Notas iniciais
Oláaaaa pessoinhas! Então, aqui está a fanfic nova que eu comentei. Não aguentei de ansiedade e resolvi postar logo, até mesmo para saber a opinião de vocês e saber o que preciso melhorar. Por isso, críticas construtivas serão muito bem vindas. Eu já estou no processo do segundo capítulo para dar uma boa adiantada para vocês, mas infelizmente meu cérebro deu um bloqueio de criatividade que estou tendo muita dificuldade para terminá-lo, se vocês conseguirem me ajudar a ter ideias eu ficaria extremamente feliz e grata com vocês! Boa leitura e me contem o que acharam nos comentários!

Eu andava de um lado para o outro no corredor do trem, havia perdido Harry e Rony de vista fazia mais ou menos uma hora e não conseguia encontrá-los no meio de uma multidão de alunos entusiasmados com a chegada próxima da escola. Não estávamos muito distante da nossa chegada a plataforma de Hogsmeade e de uma forma ou de outra eu encontraria os dois na escola, decidi então encontrar um vagão vazio e curtir o restinho da viagem que me sobrava.

A paisagem era bonita lá fora, os raios solares do pôr do sol iluminava o topo das árvores que balançavam suavemente com o vento gelado que acompanhava o mês de setembro. Eu sempre gostei da visão que a jornada à Hogwarts nos trazia. Era sempre calma e sublime. Sabíamos que o nosso sexto ano não seria nada fácil, Harry embora não demonstrasse estava inquieto pela forma como a guerra se aproximava tão depressa.

Ouvi passos sendo dirigidos até minha cabine mas não dispus a olhar para ver quem era, minha tranquilidade estava tão confortável que eu não queria ser interrompida por uma alma sequer. A porta se destrancou e um vulto sentou-se no banco da frente, respirei profundamente mostrando que não estava incomodada com a nova presença. Um par de olhos me fitava claramente, senti meu rosto corar com tamanha encarada de um ser a minha frente. Talvez uma conversa não seria tão ruim, não até eu perceber quem era minha nova companhia.

Malfoy estava sentado com as pernas esticadas e cruzadas – mesmo gesto repetido pelos braços – olhando pela janela observando a paisagem que a pouco eu mesma estava admirando. Eu o olhava confusa para tal gesto, ele não me xingou, não me chamou atenção e nem mencionou qualquer gesticulação demonstrando irritação por estar sob minha presença.

Seus pensamentos estavam fora de seu corpo certamente, uma carcaça de pessoa se encontrava ali. Seus pensamentos não acompanhavam o presente vívido, sua expressão estava tensa e fria. Suas bolsas embaixo dos olhos denunciavam suas noites mal dormidas e seus suspiros fortes mostravam seu cansaço aparente. Provavelmente, havia algo muito grave ali, aliás, sua família sempre fora problemática e seguidora de você-sabe-quem, não me admiraria saber que sua preocupação estava relacionada com assunto de tal gênero.

— Você está bem? — Perguntei cautelosa recebendo o primeiro contato visual do loiro, seus olhos cinzas eram indecifráveis, aliás, sempre foram. Mas no momento, algo a mais estava escondido.

— Estou. — Seu tom de desdém me fez recuar no meu assento. O que eu tinha na cabeça para fazer aquela pergunta? Ele voltou-se a olhar pela janela e eu voltei para o livro que estava lendo antes de chegar em King’s Cross.

A viagem se seguiu confortável embora a presença de Malfoy ali tornava tudo bem esquisito, mas tenho que admitir: sua presença era boa, ele não me interrompia durante a leitura, ao contrário de Rony que sempre me perguntava algo me impedindo de terminar o livro.

Rony.

Esse era o motivo por eu ter perdido minhas noites durante as férias, ele era tão gentil, tão amigo. Meu coração se acelerava a cada lembrança, a cada sorriso, a cada menção que ele fazia sobre mim. Uma noite na T'oca Ginny e eu estávamos conversando sobre ele, eu dizia o quanto ele me fazia bem mesmo não estando juntos, o quanto ele era atencioso e o quanto eu suspirava só de lembrar como ele era amoroso comigo. Embora, ele nunca percebesse meus olhares para ele, ele nunca havia me magoado profundamente em relação a sentimentos. Ginny também compartilhava seus interesses em Harry e a mesma se lamentava por ele nunca a ter olhado como ela o olhava, tentei explica-la como ele estava atormentado com a guerra que estava próxima, mas que eu tinha certeza que o amor era recíproco.

Fui tirada de meus devaneios quando reparei que Malfoy havia se levantando, ele puxou sua mala do bagageiro e se dirigiu a porta. Ele parou por um instante o que me fez pensar que ele tinha se esquecido de algo, ele se voltou e me encarou firmemente.

— Você não vem? — Ele me perguntou enquanto ajeitava sua varinha em um dos bolsos da calça. Assenti e peguei minha mala para ir para as carruagens que nos esperava do lado de fora.

Para minha infelicidade só restava uma coche disponível o que significava que eu e Malfoy teríamos que dividir por mais alguns minutos a presença um do outro. A companhia dele não fora desconfortável nas últimas horas mas eu não aguentaria encarar aquele sonserino por mais alguns segundos. Principalmente tão quieto como ele estava. Bufei em rendição e entrei dentro do único veículo presente, o vento frio me causava arrepios o que não passou despercebido pelo loiro que impacientemente lançou um feitiço aquecedor sobre nós, diminuindo consideravelmente o frio que dominava a cabine.

— Obrigada. — Eu agradeci automaticamente resultando em um respiro profundo, mas ele continuou com o silêncio. Decidi simplesmente terminar a viagem tranquilamente e seguir para o encontro de meus amigos.

Uma garoa fina caía sobre nós quando a carruagem puxada por testrálios parou subitamente na frente das grandes portas de madeira. Tossi um pouco em resultado a friagem e coloquei os braços em volta do meu corpo na tentativa de se aquecer. Um espirro soou pela minha boca quando Malfoy e eu estávamos subindo as escadas o que o fez parar e revirar os olhos, voltando-se em minha direção.

— Eu não estou pedindo sua ajuda Malfoy. — Minha voz saiu ríspida com a aproximação do mesmo. Ele se sentia na obrigação de me ajudar em qualquer circunstância o que claramente não era necessário. Uma ajuda vinda por ele.

— Realmente Granger, você não está pedindo minha ajuda. — Ele disse pausadamente com a voz alterada. Sua paciência já havia se esgotado. — Mas eu não posso simplesmente deixar você aqui doente enquanto posso levar uma detenção por deixar a garota de ouro se resfriar. Vai por mim sangue ruim, eu já teria a deixado aí se fosse por mim. — Suas palavras eram frias e saiam perfeitamente cuspidas em sua boca, seu rosto expressava uma raiva que nuncae fora exibida antes.

— Obrigada mas não preciso dos seus cuidados. — Eu me retirei de volta de seus braços que me rodeavam pelos ombros e subi em direção às portas o deixando sozinho.

Encontrei Harry e Rony já sentados na mesa da Grifinória jantando enquanto ambos olhavam preocupados para os lados, provavelmente estavam a minha procura. Sentei-me ao lado dos dois e expliquei toda a situação que eu havia passado. Desde o vagão do trem até o acontecido nas escadarias.

— Ele estava quieto e preocupado? — Harry perguntou enquanto olhava para a mesa das serpentes onde Malfoy encarava seu prato intocado pelo mesmo. Sua expressão mostrava seriedade e seus pensamentos estavam perdidos em meio a suas situações.

Assenti vagarosamente e mudei de assunto rapidamente.

O comportamento dele era realmente estranho mas não me incomodava, Harry o apontava como um possível comensal o que prontamente eu discordei e Rony concordou com o amigo sem pensar duas vezes.

Por ora pensei no que Harry haveria dito. Será que ele realmente estava se tornando um comensal? Ele sempre fora frio e nunca demostrava compaixão nenhuma com situações a sua frente. Mas eu nunca o imaginei como um seguidor do lorde das trevas. Eu precisava descobrir o que estava acontecendo, antes que ele próprio acabasse com sua vida.

Notas finais
E aí? Por que será que o Draco está tão quieto? Qual é o segredo que ele esconde? Por que ele resolveu ajudar Hermione? E o que será que ela vai descobrir se o investigar melhor? Contem para mim nos comentários. Beijinhos e até terça!