Let´s Rock

34 Capítulo Dez, Parte Três: O Fim


Notas iniciais
Último capitulo da fic, escrita pelo Fabiano Alves. Espero que gostem! ^^

Loki recuou. Pensou em como fugir, e lembrou-se de seu poder de metamorfose. Aquele corpo de bruxo não permitiria que ficasse por muito tempo transmutado, mas seria tempo suficiente para se afastar de todos.

- Imbecis! Vocês subestimam o poder de um deus! Eu voltarei e acabarei com todos!

Se transformou em um corvo e alçou voô, quando algo o transpassou em plena fuga.

Uma lança.

Forçado a voltar a sua forma humana, Loki ficou no chão, com parte da lâmina da lança presa em seu peito. Gemeu baixo enquanto Thor, Force, Rachiele e Aron se aproximaram.

- Mas que diabos... — indagou Rachiele.

- Ali atrás! Uma moça! — apontou Force.

- Huh? — Aron olhou para onde Force apontava e viu alguém que conhecia.

Era Mace Knight, a ferreira.

- Argh, maldita! — Loki cuspiu sangue, praguejando em voz baixa.

- Ghungnir...?- disse Thor, olhando a lança e encarando Mace. — Você interveio...Usou Ghungnir contra Loki.

Todos olharam para Thor, sem entender.

- Thor... — Mace tomou a palavra — Seu pai me deu permissão. Ele me fez vir até aqui. No meio do caminho me mandou a lança e eu sabia que teria que usa-la.

Thor olhou para seu irmão, que agonizava no chão.

- Guerreira, entendo que a decisão de meu pai não deve ser questionada, mas Loki ainda é meu irmão e filho adotivo do senhor de Asgard. Peço a ele uma segunda chance. — Se virou para os escolhidos — Vocês! Querem dar uma chance para Loki ou ele deve perecer aqui? Odin permitiu sua execução, mas e vocês?

Aron, Force e Rachiele se entreolharam.

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- Meus concidadãos...Passamos por uma terrível provação, mas os deuses não nos abandonaram, a luz do sol não nos abandonou e principalmente, nós não nos abandonamos...

- Afee...lá vem discurso pra dormir... — sussurrou Rachiele.

- Shh! Quieta, Rachi...quem está fazendo todo esse barulho...? — indagou Force.

- O Aron... — disse Rachiele com o espadachim escorado nela, roncando e babando..

- Aron, acorda! — Rachiele dá um murro na cabeça de Aron, que quase caí, mas acorda.

- Hãã?? Silph?

- Mané Silph! Sou eu! Rachiele de Prontera! — A noviça franziu a testa, mas no fundo se perguntou quem seria Silph.

- Vocês dois, parem com isso. Olha, vamos procurar o Chargeok e ver como o Rob está? — sugeriu Force, diante de uma possível briga entre os aliados.

- Ok! — Aron e Rachiele responderam em uníssono, se encarando por um momento.

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O céu estava claro naquela tarde em Glast Heim. Tudo que havia acontecido parecia agora e tão somente um louco pesadelo. Embora a batalha tivesse tido baixas em ambos os lados, a vitória sorria para a ex-capital.

- Chargeok? Como está o Rob? — perguntou Force, adentrando a enfermaria.

- Ele vai viver Force. Está com o corpo debilitado por causa do Loki, mas os sacerdotes disseram que ele é forte. Vai aguentar. — Sorriu gentil.

- Ei kina, e o Thor? — indagou Rachiele.

- Ele ainda existe em mim e ainda há muito a ser feito, Rachi...Falando nisso...- ele os olha. — Estão prontos pra voltar?

- Huh? — indagou Aron enquanto olhava curioso para uma injeção com resquicios de sangue na agulha.

- Chargeok...amigo...- Force olhou para ele — E vocês aqui?

- Não se preocupe Force. Vocês venceram. Embora Loki tenha alterado essa realidade, com o tempo tudo voltará ao normal. Temos um mundo pra colocar de pé de novo...Hehe, vai ser um serviço e tanto. — sorriu despreocupado.

- Quer dizer que podemos voltar pra nossos mundos? Tem certeza que não tem problema deixar vocês aqui, kina? — perguntou Rachiele.

- Tenho, tenho sim. — ele olhou Aron — Aron! Não tome isso! Isso é adrenalina!!!

- Hein? — Aron olhou para Chargeok, não sem antes engolir por acidente uma bela dose de adrenalina.

- Putaquepariu...- murmurou Rachiele — Segurem ele! — correu.

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Próximo a Glast Heim, Vick, o Andarilho e o Bardo observavam as carroças e carrinhos levando pessoas ainda feridas para serem cuidadas em Geffen e nos feudos...

- Eles venceram...

- Vick, não podemos perder tempo. Logo esse mundo vai sumir. — disse o Bardo.

- Eu sei...

- Vamos amigos. Nossa missão aqui terminou. Force, Rachi, obrigado. — disse o Andarilho, ou melhor, Aron Wormior, soltando Pluto que foi em direção do bardo.

Ou melhor, Force.

- Pluto, obrigado amigo. Não esqueça o que passou aqui. Certo?

"Sim."

- Aron...Rachi...Vamos lá. — disse Force, o bardo. tirando um pendente e o olhando. Viu refletido no pendente a imagem fosca de suas namoradas. — Vocês não morreram em vão aqui...

- Vamos Force...Aron... — Rachiele baixou as mãos e fechou os olhos — Espero que nosso futuro consiga ser melhor agora...Vencemos no passado...

- Vick,digo, Rachi, porque você pintou seu cabelo antes de nos encontrarmos com nós mesmos? Eu mesmo não entendi... — comentou Force.

- Eu não podia arriscar, Force...Se meu eu do passado percebesse que éramos a mesma pessoa...

- Entendo. — Force sorriu.

- Ei Pluto! — o Aron do futuro olhou para o pequeno coelho — Me desculpe por tentar te comer...Quer dizer, eu não, meu eu do passado! Até! — acenou.

E os três sumiram. Como se nunca tivessem estado ali. Pluto saltou em direção a Glast Heim. Queria encontrar seu dono de novo.

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- Mais suco, senhoras? — ofereceu Alice com um terno sorriso para as duas dançarinas, no gramado defronte o castelo de Glast Heim, agora por algum motivo mais luminoso do que de costume.

- Ah, obrigada Alice... — Zurrumud estendeu a mão pegando mais um copo.

- Vocês duas me salvaram...aquela hora... — Alice se calou.

- Só fizemos o que era preciso, Alice. — disse Irene e passou a devanear olhando as cartas de tarô que ainda estavam consigo.

Se lembrou daquela hora, quando foram descobertas por Alice. A entrada do castelo desmorou antes que pudessem fazer alguma coisa e viram um grande grupo de guerreiros. Eles haviam subjulgado o Verme Sábio, que agora estava nas mãos de um cavaleiro, o líder do grupo.

"Hora de morrer, monstro." — disse o Cavaleiro, apertando o pescoço do Verme a ponto de quase quebrá-lo.

Foi nessa hora que Irene puxou uma carta e lançou uma maldição contra o Cavaleiro, fazendo com que ele tombasse de joelhos, sentindo uma dor lacerante no peito.

"Zu, dance! Eles são todos humanóides! Aquela dança que te ensinei."

A irmã de Irene obedeceu e sua dança hipnotizou a falange antes que os mesmos sacassem as armas e as trucidassem. Zurrumud sabia que a hipnose não duraria para sempre. Meneou a cabeça para a irmã como se perguntasse: "Eles são muitos, como vai derruba-los sozinha?"

A resposta veio segundo depois, quando Alice, recuperada, ficou de pé.

"Alice, precisamos de ajuda! Ataque os guerreiros!" — disse Irene.

"Mas..."

"Eu te ajudo. Apenas vá! "

E Alice pegou sua vassoura e os atacou como costumava fazer quando algum intruso a atacava.

Mas...estranhamente estava mais ágil,se esquivava dos poucos ataques que recebia sem dificuldade; sentia que podia, caso desejasse golpe com a vassoura de uma forma muito mais dolorida.

Olhou para trás. Irene estava com um braço estendido na direção de Alice. Parecia que pequenos fios de prata saíam dos dedos e se ligavam em Alice.

"Ei, isso é..."

"Controle de Marionete...Vá logo antes que eu desmaie...Zu não vai aguentar dançando por muito mais tempo também...Quando esses guerreiros sairem do transe, vão nos matar...Acabe com eles antes!"

E Alice lutou. Era uma serviçal em Glast Heim, mas lutou como nunca tinha lutado antes.

- Alice?

- Huh?

- Obrigada..Se você não tivesse lutado, teríamos morrido...

Alice apenas sorriu e sua bochechas coraram, como de costume.

- Ei, você aí...a dançarina... — Zealouts apontou seu chicote para Irene. — De pé. — mandou.

Irene obedeceu, embora tenha ficado ressabida com os maus-modos da feitora.

"Não creio que vá me atacar. Está tudo bem agora..."

- Seu nome é Irene, não é? Um gárgula me disse. — Zealotus tirou sua máscara e a olhou.

- Sim, sou eu.

- Sua filha fala muito bem de você, Irene. — Zea sorriu. — Porque não vai procurá-la? Ela está com os garotos... — sentou-se, encarou Alice e disse — Alice, quero vinho. Do mais hidromel. Do mais forte que tiver na adega! Vencemos, isso merece. Entendeu ou quer que eu desenhe?

Alice riu. Concordou com Zealotus e entrou nas ruínas do castelo.

- Zealotus... — Irene se aproximou.

- Sim?

- Foi você que cuidou da Rachi pra mim...obrigada também.

- Mas como você...

- Eu apenas sei, não pergunte. Zu, vem comigo?

- Eu ainda estou com fome. Vou ficar e pedir pra Alice trazer comida.

- Certo. Vou atrás da Rachi.

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Force estava só. Parado diante do túmulo de suas amigas, que tombaram lutando.

Os raios de sol cruzavam por entre as árvores, deixando o local menos sombrio.

Ele se curvou diante das lápides.

- Garotas...nós vencemos. — forçou um sorriso que morreu segundos depois. — Eu...só queria que vocês duas soubessem...Não sei o que vai ser de mim agora sem vocês...Amanda, você precisava ver a expressão de Chargeok quando acharam você...Sabe...Eu acho até que ele...

- Force!

O espadachim olhou para trás. Seu amigo cavaleiro veio andando em sua direção. Sorriu de leve e tomou a palavra.

- Eu posso? — apontou o lugar ao lado do de Force.

- Sim,sim...

Chargeok ajoelhou-se do lado do amigo. Fechou os olhos e fez uma prece. Chorou. Force assistiu tudo calado, mas por reflexo, olhou Chargeok com compaixão.

- Amigo...não fique assim...Você...

Foi calado. Chargeok abraçou-o com tamanha força que por pouco Force não caiu.

- Force...nós treinamos juntos...eu virei cavaleiro antes de você...Eu gostava muito quando estávamos juntos, treinando e viajando por aí...Agora acabou amigo, ela está morta e nunca saberá que eu a amava!

Force não soube o que dizer. Silenciou, tentava inutilmente pensar em algo, mas sem sucesso.

Pensou em falar sobre sonhos para que Chargeok não esmorecesse, mas entendeu que o sonho do amigo, de se declarar para Amanda, não poderia mais ser realizado.

Ouviram um barulho que fez com que Force colocasse a mão na guarda do seu sabre e Chargeok parasse de chorar, assumindo uma postura de alerta.

Parecia que algo voava na direção deles...

- Charge, se esconda! — Force corre para trás de algumas árvores, com a arma em punho. Chargeok indo atrás dele.

Então viram mulheres aladas descendo do céu. Levavam lanças e escudos e vestiam armaduras parciais.

Valquirias.

Uma delas parou diante do túmulo de Marceli. Acenou com a cabeça e uma segunda valquiria ficou ao seu lado. Então ela disse:

- Desperte a arruaceira chamada Amanda. Ainda temos muito trabalho nesse e em outros mundos...

- Sim senhora. Elas vão para Hel, não é?

A valquiria não respondeu. Se virou na direção de algumas árvores e com a lança em punho, apontou-a para onde Force e Chargeok estavam escondidos.

- Saiam. Vocês dois não deveriam estar aqui. Conheciam as duas guerreiras que aqui descansam?

Descobertos, Force sinalizou para que Chargeok saísse. Ambos se levantaram e foram em direção das duas valquirias. Parando a certa distância para não ficarem tão próximos Force tomou a palavra.

- Sim. Elas eram nossas amigas. — disse o espadachim de cabelos azuis.

- Viemos cumprir nosso ofício. Se nos atrapalharem, serão punidos pelos aesires.

- Eu compreendo. — disse Force, olhando para Chargeok, que estava tenso, engolindo em seco. — Será que podemos fazer um pedido?

- O que seria exatamente? — a Valquiria colocou a lança em riste e olhou para os dois.

Force olhou para Chargeok. O cavaleiro sorriu e consentiu que o amigo falasse por ele, pois tinha entendido qual seria o pedido.

- Podemos nos despedir delas?

A valquiria parou por alguns instantes refletindo. Estava tutelando uma valquiria nova e talvez fazer esse tipo de concessão a mortais não fosse uma boa influência para ela. Olhou para a subordinada, que aguardava uma decisão de sua tutora. Pensou em negar o pedido, mas recordou-se de um dia, onde na companhia de outras valquirias, fizeram um enorme cortejo para um herói que morreu devido às sequelas de uma sangrenta batalha, e o mesmo recebeu uma calorosa despedida de boa parte de seus subordinados e amigos.

E além do que, seria uma excessão e não uma regra.

- Vocês dois podem se despedir. — ela se voltou para a Valquiria mais nova que a olhou, surpresa — Loth, aprenda essa lição, nosso dever é levar os que foram abatidos em batalha, mas se houver algum pedido e esse for razoável, você pode atendê-lo. Compreende?

- Sim Brunhilde... — a jovem valquiria concordou.

Force e Chargeok sorriram e quando Amanda e Marceli se ergueram e os viram ali, ficaram supresas, ao passo que Brunhilde lhe disse:

- Esses dois desejam se despedir de vocês. Não demorem.

A Valquiria sorriu confirmando o que dissera, e Amanda e Marceli, timidamente, se aproximaram de Force e Chargeok.

E naquele dia de despedida não houveram lágrimas de desgosto ou tristeza.

Pois só havia amor.

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Zealotus deixou sua máscara de lado, jogou seus longos cabelos azuis para trás e relaxou.

Olhou para Alice, sempre tão servil e sem expressões de qualquer descontentamento em seu rosto. Admitiu para si mesma que a invejava. Mas não pensaria mais nisso. Tinham vencido a batalha e isso era o que realmente importava no momento.

- Zealotus...

Se virou, era Rybio, seu companheiro de armas e servo do calabouço. Zealotus fez menção para que ele se sentasse, ao que ele prontamente obedeceu, deixando suas armas junto ao chicote de Zea.

- Vencemos.

- Sim, vencemos. Achei que você ia morrer.

- Confesso que eu também, Zea.

Se lembraram.

Artêmis os havia traído. Ficado do lado do bruxo de Geffen e ganhado um poder que evitava que o tocassem. Ele era um comandante em batalha, de sua aura mágica os soldados aliados de Rob nunca cairiam pois ela vinha da influência de Loki que ali estava presente enviando parcelas de poder para Artêmis.

Rybio furou as falanges com ajuda de aliados do clã de Chargeok e chegou em Artêmis.

Mas todas as suas investidas foram em vão. O campo de força em torno de Artêmis o repelia e os ataques do cavaleiro em seu corcel profano acabariam por atingi-lo.

Então Zealotus chegou e o puxou para perto dela com o chicote.

"Artêmis??"

"Olá querida Zealotus. Chegou a hora de eu me vingar por tudo que me fez passar na prisão..."

"Zea, cuidado."

"?"

"Acabou malditos!"

E com um golpe no chão, arremessou Zealotus e Rybio para o ar.

Caíram no chão enquanto o cavaleiro se aproximava lentamente deles, fitando-os.

"Trovão de Jupiter!" Ouviram uma voz. Um grupo tinha se aproximado de Artêmis e estavam atacando o cavaleiro sem sucesso.

Zea se levantou atordoada e berrou para que se afastassem, mas foi em vão.

Até mesmo Rybio, tomado de raiva pela sua impotência, arremessou sua lâmina contra Artêmis, sem sequer atingi-lo.

"Estamos perdidos...droga!" pensou Zealotus, pegando seu chicote e tentando encontrar um ponto fraco em Artêmis.

"Vocês são tolos. Hoje é o dia que tudo isso acaba! " E com um movimento no estandarte de Geffen, os mortos ali no campo de batalha se levantaram e pegaram suas armas novamente.

"Matem todos eles! Aumentem nossas forças! Loki há de vencer!" bradou Artêmis enquanto os mortos atacavam.

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O Verme Sábio estava perdido em pensamentos do que acontecera durante a batalha.

Naquele dia, tinha conseguido juntar um séquito de bruxos. Ele não disse, mas os mesmos seriam sacrificados para que a magia surtisse o efeito desejado. Colocando-se junto com os bruxo em local seguro, abriu um pergaminho e se pôs a lê-lo, com forte voz, enquanto os bruxos repetiam as fórmulas mágicas que ele dizia.

O resultado foi que as almas dos 5 bruxos foram sugadas e convertidas em energia mágica pura, que foi como um vagalhão arremessado contra o campo de batalha. Apenas os aliados dos bruxos não seriam feridos, todo o resto seria dizimado.

Ou pelo menos o Verme Sábio assim esperava.

"Verme, o que você fez? Os bruxos...eles estão mortos!"

"Fiz o que era preciso. É preferível sacrificar uns poucos do que perdermos todos. Você é um guerreiro, deveria saber disso. E isso é uma guerra."

"......"

A onda de energia derrubou todos os inimigos, deixando intactos o exército de Chargeok e demais aliados. Parecia que a batalha tinha findado, mas um membro do exército de Loki ainda estava de pé...

"Zea, o que foi isso?"

"Com certeza algum truque do Verme..."

"HAHAHAHA! TOLOS! Nada pode me deter!"

"Artêmis..."

"Maldito..."

Artêmis tinha sentido também o efeito da magia, mas como estava ligado a Loki, se recuperou pouco depois, tendo perdido apenas seu corcel negro.

Estava agora diante de Zealotus e Rybio, segurando o estandarte de Geffen, enquanto a energia provinda de Loki o curava do dano recebido da magia.

"Zea! A magia não o derrubou, saia daqui!"

"Rybio, se tivermos que morrer, vamos morrer lutando..." Zealotus estalou seu chicote.

Rybio apenas sorriu. Virou suas lâminas em direção a Artêmis e o atacou.

Investiu contra o cavaleiro visando seu flanco, ao passo que foi repelido. Zealotus prendeu com seu chicote uma das mãos de Artêmis; por alguma razão, o campo de força que o protegia havia sumido.

"Não...Cães, o que vocês fizeram...??" indagou Artêmis, com o pendão de Geffen em sua mão.

Zealotus puxou a mão de Artêmis, ao mesmo tempo em que Rybio usando de suas lâminas, decepava um dos braços do injustiçado, fazendo verter sangue escuro.

"Parece que você teve um revés, caro amigo..." sorriu Zea, irônica, sacando um punhal e arremessando-o contra o pescoço de Artêmis, que caiu de joelhos, deixando o pendão de Geffen no chão.

"Vou lhe dar uma chance de perdão...Afinal de contas, todos podem, não é mesmo?"

Rybio se aproximou e ficou ao lado de Zea.

"Passe essa língua suja em meus pés, então salvo você, Artêmis...ou prefere a morte lenta, meu querido?"

Artêmis obedeceu, tremendo de dor. Quando se prostou na direção de Zealotus, a ultima coisa que viu foi um rápido olhar da feitora para o lado.

A arma de Rybio separara a cabeça do tronco. Uma perfeita execução.

"Rybio...o que eu faria sem você?" sorriu Zea.

Rybio apenas sorriu e passou a língua pela boca.

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Rachiele andava perto dos portões de Glast Heim. Os gárgulas voavam, auxiliando os humanos a voltarem para o feudo. Corria por meio das pessoas boatos que até mesmo entre os humanóides que viviam nos arredores de Geffen as hostilidades tinham cessado.

Saiu da cidade e olhou para o monte Jolnir, não tão distante; lembrou-se de Satty e sorriu sozinha. Sentou debaixo de uma árvore que tinha ficado intacta ao combate que tinha ocorrido e com um graveto ficou a cutucar a terra enquanto ouvia os poucos pássaros que arriscavam sair de seus esconderijos.

Ouviu passos perto de si, mas não deu importância. Se espreguiçou.

- Rachi...?

Conhecia aquela voz. Entortou a cabeça e viu atrás de si uma mulher de cabelos castanhos e presilha em formato de lua, que lhe sorria com gentileza. Os véus em suas pernas delineavam um corpo maduro, porém vigoroso.

- Mãe? — Rachiele sorriu, não sabia o que dizer ou o que fazer, mas sorriu.

- Sim filha. — Irene avançou e abraçou a filha.

E por longos instantes, ficaram ali entre múrmurios de felicidade e lágrimas de alegria.

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Rachiele caminhava com a mãe enquanto olhava a planície rochosa e verdejante dos arredores de Glast Heim. Ao passarem por uma caverna, foram observadas por um grupo de filhotes de dragão alado, que do seu ninho as fitaram com curiosidade.

- Já viu esses, Rachi? — perguntou Irene, se aproximando do ninho sem medo.

- São petites do céu, não é?

- Isso. — Irene acariciou as escamas da cabeça de um dos filhotes. — Depois que nascem, são deixados para crescerem sozinhos. Eles são dóceis, mas o tempo e as necessidades os deixam agressivos e territorialistas. — Brincou com o dedo pela boca de um dos filhotes — Chega uma hora eles não admitem nenhum outro perto deles, exceto outros petites azuis...Se eu tentasse fazer isso num crescido, ele arrancaria meu dedo...

Rachiele concordou, se aproximou do ninho e os olhou, sendo também observada.

- Porque deixar o ninho tão perto da saída da caverna? — perguntou.

- Porque eles logo vão tentar voar. Esse é o último favor que uma mãe petite faz para seus filhotes. Depois disso, ela voa para longe. Dizem que vão para cavernas perto de vulcões e ali ficam.

- Entendo... — disse Rachiele.

- Filha...

- Mãe...- a noviça ficou de pé, olhando Irene — Eu queria pedir desculpas...Eu te bati...Pode... — Baixou os olhos nesse instante — ...Pode me perdoar?

Irene sorriu gentilmente enquanto olhava Rachiele. Lembrou-se da infância da filha, de como ela a desobedecia e como era irritante, fazendo com que Irene se "vingasse" obrigando-a a fazer coisas que ela mesma não gostava.

"Fui ruim com a Rachiele também...Mas ela foi bem mais comigo..." pensou consigo, mas olhando a filha ali, teve uma idéia.

- Perdoô sim, Rachi. — a olhou com ares de superioridade.

- Ah, legal... — Rachiele começou a erguer o rosto na direção da mãe.

- Mas tenho uma condição... — Irene sorriu triunfante.

- Ah... — a expressão de Rachiele mudou. Temia que a mãe pedisse algo. — Qual condição?

- Hum... — Irene pensou em alguma coisa, mas desistiu quando viu o temor nos olhos de Rachiele; mostrou a língua e piscou — Se não nos visitar, pelo menos uma vez por ano, será deserdada e não terá direito a herança milionária de seu pai e eu! — riu, pois sabia que não tinha nada disso.

- Hã? — Rachiele ficou meio perdida, mas acabou por rir também. — Aceito! Onde eu assino?

Se abraçaram e ficaram rindo ali, sozinhas. Rachiele tinha conseguido o perdão de sua mãe, e Irene recuperou a filha que jamais tinha perdido.

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Thor se reuniu com todos naquela noite em Glast Heim. Comeram e então o deus do trovão pegou seu martelo e os olhou.

- Amigos, é chegado o momento de desfazer o que meu perverso irmão fez. Vocês devem voltar para seus mundos, a menos que desejem ficar aqui e recomeçar do nada. Quem deseja voltar ao seu antigo lar?

Na multidão, muitos braços e vozes se ergueram. Entretanto, alguns não se manifestaram.

- Diga-me guerreiro... — perguntou Thor para um cavaleiro — Porque quer ficar aqui nesse mundo?

- Senhor... — o cavaleiro se curvou — Em Rune nada mais eu tinha, e aqui, consegui mais coisas do que em toda minha vida perante a cavalaria. Por isso quero ficar.

Uma dançarina se aproximou do cavaleiro, o abraçando por trás e olhando Thor.

- Por favor senhor, assim como eu, outros companheiros de batalha gostariam de ficar aqui! — disse o cavaleiro com a odalisca abraçada a ele.

Thor pensou consigo mesmo que seu dever na missão imposta por Odin era reunir novamente as dimensões, desfazendo a fusão que Loki almejava. Mas se realmente intercedesse a favor dos mortais que ali estavam e permitisse que eles ficassem naquele mundo, então as realidades de onde eles vieram poderiam ser muito ou pouco influenciadas.

Era um risco, e o Deus do Trovão temia assumi-lo.

- Thor?

O Deus do trovão virou-se e viu se aproximando dele, Aron, Force e Rachiele. O espadachim de cabelos azulados tomou a frente.

- Deixe-os ficar. Se eles querem, se é sonho deles...Porque não? — sorriu Force.

Thor sorriu de volta para Force e acenou afirmativamente para a multidão.

- Mas...você vai ficar?? — indagou uma sacerdotisa, olhando para um mercenário.

- Fique comigo. Se voltarmos vamos passar a vida fugindo. Não é o que eu quero de melhor para você.

- Não sei...

Thor tirou uma trombeta de uma buraco dimensional e a soprou com força, fazendo com todo o mundo ouvisse sua decisão e que fizessem sua escolh; em Asgard, o som da trombeta chegou até os ouvidos de Odin.

- Terminou... — disse Odin sentado em seu trono enquanto seus corvos falavam-lhe aos ouvidos. — Compreendo...voem e fiquem vigilantes nesse novo mundo que acaba de renascer. Mas não esqueçam dos outros.

E os corvos voaram, saindo pela janela aberta do palácio.

"Bom trabalho filho."

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O som da trombeta chegou até os ouvidos de quem deveria ser o rei de Glast Heim; em uma caverna o Senhor das Trevas se levantou de seu trono de ossos...

- Terminou.

Do seu lado, uma figura oculta nas sombras o observava. O Senhor das Trevas virou-se na direção do estranho e disse:

- Satisfeito com o desempenho de seu antagonista, caro Andarilho?

Fez-se o silêncio na sala. Ao qual apenas o bater de asas de um morcego podia ser ouvido.

- Está mudo desde que as coisas não se desenharam como você imaginava. Eu imaginava que tudo acabaria assim, mas ao que parece você não acreditou em mim.

Que pena.

- Chega de seus comentário jocosos... O que não compreendo é porque não interveio na guerra. Se tivesse ficado do lado de Loki poderia ter tudo agora!

- Hahaha...O Senhor das Trevas não foi feito para ser peão de quem quer que seja, caro Andarilho, mas para ser o Senhor acima de tudo. E acabo de obter isso graças ao triunfo dos heróis.

- Como?

- Foi o que ouviu. — o antigo rei de Glast Heim sentou-se em seu trono — Agora, tudo é meu. Veja, todos estão felizes, eles imaginam que nesse mundo novo não existem mais criaturas poderosas como eu, que eles estão livres. Deixe que pensem assim.

Quando menos esperarem, eu tomarei de assalto tudo e esse mundo será meu. Finalmente meu! Sem ninguém no meu caminho. Compreende?

- Sim...Mas e os deuses?

- Você viu o quanto eles são fragéis. Posso vencê-los com um mínimo esforço. Eles não são ameaça.

- E os Escolhidos?

O Senhor das Trevas gargalhou longamente ao imaginar o que haveria de fazer com os jovens que foram escolhidos por Odin, caso viessem contra ele.

- Se eles forem chamados, os farei saberem o que é o Inferno, como o povo da Terra o chama...

- O que pretende fazer agora, Andarilho? Vai voltar pro seu mundo e para aquele projeto de espadachim?

- Sim, agora que ele passou no teste. O Sr. Wormior é especial.

O Senhor das Trevas ergue uma sobrancelha por trás de sua máscara cadavérica.

- "Especial"?

Mas o andarilho apenas abaixa a cabeça, escondendo seu rosto ainda mais sobre o longo chapéu e o cajado. -Mas mudando de assunto, por que não interferiu na missão dos escolhidos? Teve medo de ir contrariar os Deuses?

- Eles não são ameaça. Quando se é imortal, o jogo deve ser jogado levando-se em conta o tempo. E claro, ir movendo as peças certas...Eu tenho um trunfo em mãos para errradicar definitivamente os Aesires e seus supostos "Escolhidos"...

-Sei. Bom, espero sinceramenta que consiga seu intento.-E se virando para o Senhor das Trevas em direção a saida diz, virando o rosto pculto para poder analiza-lo, um sorriso visivel: -Foi... divertido acompanhar isto tudo junto com você.

- Então vá e parta. Você sabe como voltar aqui...E quando você voltar, já terei iniciado meu plano. Espero que o jovem Wormior não o destrua nesse meio tempo...

- Digo o mesmo sobre o Force. — E com isso o andarilho original partiu do misterioso local em que estivera.

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Thor segurava seu martelo, empunhando-o com firmeza. Olhou para os escolhidos e eles para o deus encarnado.

- Se não quiserem partir agora, deverei ir procurar outros que desejam voltar aos seus mundos. O que me dizem, escolhidos?

Rachiele foi curta e grossa:

- Lindo. E o que eu e os garotos vamos fazer enquanto isso, brincar de verdade e conseguência? Já fizemos o que tinhamos que fazer aqui, está mais do que na hora de voltarmos.

Embora achassem que a amiga tivesse se exedido, Aron e Force concordaram.

Thor sorriu da grosseria da noviça.

- Entendo. — bateu 3 vezes com o martelo no chão e um grande portal se abriu perto dos escolhidos.

Force olhou para Rachiele e Aron, e os abraçou com força.

- Amigos...Eu... têm tanta coisa que eu gostaria de dizer, mas as palavras simplesmente não me vêm. Eu... só gostaria de dizer que foi um privilégio lutar ao lado de vocês!

- Caras, assim vocês me quebram... — Rachiele cedeu e os abraçou também. — Vocês são bons pra caramba...E...e...Ah! — calou-se.

Thor observava satisfeito a cena. Pensava consigo mesmo que fora por obra de Asgard que aqueles 3 jovens estavam reunidos, mas ponderou que eles teriam se unido, independente de qual dimensão pertencessem.

- Eu também gostaria de dizer algumas coisas... — Disse Aron, pigarreando. Force e Rachiele o olharam surpresos. Aron os fitou seriamente e então, subitamente, começou a chorar.

- BUAAAAAAAAA! Eu vou morrer de saudades... — gritou estericamente, enquanto suas mãos coçavam seu rosto, cascatas desciam sobre suas bochechas. Todos que estavam no local e esperavam para serem teleportados olhavam a cena com espanto, alguns se perguntando se por acaso o espadachim de cabelos azuis e a vanir não haviam batido naquele pobre coitado...

- Aron...Ah,droga! Seu bunda-mole! — abraçou ele com mais força ainda, dificultando a respiração do espadachim de cabelos esmeralda — Não chora que eu choro também, sua coisa!! — e desandou a chorar, sendo acompanhada por Force.

-Seja o que for daqui pra frente, eu nunca vou esquecer vocês. Isso é uma promessa. E eu nunca deixo de cumpri-las! -Disse Force, com um sorriso nostálgico.

Rachiele escutou Force e olhou para Aron. Aquele rapaz, embora um tanto descuidado foi, por um instante só dela. O mesmo poderia ser dito de Force. Rachiele corou ao lembrar do que fez...E se eles voltassem a se encontrar?

- Err...bom...Aron...Force...- ela foi se soltando devagar, vermelha. — Nada dura para sempre... — Disse, de forma fria. mas frieza era algo que não combinava com Rachiele, então ela completou: — Mas se durasse, eu gostaria de ter sido amiga de vocês por mais tempo. Não é justo ficar nesse mundo, há pessoas que precisam de mim no lugar de que venho, e acho que o mesmo pode ser dito de vocês. Quando gostamos muito de alguém, devemos desejar que ela seja feliz, mesmo que esteja longe. Então sinceramente espero que vocês sejam felizes.

- Ravioli!!! — exclamou Aron, emocionado.

- Afe! — Rachiele fez um soco na cara de Aron, voltando ao seu estado normal — É Rachiele! Tu passou o fanfic inteiro falando meu nome errado! Tenha dó!

Force apenas ria.

-Então..É, eu acho que é isso...- Completou Rachiele.

- Eu... espero que a gente se veja de novo um dia...- Disse Aron, com a voz engrolada.

-Talvez amigo, talvez...- Disse Force, de forma afetiva.

E assim, os três se encaminharam até um grande portal, deram as mãos e, fechando os olhos, sentiram a energia deste lhes consumirem por inteiro..

Thor fechou o portal com seu martelo. Pensou nas pessoas que ainda esperavam para serem enviadas de volta, chamou seu corcel, o montou e partiu.

Para trás dele, além de uma tênue aura de magia devido ao portal recém-fechado, apenas uma certeza: a que naquele dia, aqueles jovens até então desconhecidos uns dos outros tinham se unido em torno de um objetivo. E bem ou mal, eles desempenharam seus papéis.

Eles foram heróis.

E no final, uma nova realidade nasceu dos escombros da guerra. Uma realidade que unia todas as outras de forma equilibrada, um presente dos Deuses para os humanos: Merge.

FIM

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