Leticia : A Vampira Neofita
6 Capitulo 5- A reconciliação
O dia começa a clarear, meu olhos doíam muito, sentia como se fosse ficar cega. Imagens começavam a vir na minha cabeça, seria elas aonde meu Thiago estava?
Deixei que elas me levassem, e em questão de minutos estava na nossa casa, antiga, escura e perfeita. Eu podia sentir aquela presença, o cheiro, sim ele estava la.
Meus olhos já não agüentavam, mais eu não conseguia entrar, tinha medo da reação dele, eu o envergonhei e isso fazia eu me sentir má.
Respirei fundo e entrei, sua presença? Eu podia senti-lo, ele estava dormindo naquele freezer onde um dia eu me deitei... Achei materiais de costura e costurei a cabeça do urso ao seu corpo, junto um bilhete:
Desculpa ser a tua vergonha;
Desculpa não ter feito você um criador feliz;
Não serei mais um estorvo para você meu querido..
O deixei na cadeira e sai.
Sai em tremenda velocidade, lagrimas de sangue escorriam em meu rosto mas ninguém podia ver devido ao meu andar, de novo imagens, desta vez não eram de Thiago mas sim do sangue da garota da festa que ainda estava em mim, eu podia ver uma casa abandonada onde ela levava os garotos para luxurias. Fui ate la, tinha ficado muito tempo embaixo ao Sol e já não agüentava, meus olhos estavam amarelos quase chegando a cegueira, minha pele vermelha e machucada, meu semblante vampiro estava sumindo enquanto eu morria ao frenesi, se eu não tomasse sangue em questões de minutos morreria com os efeitos do Sol e da fome.
Não tinha nem um lugar para dormir, se conseguisse estaria viva por mais algumas horas, mais já começara a fechar os olhos, bem lentamente e antes de terminar de fechar eu vi aquele corpo, não consegui reconhecer quem é pois já não estava mais em mim...
Alguns minutos depois, meu corpo estava leve, uma sensação boa cercava-me aquele gosto.. era sangue! Consegui, eu estava voltando, comecei a abrir o olho, alguém dava-me sangue. Finalmente voltei a mim, estava enfim em casa, um corpo morto no chão a minha direita, eu em cima da cama, e na ponta esquerda da cama ele me olhando, seu rosto demonstrava preocupação, tentei levantar, ele na velocidade vampirica levantou antes e pois se ao meu lado sentado, empurrou-me com a mão impedindo que eu me levantasse, voltei a deitar sem esforço...
Ele me observava, ficamos em silencio nos encarando por minutos, quebrei o silencio:
-Desculpa! Comecei a chorar- Não queria decepcioná-lo, logo você que me deu a vida eterna e...
Ele me interrompeu com um forte abraço, nunca tinha o visto chorar, nem nas imagens de seu passado que tinha em minha mente mas agora ele estava com lagrimas no rosto.
-Desculpe-me por ter brigado contido minha querida, desculpe-me por tê-la feito sofrer e por tê-la deixado só, tu que és apenas uma neófita não sabe o que esta fazendo, eu que sou um péssimo criador por não ter ficado com você e por ter chegado tarde ao sentir o mal que você estava prestes a fazer...
Soltamos, fitei meu olhar ao seu...
-Todos nós cometemos erros, mas são os mais sábios como você que perdoam os que o fazem...
Acariciou meu rosto, puxou-me pela nuca e nos beijamos lentamente, nossos rostos em forma vampirica e com sangue de lagrimas, durante o beijo consegui levantar-me e sentar o que deu impulso a ele me por em seu colo. Paramos.
-Obrigada por me salvar dando-me sangue.
Ele me levantou no colo e me deitou no freezer, fechando-o logo em seguida então enfim adormeci.
Quando acordei já era noite, estava finalmente “viva” de novo, mas com fome ainda...
Desci as escadas, ele me olhou, correu rapidamente ao meu encontro e me abraçou, sorrimos um para o outro.
Me soltou, puxando-me logo em seguida pela mão e sentamos no sofá.
-Sabe, fui um pouco rude com você, mesmo você fazendo a coisa errada ao atacar a garota, você fez longe dos olhos intrusos humanos, foi arriscado mas se você não o tivesse feito saberia que aquela não é você.
Nós rimos.
-Sei que posso estar cometendo a mesma besteira novamente, mas não estou com vontade de ficar aqui nesta casa hoje, vamos sair? Tenho algo para lhe mostrar...
Eu ri. –Tudo bem, desde que você não tire os olhos de mim.
Rimos. –Não tenho olhos para mais nada...
Abaixei a cabeça tímida. Ele colocou a mão em meu queixo fazendo eu olhar em teus olhos, retirei sua mão. Me aproximei de forma sensual e o beijei, encaramos um ao outro novamente, eu adorava olha nos seus olhos, e em sua pele pálida..
-O que tem para me mostrar?
Saímos, sentindo o vento bater em nossa pele. Ele disse:
-Depois lhe conto, mas antes você precisa de roupas, as que você saiu do hospital já estão rasgadas, você deveria parar de tentar se aventurar e ler um livro.
Eu ri com gargalhadas... –Ta bom pai se você manda.- pisquei o olho
Ele riu singelo. –Que tal irmos a um shopping?
-Vampiros vão ao shopping?
-Vampiros tem que se vestir também.
-Com que dinheiro você quer pagar?
Ele riu, me pegou no colo e saiu em alta velocidade. Isso ocorreu por longos 20 minutos, um humano normal levaria uma hora para chegar. Isso me impressionou, sua velocidade vampirica era incrível! Paramos em uma casa. Ela era enorme, aquelas antigas e sombrias como as de filmes de terror.
-O que estamos fazendo aqui?
-Venha. Era isso que queria lhe mostrar... E tenho que pegar dinheiro...
Ele abriu o portão de ferro e começou a entrar. Eu estava muda, sem reações.
-Por que nós estamos invadindo esta casa?
-Não é invasão, essa casa é nossa!
Fiquei em choque.
-Como assim?
-Estou vivo a séculos, isto é resultado de um longo trabalho...
Eu estava de boca aberta, não conseguia acreditar! Ela linda aquela casa! Corri com minhas habilidades vampíricas ate a porta, porta grande e sombria o que me excitava...
-E alem do mais, não podemos entrar nas casas sem sermos convidados... –disse Thiago
-Serio que isso existe mesmo? –falei ironicamente rindo.
-Sim. Não podemos entrar na casa de ninguém sem a pessoa ter nos convidado... Infelizmente — Disse ele sexy lambendo os lábios...
Sorri.
Abri a porta e entrei lentamente... A casa era gelada, escura e não tinha luz, -Ainda bem que vampiros enxergam no escuro. -comentei. Ele sorriu e com sua velocidade vampirica acendeu velas o que iluminou muito a gigante sala. Já eu empolgada corri rapidamente pela casa inteira vendo cômodo por cômodo, a escuridão estava perfeita, pude admirar cada detalhe. Voltei para a sala, onde Thiago estava.
-Por que não me contou sobre esta casa antes? Agente estava naquela tão velha e estranha, mais parecia um...
-Refugio?
-Sim. Um refugio... Do que estava fugindo Thiago?
-Bom, lhe conto depois, mas antes vamos comprar vestes pra você o que acha?
Disse ele se abanando com um leque de dinheiro.. Olhei rindo contente mas não conseguia tirar uma certa desconfiança e curiosidade dos meus sentimentos...
Olho rapidamente atrás dele e percebo a presença de um grande quadro que ocupava uma boa parte da parede com uma foto dele na sala principal, no mesmo quadro um brasão.
-Você é um aristocrata!?
Ele riu. –Vamos! A noite é uma criança e não temos tempo a perder, lhe conto no caminho...
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