Lets Get Back
18 [LGB] Sixteen
Notas iniciais
(Fran POVs)
Piscina com Danny Jones? Oh Yeah! Empurrei Danny calmamente e tentei sair de perto dele, não conseguindo não rir de mais uma de suas piadas sem graças. Que só eu rio. Fato.
Senti-me ser puxada, e dei um grito, gargalhando, e desviei dos braços de Danny antes de levar um caldo. Quer dizer, não é porque é Danny Jones que vou levar um caldo, fala sério.
- Hey, isso não vale! – Danny falou, inconformado, e eu fiz pose, mandando-lhe um beijo. Ele franziu as sobrancelhas e eu quase desmaiei. Muito para meu pobre coração.
Danny mergulhou e pareceram minutos sem ele aparecer. Olhei em volta da piscina, me sentindo assustada, mas antes mesmo que pudesse pensar em chamar seu nome, me senti ser puxada com força pra baixo da água.
Guardei o máximo de ar possível, e me senti ser beliscada. Abri meus olhos, sentindo o cloro doer mas de repente me acostumei. E quase desmaiei novamente. O azul dos olhos de Danny com o azul da água me fez ter arrepios, e eu me forcei a não suspirar.
Danny me puxou levemente e de repente nossos corpos estavam a milímetros de distância. Quis dizer alguma babaquice, pra podermos rir e eu não ter de beijá-lo, pois Georgia aparecia na minha cabeça em todo momento em que eu me deixava me levar por aqueles belos olhos azuis.
Mas ali, em baixo da água, eu não tinha desculpa.
Nosso lábios se colaram. Danny pressionou-os com força e eu me senti segura o bastante para entreabrir meus lábios. E então eu me sentia nas nuvens. Sua mão me puxou levemente, apenas contornando minha cinturas, e eu percebi que aquele parecia o encaixe perfeito.
Eu em seus braços.
Sem nenhuma loira aguda, metida a sou-miss-inglaterra-2007-e-posso pra ficar na minha cabeça gritando como mesmo ele sendo perfeito pra mim, ele sempre seria dela. Vadia. Agora ele é meu.
Senti a falta de ar chegando. Quase a ignorei. Então pareceu piorar. Danny pareceu sentir o mesmo, pois sua mão em volta de minha cintura puxou-nos para cima e eu quase quis morrer afogada a ter que voltar para a superfície.
Porque eu sabia que a realidade ia voltar. Que eu ia ter que lembrar que ele tinha namorada, ia voltar pra vida dele, ia me esquecer, e eu ia ser só mais uma na cama de Danny Jones.
Mas nada disso pareceu importar. Nada disso parecia realidade. A única coisa que parecia fazer sentido era o fato de que Danny estava lá, me encarando novamente com aqueles olhos incrivelmente azuis como o mar, e eu me sentia me afogando neles novamente.
- Fran, eu preciso falar com você. – A voz de Danny parecia distante, mas ao mesmo tempo, como música para meus ouvidos.
- To ouvindo. – Falei, mordendo levemente meus lábios. Eu já podia quase ouvir a frase ‘Vamos fingir que isso não aconteceu. ’ saindo de seus lábios. E eu, apesar de não preparada, me forcei a continuar forte e ouvi-lá.
- Eu queria saber, se tipo, — Danny, como sempre parecia sem graça, ele coçou levemente a nuca, e eu ri, achando fofo a vergonha dele, e de repente, ele estava sério, respirando fundo, e continuando, — queria saber se você quer sair comigo. Sair de verdade. Não pra tomar sorvete. Pra um encontro.
Apertei sua mão que estava em minha cintura com força, não acreditando em suas palavras. Uma fita voltava em minha cabeça.
‘Você’, ‘sair’, ‘comigo’, ‘encontro’. Tudo parecia tão real, e de repente parecia um sonho. Danny Jones me chamando pra sair. Toma essa, Horsley.
- Mas Danny, a Ge- aquilo parecia tão tentador e errado. E eu aprendi, que quando você sente que isso é o certo, está fazendo o errado. E me senti ser calada. Um leve selinho colocado em meus lábios. E de repente me senti novamente nas nuvens.
- Eu posso ser Danny galinha Jones mas eu nunca faria isso com você. Eu falei com a Georgia ontem. Ela parecia calma. – Um sorriso calmo apareceu em seus lábios e eu ri irônicamente.
- Danny, toda garota fingi que está bem para um garoto. Se liga. Ela estava prestes a cair no choro! – Revirei os olhos, não acreditando mesmo que ele havia acreditado nas palavras de Georgia. Me senti ainda mais inconformada.
‘Ela não serve pra ele...’, gritou minha consciência, e quando eu mais esperava poder ignorar ela, meu coração gritou mais alto, ‘mas você sim.’
- E você acha que eu não sei? — Abri minha boca, inconformada com sua palavras, mas Danny tampou-a com sua mão levemente, continuando, — Mas eu não consigo me importar. Porque toda vez que eu pensei em deixar Georgia de lado e apenas passar o verão com você, um filme se formava do nosso adeus. De ir embora e não voltar. De fingir que eu conheci uma das – se não A – garota mais incrível de toda a minha vida e deixei-a como se não estivesse totalmente apaixonado e louco por ela desde o momento em que a vi, até seu último sorriso ao meu lado.
Olhei para ele, ainda tentando assimilar suas palavras e uma solitária lágrima desceu por mim bochecha. Eu não conseguia acreditar – não em suas palavras, mas – que aquilo era real. Que aquele era MESMO Danny Jones dizendo que não conseguiria viver pensando que havia me deixado. Quase como um sonho, mas eu estava me beliscando desde que havia o visto e sabia que não estava sonhando.
- E só de pensar em você chorando por mim, me dava náuseas. E eu me senti arrependido antes mesmo de dizer adeus. Antes mesmo de saber se precisava ter um fim. – Danny acariciou levemente minha bochecha e suspirei, deixando um sorriso fraco escapar, — Por mim, isso é sua decisão. O que você quer? Quer ter o melhor verão de toda a sua vida, ou quer ser minha pra sempre?
Senti um arrepio. Eu não podia prever o futuro. Nem Danny. Talvez, mesmo depois do verão, juntos, acontecesse alguma coisa. Talvez a mágica acabasse. Certo, ignorem isso, é Danny Jones. Quando ele sorri, tudo parece ser possível. E talvez seja possível isso dar certo.
- Eu quero deixar isso acontecer. Sem me importar aonde isso vai parar. Se algum dia vai terminar, se algum dia você vai me trocar ou se algum de nós irá sofrer. Eu só quero viver isso com você, todos os dias a partir de hoje.
- E se você deixar, eu farei isso valer a pena pra sempre.
- Eu deixo.
E então ele me beijou. E novamente eu me senti no lugar mais perfeito do mundo. Sem nenhum detalhe faltando, sem nenhum mísero erro, sem uma falha se quer. Em um lugar onde eu podia ser eu mesma, mesmo sabendo que o pra sempre não dura pra sempre...
Em seus braços.
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