Let's Not Fall In Love
12 Capítulo 11 - Uma Decisão Tomada
Notas iniciais

G-DRAGON
Marti saiu a correr do estúdio, eu nem tempo de reagir tive. Eu deveria tê-la impedido de ir. Apesar de ter sido ela quem me beijou, sentia-me culpado por ter quebrado a promessa que havíamos feito. Desliguei a música e sentei-me encostado ao espelho com as cabeça entre as mãos. O que é que eu faço agora?
Depois de refletir durante algum tempo decidi voltar para casa e descansar, amanhã seria um longo dia.
***
Encontro-me deitado na cama envolvido pela escuridão da noite. Não consigo dormir, a culpa não me deixa fechar os olhos sem me lembrar do que aconteceu. Estou preocupada com a Yong-Gi. Será que ela está bem?
Foi apenas um beijo para mim, mas para Yong-Gi foi uma promessa quebrada, uma promessa que significava tudo para ela… Como pude fazer algo assim?
Levantei-me, liguei a luz e vesti a primeira coisa que me apareceu à frente. Desci as escadas a correr em direção à garagem. Entrei no carro e dirigi-me para o apartamento de Yong-Gi o mais rápido possível, tenho de resolver isto agora mesmo!
Hoje parecia que a viagem estava a demorar mais do que do costume, hoje que eu preciso de chegar até ela o mais rápido possível, parece que tudo está muito lento. São cerca das três da manhã, e apesar disso Seoul continua a fervilhar de energia.
Estacionei o carro bem em frente ao prédio onde ela vive, saí a correr e subi até ao seu apartamento, parando em frente à sua porta. Olhei para a campainha. Será que isto é o certo? E sem pensar na resposta carreguei no botão uma, duas, três vezes, e silêncio foi o que recebi em troca. Então rodei a maçaneta. Está aberta. Entro dentro do apartamento e ligo as luzes, deparando-me com Yong-Gi deitada no meio chão, com as boca negra e uma garrafa vazia perto dela.
— Yong-Gi! — Corri para junto dela, abanei-a para ver se a conseguia acordar. — Yong-Gi, acorda… Por favor!
A resposta foi silêncio. Então passei a dar-lhe pequenas estaladas na esperança que ela acordasse.
— Ji-Yon… — Sussurrou virando-se nos meus braços.
— Sou eu, Yong-Gi o que é que tu fizeste…
— Eu… Promessa… — Balbuciou mexendo-se de novo.
Peguei nela ao colo e deitei-a no sofá, fui até ao frigorífico e peguei numa garrafa de água fazendo-a beber. Parece que com isso começou a recuperar a consciência. Então abriu os olhos e encarou-me. Eles estavam vermelhos, como se tivesse passado a noite toda a chorar.
— Ji-Yong-sshi… — Proferiu passando a sua mão sobre o meu cabelo. — Desculpa… Eu quebrei a nossa promessa…
— Esquece isso agora. — Disse agarrando a sua mão e pousando-a sobre o seu peito, quando me ia levantar, ela agarrou-me o pulso.
— Eu amei o Andrew com todo o meu coração…
— Yong-Gi… — Sussurrei voltando para junto dela.
— Eu sei que amanhã… Não me vou lembrar de nada disto… — Começou. — Mas eu… Eu acho que te amo…
O meu coração deu um salto quando ela falou.
— Mas também sei que o sentimento não é mútuo… Tu prometeste… Eu sei que tu cumpres sempre as tuas promessas… Não é, Ji-Yong-sshi?
Não isso não é verdade. Eu quebrei a promessa, eu amo-te! Era o que eu queria dizer, mas… Não posso.
— Yong-Gi, estás bêbeda, não estás a pensar com claridade. — Disse, aquelas palavras pareciam fogo a sair de minha garganta. Mas eu prometi… Eu tenho da proteger…
— Não Ji-Yong-sshi, eu sei muito bem… O meu coração bate mais depressa quando te vejo… Quando estou contigo sinto-me em casa… O meu coração dói quando estou longe de ti… — Ela encarou-me, os seus olhos brilhavam. Ela é tão linda…— Talvez, quando o amanhã chegar eu negue isto… Mas eu amo-te Ji-Yong-sshi… Muito…
Eu também.— Yong-Gi…
— Ji-Yong, eu amo-te…— Os olhos dela fecharam-se e voltou ao seu sono profundo.
Peguei nele ao colo e levei-a para a sua cama. Pousei-a e cobri-a. Ajoelhei-me junto a ela, afastei o cabelo da sua orelha e sussurrei. - Eu também te amo, Yong-Gi…
***
Yong-Gi chegou atrasada ao ensaio, apesar da maquilhagem, era visível o cansaço nos seus olhos. O ambiente entre nós estava estranho, mas isso foi algo que todos perceberam desde o momento em que ela entrou na sala com o seu cabelo preso num rabo-de-cavalo mal feito. Hoje estávamos completamente dessincronizados, batíamos um contra o outro, falhávamos passos, realmente estávamos bem pior que ontem.
— Chega por hoje. — Disse o Coreografo. — Eu não sei o que aconteceu com vocês os dois hoje, mas espero que o que quer que seja se resolva rápido, faltam menos de duas semanas para o grande dia, espero que estejam cientes disso.
Todos saíram do estúdio, ficamos apenas eu e a Yong-Gi que desde a sua chegada não nos havíamos dirigido a palavra um ao outro. Ela arrumou as suas coisas e dirigiu-se à porta.
— Onde vais? — Perguntei.
— Ao cabeleireiro. — Respondeu secamente e seguiu o seu caminho.
Depois de terminar de arrumar as minhas coisas, dirigi-me para casa, mas a meio do caminho decidi fazer um desviu em direção à torre Namsan, já fazia tempo desde a última vez que lá fui.
Coloquei um boné e uns óculos para não ser reconhecido e saí do carro. Fui caminhando, sem uma direção concreta, estava totalmente absorvido pelos meus pensamentos, tudo o que aconteceu ontem, todas aquelas palavras ditas… Parei, aproximei-me da grade de segurança e observei o pôr do sol. Foi então que tomei uma decisão, vou falar com ela, e resolver toda esta bagunça que se formou por causa de um beijo e uma promessa condenada ao fracasso.
***
Entrei no estúdio, Yong-Gi encontrava-se sozinha a treinar. Sabia que ela estaria aqui, principalmente depois do desastre que foi o ensaio de hoje à tarde. Definitivamente o cabelo avermelhado fica-lhe a matar, está linda, apesar da sua cara de cansaço. Fui até junto do rádio e desliguei-o assustando-a.
— Ji-Yong… — Disse virando-se para mim. — Que fazes tu aqui?
— Precisamos de falar. — Retorqui.
— Pois…
— O que aconteceu ontem… — Ela não me deixou terminar.
— Desculpa, foi um impulso eu nem sei o que tinha na cabeça para ter feito algo assim. — Desculpou-se.
— Se queres que eu esqueça o que aconteceu, apenas di-lo.
— Aquilo foi um…
— Tudo bem, eu sei. Está tudo esquecido, mas quero que me prometas uma coisa. — Proferi.
— O quê? — Perguntou.
— Promete-me que vais arrasar nesta perfomance?
Ela dá uma pequena gargalhada e logo responde. — Prometo!
— Promessa do dedinho? — Perguntei abanando a mão.
Ela entrelaçou o seu dedo no meu. — Promessa do dedinho.
Era bom vê-la sorrir de novo, mesmo que isso signifique a perda da pessoa que amo… Espero que um dia ela se dê conta do quanto a amo. Até então esperarei...
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