Leticia : A Vampira Neofita

3 Capitulo 2- A alimentação


Saímos. A noite estava gélida e mórbida, pelos sentidos aguçado que possuíra agora ainda podia escutar carros e sentir as pessoas que neles estavam e junto aquela brisa que batia em meu rosto vinha o cheiro humano o que só fazia minha fome aumentar, sendo assim esta era para ser uma noite silenciosa qualquer. Caminhávamos como se estivéssemos voltando para casa. Eu ainda estava com a roupa que coloquei antes de sair do hospital, a roupa dele: um terno gótico, um pouco de pó da casa da antiga que havíamos ficado... Ele não retirava os olhos de mim, eu singelamente olhava-o de vez em quando, mas estava ocupada de mais preocupando-me com a fome, quando batia meus olhos rapidamente sobre ele via que a Lua acentuava sua palidez e o deixava com uma expressão cheia de luxúria, mistério e ira, algo tão selvagem que qualquer mulher ou homem poderia ceder a ele.

Ele segurou em minha mão direita me olhou no fundo dos olhos:

-Vamos. -disse, e corremos a mesma velocidade de quando saíramos do hospital, tal grandeza era que nada podia nos enxergar. Ele parou. Era uma praça, bancos brancos, poucos eram os postes com luz, grama suja e lá estava, o pobre coitado que serviria de alimento.

Eu olhei, estremeci:

-Não, não machucarei este homem, olha pra ele! É um pobre coitado, mal tem aonde morar, vamos atras de outra pessoa...

-Pensei que não ligasse muito

-Disse que não machucaria pessoas inocentes.

-De inocência este homem não tem nada. -Ele foi ao encontro do moribundo, e o mesmo que estava deitado em papelões acordou assustado ao ser levantado pelo pescoço com apenas uma mão por ele.

-Não machuca ele!- Eu gritei, meu rosto tomava formas vampíricas o homem assustado chorava.

-Como você quiser. -Disse com a mesma malícia que possuia. Oh! aquela malícia maldita! Me enchia de desejo, tanto quanto ele tinha... Também ja estava com o rosto transformado, unhas grandes ao tamanho maximo, largou o pobre e arranhou-le o pescoço na queda o que fez o sangue escorrer.

Essa não, não suportava a fome, corri em velocidade profunda ao encontro de seu pescoço, aumentei o tamanho de minhas presas e mordi com força.. a sensação? Ah.. Como descrever o maior prazer que possa ter no mundo? É se sentir leve e pesada ao mesmo tempo, é sentir-se poderosa e forte, é melhor que orgasmos durante um ato sexual, é melhor do que qualquer tipo de droga, é sentir que todos os seus problemas somem, é sentir-se como.. um Deus. O sangue tocou em meus labios e enquanto me deliciava naquela maravilhosa sensação de prazer podia ver a vida do homem passar em minha mente, vi tudo o que tinha feito o que só me dava mais vontade de lhe tirar a vida, pois não fora um homem bom como parecia.. Estuprara 2 mulheres, assaltou varias pessoas e estava ali ileso a justiça e como mendigo pedia esmolas para se alcoolizar.. Senti isso em seu sangue. Terminei. Só lhe restava uma gota de sangue em si, e quando eu ia toma-la o vampiro me parou.

-Não tomes a ultima gota, pois ela é a morte, e nós só bebemos a vida. -Ele olhava a cena como se quisesse falar que estava certo em relação a mim e a tudo, porém estava sim, não me importava mais exatamente com a pessoa mais com o que estava dentro dela, eu desejava sangue mais que tudo.

Meus lábios, repletos do liquido ao redor, ele me deu a mão e levantou-me, eu chorei, saia sangue de meus olhos e não mais lágrimas. Ele segurou meus braços forte e me encarou nos olhos novamente, dessa vez seu semblante trazia-me calma, secou minha "lágrimas" e limpou me rosto.

-O que eu fiz.! -olhei quase a sorrir

-O que seu extinto mandou, você fez certo. Ele me colocou sentada em um dos bancos, pegou o cadáver e sumiu com ele em instantes. Ao retornar, voltou a me abraçar. -Eu lhe disse que seria dificil.

Meu rosto e o dele já normais, eu sorri novamente e acariciei seu rosto:

-Não, não foi difícil, foi ótimo, a melhor coisa que ja provei. Deus! Eu preciso de mais...

Ele riu auto e irônico:

-Por hoje ja basta, não queremos alguem com este pensamento em frenesi.

-Frene o que?

-Voltemos a casa sim?

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Segurou minha mão novamente e andamos, em segundos ja nos encontrávamos la, na frente da casa antiga. Entramos.

Eu gargalhava e ele me acompanhava como se estivéssemos felizes, mas sem saber o porque.

-Thiago?

-Sim...

-Então este é seu nome? Eu pude senti-lo dentro de mim, eu sinto você aqui, o tempo todo.

-Assim como posso senti-la aonde quer que esteja.

Me aproximei, beijei-lhe os lábios e ele os meus. Avancei para cima dele, ele me segurou em seu colo, apalpou minha pernas lentamente, nos encaramos por minutos ate o silencio cessar com a pergunta que fiz.

-O que é frenesi?

-Todo vampiro possui uma "besta interior" dentro de si, temos que controla-la antes que ela nos controle. Frenesi, seria o ato de você estar incontrolável a ponto de mal conseguir falar por si.

-Por que não me deixa beber mais sangue? O que tem a ver?

-Você é neófita, tem de se acostumar primeiro, sentir a vida depois de morta é muito forte para ser feito a toda hora, é viciante de mais. É como se fosse uma droga, se você consumi-la demasiadamente terá uma overdose.

-Mas ainda estou com fome!

-A vida de um vampiro é assim, tem de aprender a lidar com ela pois ela nunca acaba.

Desci de seu colo e abaixei a cabeça...

Ele segurou minha mão puxando-me a voltar, delicada mente e sorriu.

-Não entendi por que não beber a ultima gota de sangue.

-A ultima gota tras morte, e sangue de morto nos deixa fracos assim como uma estaca nos paralisa.

Olho atraves da janela -Ja vai amanhecer, teremos de dormir em caixões?

--Gargalhadas exageradas--

Notas finais
Continua...