Let´s Rock

29 Capítulo Nove, Parte Dois: O Arauto do Ragnarok


Notas iniciais
Capitulo escrito por mim. Espero que gostem! ^^

Sentia como se ainda fosse hoje o peso da traição e da covardia.
Tudo começou depois de alguns meses após a formação de seu segundo grupo. Eram um grupo de amigos admiráveis,do qual passaram muitas aventuras juntos. Cada um desempenhava um papel importante nele,por isso se sentia mais ligado a este do que a seu grupo anterior. Pela primeira vez,sentia que podia fazer a diferença,e que as pessoas o ouviam. Era o único mago que tinha no quinteto de amigos (Composto por dois sacerdotes,um mercenário,uma templária[Que aparentemente,era a Líder], além de sí mesmo, naturalmente) e sabia que todos precisavam dele,tanto quanto precisavam da Templária e de sua espada e dos sacerdotes e sua magia de suporte.
Também sabia que seus amigos jamais desistiriam dele,então,quando chegasse o momento certo,gostaria de mostrar a eles o quanto se importava com eles.E essa chance aconteceria um pouco mais cedo do que imaginava,quando o grupo fora atacado por um Undark.
A criatura monumental havia estrassalhado um dos braços da templária com seus ganchos,e assasinado um dos sacerdotes praticamente partindo-o em pedaços.A única chance que tinham seria se criassem uma distração,segurando o Undark para que o mago tivesse tempo de aplicar-lhe uma poderosa magia elemental que o destruisse de vez,ou o deixasse fraco o suficiente para equilibrar o confronto.
Ele estava morrendo de pavor:ver um de seus amigos ser morto da forma mais selvagem possível e os outros se acabarem pouco a pouco frente ao monstro,só para dar-lhe o tempo necessário,o deixaram nervoso e com medo,medo que errasse e decepcionasse a todos.Então,começou a invocar sua magia mais poderosa,enquanto seus amigos padeciam diante dele.Era a prova que procurava para mostrar a eles o quanto os adimirava.
Mas não pode faze-lo:Suas pernas e braços tremiam muito,e foi após exitar um bom tempo com a bola de nergia concentrada em mãos,que decidira fugir,abandonando seus amigos a própria sorte.
Correra,correra o mais que pôde,talvez para fugir da culpa,ou para que o sentimento de remorso não o alcançasse.Por horas incalculáveis continuou a correr á esmo,passando por varios setores dos campos de Rune Midgard que nunca havia visitado,até que,finalmente,havia chegado até um local conhecido...
-Glast Hein...-Disse,ao perceber que havia chegado a cidade fantasma que um dia havia sido capital do Reino.Adentrou,e decidiu então isolar-se do mundo atrás de seus portões.
Quase um ano havia se passado desde então.Ocultando-se das pessoas,o mago já conhecia praticamente todos os locais da cidade,adotando-a como seu novo lar.Ficara fascinado pelos livros que encontrara escondidos pelo local,e através deles e de anotações pessoais criara a "teoria da essência da vida",o núcleo de energia espiritual onde ficava armazenado todos os pensamentos,desejos e emoções de um ser humano,e aquilo que nos separava dos monstros e animais,também conhecido como "Alma".Desde então,procurava febrilmente por uma cura para aquilo que chamava de "Equação da anti-vida",ou seja,para aquilo que era o único flagelo de todas as formas de vida possíveis,até mesmo da divina:A morte.Era o único jeito que tinha de trazer os seus amigos de volta.
Tentou desesperadamente de todas as formas aplicar suas experiências nos mortos vivos da cidade amaldiçoada,sem sucesso.O maximo que conseguia era criar zumbis mutantes,poderosos e perigosos o suficiente,mas ele não se importava com isso,o importante era conseguir o seu intuito o mais rápido possivel,mesmo que para isso precisasse sacrificar a vida de outros aventureiros nesse processo.
Por fim, havia finalmente desistido. Chegou a conclusão que era impossivel trazer alguem de volta a vida."Chega,já não tenho mais forças para continuar. A persistência abandonou-me,a verdade desepcionou-me e meus sonhos foram destruidos.Não existe mais um sentido para a minha existência. Deveria me matar,mas isso seria fácil demais(Ou seria por que sou covarde demais?) Prefiro amargar uma vida miserável para todo o sempre aqui nas entranhas de Glast Hein".
Mal sabia ele que sua vida mudaria para sempre dentro de poucas horas...

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O mago estava lendo um de seus livros favoritos em uma biblioteca esquecida, quando descobriu, em uma de suas paredes, atrás de um grande quadro, um pentagrama desenhado com tinta mágica.Curioso, encostou uma das mãos para sentir o auto relevo da figura, quando a sentiu afundar na parede, como se esta derrepente tomasse uma forma liquida.
Atravessando para o outro lado, o mago seguiu por um longo corredor, que por fim dava em uma sala escondida, na verdade um templo secreto de uma ceita há muito esquecida. Era adornado com várias figuras que ele já havia visto ou lido, e em cima de um altar na parede oposta em cima de um platô havia um objeto que havia lhe tomado total atenção: Um amuleto feito de Safira, com uma corrente dourada. Ele subiu os degraus com todo o cuidado,e então o colocou."Hum...Não parece ser mágico, mas seria um otimo adorno. Ficarei com ele".
Como era difícil achar lugares seguros para dormir em GH, decidiu dormir ali, onde pensava que não seria incomodado. Mas sem querer, havia despertado os poderes ocultos do medalhão.

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Quando acordou, pensou que ainda estava sonhando, ou que tinha ingerido uma droga muito forte que só agora lhe fazia efeito:Flutuando no meio do nada, com o pano de fundo com cores que mudavam de cinza e pastel, e depois para azul e verde bem rápido, como se estivesse em um louco sonho psicodélico,agora encontrava-se frente a uma enorme cela suspensa no vazio. Por entre as grades, dois grandes olhos amarelos fitavam-no friamente.
-O-onde estou?-Perguntou o homem confuso.
-Tudo a seu tempo, jovem humano, terá suas repostas quando eu tiver as minhas. Quem é você, e o que faz com o medalhão de meu sumo-sacerdote?
-Você é um Deus?
-Quem é você?
-...O meu nome é Robbinson Théldoreum Feather, mas todos me chamam de Rob. Encontrei o medalhão escondido em uma biblioteca na cidade de Glast Hein, ele não tinha mais dono. Por isso fiquei com ele.
-Entendo. Então "Rob", por que não me conta um pouco mais sobre você?
-Eu gostaria, muito, mas sabe como é, não costumo me abrir com desconhecidos...
-Bem, você pode falar por bem, ou eu posso simplesmente vasculhar os seus pensamentos e obter todas as respostas que preciso. Se bem que o primeiro metódo é bem menos doloroso...
-Está certo, não precisa ameaçar.
Então, Rob fez um resumo de toda a sua vida para a criatura, desde quando era pequeno, até a sua formação como mago, as aventuras com Force e seus amigos e o destino trágico de seu segundo grupo, destino esse que ele poderia ter evitado.
-Hum...Interessante. Sinto muito pelo o que aconteceu com os seus amigos. Acredite, sinto a mesma dor que eles devem ter sentido antes de morrer.
-Como assim???
-Você me contou sobre a sua infância com o seu primo Force. O que sente em relação a ele?-Perguntou o ser,mudando de assunto.
-Ah,o Force. Ele é o meu melhor amigo, mesmo não nos vendo a muito. Quando eramos pequenos, as crianças não gostavam de me chamar para brincar, só porque eu passava mais tempo com os livros, e por isso era considerado "estranho". Mas o Force não, ele sempre soube ver além disso e sempre me chamava para as brincadeiras, brigando com os outros. Se não fosse por ele,eu seria alguem ainda mais fechado...
-Mas você É alguem fechado, até mais do que antes. A quanto tempo não via um ser humano, e conversava com outrém?-Perguntou a criatura, deixando o mago confuso.-Serei direto: O que você sente pelo seu primo não é admiração, mas sim inveja! Você gostaria de ser como ele, de ter a sua coragem e sua determinação.
-Isso não é verdade! Não fale sobre o que não entende! -Gritou Rob, furioso. Amaldiçoava-se por ter se aberto com alguém que nem conhecia, e que o censurava de forma tão dura. Quem ele pensa que é?
-Mas é claro que é verdade. E digo mais, você também sente odio por ele: E como não poderia sentir, depois de tudo o que faz contra você?
-Você é Louco!
-Sabe que é verdade, pode sentir mesmo quando diz isso. Por que acha que ele te chamava para brincar junto aos outros garotos, quando pequenos?Porque ele queria que você se espusesse ainda mais em relação a eles. Por toda a vida, você sempre viveu a sombra de seu Primo, e dos outros. Não acha que é hora de mudar?
Rob calara-se. Sabia que o que o estranho dizia era verdade, mas não queria adimitir. Antes que pudesse pensar em responder alguma coisa, ele continuou:
-Sabe, eu posso ajudar você no que tanto deseja...
-Como posso saber se está mentindo ou não?
-E que escolha você tem? Eu lhe ofereço a única forma possível de resussitar os seus amigos, mas talvez isso não seja mais uma prioridade para você...
-Mas é claro que é! Vamos, diga logo: O que é preciso para traze-los de volta a vida???
-Primeiro, preciso que me tire desta prisão. Dai então poderei ensina-lo. O que me diz? Não existe outra forma de traze-los de volta,e você sabe disso.A decisão é sua.
Não havia muito o que pensar: Finalmente poderia ter achado uma cura para morte, e não iria deixa-la escapar. Seus amigos seriam trazidos de volta e seus pecados seriam perdoados. E isso era tudo o que importava para Rob.
-Aceito sua oferta.
-Isso é otimo. Prometo que não irá se arrepender. O conclamo como o meu novo sumo sacerdote, Rob. O sumo sacerdote de Loki, Deus do Fogo.

-xxx-

E assim,mais algum tempo se passou. Rob, sobre os designios de Loki (Que sempre conversavam, quando o primeiro dormia) começou a estudar e a praticar magia negra. Rob agora acatava todas as ordens de Loki, achando que assim finalmente reviveria seus amigos. Porém, não sabia que as palavras do Deus eram cheias de veneno e malícia, que induzia o mago a fazer o que queria.Também não sabia que o real objetivo dele era corromper completamente todo o coração de Rob, para que seu corpo servisse como um avatar definitivo para a volta do Deus Insano a esta dimensão. Em seguida, com a união e destruição do multiverso concluida pela lei da impenetrabilidade, Loki conseguiria o domínio da "Equação da vida" a cura para a morte que Rob tão almeja, e com isso ele se tornaria o ser absoluto, a criatura mais perfeita a caminhar sobre a existência. Mas para isso, era necessário que Rob tivesse Êxito!
Rob então uniu as nove dimensões em uma só, esperando pela total fusão de mundos. Porém, ambos não contavam com a intromissão dos escolhidos, que rapidamente contornaram a situação, encontrando Chargeok e libertando Thor. Mas Rob conseguio separar os herois, capturando Thor e o subjugando. Quando tudo parecia perdido, os Deuses ressurgiram novamente sobre a terra, mas precisamente sobre Glast Hein,despertando as pessoas e frustrando os planos de Loki.
Desesperado,perto de perder tudo o que conquistara até agora, Loki mandou Rob abrir um portal para o passado, exatamente para um ano antes desses acontecimentos.Graças a magia de quebra de impenetrabilidade de Loki, a versão passada de Rob uniu-se fisicamente a ele, impedindo que um paradoxo acontecesse(Se o Rob do passado visse e descobrisse que viajou no tempo, isto poderia não chegar a acontecer,gerando um paradoxo que destruiria a realidade, e, conseguentemente, apagando Rob da existência. Isso não seria bom para os planos de Loki!). Com a desculpa que seria para "finalmente, voltar ao passado para salvar seus amigos" Rob abriu o portal, e viajou no tempo, sem saber que, antes desse se fechar, outras três figuras misteriosas o seguiram.

-xxx-

Batidas incessantes na porta.
-Entre.-Diz Rob,com a voz rouca,um pouco diferente do normal.
-Mace Knight se apresentando,senhor-Diz, abrindo a porta, segurando em uma das mãos um enorme objeto envolto em trapos.
-Está atrasada.
-Sinto muito. Eu até já tinha vindo antes, mas um dos guardas que quardam as portas do quarto de vossa senhoria me impediram. Mas enfim, sem mais delongas, aqui está o que me pediu.
O homem retirou o objeto do pano, e o analisou friamente. Mas parecia satisfeito.
-Fez um ótimo trabalho, Fereira. Consigo segurar em seu cabo sem sofrer dano algum. O que fez para faze-lo me aceitar?
-Foi simples, precisei apenas usar minha carta favorita, um item raríssimo de imenso poder: A carta Tiamat.
-Exelente.-Em seguida,levantou uma das mãos em direção a ferreira, que silenciou-se, os olhos rapidamente perdendo o brilho. Em seguida disse:
-Seu nome agora é Charlotte Rampage, uma espadachim.Vá de encontro a Artémis e diga que eu mesmo a indiquei á participar da guerra. Ele lhe dirá o que fazer.
-Certo, Milorde-Disse a garota,com os olhos opacos, caminhando rumo a saida do quarto. O homem que ficara sozinho em seu quarto então pôde analizar melhor suas próprias mãos, mexendo os dedos como se para fazer a circulação andar. Então fechou a mão determinado, e soltou uma gargalhada ensandecida:
-Finalmente,consegui dominar o corpo desse pobre mortal. Posso sentir o sangue circulando por minhas veias e os seus batimentos cardiacos. É maravilhoso! Finalmente meu sonho está se concretizando.
Em seguida,caminhando até uma das janelas, suas pupilas contraem-se e sua visão torna-se magicamente ampliada. Pôde ver através de morros, montanhas, feudos...Até finalmente o seu objetivo:Glast Hein. Em seu caminho, pôde ver suas tropas lideradas por Rybio chegando até os portões da cidade. No outro lado, um conjunto de montros se alinhavam atrás de derrocadas, junto ao grupo da frente de resistência humana, liderado por Zelothos e Rybio.
Loki apenas sorriu.
-A guerra que definirá o destino de todos os seres vivos livres finalmente terá inicio em Glast Hein, a primeira cidade a cair e, ironicamente, também a última. Que o fim tenha início!