Let me know
14 Capítulo 14
Notas iniciais
TRÊS MESES ANTES
1° MÊS
É isso, me decidi. Não vou paralisar pelo medo, se eu deixar que meus medos me controlem nunca farei nada.
Durante a semana procuro por possíveis locais para montar meu estúdio.
Nesse meio tempo, será que posso o chamar de agente? Ele era alguém que me procurou quando comecei a aparecer na TV e me ajudou com todos os meus compromissos e horários envolvendo minha “imagem pública”, é claro que ele recebia uma porcentagem dos ganhos, então era óbvio que ele sempre procurava me manter ocupada e aparecendo na TV, mas pouco a pouco fui recusando esse tipo de trabalho, o que acabou o frustrando um pouco e o afastando de mim e dando atenção para outras pessoas, de qualquer modo ele foi o único a me tentar para começar uma exposição e eu me empolguei com isso, eu estava pensando seriamente em fazer ou não a exposição, mas depois de tudo o que aconteceu com o meu padrasto e agora com o namoro com o Yoongi, o “agente” tinha parado de me perguntar sobre a exposição e fazer promessas tentadoras. Eu tinha de admitir ele sabia como convencer as pessoas.
Agora ele estava de volta, constantemente me ligando ou me encontrando nos lugares mais inesperados, como agora nesse café.
—Vamos lá! Não pode dizer que não estava pensando nessa possibilidade. Se você quer abrir seu próprio estúdio isso é um ótimo começo. Isso pode tornar o seu nome muito mais conhecido e quando você abrir o seu estúdio as pessoas estarão fazendo fila para serem fotografados por você.
—Eu não sei. — digo tentando pensar racionalmente, tudo o que ele dizia fazia sentido, mas não queria tomar nenhuma decisão precipitada.
—Se o problema for dinheiro para abrir o estúdio, eu posso conseguir investidores facilmente. Você é um investimento ambulante e as pessoas já notaram isso.
—Tenho dinheiro mais do que suficiente para abrir o estúdio. — seu sorriso escorrega por um instante e ele está totalmente surpreso. — Eu sei como cuidar do meu próprio dinheiro. Mas agora você sabe que eu sou responsável pelo meu irmão também, tenho de pensar nele a cá passos que eu der. E eu não quero tomar nenhuma decisão precipitada.
—Okay. Okay. Você precisa pensar sobre isso, eu entendo e fico feliz que você está pelo menos pensando na possibilidade.
—Você acha que eu conseguiria ter o estúdio pronto assim que finalizar a exposição? — pergunto depois de muitos minutos em que estamos calados, perdidos em nossos próprios pensamentos, ele dá um grande sorriso.
—É claro que sim. Você já encontrou um lugar?
—Tem alguns lugares que estou olhando, mas quero um lugar de fácil acesso, com pelo menos duas saídas.
—Ooh Alysson-ssi! Você está pensando como uma empresária! — eu pisco um dos olhos e volto a tomar o meu suco, ele solta uma gargalhada. — É claro, tem de pensar no conforto dos clientes e em como eles vão fugir dos fãs.
—Andar entre os famosos tem suas vantagens.
Depois disso conversamos um pouco mais sobre a exposição, lhe falei sobre que tipo de fotos eram, ele admitiu que algo mais alegre funcionaria melhor, mas que não importava, que eu era alguém talentosa e as pessoas comprariam minhas fotos independentemente de serem sombrias ou não. Eu só esperava que ele estivesse certo.
****
—Então você vai fazer a exposição?— era de madrugada e eu estava com Yoongi no telefone. — O que tem pra se pensar? Ao meu ver você só tem a ganhar com isso.
—Você não acha muita presunção da minha parte? Quem sou eu pra fazer uma exposição? Existem tantos fotógrafos mais experientes e melhores do que eu.
—Ya! Você tem talento! Você acha que qualquer um pode fazer aquelas fotos?
—Você andou bisbilhotando minhas fotos? — cerrei os olhos por hábito, mas deixei bem implícito no tom da minha voz que ele estava em maus lençóis.
—Eu não estava… bisbilhotando! Eu apenas vi por acaso. Mas esse não é ponto dessa conversa, estávamos falando do quanto você é talentosa e o quanto suas fotos são boas.
—E se for um completo fracasso? E se as pessoas não gostarem do meu trabalho? — djgo com um suspiro. — Aquelas fotos são tão… pessoais. Acho que não conseguiria não ficar magoada com uma rejeição.
—Sempre vai ter pessoas que não vão gostar do seu trabalho e vão te criticar. E se ninguém gostar do seu trabalho, o que eu duvido muito disso, então elas são umas cegas para a arte. Você precisa ter um pouco mais de fé em si mesma e precisa valorizar o seu próprio trabalho.
—Acredite eu valorizo meu trabalho. Eu sei que sou uma boa fotógrafa, mas isso é diferente, não é apenas técnica, é arte.
—E você é uma artista. Eu estou te falando isso é uma das boas. — uma gargalhada escapa de mim. — Do que é que você está rindo?
—Obrigada. — ignoro sua pergunta.
—Você não precisa me agradecer. Esse é o meu trabalho. — ele fica mudo por algum tempo, permaneço escutando sua respiração, fingindo que ele está dormindo do meu lado. - Estou sentindo sua falta.
—Acho que já me acostumei a dormir do seu lado… você é um travesseiro muito bom.
—É só preciso que eu sirvo? — ele pergunta numa fingida indignação. — Eu digo que estou sentindo sua falta e você me chama de travesseiro. — ele solta um grande e demorado suspiro. — Você não me ama mesmo!
—É claro que eu te amo e sinto a sua falta, tanta que nem consigo dormir direito. — ele ficou extremamente quieto, não conseguia nem mesmo escutar sua respiração. Será que a ligação caiu? — Yoongi? Você ainda está aí?
—É a primeira vez que diz que me ama. Estou curtindo o momento! — É a minha vez de emudecer, não era assim que eu queria contar a ele, eu queria estar olhando em seus olhos quando eu dissesse pela primeira vez, mas isso apenas… escapou da minha boca e eu nem mesmo percebi até ele dizer.
E naquele segundo até agradeci por ser por telefone, já comecei a sentir minhas bochechas a esquentar. Eu estava vergonhosamente corando.
2° MÊS
Apenas ignore. Apenas ignore.
Repito isso mais de mil vezes a mim mesma só nesses últimos minutos, mas ainda não conseguia fazer isso
Ainda conseguia escutar os gritos delas, as ofensas dirigidas a mim.
Ofensas… Isso era uma palavra muito bonita e educada para o nível delas. Como que crianças podiam ser tão cruéis?
Não… não é que elas fossem tão cruéis. Eu que apenas já estava muito cansada. Todos os dias eram as mesmas coisas. Eu ainda não consegui saber como elas descobriram onde eu estou todo santo dia.
Essa droga já estava acontecendo a duas semanas, gritos e xingamentos aonde quer que eu vá, desde a hora que acordo, até a hora que vou dormir e agora até mesmo quando estou dormindo, muitas vezes acordo no meio da noite depois de ter um pesadelo com elas.
Já me disseram para chamar a polícia, mas ainda não estava certa se esse era o melhor caminho, eram apenas crianças. E se eu chamasse a polícia e isso apenas piorasse as coisas? Estremeço só com o pensamento, não queria admitir mas estava paralisada pelo medo. O que era ridículo, nunca sofri bullying na escola e estava enfrentando isso agora que não estudava mais, o que era pior, por umas meninas que acabaram de entrar na adolescência, anos mais novas do que eu.
Parei de tentar comer, a comida não estava descendo, paguei pela refeição e as senti vindo atrás de mim, eu sabia que elas me acompanhariam soltando xingamentos todo o caminho. Respiro fundo e volto a caminhar, lembro de manter minha cabeça erguida e fingir que nada está acontecendo, não posso deixar que elas saibam o quanto esse ódio gratuito delas me afetam.
Quando eu finalmente entro dentro do carro é um alívio, elas deixaram de soltar insultos e apenas estão reunidas olhando com ódio em direção ao carro.
—O que está acontecendo? – meu “agente” pergunta olhando para o pequeno grupo que nos encarava. – Quem são elas e o que você fez pra as irritar tanto?
—Comecei a namorar Suga. O que eu tenho que fazer exatamente nessas gravações?
—É um encontro com a família dos membros. – ele começou a explicar enquanto dirigia em direção a empresa. — Os meninos vão falar do tempo de trainee, das dificuldades e do quanto eles sentiram saudades de suas famílias e de suas casas.
—Meu irmão não teve muito tempo de trainee. E eu o vejo toda semana.
—Você é alguém que já é conhecida e que todos estão comentando, eles só querem chamar mais atenção para a banda.
—E o que as pessoas estão falando? – pergunto me encosto no assento e fechando os olhos.
—Você não está lendo os artigos?
—Não, não preciso ler nenhum artigo pra saber que as fãs me odeiam.
—Bom… a maioria não odeia. Principalmente as fãs estrangeiras. Elas te dão muito apoio e esperam que você e Suga continuem como um casal, e ao que parece o Bangtan vendeu todos os seus ingressos em minutos, eles continuam um grande sucesso. A maioria das pessoas parecia acreditar que a popularidade deles caíram, mas eles provaram que são maiores que um namoro.
—Eu não sabia.
—Agora você sabe, então não se deixe influenciar apenas por algumas fãs que dizem te odiar. – solto um suspiro, era muito fácil falar isso, mas era difícil ignorar os comentários maldosos.
Acabei adormecendo no caminho, quando chegamos no restaurante logo fui empurrada para uma sala onde fizeram a minha maquiagem, tinha um monte de gente lá que eu nunca vi, mas não consegui cumprimentar ninguém, todos pareciam muito ocupados e com pressa. Era estranho estar sendo preparada para uma filmagem, eu geralmente assistia de longe todo esse preparo dos artistas, estava acostumada a estar atrás das câmeras, não na frente delas, eu obviamente já apareci várias vezes na TV, mas em todos me sentia nervosa e hoje não estava sendo diferente.
Fui a primeira a ficar pronta, me sentei em uma das cadeiras vazias e na frente das câmeras, olhei nervosamente para elas e voltei a abotoar o casaco, a estilista o havia desabotoado antes que eu entrasse, mas eu me sentia muito nervosa e constrangida, então o abotoei de volta, estava usando roupas que me foram dadas pela empresa, então me sentia muito desconfortável, suponho que deveria estar feliz por não estar usando um short minúsculo ou saia.
As roupas eram próximas o suficiente do que eu costumo vestir no meu dia a dia, mas não próximas o suficientes para me deixar completamente confortável. Calça jeans com rasgos nos joelhos e uma camisa que mostrava minha barriga, eu podia lidar com a calça jeans rasgada mas não me sentia confortável mostrando a minha barriga.
Enquanto eu esperava fiquei me perguntando se seria muito rude da minha parte verificar os meus e-mails, olhei em volta, não havia sinal de ninguém mais chegando, tirando a mim e o pessoal pronto para a gravação, eu estava abandonada ali. Ah! Dane-se, tiro meu celular e começo a verificar o meu e-mail, já tem um grande acúmulo de e-mails não lidos.
Mando uma mensagem pedindo para o “agente” trazer a minha bolsa, precisava da minha agenda, ele a traz rapidamente e me diz que preciso guardar tudo assim que alguém chegar, eu concordo e pego a minha agenda e começo a trabalhar, acontece que reformar um prédio para se tornar um estúdio demanda muita atenção, invés de alugar uma sala comercial, preferia comprar um prédio de dois andares, em cima seria a minha casa e embaixo o estúdio, eu estava literalmente apostando tudo o que eu tinha nesse lugar, então eu estava realmente sendo zelosa a cada passo e item.
Eu estava tão concentrada na conversa que estava tendo com uma funcionária sobre um pedido que chegou errado na obra que nem percebi quando a mulher entrou, eu pulei na minha cadeira com o susto quando ela fez um leve barulho quando seus sapatos tocaram a madeira do piso. Rapidamente me levantei para a cumprimentar.
—Olá! Me desculpe, não percebi quando você chegou. – a cumprimentei e a mulher parecia nervosa e meio desesperada, seus olhos só faltavam saltar e ela olhava em volta.
—Gomenasai!— ela diz se curvando levemente, acho que era a minha vez de ficar meio desesperada, ela é japonesa e não entende o coreano.
O que eu faço? Me curvo também e depois olho em volta procurando ajuda, mas ninguém parece disposto a ajudar. Faço um gesto para cadeira a minha frente, acho que ela entende pois se senta, me sento também e rapidamente guardo todas as minhas coisas, tenho as minhas costas tensas e minhas mãos juntas no meu colo. O que eu faço?
—Do You speak english? — pergunto na minha última esperança de iniciar uma conversa, mas ela não parece ter entendido uma palavra do que falei e apenas repete o que disse anteriormente. Dessa vez sou mais atenta quando outra mulher entra. – Olá! – digo me levantando e a cumprimentando, ela faz o mesmo e me sinto mil vezes aliviada por ela falar coreano. Ela tenta iniciar a conversa com a outra mulher, mas meio que desiste depois de perceber que ela não fala coreano.
—Eu sou a mãe do Chul, Yang Mi. – ela se apresenta.
—Eu sou Alysson, irmã mais velha do Gustavo. – digo me apresentando com gestos exagerados para a mulher japonesa conseguir entender, então depois que me apresento aponto para ela de forma respeitosa e espero em expectativa para ver se ela conseguiu entender.
—Miko. – diz apontando para si, assinto que entendi e repito o nome, ela abre um sorriso e parece que um pouco de seu nervosismo vai embora.
Antes que pudéssemos iniciar uma conversa de verdade outra mulher chega, ela se apresenta como mãe do Dong-Yul, Sun Hee, ela se senta do meu lado e logo em seguida um homem chega, Taeyang (não pude evitar de pensar em V quando escutei esse nome e fiquei me perguntando se esse cara era tão estranho quando o próprio V) e diz que é o irmão mais velho do Seung Won. Como eu já havia decorado o nome de todos, supus que a mulher japonesa era a mãe do Hideki.
Não demorou que os meninos chegassem, quando viram suas mães eles pareciam totalmente surpresos e logo foram as abraçar, acho que aconteceu até de escapar algumas lágrimas, mas tentei dar o máximo de privacidade para eles e me concentrei no Gustavo que me cumprimentou de forma bem menos entusiasmada que os outros e apenas perguntou como eu estava, lhe fiz as mesmas perguntas e nosso assunto acabou bem rápido.
Todos se ajeitaram para ficar ao lado de suas mães e pra não ficarmos de costas para as câmeras como nos instruíram, todos se ajeitaram e a comida foi pedida, algumas perguntas foram feitas, principalmente para aqueles que não viam suas mães a muito tempo. Seung Woon tinha visto seus pais apenas algumas semanas antes, então seu irmão veio no lugar deles porque eles estavam ocupados com o trabalho. Quando perguntaram para o Gustavo quanto tempo que fazia que ele não me via ele respondeu que tinha me visto a apenas dois atrás. Então eu expliquei que o via pelo menos toda semana e que morava perto do dormitório, por isso o via sempre.
O foco da entrevista saiu de nós, então apenas aproveitamos a comida e observamos os outros responderem as perguntas, depois de os outros meninos falarem dos momentos difíceis que tiverem longe de suas famílias e como trainees a conversa tomou outros rumos e ficou mais animada.
Meu celular não parava de tocar dentro do meu bolso, eu tentava ignorar o aparelho vibrando, mas quem quer que fosse era alguém muito insistente, ele parou de tocar depois de alguns minutos, mas não demorou muito e o meu “agente” Byung Chan aparecesse, eu o vi conversar alguma coisa com o responsável pelas gravações que pareceu concordar, então ele avançou e se posicionou atrás de mim e se abaixou para falar comigo sem interromper os outros.
—Alysson-ssi, parece que houve algum problema na obra, eu já falei com PD-nim para você poder sair, só precisa se despedir de todos.
—Obrigada. – ele volta para trás das câmeras e começa a falar baixinho em seu celular. A conversa na mesa parece ter dado uma pausa e eu aproveito para me levantar. – Desculpa. – digo me curvando para todos. – Tive alguns imprevistos e vou precisar ir. Desculpa. Foi ótimo conhecer todos vocês.
Todos foram muito gentis e disseram compreender, antes de ir disse para o Gustavo se comportar e que ligaria mais tarde, peguei minha bolsa que estava pendurada na cadeira e saio, só percebo que tem uma câmera me seguindo quando já estou no caixa, decidi pagar o almoço de todos já que estou saindo mais cedo e antes que todos pudessem ter terminado. Olho para a câmera e dou um sorriso nervoso, o câmera me pergunta o que estou fazendo.
—Decidi pagar o almoço já que estou saindo mais cedo. Ommonis… desculpa. – digo me curvando e dando um aceno para câmera depois que a funcionária devolveu meu cartão, então finalmente consigo sair de lá, Byung Chan já está me esperando no carro.
3º MÊS
Byung Chan estava certo quanto a maioria das fãs do Bangtan não me odiar, mas isso não se aplicava aquele grupo em particular que continuava me perseguindo aonde quer que eu fosse, agora elas nem mesmo gritavam xingamentos, mas a simples presença delas em todo o lugar já era o suficiente para me deixar nervosa, nem mesmo em casa eu conseguia ter paz, a todo instante ficava pensando em modos de as despistar e quando eu finalmente consigo dormir, acabo sonhando com elas e ultimamente os sonhos tem ficado cada vez mais brutais.
No último, o que me fez acordar de madrugada e o que ainda me mantém acordada e com as luzes todas acesas, elas… bem uma em particular, se aproximava com um falso sorriso e com seus olhos cheios de ódios e então me esfaqueava. O mais assustador em tudo isso era que seus olhos realmente mostravam todo esse ódio, aonde quer que eu vá, ela estava lá me olhando cheia de ódio, a muito que o pequeno grupo tinha se tornado ainda menor, mas ela permanecia aparecendo aonde quer que eu vá, ultimamente acompanhada de mais duas meninas, que não me olhava com a mesma intensidade que essa em particular, mas pareciam ainda bastante irritadas comigo.
Mas essa menina… essa com olhos de ódio. Esse me assustava pra caramba, a ponto de perder horas de sono e a evitar ao máximo sair de casa e sempre quando preciso sair peço um táxi e parece que estou travando uma corrida do meu prédio até o táxi e do táxi até o meu local de trabalho.
Os dias torturantes eram os dias em que eu precisava trabalhar ao ar livre, estava sempre tensa e preocupada em olhar para trás, morrendo de medo dela aparecer atrás de mim e tentar me matar de alguma forma horrível e dolorosa. Fui aconselhada a procurar a polícia, eles apenas riram de mim.
Aquela menina nunca me disse ameaças, sempre aparecia apenas em locais públicos e com outras pessoas famosas por perto, eles me disseram que ela poderia estar ali para ver outra pessoas, que não poderiam fazer nada. Bela ajuda!
Olhei mais uma vez em volta do apartamento, todas as cortinas e janelas estavam fechadas, mas eu ainda me sentia nervosa, como se ela pudesse aparecer do nada na minha frente e tentar alguma coisa. Ninguém nunca me olhou com tanto ódio quanto essa menina.
Eu não duvidava de que ela seria capaz de fazer alguma coisa contra mim, seus olhos e o sorriso extremamente gelado que ela me deu quando sai da delegacia me diziam até mesmo que ela pensava nisso, numa forma de me machucar.
Estremeci com o pensamento e abracei a mim mesma, tentando conter os arrepios e pensamentos assustados que me assolavam. Logo as lágrimas estavam saindo dos meus olhos, será que os policiais estavam certos? Será que tudo isso não era coisa da minha cabeça? Mania de perseguição?
Não…
Aquele ódio é real.
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