Leticia : A Vampira Neofita
8 Capítulo 7 - O segredo ( Parte 2 )
Chegando la, abriu a porta para mim como um perfeito cavalheiro...
Droga! Nunca gostei de coisas do tipo mais ele irradiava sedução, pensamentos invadiam minha mente tão rápido quanto eu tentava afastá-los...
Adentrei a casa, as chamas das velas já no fim ainda ardiam no pavio e a sala prosseguia iluminada, viramos o corredor e fomos parar em uma espécie de escritório, era grande e refinado, enfim sentamos cada um de um lado da mesa, queria ouvir o que ele tinha a dizer...
Ele somente me encarou, sem ao menos lembrar-se de piscar .
-Vamos quero ouvi-lo!
-Bom serei breve então...-Feição seria em seu rosto pálido, não sabia ao certo o que eu sentia quando o via assim, talvez medo mas ele parecia elegante de mais o que confundia-me os sentidos-Queres saber como cheguei até a sua casa?
-sim, claro!
-Eu estava sendo perseguido.
-Por quem?-perguntei com um tom de surpresa, mais não estava tanto ao certo, como ficar se eu o encontrei com uma estaca cravada no peito..?
Ele apenas olhou-me.
-Pelo que?
-O nome deles éKathum, diferente de nosso clã eles são vampiros com opiniões diferente das nossas e como sabes quem é o ser que convive com as diferenças? Até agora não conheço tal pessoa ou coisa sábia ao ponto... Como sabes esse é um dos grandes motivos para algumas guerras começarem e conosco não é diferente, a historia ao certo não irei lhe contar agora pois não vem ao caso, outra hora com mais calma talvez... Mais enfim, nosso clã esta em guerra com os Kathuns desde o seculo XVI e exatamente no dia em que eu apareci nós íamos fechar um acordo de paz, porem enquanto Julius conversava com o líder deles, observamos uma estranha agitação e quando vimos era uma cilada para nós! Julius e Alexandra conseguiram fugir em segurança mas eu fui atingido por uma estaca e Marcus ferido gravemente na perna direita; Quando não agüentávamos mais correr acabamos parando em sua casa, Marcus deixou a estaca em mim para que eu ficasse quieto pois sabia que eu iria atras deles e poderia não voltar pois eles estavam em vantagem, então saiu para buscar ajuda e você apareceu.. Sinto ter lhe transformado no que você é por uma mera brincadeira de mau gosto que o destino te proporcionou, justo tu que tinhas toda uma vida normal pela frente...
-Não me importo com isso-falei-só tenho a lhe agradecer meu querido, graças a esse "traiçoeiro destino" estou contigo agora.
-E é isso que importa-completou minha frase...
-E os outros aonde estão?
-Não vi nenhum deles desde então. A casa/refugio em que nós estávamos era segura para ficar enquanto eu me "recuperava" agora minha força normal ja retornou e posso enfrenta-los.
Ele levantou da cadeira e bateu com força na mesa de madeira a sua frente que a partiu em varios pedaços assim que terminou de falar, eu assustada levantei da cadeira ligeiramente e fui para tras.
Olhou para mim seu rosto vampírico atordoado, lentamente se desfez na medida em que eu o encarava, veio ate mim e desculpou-se pela agressividade e o susto que me dera... Depois abraçou-me. Quando nos demos conta la estava ele, o Sol, prestes a nascer, Thiago acompanhou-me até o quarto e me deitou na "cama" senti naquele momento um ar paterno, um carinho diferente por ele, o que era estranho..(*Oh Thiago meu, és tão poderoso que confundes meus sentidos e sentimentos....! Faz-me sentir tudo e nada, muito e pouco e mesmo assim tudo isso é uma coisa só, isto é a relação da criatura e criador?*)
Fechou a tampa do freezer e ficou observando-me, eu ainda estava acordada, ele me olhava no fundo dos olhos, sentia emanar preocupação talvez por eu ainda não ter a força necessária para enfrentar qualquer outro vampiro, pois acabara de ser criada... Minutos depois abriu novamente a tampa, eu sentei e ele me abraçou, tão forte como se nunca mais fosse me soltar, aquilo me deixou bem, transmitiu-me segurança. Depois disso, o puxei convidando-o a deitar-se la pelo menos ate que eu pegasse no sono, mas estávamos tão cansados que acabamos dormindo abraçados um ao lado do outro.
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Outra noite, acordamos e nos olhamos, eu fitei meus olhos nele, um olhar confuso
-O que ha com você?
-Desculpe-me mas foi estranho dormir ao seu lado..
-Nossa! Por que?
-Não sei, ontem o que senti em relação a nós dois era quase um sentimento de pai e filha e eu não sei, é estranho e só.
Ele gargalhou.
-Sim e não, não sou seu pai sou seu criador.
-Não seria um papai vampiro?-eu ri com o infortúnio comentario
-Logico que não! Acho que se eu fosse seu pai não faria isso...
Beijou-me delicadamente, aquilo esquentou meu gélido corpo.
-Você é maluco! E pra piorar estou pegando a sua insanidade!
Ele encarou-me assustado -O que foi? Tantas as vezes em que beijei-lhe os lábios...
Levantei da "cama" em um pulo e sai andando pelo quarto um pouco desnorteada, toda aquela paternidade ao por me para dormir sumira e o outros sentimentos voltara a tona. Aquele de quando ele me pegara e beijara me todas as outras vezes em especial quando eu voltei depois de brigarmos aquilo geralmente cercava meus pensamentos... E logo depois vem o outro não de forma especial mas sim carnal da noite passada ontem beijamo-nos no beco foi tão excitante e ele tinha todo aquele poder sobre mim é com timidez que confesso estava molhada naquele momento... Aquelas lembranças que tanto mexiam comigo...
Ele se levantou e ficou parado olhando-me de costas, falou:
-Desculpe-me se te ofendi.
Silencio
-Passaria a eternidade que tenho deitado ao seu lado, acho que não a tenho ou a quero apenas como minha neófita...
Chegou abraçando me por trás, braços fortes... Senti meu corpo queimar...
-Mas também como minha amante...
Estremeci! Não sabia o que dizer, estava sem reação, depois do impacto virei, meu rosto junto ao dele e nossos olhares se entrelaçando começamos a nos beijar.. Lentamente ele empurrou-nos para trás em direção a cama de lençóis vermelhos, e quando a alcançamos eu o joguei nela sensualmente com meu pé descalço em seu peito, ele se deitou lentamente, pegou em meu pé e beijou-o, depois começou a passar as mãos em minhas pernas o que se tornara palpadas em seguida... Mepuxou com força para cima de si e la estava eu sentada em seu colo... Ele puxou-me para baixo com uma certa brutalidade vampírica e pois-se em cima de mim, sexy, selvagem... Estávamos terrivelmente excitados, enquanto nos beijávamos intensamente, puxei-lhe a ponto de arrepiá-lo pelos seus compridos fios de cabelo castanho, apropósito acho que nunca descrevera como era seu cabelo.. Apenas longos na altura dos ombros, lisos e nem muito claro ou escuro. Ele com sua pegada sedutora rasgara-me a blusa nova que compramos mas no calor do momento nem reparei em uma droga de pano. Seus olhos verdes passaram a um tom de azul mórbido, sua pele branca um pouco corada perdera totalmente a cor, ele estava sexy, rosto vampírico que a excitação trouxe assim como o meu também estava. Arrancamos sua blusa também, e agora amassos indescritíveis no momento, enfim foram-se as roupas, até restar-nos apenas as roupas intimas, semi-nus... Estávamos suados, e prontos, porem no momento X da situação, onde começaríamos a praticar luxurias, ouvimos com nossa apurada audição um barulho, vindo de la do andar de baixo, mais precisamente na porta de entrada... Alguem estava entrando na casa!
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