Let me be your star

1 Capítulo único – Um adeus é difícil de se fazer


Notas iniciais
Gente, tem um link de uma música, cliquem nela! Vai fazer parte, para deixar a história mais interessante!

Janna acorda numa espécie de cama, sem se lembrar da noite anterior. O seu problema vem crescendo mais a cada dia. Ela se pergunta quanto tempo vai durar, até que ela seja levada por ela. Ela se levanta e coloca suas roupas, suas favoritas. Foi até a cozinha e comeu uma maçã, sua favorita. Ela voltou para a cama e se sentou, pensando no que faria, quando seu tempo tivesse chegado ao fim. Ela respirou fundo. Ela saiu do quarto e foi, sem rumo, para algum lugar, para o lugar que o vento a quisesse. Um barulho terrível, parecido com uma explosão, ecoou para os ouvidos dela, ela, curiosa, correu o mais rápido que pode, sem se importar em machucar os pés, afinal não tocam no chão. Quando chegou lá, encontrou Riven devastando as árvores, como se fosse comum fazer isso. Riven percebeu a presença dela, mas ignorou-a.

- Você não pode fazer isso, Riven! – gritou Janna, nervosa com aquilo. Riven jogou sua espada, inteira, dessa vez, na direção de Janna. A arma passou em sua bochecha, deixando apenas um corte raso, com sangue saindo, aos poucos.

- Eu faço o que quero, você não manda em mim, Janna – disse Riven, andando até a arma. Janna tirou a arma e a jogou contra Riven. Riven levantou a mão e a pegou, com facilidade. Janna arqueou a sobrancelha esquerda. Riven deu um sorriso de lado. – Queria roubar minha arma, Janna? – Disse Riven, passando a mão na arma. Janna revirou os olhos.

- Essa arma? Já passou da data de validade, amore – respondeu Janna. Riven deu passos até ela e a apontou a arma, com facilidade.

- O que disse? Minha arma não ouve língua de vaca – disse Riven, caindo na risada. Janna riu junto, o que irritou Riven. Janna voou até Riven, carregando-a no caminho, fazendo Riven bater com as costas na árvore, com força. Riven fechou um olho, recebendo o impacto da força. O braço de Janna pegava o abdômen de Riven. Janna estava ao lado dela, com o braço segurando-a.

- Melhor ficar quieta, Riven. Sabe que posso detonar vo... – Riven riu, pegou o braço de Janna e o virou, fazendo-a cair no chão. Riven subiu em cima dela e tentou desferir um soco, mas o ar não permitiu. Janna deu um sorriso.

- Tem que chamar, sempre, alguém para te defender, né? – disse Riven, caindo na risada. Janna arqueou a sobrancelha, fazendo Riven bater na árvore, novamente.

- Será? Eu controlo o ar, e ele está a meu favor, Riven – Riven desviou da árvore, surrando o chão.

- O ar está a minha, também, sabia? – Riven disse lançando um tornado na direção de Janna. Janna rolou para o lado, vendo a árvore ser destroçada. Riven lhe dava medo, mas ela não temia-a. Janna usou sua ventania, pare trazer Riven para perto.

- Vamos ver quem comanda melhor? – disse Janna, rindo.

- Adoraria, Janna. Mas estou com fome, vamos pra sua casa, por favor, Janna. – Janna riu, já viu que teria que ceder, Riven não tinha jeito. Elas foram para casa de Janna e comeram, como sempre. Riven foi para cama de Janna, cinza com algumas almofadas de nuvens: azuis. Deitou lá e dormiu, como sempre fazia. Janna ria da situação de Riven, era sempre engraçada. Janna foi até a porta e fez o movimento de abrir, passar por ela, e fechá-la, como sempre. Desceu as escadas e se deitou na árvore à sua frente, adormecendo com o sol fraco e a ventania de primavera.

- Yasuo, meu bobinho. Eu te amo – disse Janna, apertando, levemente, as bochechas de Yasuo. Yasuo empurrou-a, prensando-a contra parede, arrancou um leve desconforto de Janna. Janna o olhava, com os olhos fixos em seus lábios. Janna fechou os olhos, apenas tentando sentir o gosto da boca dele contra a sua.

Janna acordou assustada, seu coração batia aceleradamente, parecia que poderia, à qualquer momento, sair pela boca. Janna estava confusa, não conhecia Yasuo bem, então por que sonhava com ele? Sua pergunta não possuía resposta, porque não havia um motivo claro. Ela observou ao redor, a luz já tinha ido embora, o vento, que, antes, era fraco, agora estava forte. Se ela não fosse acostumada, poderia jurar que estaria tremendo de frio, naquele momento. Janna deu uma risadinha e voltou para sua casa, Riven já tinha ido. Não tinha nem um único bilhete, nada. Janna suspirou e se deitou em sua cama, sem saber que o destino lhe estava tramando algo terrível, algo que ele sempre faz: peças.

Janna acordou com o sol batendo em sua face clara, seus cabelos louros, agora brilhava sob um brilho estonteante, qualquer um poderia parar e admirá-lo. Janna se espreguiçou e coçou os olhos, limpando-os. Foi até o banheiro e se olhou no espelho: seus cabelos, rebeldes, estavam, praticamente, em pé. Ela riu de si mesma. Escovou os dentes e, depois, jogou água no rosto, para acordar mais. Foi até a cozinha e pegou uma xícara de café, tomando um gole. O café, que a própria Liga fornecia, era leve e gostoso, com um pequeno gosto de quero mais. Terminou de tomá-lo e levou-o a pia, lavando ele.

Colocou a sua roupa normal, mas uma limpa, dessa vez. Sorriu para si mesma, tinha confiança que, mesmo seus dias acabando, ela ainda poderia se divertir. Correu até a varanda, como uma ponte, invisível, começou a passar por cima dela, depois desceu, para o nível térreo. Correu até a Liga e se juntou aos campeões. Cutucou Shyvana, por mais que fosse grossa, com todos, era gentil com Janna, como se soubesse de seu problema.

- Ei, quem é a Yasuo? – perguntou Janna, arrancando uma sobrancelha erguida de Shyvana. Ela olhou em volta e ergueu a cabeça. Apontou o braço para a direção de um homem, não tão alto, com um cabelo esquisito.

- Aquele ali, por quê? – perguntou Shyvana, intrigada. Janna deu de ombros.

- Por nada, só queria saber, mesmo! Obrigada, Shy! – Janna tentou ir até ele, mas parecia que, cada passo, a deixava mais distante ainda dele. Sentia as pessoas girarem em volta dela. Sua cabeça parecia que tinha sido acertada por um martelo, mas não sentiu o martelo, necessariamente. Viu Riven se aproximar dela e a segurando pelo braço, impedindo-a de cair no chão. Riven a colocou em seus ombros e empurrava a todos, levando Janna, desesperadamente, para a enfermaria.

☼♥

Janna acordou na cama de um hospital. Sua cabeça ainda sentia as dores anteriores, sua cabeça latejava. Parecia que sua cabeça tinha uma bola de sangue, que, na verdade, era real. Seu tumor vinha crescendo descontroladamente, poderia estar melhor. Ela pedia, todos os dias, para que os céus lhe ajudassem, não fazendo-a se apaixonar. Ela achava que os céus lhe ajudariam, mas não ajudaram, nunca ajudam ninguém.

Janna olhou para o lado e não viu ninguém, exceto Riven, que estava adormecida na cadeira, ao lado de sua cama. A mão de Riven estava sob a dela, como se tivesse a impedindo de ir. Janna separou-as, delicadamente, e se descobriu. Precisava encontrar aquele homem, e rápido. Seu tempo estava se esgotando. Janna não conseguia se manter em pé direito, então usou o vento como uma bengala, ajudando-a. Foi para casa o mais devagar que pode, queria poder aproveitar o momento, a leve brisa batendo em seus cabelos louros, ela, às vezes, fechava os olhos, sentindo os cabelos para atrás. O vento era, com certeza, uma dádiva dos deuses, mas os humanos não aproveitavam-na, só reclamam sobre ela. Ou está forte demais, ou está fraca demais, eles são pessoas fáceis de serem manipuladas, além de serem bestas.

Chegou em sua casa e se deitou em sua cama, sua cabeça ainda doía, mas pouco, agora. Escutou alguns galhos de quebrando, sua janela estava aberta, mas ela não tinha medo. Ela sorriu, apenas escutando esses barulhos. Janna olhava para o teto, que tinha a luz da lua, mas, de repente, uma forma assumiu ela. Ela, assustada, olhou para janela, vendo Yasuo, sangrando, em sua frente. Levantou-se rapidamente e o impediu de atingir o chão. Janna o levava, com dificuldade para sua cama. Ela o sentou ela e o olhou assustada, ele havia levado vários tiros em seus ombros e pernas.

- Eu... – tentou dizer Yasuo, mas Janna negou com a cabeça. Passou a mão sobre as balas, retirando-as, tentando fazer ele sentir a menor dor possível. Tirou todas em pouco tempo, depois, curou as feridas, deixando-as sob curativos. Janna o deitou em sua cama, ele já tinha a respiração leve, havia adormecido a algum tempo, Janna foi até o outro lado da cama e se deitou, atenta a qualquer chamado ou argumento de dor.

Acordou com Yasuo falando, baixinho, que suas feridas doíam. Se levantou da cama e correu até a cozinha, molhou um pano e o torceu, deixando o mínimo de água possível. Correu até a cama e colocou na testa de Yasuo. Ele estava quente, Janna pegou um cobertor de o cobriu, deixando-o esquentado. Fechou os olhos e colocou a mão em cima dele. Fez a dor diminuir drasticamente, mas ainda doía. Janna, mais aliviada, se apoiou na escrivaninha atrás dela, com as duas mãos. Respirou fundo e se perguntou o porquê de estar fazendo aquilo. Tirou o pano, com cuidado, da testa dele e foi até a cozinha, lavou-o e voltou para o quarto. Yasuo dormia tranquilamente, então ela fez o mesmo. Deitou-se ao seu lado, mas um pouco mais para a ponta e adormeceu, como uma criança. Ela acordou no meio da noite, com um pesadelo. Sua respiração estava ofegante, Yasuo tremia, mas todos os cobertores estavam neles. A única alternativa fez o rosto de Janna avermelhar. Colocou a mão no rosto e pensou se devia, ou não, fazê-lo.

- Eu vou ser forte! O Yasuo precisa de mim! – disse Janna, vermelha. Colocou as mãos em seu rosto e respirou fundo. Entrou embaixo das cobertas e abraçou Yasuo. Janna sentia seu rosto queimar, ela apertou sua mão, que estava sobre a de Yasuo. Yasuo se virou, fazendo-os ficarem cara a cara. Janna prendeu a respiração. Yasuo abria os olhos lentamente, e, quando o fez, olhava Janna cuidadosamente. A ele sentia a mão quente, dela, sobre a dele, esquentando-a. Ele se sentia feliz, e, ela, também. Ambos se perguntavam: a quanto tempo não nos sentimos assim?

Yasuo aproximou mais o rosto deles, Janna tinha seu coração acelerado. Ela tinha deixado tudo para lá. Ela queria experimentar o gosto de uma pessoa, ela queria, em especial, o dele. Seu sangue borbulhava, ela se sentia agitada e excitada com a situação. Janna percebeu que, se o fizesse, podia se apaixonar. Fechou os olhos e empurrou Yasuo, com a pouca força que tinha.

- Nossa, Janna! – disse Yasuo, que tinha caído no chão. – Você está doida?! – Janna não tinha reação. Se apoiou com seu braço direito e o encarou, tímida.

- E-eu... – Janna estava nervosa. Ela se levantou e o ajudou a ficar de pé.

- Você? – disse Yasuo, passando a mão na cabeça, numa tentativa de aliviar a dor.

- Eu fico nervosa, quando um homem se aproxima de mim, coisa de garota, sabe? – disse Janna, soltando uma risada, meio nervosa. Yasuo deu de ombros. Voltou a se sentar na cama. Janna deu uma olhada em Yasuo e colocou a mão, sobre o corte em sua barriga. Ele já tinha uma casca, mas, ainda, faltava a cicatrização.

Yasuo e encarava, como se fosse grato à ela, mas não, ousou, dizer nenhuma palavra. Janna terminou de curar a ferida e se sentou numa poltrona de ar. Yasuo a encarou, como se fosse, realmente, irado isso que ela fez.

- Sempre controlou o ar, Janna? – perguntou Yasuo, curioso.

- Sim. Desde de pequena! Aprendi só, sempre fui sozinha – Janna abaixou a cabeça. Sempre que lembrava que, não tinha ninguém, a entristecia. Yasuo se remexeu na cama, percebeu que tinha feito uma pergunta desnecessária.

- Maneiro! Quer me ensinar? Sei muito pouco, sério. – Disse Yasuo, se levantando da cama. Janna o empurrou, de volta, para cama.

- Depois. Você vai ficar de cama, uma semana, talvez – respondeu Janna. Yasuo fez um bico, como se não quisesse isso.

- Mas eu... – tentou dizer Yasuo. Janna o interrompeu, séria.

- Eu já disse, Yasuo. Vai ficar até se curar! Fim de papo, mocinho! – disse Janna, abrindo a janela, para ventilar o quarto.

☼♥

E, assim, uma semana se passou. O tempo correu, para ambos. Yasuo se recuperou, totalmente. O destino estava, apenas, trazendo-os para o terrível final. Mas, por enquanto, eles não ligavam. Queriam, apenas, curtir um e o outro. Janna se descobriu amando. Yasuo também. Ambos estavam apaixonados, apenas ignorando o que podia vir.

- Yasuo, meu bobinho. Eu te amo – disse Janna, apertando, levemente, as bochechas de Yasuo. Yasuo empurrou-a, prensando-a contra parede, arrancou um leve desconforto de Janna. Janna o olhava, com os olhos fixos em seus lábios. Janna fechou os olhos, apenas tentando sentir o gosto da boca dele contra a sua. Janna percebeu que isso ocorria em seu sonho. Ela, imediatamente, virou o rosto.

- O que foi, Janna? Você não quer me beijar? – perguntou Yasuo, meio triste. Janna fincou as unhas contra o ombro de Yasuo.

- É claro que eu quero, bobo! Eu te desejo mais que tudo! – respondeu Janna, dando um sorriso.

- Então por que não deixa eu te beijar? – perguntou Yasuo, esperando a resposta perfeita.

- Porque não é certo – tentou dizer Janna. Yasuo se afastou e ficou próximo da cama.

- Sempre diz isso, pô! Você é chata! Eu quero te amar, Janna, mas, você, não permite – disse Yasuo, meio nervoso. Janna ficou na frente dele. Abriu a boca, mas, somente, o ar saiu. A visão de Janna ficava embaçada. Seu corpo estava mole, ela ouvia a voz de Yasuo ecoando em sua cabeça. Ela perdeu o equilíbrio, mas Yasuo a segurou. A hora havia chegado, Janna sabia.

- Eu tenho que ir... – disse Janna, olhando para ele. Ela, realmente, não sabia dizer qual era o Yasuo, haviam dois.

- Para onde, Janna?! – perguntou Yasuo, alterado. Janna passou a mão na bochecha dele.

- Eu amo você, Yasuo... eu... te... – Janna não conseguiu terminar a frase. Ela sentia a morte retirando a sua alma, ela sentia que, realmente, havia deixado o corpo. Yasuo a chacoalhava, mas não tinha resposta. Janna estava morta, ele sabia. Ele ainda se perguntava, por que as pessoas têm que ir? Essa era a pergunta que pairava na cabeça dele. Ele a pegou nas costas e a abraçou, seu choro era a única coisa que preenchia o quarto, o resto estava em silêncio. Yasuo a colocou, delicadamente, na cama. Seus cabelos, que, antes, flutuavam, agora estava encostando no travesseiro. Ele cobriu o corpo dela e apertou o punho, nervoso. Ele enxugou as lágrimas e sorriu, ele sabia que todos os momentos que passaram foram, realmente, especiais para ambos. Ele ia sair, mas, então, o ar o incomodou. Ele se virou e viu um papel branco, em frente à seus olhos. Ele o pegou e viu uma doce escrita, ele engoliu um seco e começou a ler.

Para Yasuo, de Janna...

Olá, Yasuo. Queria dizer que, realmente, eu amo você! Você foi a coisa mais importante que já ocorreu em minha vida, eu agradeço você por isso. Antes de você, minha vida não tinha sentido, quer dizer, minha doença vinha, realmente, em primeiro lugar. Mas, com você, eu esqueci-a. Você tomou todo o espaço que meu coração tinha, livre. Yasuo, você é dono de mim. Eu agradeço você por isso.... me desculpe, realmente, nunca ter dito-lhe isso, eu tinha medo. Me desculpe não ter sido a perfeita para você, me desculpe por ter falhado em ter te beijado, me desculpe por... por ser eu...

Yasuo, antes de você entrar na minha janela, eu não sabia o que fazer, estava perdida, com medo. Mas, você, me levou para um caminho que eu nunca tinha conhecido. Eu amei você, e ainda amo, com todas as minhas forças, Yasuo. Você é meu ponto de paz, ponto de vida... eu não sei o que faria sem você.

Bom, eu nunca te disse nada sobre minha vida, não é? Mesmo tendo dito pouco, você dizia que me amava, isso valia mais que tudo para mim. Eu me sentia uma pessoa normal, quando você dizia que me amava. Eu fui normal, eu me sentia normal. Minha doença me consumia mais e mais, e, um dia, meu cérebro, inteiro, não iria mais funcionar. A única parte boa dessa doença, é, que, ela não afeta a minha memória. Eu podia dormir com você, com você em minha cabeça. Acordar com você nela, e morrer com você nela.

Minha doença só afeta uma pessoa em bilhões, sou uma pessoa de má sorte, mas, essa doença, me trouxe você. Eu sei que o destino prega peças, eu sei, mas ele também permite que sejamos felizes, e ele me permitiu. Você me fez a melhor pessoa do mundo. Eu quero te agradecer.... Yasuo, eu queria te dizer o quanto eu amo você. Não sei se você vai ficar triste, ou, mesmo, se vai ler isso. Mas, se ler, pode ter certeza, estarei olhando para você, onde quer que eu esteja. Eu estarei sempre com você, meu amor. Eu agradeço por você ter me deixado te amar, desculpe ter partido, desculpe ter te deixado... mas saiba que, acima de tudo, você é, e sempre será, o maior amor da minha vida!

Não sei se a nossa história acaba aqui,

Mas, por mim, ela continuará, sempre

Em mim ou em você...

Com o maior amor do mundo,

Janna

A carta se desfez, Yasuo estava tonto. Ele jurou que, enquanto viver, ele levará a história deles consigo mesmo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!