Lets Go Live In Another World
4 A cidade do amor.
Notas iniciais
Pegamos nossa malas e fomos pro táxi. Na verdade eu peguei as nossas malas porque a Ali só sabia dizer o quanto queria o Dani ali com ela pra eles irem juntos ver a cidade do amor. Ótimo,estou em Paris,a cidade do amor,com a minha melhor amiga apaixonada e deprimida e sem um namorado. Não podia ser melhor não é?
Acabei nem falando sobre como foi meu natal em Berlim,com a Alice,Daniel e Lucca ¬¬.
Bom,foi um natal normal,falei com a minha família,desejei feliz natal e eles me mostraram os presentes. Não,eu não dei presente pra ninguém,nem pra Alice,só o Daniel que deu uma correntinha com a letra A em ouro branco. Ta esbanjando dinheiro em. Não quer me dar um escrito 1D? Enfim,fora isso,não fizemos nada.
Assim que chegamos em Paris a Ali parou de chorar. Acho que ela botou pra fora pelos olhos todo o capuccino que tomanos no aeroporto em Berlim. Como eu já disse,pegamos um táxi e chegamos no hotel. Era lindo,todo chique.
Fomos pro quarto e claro que não ia ser diferente. Eu obiviamente fiquei toda : UHUL OLHA ESSAS CAMAS,OLHA ESSA VISTA,OLHA ESSE QUARTO,OLHA ESSA VIDA,olha essa Alice sentada no sofá com cara de enjoada. Ela estava no telefone novamente. Com quem? Advinhem. Isso mesmo: Daniel. Nem dava pra imaginar né.
Eu amo a Ali mas ela tem essa mania de não se empolgar com nada. Quando estavamos no táxi eu gritei a cada esquina que passávamos. Enquanto ela ficava naquele maldito iphone. Urgh que ódio daquele celular,se um dia eu pegar ele eu jogo de cima da Torre Eiffel.
Bom,nos instalamos e fomos almoçar. Logo depois,claro,que voltamos pra casa,tomamos banho e nos arrumamos. Botamos uma roupa linda e fomos caminhar por Paris. Já era 16h e eu estava completamente fascinada por aquela cidade.
Alguns iam pra lá em casal por ser a cidade do amor,no momento o meu amor era aquela cidade. Eu escondi o celular da Alice atrás da almofada da cama então ela saiu sem ele. Devia estar sendo uma tortura pra ela isso.
Chegamos a Torre Eiffel e fomos subir até o topo pra ver a vista. Claro que a sedentária da Ali reclamou o caminho todo. Quando chegamos lá em cima todo o esforço havia valido a pena. Era uma vista estonteante,realmente muito bonita. Paris tem algo encantado,faz a gente se sentir bem,como se os problemas voassem do alto da torre.
Eu ia comentar isso com a Ali mas quando olhei pro lado ela não estava mais lá. Então,me virei (muito rápido) pra trás e acabei batendo nas costas de alguém,que acabou virando o café todo no chão. Também né,quem é que sobe com um copo de café pro alto de uma torre.
– Oh meu deus,me desculpe! – eu disse pondo as mãos na boca.
– Meio perigoso ser desastrada no alto de uma torre não acha?– a pessoa respondeu.
A "pessoa" era um menino de uns 17/18 anos. Muito bonito,tinha olho azul e cabelo castanho,um pouco mais alto que eu. Ele era carismático. Quando ele me chamou de desatrada eu baixei a cabeça um pouco e disse:
– Me desculpa,sério,não quis derrubar seu café,é que eu perdi minha amiga e..
– Talvez eu possa te ajudar a achar ela. – ele disse me dando passagem pra frente.
Esses franceses em. Eles não esperam um convite,já vão se metendo. Mas bom,o que podia dar errado? Ele é frances,bonito,deve estar solteiro e estamos na cidade do amor.
Só que claro quando chegamos lá embaixo na entrada da torre a Alice estava lá com um menino. Conversando e ela estava com o MEU celular. Trocando número com o tal menino. Eu estava indo na direção deles com o francês atrás de mim quando parei me virei pra ele e disse:
– Nossa,você me ajudo a procurar ela e eu nem sei o seu nome.
– Ah muito bem,meu nome é Pierre.
– Ah prazer Pierre.
– E o de tão bela moça,posso saber qual é?
– Bela moça,hahaha,vocês franceses são engraçados. Clarissa,a bela moça se chama Clarissa.
– Alguns dizem que somos encantadores também.Lindo nome,igual a você.
– Bom acho melhor irmos até minha amiga antes que ela não nos veja.
Aquilo já estava ficando estranho. Cidade do amor + Francês + ele me cantando — Alice = FUJAM . Podem me chamar de idiota,mas eu não to afim de descobrir porque chamam Paris de a cidade do amor. Por isso eu não falei mais nada,fui até a Alice e perguntei se podíamos ir jantar. E ela só falou:
– O Victor pode ir com a gente? Pra você não ficar sozinha seu amigo........– ela disse estalando os dedos pra ele falar o nome.
– Pierre.– ele respondeu dando um beijo na mão dela.
– Hm cavalheiro. Leve o Pierre Claris.
Vamos subir na torre Alice? Aí quem sabe você não cai de lá de cima e morre pra aprender a não armar essas coisas pra mim. Claro que eu não falei isso. Sou muito educada,por isso aceitei e fui jantar com eles. A noite foi extremamente cômica.
Eu e o Pierre rimos muito. Ele parou de me cantar e a gente começou a se soltar e foi ficando divertido. A Alice e o Victor não queriam rir nem um pouco,desde que nos sentamos a mesa já percebi o clima. Eita menina que esquece rápido. Tadinho do Dani. Fomos pra casa e claro que o Pierre e o Victor não foram junto,se é isso que você quer saber. Tomamos banho e fomos nos deitar. Quando eu deitei a cabeça no travesseiro a Alice me cutucou e disse:
– Hey,desculpa te meter nessas,mas é que eu gostei tanto do Victor...
Me virei pra ela e respondi:
– Alice,e o Dani? Você não gosta dele? Ou pelo menos gostava?
– Ai Clarissa,ele me divertiu muito,eu gostei dele mas não era nem paixão,era só uma atração,ele era bonito e era estrangeiro. Me deeesculpee. – ela encerrou a frase fazendo carinha de cachorro abandonado.
– Tudo bem,vamos dormir,boa noite,te amo Ali.
– Ok,até amanhã,também te amo Claris.
Bom os outros 5 dias,eu e a Alice encontrávamos o Pierre e o Victor na torre Eiffel e saíamos pra caminhar por Paris. Eu estava super amiga do Pierre.
Incrível como em 6 dias a gente pode criar afeto por uma pessoa. Claro que mais uma vez chegou o dia da despedida. Eu já estava cansada de despedidas. Que coisa mais desnecessária. Temos que parar de fazer amigos em paises diferentes pra não ter de quem se despedir. Dei tchau pro Victor e ele e a Alice ficaram enrolando conversando enquanto eu me despedia do Pierre. Ele estava de cabeça baixa.
– Ei,não fica assim,um dia,se quiser fazer um tour pelo Brasil,escolhe São Paulo que eu te levo pra passear. Só passear viu.– ele riu.
– Ah ta bom Claris-uhules.
Claris-uhules,ele me deu esse apelido porque eu gritava UHULES em toda esquina de Paris nos dois primeiros dias. Então um dia ele me chamou assim e agora sempre que queria me animar ele dizia Claris-uhules.
– Vou sentir tua falta Pierre! – abracei ele e peguei meu carrinho com as malas minhas e da Alice.
– Também vou,me dê noticias ein.
Então aconteceu uma coisa que não devia ter acontecido. Um acidente,um erro. Fui dar um beijo na bochecha do Pierre e ele virou o rosto.
Desgraçado,acabou me dando um selinho. Um selinho porque eu derrubei a bagagem de mão no pé dele sem querer e ele gritou. Eu juntei ela e só disse:
– Até mais Pierre.– e saí andando pro embarque atrás da Alice.Dentro do avião contei pra ela o que aconteceu e ela me xingou. Ela me chamou de tonta por ter quase quebrado o pé do menino e não ter beijado ele "decentemente". Como sempre,dormimos. Mentira,ela dormiu. Eu estava indo pra Londres,COMO eu ia dormir. Eu ia ir pra mesma cidade dos meus meninos. Tudo ia ficar bem a partir de agora. Eu acho.
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