Lets Get Back
5 [LGB] Fourth
Notas iniciais
(Mika POV’s)
Certo, Tom está olhando pra mim. Fica calma Micaelly. É só sorrir. Droga. Que sorriso falso Micaelly! Dava pra ser mais falsa? Aff. Que barulho é esse? AAAH, O TELEFONE! CORRE MICAELLY, QUE SE FOR TEU PAI TU TÁ FUDIDA MENINA, COOORRE!
Certo, fiz uma pequena corrida até o meu quarto, onde havia deixado o telefona na última vez que havia o usado – para ligar para Fran e Ana – e o atendi.
- Alô? — chamei receosa ao atender, com medo da ligação ter caído por ouvir um silêncio. Ouvi um barulho engraçado de algo caindo, pessoas rindo e por fim, pude ouvir uma voz no telefone.
- Oi Mika, é o Kevim. – tive de gargalhar, revirando os olhos.
- Que suruba é essa Kevim? Tá traindo a Fran, é? — perguntei risonha, entrando na sala. Senti os olhos de Fran me fuzilando enquanto Ana gargalhava, junto com Mari, enquanto os meninos pareciam tentar decifrar minha conversa.
- Er, não. – sua voz saiu receosa, mas era óbvio que era porque ele estava com vergonha. Tive de gargalhar, mas resolvi ficar quieta quando percebi que Kevim queria falar algo. – Er, to ligando mesmo pra saber se a gente já pode ir? O Jhony falou que tá passando aqui já, e o pai dele vai levar e talz.
- AAAH, pode sim, já era pra estarem aqui, alias. – ri calmamente, antes de ouvir Kevim falando rápidamente que Jhony tinha chegado, e que daqui a pouco estariam aqui, murmurei um rápido tchau, que tenho quase certeza que foi ouvido pelas sombras.
Sorri calmamente desligando o telefone e observei Fran reclamando sobre como não era como se ela e Kevim estivessem casados – eles estavam ficando, ‘é diferente!’ – e por isso não era pra ficarem enxendo o saco e blá bla blá.
Percebi que os garotos estavam olhando-nos como se fossemos Aliens, e lembrei que eles não falavam português. Calmamente expliquei toda a conversa no telefone – com direito a reclamação de Franciele, e etc. – e percebi que Danny estava com uma cara de dúvida, resolvi perguntar:
- O que houve Danny?
- Porque ‘stay’? — ele franziu as sobrancelhas, e eu percebi o olhar mortal das meninas, tive de rir, me sentindo como uma mãe prestes a explicar de onde vêem os bêbes. (N/A: Coloquei em inglês porque ficaria sem noção em português. Stay = ficar = pegar sem compromisso.)
- Bom Danny, ‘ficar’ porque eles estão se pegando, entende?
- Não! – Danny bufou, um leve bico nos seus lábios, e eu e as meninas gargalhamos. Definitivamente um crianção.
- Eles estão namorando sem compromisso, isso serve? — perguntei receosa, já que era a outra melhor descrição que eu tinha.
- Mas se eles estão namorando, é um compromisso! – Danny parecia confuso e frustrado por não entender, eu revirei os olhos.
- Mas eles não querem um compromisso Danny, por isso não estão namorando! – surtou Dougie.
- Mas se eles não querem um compromisso, porque estão namorando¿ — Danny colocou as mãos na cabeça, parecendo estar sofrendo pra entender.
- Danny, pensa assim: – Tom se colocou na frente dele, as mãos em seus ombros, tentando acalma-lo – é igual a você e aquelas meninas que você pegava e não pedia o nome delas, e só se pegavam um vez. Ele sabe o nome dela, e eles se pegam quando querem!
De repente Danny pareceu entender. Mas isso não durou muito.
- Mas isso é a mesma coisa que namorar! Porque eles não namoram então? — Danny bufou, confuso, e eu não consegui não surtar.
- PORQUE ELES NÃO QUEREM DANNY, TÁ BOM? — bufei, um bico nos meus lábios. Normalmente diriam que aquilo era apenas curiosidade, mas era Danny Jones – era lerdeza mesmo! E eu odeio lerdeza.
- Tá, não precisava gritar comigo. – Danny bufou, cruzando os braços como uma criança de birra. Revirei os olhos.
Ouvi o barulho da campanhia e corri pra pegar o controle do portão ao ver que eram os meninos – Kevim, Jhony, Lucas e Wesley. Kevim e Wesley traziam cada um, um violão em mãos, e Lucas trazia um livro. Estranhei.
- Trouxe o livro do diabo de novo Lucas? — perguntei em português, já que não que os meninos não falassem inglês, mas preferi não dar uma de louca com amigos loucos pelo diabo pros McGuys.
Ele riu sarcasticamente, dando um sorriso cínico.
- Não é livro do diabo, é a Bíblia Satânica. – observou-me, e eu estremeci. Fiz a cruz, junto com Ana, e tive de zua-lo.
– Deus, salva esse menino, salva!
Todos – menos os McGuys, que estavam boiando – riram da cara de Lucas. Tive de gargalhar, mas abracei-o de lado, dando-lhe um beijo na bochecha.
- Brincadeira Luquinhas, meu amor. – fiz um coração com as mãos, e todos riram, inclusive Lucas.
Pude perceber que Tom ergueu levemente as sobrancelhas – não a lá Harry Judd, mas eu sou Fletcher, então quase morri – e ao perceber que eu havia visto, deu um sorriso sem graça.
- Então meninos, temos convidados, como vocês notaram. – apontei de canto para os McGuys, e Kevim e Wesley fecharam a cara. Tive de segurar a risada. – Eles são Tom, Danny, Dougie e Harry, são meus novos vizinhos... – Lucas estava prestes a falar algo, quando acrescentei – e só falam inglês.
- SÓ INGLÊS? ELES SÃO AMERICANOS? — surtou Lucas.
- Não, Ingleses. – observei, e todos – menos os McGuys – me olharam com uma cara estilo ‘e o que tem de diferente?’ – Americanos são dos Estados Unidos, Ingleses são da Europa. – fiz um gesto como se dissesse ‘sacaram?’, sorrindo convencida.
- E eles têm sotaque. – acrescentou Fran, e todos murmuraram um ‘Ah tá!’, me fazendo bufar, frustrada.
De repente, os meninos – Lucas, Kevim, Jhony e Wesley – estavam conversando com os McGuys calmamente. Murmurei que ia fazer tererê e Mari me seguiu, já que sempre me ajudava com o tererê.
- Você e o Fletcher, heein? Só se olhando lá, no maior clima! – Mari murmurou, rindo calmamente. Eu revirei os olhos.
- Só se for só se olhando. Ele tem namorada sabia? — olhei-a rápidamente, odiava ter que lembrar daquilo. Giovanna Falcone. Porque ela tinha que nascer? Quer dizer, porque ela tinha que nascer e conhecer MEU Fletcher?
- Já ouviu a frase: “O que acontece em Foz, fica em Foz!”? – perguntou-me Mari, um sorriso malicioso no rosto. Revirei os olhos.
- Não é em Vegas? — zuei-a.
- Tanto faz.
- Não é só isso Mari. – olhei-a, que me olhava curiosa, suspirei. – Eu gosto dele, mesmo, mesmo! Eu não ia agüentar ser só uma. Só a garota de Foz do Iguaçu. – brinquei com a frase final, fazendo com se estivesse cantando uma música, mas Mari entendeu o que eu queria dizer.
Ela forçou um sorriso, e me deu um rápido abraço, um sorriso de consolo em seus lábios. Ela sabia o quanto seria difícil ser vizinha de um cara que você ama e tem namorada. Principalmente quando toda vez que ele te olha suas pernas parecem virar mandioca. Maldito Fletcher. Eu te amo tanto!
Ouvi um barulho e percebi que Danny havia entrado na cozinha. Forçei um sorriso pra ele. Estava com uma puta vontade de ir chorar, mas não iria ser fraca. Nem mesmo na frente de Danny Jones.
- Tá tudo bem, Mika? — estranhou Danny. É, parece que alguém conseguiu perceber meus sorrisos falsos. Maldita hora pra isso acontecer.
- Tá sim, Danny. Só uma dorzinha normal. – batuquei meus dedos na bancada, enquanto Mari mexia o suco, olhando-me de canto, preocupada.
- Dorzinha no coração? — senti minha respiração falhar, e o olhei levemente assustado. – Você pensa que eu e os caras não vimos você e o Tom se olhando Mika? — ele riu, calmamente. – Só vocês dois pra não perceberem.
- Verdade! – Mandei um olhar mortal pra Mari, que ficou quieta na hora e voltou a mexer o suco.
- Mika, sendo sincero, o McFly mudou muito. E o Tom foi o que mais mudou. – Danny suspirou, parecendo estar sofrendo por ter que admitir isso. – Ele e a Giovanna andam brigando, ela fala isso pra ele e ele fala que ela endoidou. Ela falou pra Carrie, que falou pra Vicky que se o Tom continuasse desse jeito ela iria terminar.
Um silêncio tomou a cozinha e eu olhei para Tom, na sala. Por mais que eu o amasse, e adoraria ter ele junto comigo – pra mim, como MEU Tom – eu sabia que ele amava Giovanna. E que Giovanna o amava. Ele sofreria com o final. E eu não gostava dele sofrendo.
Olhei para Danny, por mais que isso doesse, talvez eu pudesse ajudar.
- E você tem uma idéia? — perguntei receosa.
- Ter eu tenho. Eu só não sei se vai dar certo.
Eu entendi rápidamente porque ele parecia não querer executa-lá. Eu entendi o porque ele parecia estar receoso com ele. Porque se não desse certo, Tom só não brigaria com ele – e provavelmente comigo. Ele brigaria com todo mundo. E isso podia resultar no fim do McFly.
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