Lets Get Back
3 [LGB] Second
Notas iniciais
(Mika POV’s)
Eu vou bater em quem resolveu me acordar cedo! Juro, jurado, de dedo junto e tudo! Respirei fundo, abrindo meus olhos lentamente, tentando me acostumar com a claridade, e ao, enfim, ver tudo – quase – direito, procurei meus óculos e o que me fez acordar. O telefone. Eu odeio você.
- Alô¿ — perguntei, receosa, ao atender o telefone, só então percebendo, que mesmo que eu me sentisse acordada – e impossibilitada de dormir – no momento, minha voz, definitivamente não coincidia comigo.
- Hi¿ — perguntou a voz, estranhando. Demorei um pouco para entender, então lembrei-me me papai, falando, uma semana atrás, sobre os novos vizinho, e que eles provavelmente ligariam, e que era pra mim falar com eles, se a casa já estava ‘pronta’, dar o endereço, e entregar as chaves, quando chegassem. (N/A: A partir de agora, eles estão falando em inglês, sacam¿ :D)
- Ah, oi! – procurei insistentemente na minha mesa, xingando-me ao perceber o quão bagunçada estava, e por fim achando o papel que continha as coisas que papai havia me falado, lá estava, no final do papel: Sr. Fletcher – Tudo bem Sr. Fletcher¿ Vocês já chegaram¿
- Ah, você deve ser Micaelly! Ah, sim, já chegamos, estou muito bem, obrigado, e você¿
- Ah, sim, eu mesma, e estou bem, obrigado por perguntar. – me senti pasma com sua educação, já que, normalmente, os ‘amigos’ de meu pai eram chatos e muito mal humorados .
- Enfim, estou ligando para perguntar se já podemos ir para a casa, se já está pronta, se as chaves estão ai. – ele falou, calmamente.
- Ah, sim, está sim Sr. Fletcher, podem vir, as chaves estão aqui comigo, quer o endereço¿
- Sim, eu agradeceria muito.
Passei o endereço ao Sr. Fletcher, e por fim, terminei a ligação, após umas educada despedida. Fui tomar um bom banho, e me trocar, já que, não deveria demorar muito para que Sr. Fletcher e sua família – e seus possíveis filhos gatinhos – aparecessem para pegarem a chave da casa.
Aproveite que ainda tinha tempo, já que do aeroporto até a minha casa é bastante e liguei para Fran, que estava dormindo, mas quando falei que podíamos fazer alguma coisa – lê-se: não fazer nada, até termos alguma idéia genial – ela me falou que estaria em minha casa em minutos, observei que iria comprar meu almoço – ao descobrir que já estava quase na hora do almoço – e Fran me falou que então almoçaria, e viria em minha casa.
Liguei pra Ana, que teve uma reação parecida, tirando que sua irmã, Mari, teve que acordá-la, e ela me xingou no telefone por tal ato.
Terminando de falar com as duas gatas da minha vida, coloquei um shorts jeans claro – já que, para minha felicidade, o dia parecia que ia ser quente – uma blusa azul, caída, um crocks branco, um wayfarer xadrez, e me direcionei ao mercado, que fica na esquina de casa.
Comprei uma lasanha e um chá, com o cartão que mamãe deu para eu usar durante o período em que ela e papai estivessem viajando, e calmamente fui em direção da casa de Ana.
Ela ainda não tinha almoçado, então esperei, calmamente, enquanto contava-lhe animada sobre como era legal termos uma possível família de americanos com possíveis filhos gatinhos. Ana parecia animada para treinar seu inglês, já que ela não gosta muito de falar inglês comigo e Fran, pois diz, que pra estudar inglês, tem que falar com inglês.
Enfim, após terminar de comer, Ana se arrumou – o que me tirou maais alguns longos minutos – e por fim, estávamos rumo a minha casa. Quer dizer, só eu, já que Ana estava indo na casa de Fran, para chamá-la.
Dei o controle do portão a Ana, e entrei calmamente, depois de entrar na cozinha, tirei as coisas da sacola, coloquei o chá na geladeira, e a lasanha para esquentar no microondas. Ouvi o barulho do portão abrindo, e sorri calma, ouvindo alguns minutos depois a voz de Fran.
- Amiga, me conta, aonde você foi ontem que deixou a gente no vácuo¿ — ri calmamente, antes de sentar-me na mesa de centro, vendo Ana repetir meu ato, só que em um armário na parte inferior da cozinha.
- Fui no chá de bebê da amiga da minha mãe, mas tipo, muito podre velho. – fiz uma leve careta. É, havia sido chato. Tirando que eu havia ficado com Will, um menino que era filho de alguma prima ou tia dessa amiga da minha mãe, e que sempre em que íamos a alguma festa dela, eu me encontrava com ele, e consequentemente, ficávamos.
Pude sentir o olhar das duas me analisando lenta e calmamente. As duas pareciam estar procurando qualquer traço de que o chá de bebê não havia sido ‘tãão’ chato assim, e, com o olhar delas sobre mim, me senti sem graça, e não consegui não rir, ao ver a cara de Fran de “Já sei!”.
- Você ficou com o Will de novo não foi¿ — ela quase gritou, pulando pela cozinha, me fazendo rir, mas assentir, calmamente.
- E ai, como foi¿ Ele continua sendo um tigre selvagem, graw¿ — Ana perguntou, rapidamente, e eu tive de rir ao ver sua imitação engraçada de um tigre.
- Ah, foi normal. Dessa vez eu não gostei muito, porque ele ficou calado. Mas ele foi fofinho mesmo assim. Eu tava com uma blusa parecida com essa, e o meu bíquine preto, e ele não olhou pros meus peitos um minuto sequer. Teve até uma hora, em que uma folha caiu no meu ombro – o que estava ‘sem roupa’ podemos assim dizer – e ele ficou todo sem graça, e tirou. – eu ri, calmamente, lembrando-me de Will ficando completamente vermelho só por ter hipoteticamente tocado em mim ‘sem roupa’ – como Jennifer, a irmã dele falou.
As meninas fizeram um ‘owwn’ em conjunto, e eu tive que rir, calmamente, junto com elas. Elas sabiam que por mais que Will tivesse uma queda de 32863246 andares por mim, eu ainda não sentia nada por ele. O que deixava Jennifer – ou Jenny, como ela prefere que a chamem – muito triste, já que dizia que eu e seu irmão éramos o ‘casal perfeito’.
- Mas, mudando de assunto, — resmungou Ana, puxando um prato pra mim, enquanto eu ia em direção ao microondas, que já apitava, avisando que a lasanha estava pronta. – eu chamei o Kevim, o Lucas, o Jhonny e o Wesley para virem aqui hoje.
Olhei levemente assustada para Ana. É, tudo bem ela chamar Kevim, Lucas e Jhonny, mas... Wesley¿ Ele e Kevim provavelmente se matariam, já que Kevim não ia com a cara de Wesley e vice-versa.
- Você tem problema¿ — perguntei, ainda assustada.
- Não, eu falei com os dois, eles conversaram, e parecem ter se dado bem. Kevim vai trazer o violão, e eles vão tocar pra zoar e talz, o Lucas vai tentar trazer algo pra ajudar na música ou algo assim, e talz.
Olhei para Fran, desconfiada. Wesley e Kevim se dando bem¿ Não, aquilo não parecia verdade, definitivamente não. Suspirei derrotada, ao olhar para Ana. Era obvio que se os dois tentariam se dar – mesmo que tivessem que fingir – o mais bem possível, caso contrário, Ana ficaria muito brava com eles.
- Tá. Mas já sabe, eu não vou limpar o sangue de ninguém! – acrescentei, erguendo minhas mãos pro alto, recebendo a risada das duas.
Peguei minha lasanha, pedi para Fran pegar o chá, e calmamente esquentei o arroz no microondas. Yeah. Pronto. Lá estava meu delicioso almoço! Puxei um prato pra mim, e copos para as meninas, e coloquei a mesa. Definitivamente, morrendo de fome.
- Pronto faminta, ai está seu almoço. – riu Ana, já que, parecia que meu estomago definitivamente necessitava de comida, tanto que um ronco alto surgiu.
Coloquei lentamente a comida no meu prato, já com água na boca com o cheiro delicioso que vinha da lasanha. Ouvi o barulho do meu celular e resmunguei para Ana atender.
Pude a ver correndo para o meu quarto e então ela voltou, fazendo alguns gestos mostrando que era Kevim, sorri calma, e enquanto colocava chá em meu copo, pude ouvir um barulho de buzina. Suspirei derrotada, e deixei as coisas em cima da mesa.
Entrei no escritório, não demorando muito a achar as chaves dos novos vizinhos – estavam penduradas, com um papel apontando que dizia “As chaves (não esquecer)!!!” – peguei-as e rapidamente peguei o controle do portão, abri o portão e pude ver o grande carro em minha frente.
Lentamente, pessoa por pessoa foram saindo do carro, e eu estava petrificada. Não conseguia me mexer. Principalmente, porque eu não acreditava na pessoa que estava na minha frente, sorrindo de um jeito que deixou minhas pernas bambas, e dizendo, educadamente:
- Ah, oi, eu sou Tom Fletcher, muito prazer.
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