Let me in

1 Capítulo único - Let me in


Notas iniciais

Minha primeira one-shot.
Espero que gostem.

Syndra acordou com os pássaros gritando. Ela cobriu o rosto com o cobertor, claridade a incomodava, ainda mais quando ela acaba de acordar. Ela levantou seu tronco, se sentando com perna de índio. Seu corpo, coberto por uma simples camisola, quase transparente, com rosas azuis, lhe trouxe lembranças da noite anterior, uma das piores, ao olhar de Syndra.

- Você não sabe nada sobre mim, Zed! – A soberana gritou, alterada. Seus pensamentos iam e viam, como bombas sendo jogadas e explodidas, ao mesmo tempo. Zed estava confuso, Syndra sempre o evitou, tanto discussões, como parceiro nas lanes. – Você acha mesmo que pode fazer isso?! Odeio ser sua parceira! – Ela continuou. Zed mantinha a calma, ele não sabia o que falar, o que fazer e, muito menos, como respondê-la. – Eu odeio você... – Ela disse baixo, mas o suficiente para ele ouvir.

Syndra acertou Lux com uma esfera negra, imobilizando-a, assim, — Você me odeia? – Perguntou Zed, sem entender o motivo. – Eu nunca te fiz nada, Syndra, nunca. – Ele finalmente soube uma resposta para a Soberana, finalmente. Syndra flutuou até ele, encarando-o. A diferença de altura, mesmo ela voando, era pouca. Zed era alto, isso era certeza.

- Eu só te odeio! – Syndra lhe respondeu. Seu rosto estava encarando ele, mas sua máscara impossibilitava a visão do rosto dele, concedendo-lhe somente a visão de seus olhos vermelhos reluzentes, pairando sobre o rosto dela. Ele a encarou e depois a abraçou. Syndra tentou lutar, mas depois viu o motivo dele: Lux tinha jogado a seu feixe de luz. Zed acabou caindo sobre ela. Suas mãos estavam um pouco acima de cada ombro dela. As pernas estavam na frente das dela, protegendo-as. Syndra não estava mais flutuando. Ela sentia sua força se esvair.

Zed absorvia o impacto do feixe de luz da Lux, a dor era imensa, ele sentia como se algo estivesse atravessando seu corpo, mas ele tinha que se manter vivo, para proteger Syndra. O feixe de luz tinha sumido. Zed tinha sua armadura na parte de trás do seu corpo destroçada. O sangue estava por toda parte. Umas gotas estavam no rosto de Syndra. Ela estava pasma, ele sentia o corpo pesando.

- Ze-zed! – Ela chamou-lhe assustada. Ele caiu ao lado dela, ela via o corpo dele caído no chão. Ela fechou o punho e voltou a pairar, como sempre. A Soberana havia assumido o controle do corpo dela. Ela olhou para o corpo caído de seu parceiro e deu um sorriso de lado. Viu Luz e Ezreal se aproximarem. Ela se teletransportou para trás deles. Soltou seu poder, que prendeu eles. Lançou suas esferas negras sobre eles, esgotando a vida deles. Ezreal se preparou para atacá-la, mas ela fez sua esfera lançar sua arma para longe. Syndra, novamente, sorriu. Fez o mesmo com a arma da Lux. Ela se teletransportou para perto de Zed e o pegou. Ela ordenou duas de suas esferas o levarem para casa dela e, depois, usou a última e foi junto deles.

Ela tinha pegado no sono, sem perceber que tinha que cuidar de Zed, que estava desacordado. Suas esferas as vestiram, até. Como sempre faziam. Ela andou até ele e o observou. Agora ela descobrira o porque de odiá-lo, ela agora tinha medo de seu medo se tornar real. Ela tirou a máscara dele e viu as várias cicatrizes. Seu rosto tinha uma grande delas, passando por seu olho e indo até um pouco acima da boca. Ela era grande, como um raio, no lado direito do rosto dele. Ela ignorou, acho-o lindo. Ela sabia que, por trás dela, havia uma história. Uma grande batalha. Ela sorriu. Ela virou delicadamente, as feridas estavam melhores, ela tinha cuidado um pouco, antes de cair no sono. Ela curou-as, melhorando as feridas. Agora, elas estavam sob uma casca.

Zed acordou assustado. Fazendo Syndra cair. Ele a encarou. Passou a mão no rosto e percebeu que algo lhe faltava.

- Você a tirou, não é? – Ele perguntou, se sentando na beira da cama, encarando ela, que se levantava. Syndra assentiu. – São horríveis, não são? – Ele passou a mão no rosto, sentindo-as. Syndra se levantou e deu alguns passos, até ficar na frente dele, se virou e sentou-se do lado dele. Ela levantou sua mão e aproximou do rosto dele, o medo de tocá-lo era imenso, como se ele fosse gritar com ela. Ele virou o rosto para ela e a encarou, seus olhos eram castanhos, mais castanhos que nozes e mais brilhantes que diamantes. Ela tocou o rosto dele e virou um pouco a cabeça, deu um sorriso de lado. Seu dedo, polegar, acariciava a bochecha dele, que a grande cicatriz passava.

- Muito pelo contrário. Eu admirei-as. – Ela deu uma leve corada. – Você devia usar menos ela – Ela olhou para a máscara na mão esquerda dele. – Para eu poder ver você. – Ela deu uma risadinha, ele sorriu olhando para ela.

- Você acha? – Ele deu um suspiro. – As pessoas têm medo, ainda mais quando as vêem. Mas você não, Syndra. Você não teve. – Ele a encarou. Ela retirou a mão da bochecha dele e colocou na perna dela, a outra segurava ela.

- Porque sei que elas tiveram uma história, Zed. Cada uma... para proteger algo importante a si mesmo, não foi? – Um flash passou pela cabeça dele. Todas as cicatrizes só apareceram depois dele conhecê-la. Cada uma foi uma morte dada, mas ele escapou delas, ignorando a morte.

- Acho que sim – ele sorriu de canto. -, nem eu sei ao certo, Syndra. Acho que, foram não me lembro direito.

- Você podia me contar a história delas, não é? Temos o tempo todo.

- Mas eu tenho que ir para minha vila...

- Eles podem esperar por você, acho que você está em boas mãos, Zed. Eu tenho certeza disso. E você também. – Ele assentiu. E assim, uma hora se foi. Duas horas se foram, e as histórias de todas se foram também.

- Acho que já disse de todas, ufa! – Syndra o encarou, insatisfeita.

- Faltou essa. A que eu estava doida pra saber. – Ela apontou para a do lado direito, a maior. Ele suspirou, como se soubesse que, de fato, tivesse esquecido-se dela de propósito.

- Essa foi quando tentaram invadir minha vila. Eles tentaram me matar, mas eu escapei, como sempre. – Syndra o encarou, agora satisfeita com a resposta dele.

- Amei a história deles, Zed! – Ela se levantou, e colocou uma mecha atrás da orelha. Zed a observava, o olhar de desejo era grande. Syndra era o oposto do que ele imaginava. Totalmente.

Zed olhou as pernas dela e viu uma cicatriz imensa nela, como se tivesse quase a custado a vida. Ele apontou para ela.

- Isso? – Riu ela, meio nervosa. – Foi quando eu estava lutando contra o Pantheon. Sua lâmina me atingiu em cheio na perna, mas eu consegui fugir – Ela passou a mão nela. Como se relembrasse o que aconteceu. – Eu tinha um motivo para viver, por isso tentei sobreviver. – Ela ficou vermelha, como se só tivesse percebido o que falou, depois, quando elas já haviam saído.

- E em quem pensou?

- Em ninguém. Nas minhas esferas, talvez. Não me lembro, desculpe – ela mentiu. Ela sabia, e muito bem, em quem havia pensado. Ela foi até o corredor e o encarou. – Você quer comer? – Zed assentiu, levantou e a seguiu. Eles chegaram numa cozinha simples, com uma mezinha e algumas coisas para cozinhar. Syndra colocou na mesa um prato pronto.

- Você quem fez? – Zed perguntou, colocando um garfo na boca.

- Sim – ela sorriu. Ela colocou um garfo com comida na boca.

- Está ótimo! – ele disse, colocando um garfo cheio na boca, um após o outro. Syndra deu uma risadinha.

- Vai com calma, campeão! Não vai acabar a comida no mundo, eu acho – ela colocou mais na boca e mastigou devagar, sentindo o sabor único e melhor em sua boca. Sua comida havia acabado, ela se levantou e colocou o prato na pia. Ele terminou logo após dela, colocando-o na pia, também.

Ela foi até a cama e apontou para ela, como se mandasse ele se deitar e descansar na cama.

- Sério?! – Ele disse, se sentando na cama.

- Sim. Se estiver melhor amanhã, poderá partir – ela sorriu. O peso nos olhos dele era imenso, ele acabou cedendo e adormecendo.

Syndra o observou cair no sono, dando um sorriso para si mesma. Ela foi para a varanda observando o sol se por. Por que ela havia levado Zed para sua casa? Ela não tinha essa resposta, ela não queria levá-lo. Mas ela iria deixá-lo ali? Com Lux e Ezreal matando-o? Ela não conseguia pensar nisso, só de pensar ela entristecia. Por que Zed havia feito aquilo? Ela tinha falado que odiava ele, mas ele a defendeu, ela queria saber o porquê. Tinha que saber ele.

Zed acordou, assustado. Ele olhou para frente e viu Syndra na varanda, ele deu um sorriso para si mesmo. Ele não sabia porque protegeu Syndra, porque havia dado a vida por ela. Ela odiava-o, ela tinha admitido. Mas ele sabia, aquilo foi irracional, ele podia ter morrido. Mas ele a defendeu, seu coração disse mais rápido. Ela estava bem, era a única coisa que ele pensava. Ele voltou a atenção para ela, ela estava linda na varanda. Seu cabelo branco caía até a cintura, sua camisola deixava a mostra quase metade da cicatriz, e seu rosto estava brilhando. Ela parecia um anjo, mas ele sabia, ela era, realmente, o oposto disso. Ele levantou e foi até o lado dela. Syndra ainda tinha seus olhos no por do sol, mas ela sentia a presença dele.

- Você já está descansado? – ela perguntou, se apoiando na base da varanda.

- Acho que sim – ele respondeu-a.

- Já vai partir? – ela perguntou, com certa tristeza na voz, ela estava gostando da companhia dele. A primeira em anos, ele não tinha medo dela, ele a aceitava, como quer que ela fosse.

- Sim – ele a respondeu, com a mesma tristeza na voz. Zed estava gostando de ficar com ela. Ele planeja se declarar para ela quando? Zed ficava atordoado, ainda mais quando pensava que ela podia rejeitá-lo. As palavras ‘’eu te odeio’’ foram grandes demais para ele. E se ela realmente o odiasse? Essas perguntas não tinham respostas, ainda não, pelo menos.

Ele saiu da varanda, deixando Syndra sozinha e pensativa. Ele vestiu a sua armadura e olhou a máscara que ele sempre usava: ‘’você devia usar menos ela’’. As palavras dela o atingiu em cheio, ele respirou fundo e colocou a máscara. Ele andou até a porta e saiu por ela, correndo pelas sombras.

♥☼

Syndra respirou fundo. Ela tinha deixado partir, mas talvez eles não fossem feitos um paro o outro. Uma esfera dela pairou ao lado dela. Syndra suspirou.

- Eu não tinha escolha – Ela disse, meio triste. – Eu sei, mas ele não pode retribuir isso! Eu o feri, e o perdi. Isso acabou, para mim, pelo menos. – Ela se virou e se jogou na cama. Pensando se no que fez foi correto. Em meio a tantas explosões de pensamentos, ela adormeceu, mas ainda pensando nele. O homem que havia entrado em seu coração sem convite.

♥☼

Zed corria por entre as sombras, ainda pensando se fez o certo em deixá-la. Por um lado, ambos pensavam igual: sabiam que não mereciam um ao outro. Zed chegou a sua vila, sendo recebido muito bem, mas recebendo-os mal. Os amigos dele perceberam que, de cara, ele estava mal, muito para se dizer. Xin se aproximou dele e o encarou, por alguns segundos, a cabeça cabisbaixa dele. Xin raramente o via de cabeça baixa e, quando via, era sério, realmente.

- Cara, você está bem? – Xin perguntou-lhe, o encarando.

- Acho que sim, não sei – Zed chacoalhou a cabeça.

- Foi uma mulher? – Xin perguntou, segurando a risada. Zed o empurrou e deu uma risada.

- Não foi uma. Foi a mulher. – Zed se sentou na escada. Vendo os movimentos do Xin. Xin o olhou malicioso, dando uma risadinha. Ele pegou a lança e virou afiando ela, sentado na frente de Zed.

- Quem foi a sortuda?

- Não sei se posso falar – disse Zed, meio inseguro. Ele sabia que Syndra era causadora de muitas coisas por aí, e sabia, acima de tudo, que Xin iria atrás dela. E, se isso acontecesse, ele não poderia impedir. Sempre jurou lealdade a seus parceiros, ainda mais quando se falasse de mulher.

- Fala, não vou zoar – disse Xin, lançando a lâmina na parede e pegando-a de volta. Zed apenas o observava, em silêncio. – Foi a Lux? – Zed colocou a mão na testa da máscara, como se tivesse decepção do que Xin dissesse. E, além do mais, Lux quase o matou. Por que, diabos, seria ela? – Fiora? – Zed levantou a cabeça, Fiora era bonita, por mais que não quisesse admitir.

- Fiora é gostosa, admito, mas não é minha praia. – Zed se levantou e começou a passar sua lâmina uma na outra, como se estivesse afiando-as mais.

- Qual é! Ela ta caidinha por você, sério! – Xin disse, rodando a lança por volta do corpo. Zed soltou uma risadinha, como se já tivesse se acostumado por todas estarem caídas por ele.

- Sério? Fiora e mais quantas? – disse Zed, com certa brincadeira na voz. Xin deu de ombros e andou até a porta da tenda, abrindo espaço com a mão.

- Só sei que, se você a ama, como você diz, corra atrás dela. Não hesite, nem por um segundo, de se declarar à ela. – Disse Xin. E, depois, Zed estava só na tenda, ele chacoalhou a cabeça e decidiu que, de uma vez por todas, ele iria se declarar.

♥☼

Syndra acordou, assusta. Seu coração estava a milhão. Ela colocou sua roupa padrão e foi pela mata, seguida por uma de suas esferas. Ela andou até a floresta, que, se andasse por um certo tempo, chegava a vila de Zed. Ela entrou nela, sem hesitar. Andou alguns minutos e o frio a consumiu, sem saber o porquê, ela acabou se encostando a uma árvore. Sua esfera, a favorita, ficou ao seu lado. Syndra tinha dificuldade em respirar.

- Eu consigo... – disse Syndra, mais para si mesmo do que para a esfera. Ela continuou a andar, mas fraquejou. Sua visão estava embaçada. Ela caiu no chão. Antes de seus olhos se fecharem, ela viu Cho’Gath e Vel’Koz. Ela sentia o tremor que era estar ao lado deles, ainda mais deitada. Sua visão embaçou-se. Ela havia apagado.

♥☼

Zed chegou a casa dela, procurou por ela e não achou-a. Ele viu uma de suas esferas e foi até ela, rapidamente. Ela o viu e semi-voou até ele.

- Onde está Syndra?! – perguntou Zed, meio alterado. Ele tinha um certo tom de preocupação. A esfera havia informado-lhe que ela havia ido para floresta, para ir para a vila, no final. Zed recebeu a informação atordoado, tinha muitas perguntas para fazer, mas não tinha tempo.

Correu até a varanda e se transformou em sombra, percorrendo o caminho que achava que Syndra havia feito. Ele encontrou uma espécie de peso, como se um humano estivesse deitado ali. Ele viu um rastro, seguiu ele e depois eles simplesmente sumiram.

Zed olhou em volta, assustado. Tentou encontrar alguma pista, mas nada. Ele virou-se e viu uma esfera de Syndra. Ele correu até ela e ela o ignorou, como se ele não fosse importante, naquele momento.

- Onde está ela?! – perguntou Zed, meio alterado. A esfera lhe respondeu com uma teletransportação, mas não uma resposta. Eles chegaram numa espécie de círculo: cheio de pedras em volta e dentro ele via uma mulher presa, com as mãos acima da cabeça e seu corpo quase desnudo. Ele gelou. Um arrepio passou por sua espinha até sua unha do pé. Ele correu até ela e a viu: ela tinha um corte recém-feito em seu rosto, estava em carne viva. Seus cabelos estavam em seu rosto sujo e ensangüentado. Seus cabelos, antes brancos, agora eram meio avermelhados. Ele cortou a corda que prendia os braços dela e seu corpo caiu para frente. Ele soltou as pernas dela e a pegou no colo.

- Zed... é... você? – perguntou Syndra, como se tivesse medo da resposta.

- Sou, Syndra. Eu estou aqui – ele a respondeu. Syndra apoiou sua cabeça no pescoço de Zed, que agora estava coberto pela armadura. Ele sentia Syndra tremer em seus braços.

- Zed... – ela disse meio fraca. Como se tivesse guardado, e sobrevivido, somente para lhe dizer aquilo. – Aqui é perigoso, você tem que ir! – Disse ela, meio fraca. Zed se virou e viu os dois. Ele a apertou mais contra ela. A raiva agora tomava seu corpo, como se tivessem provocado-o.

- Veio salvar sua dama? – disse Vel’Koz, com sua voz grossa e amedrontadora, mas não para Zed. – Achei que fosse só um boato, Cho’Gath, mas é verdade! – Vel’Koz deu uma risada. Cho’Gath apareceu ao lado dele, rindo juntamente de Vel’Koz.

- Vamos deixá-lo sair, afinal, veio resgatar ela. – Disse Cho’Gath. Vel’Koz não gostou do parceiro dizer aquilo.

- E quem disse que vocês vão sair intactos?! – Disse Zed, calmamente. Ambos o olharam, como se fosse engraçado aquilo.

- Nós somos o terror do abismo. Você acha que pode contra a gente? – Cho’Gath respondeu-lhe. Zed deu de ombros. Ele se transformou em sombra e foi para a casa de Syndra. Colocou-a na cama dela e a olhou. Ela estava totalmente machucada. Syndra abriu os olhos lentamente o olhou.

- Não me olhe assim... – disse ela, meio fraca. – eu fico envergonhada. – Zed deu um sorriso. Ela bateu a mão em seu lado, indicando para ele se deitar ali. Ele fez o que ela pediu, mas antes tirou a armadura. Ele se deitou ao lado dela, em silêncio.

- Syndra, preciso te dizer uma coisa... – Syndra tinha colocou a mão sob a mão dele, escutando-o atentamente. O toque dela fez Zed se arrepiar inteiro, ele sempre reagia assim ao toque dela, já estava acostumado.

- Pode dizer. – Syndra virou-se para ele. A antiga carne viva, agora, estava como uma cicatriz, igual a minha. – Eu vou te escutar, Zed.

- Eu... – Syndra esperou ouvir o resto da frase, mas ela não veio. Então, com uma certa força e, deixando a vergonha de lado, ela a completou.

- Te amo, Zed – disse Syndra, dando um sorriso tímido. Zed sentiu seu coração bater rápido, como tivesse sido acertado por uma bala. Syndra o encarava, esperando uma resposta. Zed não tinha reação, então, a coisa mais rápida, que pensou, foi abraçá-la. Ele a abraçou. Syndra se chocou, como se não esperasse aquilo. Depois de alguns segundos, ela retribuiu o abraço.

- Eu te amo, Syndra – Syndra se afastou e o olhou. Seus olhos eram brilhantes, como se, agora, tivessem sentido na vida.

‘’Eu lhe permito entrar, só se me prometer que não irá me deixar.’’

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!