Let´s Rock

21 Capítulo Sete, Parte Três: Um Dia de Mal-caratismo


Notas iniciais
Capitulo escrito pelo Fabiano Alves. Espero que gostem! ^^

Chamo-me Tereza.

Calma. Explicarei o que vim fazer aqui.

Sou aquilo que um dia esse mundo chamou de "Sábios".

Então, houve o grande dia onde as trevas sobrepujaram a luz, onde catástrofes ocorreram nas principais cidades e onde pensou-se, que tudo estaria perdido.

Mas não estava.

Estava eu com meu grupo. Investigávamos aquela montanha que era chamada de Monte Jolnir, agora não sei mais como ele se chama.

E também isso não importa agora.

Com a morte de meu grupo, desabei em pesada angústia, e pensei no suícidio para, ao menos, acompanha-los no outro mundo, ao lado de Odin e das Valquirias.

Mas fui salva.

Ah, infelizmente fui salva.

Aceitei, porque nada tinha a perder.

Deixei ser levada por aquele bruxo de bons jeitos e trejeitos e permiti a ele que guiasse-me por esse novo mundo nebuloso.

Permiti deixar a cargo dele a segurança contra os invasores, nossos inimigos.

Nesse momento estou sentada numa arena, o bruxo a qual me referi lançou nossos inimigos em combate letal contra 3 aliados poderosos do mesmo, mas eu penso que o golpe final será desferido pelo próprio Rob.

Esse é o momento onde ele e nós seremos vingados. Vingaremos os mortos,o torturados, os inocentes que sofreram nas mãos desses 3 monstros que um dia ousaram ser como nós, mas, corrompidos pelo poder, se tornaram criaturas piores que as crias de Glast Heim ou de Neffelheim juntas!

- MATEM-NOS! MATEM TODOS!

- MORTE AOS INIMIGOS!

- ASSASSINOS! VINGUEM MINHA FAMÍLIA!

A multidão urra com uma ferocidade que um leão se sentiria intimidado.

Alguns arremessam objetos contra os 3 inimigos na arena, mas os objetos não chegam, graças a uma barreira mágica criada por Rob, o bruxo que mencionei.

Nesse momento, minha mente é tomada de assalto por lembranças de meus companheiros que morreram devido a abalo sísmico que fora causado por aquele que denominam Aron Wormior, de Alberta.

Eu permito ao meu instinto sobrepujar a minha razão, e uno-me à plebe, num urro em uníssono, com uma sanha perversa de sangue e vingança contra aqueles três.

Aqueles três que mal conheço pessoalmente...

- ARRANQUEM AS CABEÇAS DOS TRÊS! OS EMPALEM! — grito eu até minha voz sumir no meio de outros gritos...( Enfim, me tornei como os outros. )

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- Deixa eu ver se eu entendi...

- Eu não estou disposta a explicar de novo...Você me ouviu não é? Aquela moça, aquela noviça...ela e aqueles dois lá, estão metidos numa missão divina! Eles estão a mando de Odin, eu disse ODIN! O pai dos deuses Aesires!

- Calma Zea...Eu entendi..

- SEU IMBECIL! PRESTE ATENÇÃO NO QUE EU DIGO!

- Ok,ok...

- Me desculpe...A traição do Artemis me deixou meio desconcertada...

- Certo, certo...fale.

- É um palpite. Se ajudarmos a noviça e os dois, Odin pode perdoar Glast Heim por ter roubado o segredo do Yggdrasil! Poderemos voltar a ser o que éramos antes do Dark Lord invocar Baphomet e todos os demônios...Glast Heim nunca mais será uma ruína do que foi!

- Não sei...

- Você é muito burro! Todo esse tempo nessa prisão deixou seus miolos mais debilitados do que o de um velho inútil! Pense! O Dark Lord e o Baphomet não estão mais aqui! Eles não comandam mais nada! Nem os filhotes de Baphomet, e nem as sombras do Dark Lord vagam mais por aqui! É nossa chance!

- Zea...

- Rybio...Vamos tentar...chega de sermos escravos...Chega de...

- ?

- Chega de tanta dor. É nosso momento de redenção. Estamos tendo uma chance...Vamos lá...Por favor...

Embora Rybio seja agora um demônio, ele pode sentir uma estranha humildade na voz de Zealotus, outrora uma altiva dominadora da prisão de Glast Heim, agora uma humilde peça que tenta mudar seu destino traçado a séculos...

- Está bem. — responde Rybio colocando as mãos nos ombros de Zealotus — Vamos tentar.

- O-obrigada... — responde a mulher-dêmonio para aquele que tem quase como um irmão.

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Rob assistia o embate entre os inimigos e seus aliados sentado em um trono com brasões do outrora reino de Rune-Midgard, estava no lugar de Tristan, o Terceiro, e sentia-se bem com isso.

Uma figura humana entrou pela passagem que levava ao trono e se aproximou do mago.

- Senhor Rob...

Rob virou-se para a criatura. Era um arremedo do que deveria ser um humano. Por seu corpo, ossos saltados como lâminas enxertadas dando-lhe uma aparência grotesca.

- Ah, você é aquele que me entregou a noviça... — disse Rob — Diga.

- Me foi prometido que eu, por ter entregado Rachiele, teria uma recompensa do senhor...

- Ah,sim...Ocorre que sua antiga aliada, Zealotus, fugiu, quando nós a encontrarmos e a eliminarmos você será recompensado servo.

- Mas senhor...

- Se vá. Está atrapalhando meu entretenimento, demônio inferior! — disse Rob, girando seu trono e voltando suas atenções para a arena.

Artemis apenas olhou e pensou consigo mesmo que tinha feito uma escolha errada ao entregar Rachiele à Rob.Mas agora não podia mais voltar atrás de sua escolha.

Saiu da sala onde Rob se encontrava, e sumiu no corredor, remoendo sua frustração por não ser beneficiado.

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Billy encarou Aron e cuspiu um pouco de sangue no chão rochoso da arena; por um descuido o golpe de Aron o acertara.

Mas Billy não descansaria até vencer seu adversário.

- Wormior...Você matou a Silpha...Se prepare! Não vou lhe dar uma morte rápida!

Dizendo isso, o jovem sumiu numa cortina de fumaça. Tinha ficado invísivel.

Aron estava mudo. Embora seu raciocínio fosse limitado, algo gritava dentro de si, algo o condenava.

Embora não compreendesse ao certo tudo que estava acontecendo, entendeu as palavras de Billy: Sua amiga Silpha estava morta.

E ele a tinha eliminado.

"Não...não pode ser... Silpha..." em meio ao pensamento, Aron apertou a guarda de sua espada.

Foi quando sentiu uma lâmina enterrada em seu ombro.

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- Procurar o Verme Sábio? — indagou Zealotus enquanto acompanhava Rybio para fora da prisão de Glast Heim.

- Exatamente. Ele memorizou todos os livros do castelo e da abadia. Se alguém sabe como resgatar os escolhidos, esse alguém é ele.

- E se ele não quiser nos ajudar? Ele vive mais preocupado com os livros do que qualquer coisa...

- Então teremos que ir procurar o Cavaleiro do Abismo...E você sabe que ele nos odeia, não é?

- Sim... — murmurou Zealotus enquanto se lembrava, de um fato esquecido da grande maioria das pessoas, menos dos habitantes de Glast Heim...

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De longe, avistando a dupla saindo do calabouço, estavam três figuras, uma mulher e dois homem.

Um dos homens, tocando um violão, sorriu e se voltou para seus companheiros.

- Pronto. Eles já estão encaminhados. — disse aquele que era um bardo — Como eu disse a vocês, não podemos mais nos meter diretamente, mas indiretamente...- ele sorriu.

- Espero que eles não morram... — comentou a mulher, de nome Vick, com a cabeça baixa. — Senão...

- Ei, pare com isso Vick! — atalhou o outro homem — Eles não vão falhar...Eu confio neles, e espero que vocês também.

Vick olhou para o homem, de cabelos verdes e concordou em silêncio. O bardo colocou o pequeno coelho no chão e disse-lhe:

- Pluto, siga Zealotus e quem mais estiver com ela. Quando eu mandar, volte para nós, entendeu?

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Na arena, Rachiele passava por maus bocados tentando conter os ataque de Necrus; seu poder divino não era suficiente para protege-la do poderoso oponente, e um golpe desferido por Necrus e mandou ao chão.

- De pé Rachiele de Prontera... — ordenou o sacerdote, encarando-a. — Vai morrer aqui. Junto de seus companheiros!

Rachiele sacudiu a cabeça, tentou ouvir o que Necrus disse, mas não conseguiu. Colocou-se de pé com dificuldade: um filete de sangue escorria de sua cabeça...

- Deixa eles irem...- nesse instante, olhou para seus amigos — Eles não tem culpa de nada...eu tenho!

- Não. — disse Necrus friamente enquanto olhava para Crea e Billy — Eles também vão pagar...Com as vidas!

Um novo empurrão e Rachiele caí de novo. Queria não se levantar mais, tinham falhado vergonhosamente na missão. Aquele mundo não poderia ser salvo.

- Glória! — disse Necrus fazendo um movimento circular enquanto segurava seu crucifixo; uma aura dourada surgiu brevemente nos 3 adversários de Aron, Rachiele e Force.

- Não! — Rachiele se lançou inadivertidamente contra Necrus, que conteve sua investida e acabou por quebrar a maça da noviça.

- Agora é o fim de vocês... — e lançou encantos divinos visando ampliar ainda mais a vantagem de seus aliados.

- Desgraçado! — Rachiele se ergueu, um brilho estranho correu seus olhos.

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Não. Cansei de correr, cansei de ser ajudada. Cansei de tudo!

Vou cumprir essa missão nem que eu tenha que matar para fazer isso!

Se esse sacerdote de quinta categoria pode, porque eu não?

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- Mas o que...ARGH! — Necrus se voltou para Rachiele, mas não conseguiu evitar que um violento chute explodisse em suas partes pudendas; gemeu, e prostou-se, sentindo muita dor.

- Pensando bem Necrus...isso de não bater em quem tá caído é besteira! Vamos aproveitar! — e tomando a maça do sacerdote, atacou sem pena.

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Em Glast Heim, Zealotus e Rybio entram no castelo. Espelhos amaldiçoados descansam ao lado de espadas vivas. Eles se aproximam de uma jovem vestida como uma empregada e usando uma vassoura no chão sempre sujo. Rybio toma a frente.

- Alice, onde está o Verme Sábio?

- Ei, vocês são da Prisão...não deviam estar aqui... — responde a empregada.

- Fala logo mocinha, senão meu chicote vai experimentar tua pele artificial! — fala Zealotus, brava.

- Bem...

Alice olha para os dois. Nunca dois prisioneiros e carcereiros da prisão tinham vindo até o castelo. Ainda mais para procurar o Verme Sábio, criatura letrada, que conhecia tudo sobre Glast Heim, o mundo fora da cidade maldita e sobre o mundo distante dos deuses, Asgard.

Zealotus estalou seu chicote e fez a empregada entender que eles tinham pressa, e indicou-lhes algumas estantes, num canto da entrada do castelo.

Embora Alice não tenha visto, Zea sorriu e pensou consigo mesma.

" É uma boa moça. Seu pai, se estivesse vivo, se orgulharia da criação..."

Andaram até chegar nas estantes do castelo, o verme sábio gesticulou, e um livro velho desceu, levado por magia até as mãos do pequeno ser.

Rybio tomou a frente.

- Gostaríamos de conversar com o senhor... — tentou ser educado; aquele catedrático tinha fama de ser conservador quando era humano.

- Pois não...O que querem de mim? — mais um gesto, e uma pequena cadeira veio se arrastando pelo chão empoeirado do castelo, parando perto do Verme. Ele se sentou e se pôs a escutar Rybio, e depois Zealotus.

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- Force! Me escuta! Não joga limpo! Eles não estão jogando! — gritou Rachiele, enquanto batia a cabeça de Necrus, já desmaiado devido aos ferimentos na cabeça contra a murada da arena.

- Joguem sujo! Não podemos perder! — insistia a noviça, deixando o corpo de Necrus tombado ao chão.

Não era fácil para Force fazer aquilo. Não obstante, seu adversário, além de tudo era um parente.

- Sua amiga derrubou o Necrus...bem, então vou equilibrar as coisas "prezado" primo...

Force tinha se limitado a tentar se defender de Crea, mas os ataques incessantes do assassino acabaram por minar sua resistência. Não queria ter que ferir seu primo. Isso ia contra seus princípios.

Já tinha sido vencido uma vez, se aquela fosse a hora de morrer, que fosse.

Force já tinha se entregado quando ouviu Rachiele bradar de novo ao se aproximar dos dois:

- VOCÊ É UM MOLÓIDE, FORCE! VAI JOGAR PELA JANELA TODA A AJUDA QUE AMANDA NOS DEU!

Amanda.

Ela tinha ajudado Force, o grupo inteiro enfim.

Mas ela tinha sumido desde o primeiro confronto com os aliados de Rob.

Force ergue seu sabre e vendo Crea desaparecendo no ar, por instinto, e por conhecer o estilo de luta do primo, preparou um golpe.

Force teve uma idéia.

- Rachi! Me abençoa! AGORA!

A noviça atendeu o pedido do aliado e lançou bençãos a ele e a Aron, que brandia armas furiosamente com Billy.

- IMPACTO... — gritou Force, gesticulando um golpe com a espada.

Nesse instante, Crea sumiu e Force virou-se rápido para trás, atacando.

- Golpe Fulminante!

O Sabre cravou-se no peito do assassino, que não teve força suficiente para golpear Force e lentamente escorregou em direção ao chão.

- Co-como... — indagou Crea, enquanto olhava Force.

- Você sempre fez isso com os monstros primo...Mas eu não sou um monstro...- Force cuspiu um pouco de sangue no chão e se lembrando das palavras de Rachiele, virou a lâmina da espada, provocando uma dor lacinante em Crea — Aliás...isso é um engano...Você não é meu primo...- disse, tirando a espada e fazendo com que Crea tombasse.

Billy não podia acreditar que seus aliados tinham tombado.

Cessou o combate com Aron imediatamente, se afastando dos três.

- Não pode ser...Vocês...Vocês... — Billy perdeu a voz; teria que enfrentar os três juntos.

- Ah, que gracinha! — falou Rachiele — Tás amarelando, moleque? E olha que eu gosto de menino mais novo, HUAHUAHUAHUAHUAHAUHAUA!

Billy arqueou uma sobrancelha enquanto Rachiele curava Aron.

- Pode curar a Felizberta também, Rach? — pediu Aron, ao que Rachiele apenas silenciou.

Fez-se então um imenso silêncio na arena. Todos olhavam, aterrorizados, os 3 demônios voltarem a ser perigosos. Rob, do seu trono meneava pensamentos sobre como seu plano tinha falhado.

Decidiu intervir quando viu os três investindo contra Billy, e deixando-o desacordado no chão.

- Tomaram papudos? — disse Rachiele se voltando para a multidão, que, silenciosa, observava tudo. — Taí seus "salvadores"! — disse apontando para os três caídos.

Rob viu o corpo de Necrus tombado ao chão e usando de um feitiço, o possuiu.

Se ergueu e foi em direção aos três.

- Vocês...malditos vilões... — Rob começou a gesticular preparando um feitiço — Não vão me atrapalhar...

- Necrus,seu cadáver ambulante, achei que tinha dado jeito em você! — falou Rachiele, ignorando o perigo — Agora vai! — avançou e foi detida por uma barreira invísivel, rolando para trás. — Mas que diabos...?

- Gente! — falou Aron — O mago que tava assistindo, o tal Bob, sumiu!

Force raciocinou rápido e numa ordem bradou para todos:

- Recuem! É o Rob no corpo do Necrus!

Nesse momento, uma parede da arena veio abaixo.

- Rachiele, aqui! Venham aqui! — era Zealotus acenando para os três de um enorme buraco na parede.

"Zealotus? Mas porque raios...?" pensou Rachiele.

- Depois explico tudo, entrem aqui! — insistiu Zea.

- Gente, vamos lá! Vamos fugir antes que o Necrus faça algo!

Os três correram até a mulher, Force ficou um pouco recuado, pensou de onde Rachiele conhecia aquela estranha mulher.

- Muito bem...Vamos embora daqui! — falou Zealotus, arremessando um pedra azulada no chão — Entrem no portal!

- Esperem! O Rob, digo, Necrus...

Rob no corpo de Necrus conjurou um feitiço e disparou uma esfera escarlate contra os heróis; Force, vendo que a esfera acabaria por atingir a todos, saltou na direção dela, recebendo todo o impacto e indo ao chão momentos depois.

- Force! — gritou Rachiele, mas Zealotus a empurrou para o portal.

- Entra logo! — disse Zea.

- Err...não seria melhor ajudarmos ele, mulher-morcego? — indagou Aron.

- Mulher-morcego é a mãe! — e empurrou o espadachim também, pegando em seguida Force nos braços.

- Zealotus! — disse Rob para a mulher-demônio — Isso é traição! Você pagará!

Zea nada respondeu e entrou no portal que se fechou segundo depois.