tempo? Umas semanas, uns meses, uns anos? Uma eternidade?... Neste momento o meu cérebro e o meu coração não estão de acordo. O meu coração só a quer a ela e não se importa de esperar o que for preciso, mas o meu cérebro diz que estou a perder tempo numa coisa que talvez não funcione. Não me lembro de alguma vez me ter sentido assim. nenhuma mulher jamais me fez sentir assim… Eu esperarei por ela.
Cheguei a casa e abri a porta. Hyo-Rin encontra-se junto de Yong-Gi a tentar acalmá-la.
— Onde é que está o Ji-Yong-sshi!... Quero o Ji-Yong-sshi! — Gritava já a arrastar a fala.
— Ele está aqui Yong-Gi. — Disse Taeyang. Ele aproximou-se de mim. — Este é um lado da Yong-Gi que espero não voltar a ver. Mas até que ela é bem engraçada quando está bêbeda.
— Bem Ji-Yong-sshi, deixo-te esta pequena a teu cargo. — Disse Hyo-Rin com animação. — Não faças nada estranho com ela, okay?
— Okay! — Respondi.
— Fighting! — Disse Hyo-Rin.
Taeyang e Hyo-Rin deixaram a casa e então aproximei-me de Yong-Gi que continuava a chamar pelo meu nome.
— Ji-Yong-sshi!
— Estou aqui, Yong-Gi… — Disse aninhando-me junto dela no sofá. Ela rebolou e ficou virada para mim fixando o seu olhar no meu.
— Ji-Yong-sshi! — Exclamou. Na tentativa de me dar um abraço acabou por cair sobre mim, as nossas cara ficaram a centímetros como daquela vez no estúdio de dança. Ela cheirava a uma mistura do seu perfume de rosas com álcool e tabaco, era estranho tê-la tão próxima, mas ao mesmo tempo tão longe. Ela aproximou os seus lábios dos meus, olhou-me uma última vez e então os nossos lábios se tocaram. O beijo foi longo e intenso. Eu podia ter continuado, mas não quis. Afastei-a. Sabia que estava a fazer o correto. Peguei nela ao colo e levei-a para o meu quarto e deitei-a na minha cama, tirei-lhe os sapatos e cobria-a levemente.
Dirigi-me então ao estúdio de gravação da casa, sentei-me em frente ao computador, observei o estúdio vazio, o microfone, os instrumentos. Peguei então numa folha e comecei a escrever aleatoriamente sobre o que estava a sentir.
Tenho vindo a pensar.
Será que isto é certo ou errado?
Será que devo esperar?
Será que devo avançar?
A minha mente e coração estão em conflito.
Nem mesmo consigo decifrar o que sinto.
A minha cabeça começa a doer,
já nem me consigo entender.
Não importa se forem minutos, horas, dias até mesmo anos.
Eu estarei esperando por ti.
Não importa se for para sempre.
Eu esperarei por ti.
Uma promessa para cumprir.
Um amor proibido?
Estás tão longe, mas ao mesmo tão perto.
Tenho medo de te largar e te perder para sempre.
Tu és uma incógnita para o meu coração.
Neste momento estás na minha cama,
enquanto eu componho esta canção.
Um minuto sem ti parecem mil horas.
Estou a enlouquecer. Quero ver-te na minha cama junto a mim.
Eu só quero que saibas que te amo…
***
Acordei. Ainda me encontrava no estúdio. Desci até à cozinha e tomei um pouco de leite, liguei então para a Seung-Hee para a avisar que a Yong-Gi tinha passado aqui a noite. Seung-Hee disse que se queria encontrar comigo sendo assim marcamos uma hora para nos encontrarmos. Peguei numas torradas e fiz um pouco de café, coloquei tudo em cima de um tabuleiro e subi até ao meu quarto, quando abri a porta deparei-me com o quarto completamente vazio. Em cima da cama vazia havia um papelzinho azul bébe, pousei o tabuleiro e peguei no papel.
Eu não me lembra muito bem de como vim parar aqui Ji-Yong. Voltei para casa. Desculpa o incomodo.
xoxo, Yong-Gi
Como esperado ela não se lembra de nada… Levei o tabuleiro para baixo e sentei-me no terraço a comer. Depois subi e entrei para a casa de banho, como tinha tempo antes do encontro com a Seung-Hee, preparei um banho relaxante, estou a precisar faz tempo de algo assim. A Yong-Gi está a dar-me a volta à cabeça. Entrei dentro da banheira, sentei-me e relaxei. O que é que eu vou fazer?...
A campainha tocou assustando-me. Quem seria a esta hora? Limpei-me rapidamente e vesti a primeira coisa que me apareceu, desci as escadas a correr e abri a porta.
— Chae-Rin? Que fazes tu aqui? — Perguntei surpreendido.
— Podemos falar?... — Questionou. Eu anuí, ela entrou e foi em direção ao terraço, eu acompanhei-a.
— Sobre o que queres falar? — Indaguei.
— … Bem… — Ela fez uma pausa e logo fixou o seu olhar no meu. — Tu mudaste imenso Ji-Yong. Há um ano atrás tu não eras assim… Jamais esperarias por alguém… Não esperaste por mim…
— Chae… — Ela interrompeu-me.
— Ji-Yong, o que eu quero dizer é que… Estivemos juntos por dois anos… E tu nunca me olhaste do jeito com que olhas para a Yong-Gi Unnie… — Ela faz uma pausa. — Quando dizes que vais esperar por ela… O teu olhar esconde uma tristeza enorme… Porque não avanças? Quando nós estivemos juntos foste tu que avançaste, tu mesmo disseste que se desse errado não importava… Não deveria ser assim para a Unnie também… Avançar sem se arrepender?... Ou eu fui assim tão insignificante?
— Chae-Rin…
— Ji-Yong, eu amei-te como nunca tinha amado alguém, e tu deitas-te me ao lixo como se nada fosse! — Exclamou já com as lágrimas nos olhos. — O que é que ela tem que eu não tenho?! O quê?
— Cha…
— Tu nunca me amaste não foi mesmo? Tu só me utilizas-te não é? Eu sou na…
— Eu gostava muito de ti! Muito mesmo. Tu disseste que podíamos experimentar! Foram dois anos, dois anos em que prometemos que se não desse certo continuaríamos amigos. Uma promessa que cumpro até hoje!— Disse irritado.
— Sabes qual foi a razão de eu me ter mudado para a América? Foi para não ter de ver o teu rosto com tanta frequência. Cada vez que nos encontrávamos era como se estivesse a levar mil facadas no coração, por saber que não te podia odiar pelo que fizeste, mas mesmo assim te querer odiar... — Disse limpando as lágrimas. — … Mas isso já não é mais assim… depois de dois anos de sofrimento, finalmente encontrei alguém que curou o meu coração. Tal como tu. Eu só quero que me prometas uma coisa.
— O quê? — Perguntei.
— Não faças à Unnie o que me fizeste a mim, ela não merece. Promete que a vais cuidar como nunca me cuidaste a mim…
— Eu prometo...
***
Seung-Hee já se encontrava sentada na esplanada quando cheguei. Do local onde ela se encontrava podia-se admirar sem nenhum problema toda a beleza do Rio Han, um sitio perfeito para passar algumas horas.
— Olá! — Cumprimentei.
— Olá! — Retorquiu. Depois de fazermos os nossos pedidos Seung-Hee finalmente revelou a razão deste encontro. — Eu quero falar contigo sobre a Yong-Gi…
— Yong-Gi, Yong-Gi… Marti! Porque é que eu não consigo deixar de pensar nela? Porque é que eu não consigo deixar de me preocupar com ela? Ela está-me a deixar completamente louco… — Pousei a minha cabeça sobre as mãos e esfreguei o cabelo em desespero. — Eu quero esperar por ela, mas esta espera está me a matar pouco a pouco…
— Ji-Yong… — Ela colocou a sua mão sobre a minha cabeça. — Eu vou falar com ela. Tenho algo que a fará ver as coisas.
— De que estás a falar? — Questionei levantando a cabeça.
Ela retirou da sua mala um saco cor-de-rosa com um laço. — O Andrew deu-me isto antes de morrer, ele disse-me para dar isto à Yong-Gi caso ela não conseguisse ultrapassar a morte dele… Espero que isto funcione. A Yong-Gi ficou muito marcada pela morte do Andy. Quando eu a conheci eles já namoravam fazia muito tempo, ele foi o seu primeiro namorado, o seu primeiro amor, o seu primeiro melhor amigo… Ela tinha definitivamente encontrado a sua alma gêmea.
Alma gêmea… Eu não tenho como competir contra isso.
— Eu não acredito nisso das almas gêmeas, para ser sincera… Mas acredito sim em destino, e acho que tu foste algo que o destino colocou no caminho dela, e fico feliz que tenhas sido tu, Ji-Yong. o Andy e a Marti mais que amantes eram melhores amigos, tu e a Marti mais que amigos parecem amantes… A forma como se olham… Por mais que ela negue que te ama, o olhar dele não mente. Desde a morte do Andrew que não a vejo sorrir da forma como sorri quando está contigo. Quando ela está contigo os seus olhos deixam de esconder tristeza. Tu fazes-lhe bem e é por isso que te quero ajudar, Ji-Yong.
— Obrigada, Seung-Hee… — Agradeci. — Mas a pessoa não pode ter duas almas gêmeas…
— Nunca se sabe, talvez tu sejas a verdadeira alma gêmea da Yong-Gi… A vida dá muitas voltas.
Dá muitas voltas, mesmo...
Fale com o autor