Let me love you.
17 Você podia dormir mais agora Thomas.
Notas iniciais
Thomas encarava a menina mexendo as mãozinhas no ar tentando alcança – lá e isso a fez sorrir
—Queria tanto que não fosse essa realidade – acariciou o topo da cabeça de Thomas que estava coberta com uma toquinha branca.
Ela não entendia, por que motivo Deus tinha que escrever esse roteiro para ela? Fazer sua vida virar de cabeça para baixo, fazer se apaixonar por um anjo caído, a fazer sofrer, ter feito o anjo se declarar e agora estava se afastando sem motivos. Seria por que ela era um ser proibido?
Ela não sabia a resposta e se odiava por isso.
[...]
Levantou-se com cuidado para não acordar Thomas, deixou o livro que tinha lido a tarde toda em cima da cama, ajeitou os cabelos em um coque frouxo e saiu do quarto a fim de uma xícara de café e alguma coisa para comer. Encontrou apenas Sam lendo algum livro na sala principal o mesmo sorriu para a menina quando ela passou em direção à cozinha, pegando café e bolachas salgadas.
—Cadê todo mundo? – perguntou a Sam que desviou a atenção do livro para ela
—Dean dormindo, minha mãe está no quarto dela e o Cass está na masmorra – sorriu
—Cass voltou? – arregalou os olhos
—Sim já faz um tempo achei que ele tinha ido falar com você – estreitou os olhos
—Não mais obrigada pela informação — saiu andando apressada deixando um Sam completamente confuso que logo voltou a ler o livro
A porta da masmorra estava entre aberta, Charlotte terminou de abri – lá sem fazer barulho, encontrando um Castiel de costas para ela, lendo algum documento dos homens de letras.
—Cass? – chamou com receio caminhando lenta até ele
—O que? – disse seco fazendo a menina estremecer com tamanha frieza, o mesmo não se virou para olha – lá
—Por que está agindo assim? – perguntou baixo como um sussurro
Alcançou o moreno o abraçando por trás espalmando as mãos no peito do mesmo encostando a cabeça nas costas do anjo sentindo o corpo do mesmo ficar tenso com o toque, Castiel, deixou a pasta em cima das prateleiras, suspirou pesado pegando um dos pulsos da menina a puxando para frente do seu corpo a envolvendo em um abraço caloroso
—Você está se afastando – Charlotte fechou os olhos ouvindo o coração do moreno bater descompassado – Me diz o que está acontecendo? – erguei a cabeça encostando a testa no queixo do mais alto, o anjo suspirou pesado fitando o nada
—Você não entenderia – disse como um sussurro
—Tenta – se afastou alguns centímetros fitando o anjo que tentava a todo o custo desviar o olhar
—Na hora certa vai saber – sorriu torto
Charlotte derrotada pelo anjo e cansada daquela distância juntou os lábios no do anjo, deixando as carnes se explorar em um beijo calmo, cheio de saudade, amor e outros significados silenciosos. Charlotte segurou o rosto do anjo entre as mãos e terminou o beijo com um selinho demorado, encostando a testa na do anjo e se misturando no azul oceano.
—Sabe que vamos comemorar o natal e por mais importante que seja o assunto que está resolvendo promete que vai passar o natal e o ano novo com a gente? – pediu, seu coração se acelerou com medo da resposta
—Prometo – deu um beijo rápido na menina fazendo Charlotte sorrir logo em seguida
—O que estava fazendo? – perguntou jogando a cabeça pro lado ao ver a pasta que Castiel mexia encima da prateleira
—Nada de importante – passou a puxar a menina para fora dali
Arrastou Charlotte de volta a sala principal, a mesma rolou os olhos irritada com a atitude do anjo.
[...]
—Cass? – Charlotte chamou procurando pelo bunker, já era noite e os meninos e Mary haviam saído para comer voltariam logo
—Aqui – Castiel apareceu em sua frente saindo novamente da masmorra
—O que tanto faz ai dentro? – estreitou os olhos
—Já disse que é só umas pesquisas – sorriu torto
—Ok – silêncio
—Aconteceu alguma coisa? – Castiel o quebrou
—Nada está ocupado – sorriu triste se virando para regressar ao seu quarto
Castiel avançou puxando Charlotte pela cintura a trazendo para perto de si, as orbes castanhas dançavam de um lado ao outro analisando o rosto cansado do anjo.
—Sinto sua falta – foi quase um sussurro que fez o coração do anjo se apertar
—Eu também – beijou a menina que arfou com o contato
—Fica comigo? – pediu de olhos fechados, ainda grudada a boca do anjo
Castiel não respondeu, avançou sobre a boca da menina novamente em um beijo carinhoso segurou a cintura fina com força apertando contra seu corpo, Charlotte lançou os braços sobre o pescoço do anjo, levantando os pés, as mãos de Castiel adentraram a blusa de tecido fino subindo pela lateral do corpo da menina deixando um rastro quente que causou arrepios em Charlotte, o beijo se tornou mais apresado e urgente, as mãos do anjo seguraram a parte de trás de suas coxas puxando as pernas para cima fazendo cada perna de Charlotte rodear sua cintura, encostou a menina na parede, cessou o beijo descendo os lábios pelo queixo delicado e depois para o pescoço mordiscando a cútis deixando marcas vermelhas.
—Cass – Charlotte gemeu
O anjo voltou seu olhar para o castanho de Charlotte, a boca avermelhada e o rosto ainda mais corado fez sua mente viajar por um instante, ele queria experimentar novamente aquela maravilhosa sensação humana, aquele ato tão carnal e bom.
—Eu quero você Charlotte – a voz saiu rouca e mais grave que o normal carregada de desejo – Quero você de todas as maneiras humanas possíveis
—Então faça – apertou as pernas contra a cintura do anjo o apertando ainda mais contra si fazendo o anjo gemer
Tomou o pescoço de Charlotte mais uma vez sugando deixando belas marcas roxas, as mãos foram até as nádegas da menina apertando cada banda com força fazendo Charlotte gemer com o arrepio bom que sentiu com esse ato.
Castiel soltou a menina no chão e Charlotte se assustou com o choro de Thomas ecoando pelo bunker vazio, Charlotte ficou vermelha ao perceber o que estava fazendo.
—Acho que tem alguém te chamando – o anjo sorriu torto ficando corado
Charlotte não disse nada seguiu para seu quarto pegando Thomas no colo o acalentando
—Isso é hora de acordar? – brincou tocando a ponta do nariz do pequeno – Fome? – seguiu para cozinha
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