Notas iniciais
Olá docinhos? Como vão vocês? Me perdoem pela demora, sei que estou em dívida com vocês... Mas cá estou eu com um novo capítulo dessa história linda e maravilhosa que ainda trará muitas surpresas para vocês. Hehehehehe. Boa leitura ❤️

A volta para o castelo fora de certo modo confortável, Zabini e Nott zombavam de Pansy fazendo-a se irritar com a babaquice dos dois. Meus pensamentos vagavam calmamente sobre a conversa com Granger mais cedo. Eu esperava esperançoso que ela me escutasse sobre o pobretão. Eu não estava sendo egoísta. Estava? Não estava dizendo aquilo pelo simples fato de querê-la para mim, mas eu sabia que o Weasley não era a pessoa certa para ela. Eu só a queria vê-la bem, eu sabia que a felicidade que o Weasley não transmitiria a ela, eu também não transmitiria. Estávamos empatados. Nenhum dos dois era bom o suficiente para ela. E cá entre nós, eu não seria nem uma das últimas opções de companheiro para construir uma vida.

Visto que meus pensamentos estavam me atormentando e me deixando um pouco para trás da conversa dos sonserinos, Zabini se aproximou, diminuindo o ritmo dos passos e me acompanhando na caminhada lenta e afastada dos demais.

— Está pensando nela não está? — Ele perguntou enquanto eu andava de cabeça baixa chutando algumas pedrinhas no chão. Por mais que eu quisesse, minha voz não saía. Assenti. — Você precisa se controlar, eu sei o quanto é difícil. Mas sufocá-la não irá ajudar. — Eu a olhei pelo canto do olho e suspirei fundo. — Relaxa cara, venha, vamos nos divertir um pouco. — E colocando um de seus braços por cima dos meus ambros, me puxou para junto do grupo sonserino.

Zabini tinha razão, pressioná-la não iria adiantar, ainda mais sendo de uma hora para outra. O melhor a se fazer era conquistá-la aos poucos. E era isso que eu faria. Uma hora ela teria que escolher.

...

O almoço transcorria normalmente, as vozes do salão poderiam ser ouvidas a metros de excitação por parte dos alunos. Eu, no entanto, não havia tocado na comida desde que ela havia aparecido na mesa. Meus pensamentos estavam absortos novamente, meus músculos enrijeciam-se conforme as ideologias se tornavam mais presentes no meu consciente. Quem dera fosse pela grifinória que tanto tirou meu sono durante noites por muito tempo. Minha marca ardia como nunca doerá antes, eu sabia que estava ficando sem tempo e que o Lord queria informações de como o processo de concerto do armário estava andando. Suspirei fundo uma, duas, três vezes, o peso no meu mais profundo consciente estava me deixando exausto e sem respostas. Eu precisava dormir, sabia que somente em meus sonhos eu poderia relaxar devidamente como uma pessoa normal. Isso, quando Ele não os invadia também.

Percebi um par de olhos me fitando do outro lado do salão. Ela estava lá, me encarando confusa, provavelmente pelas palavras trocadas mais cedo, seu rosto corou assim que percebeu que o seu olhar estava sendo sustentado, o desviando rapidamente. O Weasley passou um de seus braços pela cintura da garota a aproximando de seu corpo, rindo descaradamente.

Um embrulho no estômago se formou assim que vi a cena, meus punhos se cerraram tão forte ao ponto de minhas unhas arrancarem minha pele da palma da mão. Me levantei rispidamente da mesa atraindo alguns curiosos para o lugar onde havia saído aquele barulho estridente da cadeira sendo arrastada pelo piso. Ajeitei minha gravata e me dirigi as grandes portas de madeira.

— Senhor Malfoy, espere. — Parei ao ouvir a voz familiar da professora McGonagall e seus passos apressados na tentativa de me alcançar. Me virei novamente, esperando a bruxa prosseguir. — Me acompanhe até minha sala por favor.

Engoli em seco. O que eu aprontei dessa vez? Busquei incansavelmente por enrascadas que eu devia ter me metido desde o começo do ano letivo. Ao chegar a conclusão de que não teria feito nada relaxei os músculos e suavizei os passos que permaneciam duros e automáticos.

A sala da velha era bonita e incontestavelmente mais confortável do que de Snape. Ela se dirigiu até a cadeira maior em frente a mesa e se sentou, fazendo menção para que eu se sentasse também.

— Muito bem Malfoy, em concordância de todos os professores, decidimos nomear o Senhor como monitor chefe... — Minha expressão se abriu num largo sorriso resultando em olhares severos dirigidos a mim. Manti a postura e fiz sinal para prosseguir. — O senhor terá uma suíte particular no 5° andar na ala oeste, ao lado do salão comunal da Grifinória, assim que terminarmos essa conversa mostrarei ao senhor seus aposentos e a senha para adentrá-lo. — Assenti e ela continuou. — Suas obrigações e tarefas serão postas em um quadro negro em seu salão comunal todas as manhãs. Mas antes de tudo, quero lhe informar que sua primeira tarefa será organizar um baile de boas vindas aos alunos. As instruções detalhadamente serão apresentadas ao Senhor durante o decorrer do andamento do evento. A única informação que o Senhor precisa saber é que sua companheira do baile deverá ser escolhida pelo Senhor e ninguém poderá mudar sua escolha. Além do mais, seus trajes, tanto os seus como de seu par será bancado pela escola, assim como toda a decoração e decisões para a festa. — Dito isso ela se levantou e com passos apressados andava a frente rumo ao meu novo quarto.

Chegamos ao 5° andar depois de incansáveis andares de escadas, minha respiração arfava na tentativa de alcançar a velha que andava mais rápido do que aparentava andar.

Paramos de frente com um quadro em que seu letreiro dizia: “Dança em Bougival de Pierre-Auguste Renoir.” Nele um casal dançava graciosamente em movimentos circulares, o sorriso de ambos se abria involuntariamente cada vez que seus olhares se encontravam.

— Sua senha é Amortentia. — A mais velha disse me tirando a atenção do quadro. Assenti e entramos.

A sala comunal era incrivelmente grande, simples mas confortável, com um enorme sofá e uma mesa de centro. No final uma bela prateleira cheia de livros e um quadro negro sustentado por um tripé jazia na diagonal ao lado do sofá. Uma porta ao fundo do corredor transmitia as palavras “Monitor chefe” em prata, deduzi ser meu quarto com meu banheiro particular, ignorando a ansiedade de entrar logo no recinto, segui a velha pela pequena cozinha americana que se instalava no fundo do cômodo. Nunca disse a ninguém mas meus dotes culinários eram de invejar qualquer um. Lembrava da irmã de meu pai que ao me ver cozinhando, protestava que isso era serviço dos elfos, mas eu nunca me importei, eu gostava. Graças a Dobby eu sabia me virar muito bem em qualquer tipo de emergência. Nela, havia uma pia, alguns armários pequenos com louças, uma despensa de pequeno porte e um fogão a lenha.

Finalmente, adentramos no quarto luxuoso no qual teria posse, uma cama de tamanho absurdamente grande me esperava, os lençóis de seda verde musgo me chamava para descanso. O edredom branco destacava o resto do quarto preto com móveis rústicos. No fundo, uma porta com um banheiro do tamanho do quarto me esperava para um banho reconfortante.

Ao me dirigir a passagem do quadro, lancei um “obrigado” involuntário para a professora que me olhou com ternura.

— Não se esqueça Malfoy. Precisa escolher seu par para o baile. — E saiu.

Atordoado com tantas informações, me joguei no sofá e afrouxei a gravata em busca de ar.

Na minha mente, um único pensamento era presente: Já tinha minha escolhida. E era a minha chance de conquistá-la.

Notas finais
O que acharam? Será que a Hermione vai aceitar? Estou sentindo falta de reviews e bem que eu poderia receber uma recomendação para me motivar né? Hahaha. Até a próxima gatinhos e gatinhas ❤️
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.