Lets Get Back
7 [LGB] Sixth / Aviso
Notas iniciais
6 - So hold me 'til the sun burns out i won't be lonely when i'm down …
(Mika POV’s)
Eu observei a cara de cada um. Todos pareceram demorar pra entender. Mas de repente todos pareciam pular de animação. Ri calmamente.
- Eu estou horrível! Preciso me trocar! – surtou Ana, e Mari e Fran rapidamente concordaram, eu revirei os olhos.
- Primeiro: — aumentei minha voz, chamando a atenção de todos – Ana, Mari e Fran: vão recepcionar o pessoal, e peguem o dinheiro que eles tiverem, se eles falarem que não tem nenhum, anotem o nome, se pedirem explicação, falem que é pra comprar as coisas – elas abriram a boca pra reclamar e eu acrescentei, séria – agora.
Elas foram – meio que de má vontade – e eu pude ver Fran pegando o controle pra abrir o portão, sorri, e resolvi continuar.
- Kevim: vai lá dentro e tranque todos os quartos, as chaves estão no chaveiro. – Kevim assentiu e rapidamente entrou, indo fazer sua tarefa, olhei para os garotos, e falei – e vocês, me ajudem com isso. – apontei a piscina, e todos entenderam.
Tiramos o grande plástico que estava sob a piscina, e ela na verdade estava bem limpa – mas mexendo no plástico, havíamos feito toda a sujeira subir, fiz uma leve careta.
- Quer que eu limpo Mika¿ — perguntou-me Lucas, e eu sorri aliviada, assentindo.
- Jhony, ajuda o Lucas, meninos, me sigam. – apontei pra dentro da casa, e os meninos me seguiram, observei pela janela que as meninas pareciam estar tendo uma leve confusão, e fiz uma careta, dei uma leve olhada pros meninos – Quem é o mais forte¿ — Dougie e Danny apontaram para Tom e Harry. – Quem tem mais paciência¿ — Harry, junto com Danny e Dougie apontou pra Tom, e eu tive que rir da leve careta dele. – Ok, meninos, vão lá fora, Tom, você vem comigo!
Tom resmungou um ‘sim, senhorita!’, enquanto via pela janela os meninos indo ajudar as meninas na parte da frente de casa.
- Certo, o que tenho de fazer¿ — entranhou Tom, ri calma.
- Primeiramente, vamos tirar umas garrafas lá de trás pra trocar por cheias, então vamos pegar as que têm dentro do frízer e colocar aqui pra quem quiser, pegar. – Tom assentiu.
Calmamente Tom me acompanhou, me ajudando em tudo que tinha que fazer, quando colocamos as garrafas no balcão, não demorou muito para elas sumirem. A casa já estava enchendo!
Tom me olhou, me avaliando.
- O que houve¿ — perguntei, estranhando.
- Você não devia estar surtando¿ — ele riu calmo, mas parecia confuso, dei de ombros.
- Surtar não vai ajudar, vai¿ — franzi as sobrancelhas, rindo calmamente, e ele assentiu, sorrindo calmo.
Me assustei quando Ana chegou, surtando com Fran e Mari.
- Mika, você avisou os vizinhos¿ — assenti calma, e Ana franziu as sobrancelhas, duvidando. – mesmo¿
- Falei com a Sra. Diniz ontem, ela falou que ia dormir na casa da filha dela, pra não nos incomodar, a dona Marta falou que tudo bem, e a tua mãe vai fazer plantão a noite toda e depois vai pra casa do teu irmão, né Fran¿ — comentei calma, e Ana suspirou aliviada, percebi que havia um monte de papel na mão de Fran, estranhei.
- O que é isso¿ — apontei e Ana riu, calma.
- Cheques. O Harry, o Danny e o Dougie estão com o dinheiro lá na frente. – arregalei os olhos, olhando pra Tom pasmo, também.
- Cheques¿ Os pais deram cheques aos filhos¿!
Ana assentiu, acrescentando.
- O pai de um tal de Bruno Duarte falou que vai passar aqui daqui a pouco pra trazer umas cervejas e refrigerantes, a mãe de uma tal de Tamara falou que vai trazer comida, e apareceu umas duas pessoas perguntando se podiam trazer faixas-propagandas pra festa – pagando por isso, é claro.
Olhei pra elas, assustada.
- Pegou o telefone delas¿ — perguntei e Ana respondeu imediatamente:
- Estão lá na frente. Vão pagar duzentos reais por faixa. – não consegui não rir, levemente assustada.
- Deixe elas pendurarem, traga o dinheiro pra mim, e Tom. – elas correram calmas, apesar de eufóricas, e em segundos apenas Fran retornou, entregando-me quatrocentos reais em mãos.
- Certo Tom, você vem comigo. – puxei-o e fui em direção ao corredor principal. – haviam algumas pessoas já se agarrando, e isso pareceu assustar Tom, cutuquei Kevim, que se agarrava com uma morena que não reconheci. – As chaves do quarto do meu pai! – ele entregou-me e eu agradeci.
Puxei Tom, e resmunguei um ‘Fique de guarda!’ entrando rápidamente no quarto de meus pais, procurei, e rapidamente achei as chaves do carro de mamãe, sai, e pude perceber uma garota que cantava Tom, que não estava entendendo nada.
Puxei as chaves de sua mão, tranquei a porta e o puxei, dando tchau para a garota com um sorriso amarelo. Passamos pelas pessoas, e me senti pasma ao ver o quanto de gente parecia ter chegado só nesse curto espaço de tempo. Tom me cutucou, gritando por cima do barulho de conversar e música misturados:
- Aonde vamos¿
- Comprar as bebidas! – gritei-lhe em resposta, e ele assentiu.
Calmamente passamos pelas pessoas, e Tom estava com sua carteira de identidade, então já fomos entrando dentro do carro.
- Tá com o documento pra dirigir também né¿ — Tom assentiu, calmamente. E de repente estávamos saindo de casa.
Apontei os lados que tínhamos que ir, e tom seguia, calmo. Chegamos ao mercadinho, e eu puxei-lhe, dando-lhe as instruções:
- Você vai entrar, pedir BRA-MA e S-KOL! Só mostra os quatrocentos reais, e diz que quer tudo de BRA-MA e S-KOL! – Tom assentiu, repetindo de uma maneira fofa ‘Brama’ e ‘Skol’, sorri calma, e ao abrir a porta e colocar o corpo pra fora, lhe dei um leve tapa na bunda, murmurando um ‘sorte’, risonha, fazendo-o rir comigo.
Observei, rezando para o cara do caixa ir com a cara – e o dinheiro – de Tom, e deixar-lhe levar tudo. Abaixei-me, feliz, ao vez o cara feliz da vida até ajudar Tom a pegar as cervejas e trazê-las para o banco do carro. O homem não me percebeu, e eu observei o fato do porta-malas, e o banco de trás estarem cheios até o teto de cerveja. Tom entrou calmo, dando tchauzinho para o homem do caixa, que pulava feliz acenando.
- Certo, tarefa comprida soldado!
Tom riu, fazendo um gesto como se estivesse na marinha, a mão sobre a testa, em posição de sentido. Eu ri junto com ele, e acrescentei animada:
- Agora, pé na tábua e vamos pra casa! – Tom assentiu, ligando o carro, parecendo bem feliz e animado com isso.
Quando chegamos a minha casa, não haviam mais pessoas entrando, mais sim saindo. Mas eram poucas, e a festa rolava e bem animada. Danny, Harry e Dougie estavam no portão, tomando cervejas, rindo, conversando, provavelmente aproveitando e ainda sim, falando com as pessoas que entravam.
Sorri calma, e resovi entrar procurar pelas meninas. Me senti ser puxada e olhei assustada dando de cara com Tom. Estranhei ao ver sua boca se mexer mas nenhum som sair. A música – que tocava de algum lugar da casa – havia sido aumentada. Me aproximei, querendo ouvi-lo.
- O que você disse¿ — gritei, pelo volume da música.
- Perguntei aonde você ia... – me senti pasma ao perceber o quão perto de Tom eu havia ficado. Eu havia me aproximado dele, mas alguém me empurrou, chocando nossos corpos. Minhas mãos estavam levemente espalmadas por seu tórax e sua mão estava receosa na minha cintura. Senti minha respiração falhar ao olhar pra cima e me encontrar com os olhos de Tom.
- Eu... – os olhos de Tom olhando pra mim, estavam me hipnotizando e eu não tinha a mínima idéia de pra onde ia – não sei.
Molhei meus lábios, sentindo a respiração de Tom batendo em meu nariz. Ela também estava acelerada.
- Então... – percebi que a mão de Tom em minha cintura não estava mais lá, mas antes que eu pudesse protestar, ela estava sendo entrelaçada a minha – fica comigo.
Senti minha respiração parar. Tom sabia o significado de ‘ficar’. Mas ele tinha namorada! Dei uma leve olhava para Danny, lembrando-me do plano...
“- O velho Tom foi quem fez você se apaixonar por aquele cara. E hoje, aquele cara não é mais o velho Tom. E você sabe que você o quer de volta.
- Eu sei.
- Você ama Tom Fletcher¿
- Não. Eu amo o velho Tom, que andava de Skate, escrevia canções sobre passar tardes com seus amigos, e que passava as noites na casa dos amigos jogando Strip-Poker, e brincando de Paintball pelo jardim.
- E o quanto você o quer de volta¿ O quanto você o ama¿
- O bastante para deixar a dor de deixá-lo partir de lado para ter aquele Tom de volta.”
Olhei para Tom. Ele parecia receoso. Como se estivesse com medo de minha reação e resposta. Eu sorri, me inclinei levemente, e cochichei em seu ouvido:
- Até quando você quiser. – E o plano começou.
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