Let Me Take Care Of You

4 Capítulo 03– Nada contra você.


Notas iniciais
Geeente, me perdoem pela demora! x.x Sei que em YAM falei que postaria neste final de semana, mas acabei pegando uma virose e isso só atrasou mais ainda minhas fics. Me perdoem! Bem-vindos novos leitores! E muito obrigada por todos os que comentaram no capítulo anterior *-* Ah, mudei a capa novamente! Mas acho que dessa vez me aquieto nessa mesmo! Mas indo para a parte em que eu surto... Recebi DUAS recomendações! Alguém me acorda porque eu to sonhando! *o* - Luciana C (ou Luci-chan, para mim) você é uma leitora suuuuper querida e incrível que não só acompanha, mas comenta, recomenda e favorita todas as minhas fics. Já falei que te acho incrível? Muito obrigada por tudo! ♥ - Lucy Heartifilia (Lucy-chan) você chegou faz pouco tempo, mas já ocupa um espaço muito especial no meu coração. Muito obrigada pela fofura, pelo carinho e por usar o seu precioso tempinho pra ler minhas estórias. Obrigada mesmo ♥ Bem, indo para o que vocês tanto esperam - ou não - boa leitura meus amores ♥

– Nada contra você -

Acordei me sentindo estranha, como se não tivesse dormido nada noite passada. Mas pelo menos não me lembro de ter sonhado com nada bizarro e apavorante como acontece em algumas noites. Só de me lembrar desses pesadelos um arrepio passa pela minha espinha.

Sento na cama sentindo meus membros mais pesados que o normal. Esfrego os olhos na tentativa de despertar o cansaço que se instalou em meu corpo, mas só o que consigo é embaçar ainda mais minha visão. Preguiçosamente levanto do meu porto seguro me despreguiçando logo em seguida.

– Bom dia mamãe. – falo novamente olhando sua foto, que agora está escondida debaixo de um dos meus travesseiros, mais pertinho de mim. Só de ver seu sorriso contagiante nessa imagem já me sinto melhor.

Vou me arrastando em direção ao banheiro e chegando lá checo minhas marcas avermelhadas no espelho. A boa notícia é que estão bem melhores do que ontem, principalmente as do braço. Ou seja, com a ajuda de um bom corretivo e base poderei usar o uniforme normalmente hoje. Um sorriso brota em meus lábios ao constatar isso, afinal hoje não chamarei tanta atenção.

Tomo meu banho e visto meu uniforme tendo o cuidado de passar a maquiagem nos lugares onde as marcas apareciam. Pego minha mochila e vou para a cozinha. Por incrível que pareça meu pai não estava sentado lendo seu jornal com uma xícara de café na mão. A princípio estranhei esse fato, mas ao olhar pela janela e ver que seu carro não se encontrava estacionado na porta presumo que ele tinha saído mais cedo. Se bem que não vi a hora em que ele chegou ontem...

Vou até o fogão e vejo que a macarronada que fiz ontem continua intacta. Nenhum prato sujo, nenhum copo rolando pela cozinha, nenhum pano de prato espalhado pela casa ou algo do gênero. Resolvo deixar para me preocupar com isso depois, afinal meu pai já é bem grandinho e sabe se cuidar.

Pego duas torradas de um pote em cima da geladeira e saio de casa fechando a porta em seguida. Passo o caminho inteiro da ida para o colégio escutando música, com meus fones de ouvido, em meu celular. Sabe quando você coloca uma música e é como se fosse teletransportada para outro mundo? Como se você estivesse andando por via de piloto automático e chega a se espantar quando se depara com seu destino na sua frente?

Eu não estava pensando em algo específico, na verdade chego até a pensar que não estava pensando em nada. Complicado, eu sei, mas é incrível como isso me faz bem.

E aqui estava eu de novo, na porta do Colégio Fairy Tail. Parece até que já faz séculos que as aulas começaram. Mas espera... Começaram ontem!

Vou andando normalmente como se o evento do dia anterior nunca tivesse acontecido. Se eu andasse paranoica pelos corredores com certeza chamaria mais atenção do que o necessário, que na verdade é quase nada. Sempre gostei de ser invisível afinal.

Um pouco mais à frente, perto do mural de recados, encontro Erza pregando uma espécie de comunicado. Apenas aceno para ela com um sorriso no rosto e continuo meu caminho em direção a minha sala.

– Lucy! – ela diz vindo à minha direção.

– Oi. – dou um sorriso tímido.

– Você está bem? Alguém fez alguma brincadeirinha de mau gosto? Porque se tiverem feito... – uma áurea negra foi se formando ao redor da ruiva.

– Calma Erza. – dou um sorriso ao ver sua expressão. – Eu estou bem. E não aconteceu nada com que eu não possa lidar. – a dou uma piscadinha.

– Tudo bem então. – ela sorri aliviada. – Vou voltar para os meus anúncios. – balança os papéis que estavam em sua mão.

– Boa sorte! – falo ao me afastar.

É incrível como algumas pessoas tem o poder de te cativar não é mesmo? Conheço Erza de vista há alguns anos, mas sempre tive uma impressão errada em relação a ela. A meu ver ela era sempre impenetrável, fria e mandona, mas agora vejo que a Titânia não é um monstro afinal.

Sou tirada de meus devaneios ao sentir alguém esbarrando em meu ombro com força fazendo com que a minha mochila pesada e por algum motivo aberta, que estava pendurada em um dos meus ombros, caísse com força no meu braço e em seguida no chão, espalhando alguns de meus materiais.

– Esquisita. – falou um rapaz grandalhão imitando aquele jeito idiota e ridículo de um espirro.

– Imbecil. – falei enquanto olhava sua silhueta se afastar.

– BACCUS! – escuto Erza gritar com o rosto vermelho de raiva enquanto ia atrás do garoto idiota.

– Erza, não precisa... – ela nem me deu atenção. Suspirei. Pobre rapaz.

Me agachei para recolher minhas coisas e sinto como se faltasse algo. Ainda na mesma posição começo a olhar ao redor para ver se não esqueci de nada e sinto alguém se aproximar.

– Acho que isso aqui é seu. – uma voz masculina chama minha atenção. Viro-me um pouco, levanto o olhar e vejo que é o mesmo rapaz da livraria.

– Minha agenda! – levanto e a pego de suas mãos. Minha vida está nessas folhas de papel. – Muito obrigada. – dou um sorriso sincero e abraço o objeto.

– Por nada. – ele sorri. – Precisa de ajuda ai? – só agora lembro que continuo agachada.

– Na verdade não, obrigada. – levanto e dou uma batidinha na saia do uniforme.

– Você só sabe dizer obrigada? – ele sorri e eu fico sem graça. – Sabe... – ele coloca a mão por trás da nuca. – Acho que te devo um pedido de desculpas.

– Deve? – pergunto confusa.

– Eu sinto muito se ontem eu te disse algo que te ofendeu de alguma forma. Eu não... – o interrompi.

– Não precisa, sério, já estou acostumada. – dou um sorriso sem graça e vou andando em direção a minha sala de aula. Só não esperava que ele viesse atrás de mim.

– Não, eu vi o jeito que você ficou quando eu toquei naquele assunto. – ele andava ao meu lado. Suspirei.

– Tudo bem, desculpas aceitas. – pelo visto esse seria o único jeito de mudar de assunto.

– Lucy não é? – apenas afirmo com a cabeça. – Sou o Natsu. – abre um belo sorriso.

– É, eu lembro. – falo sem muita emoção.

Ficamos andando lado a lado em silêncio por um tempo. Nunca achei o caminho até a sala tão longo. Quando já estávamos quase em frente à entrada sinto alguém segurando minha mão, mas não com força, apenas para interromper minha caminhada.

– Algum problema comigo? – ele estava aparentemente desconfortável.

– Nenhum. – delicadamente soltei minha mão da sua. – Desculpa se te fiz pensar o contrário. – dou um sorriso gentil e me viro para a porta.

Entrando na sala encontro Juvia e Levy sentadas perto de uma das paredes e me junto a elas.

– Lu-chan, o que você estava falando com um dos novatos? – pergunta a baixinha com um olhar malicioso.

– Natsu. – falo ao vê-lo entrando na sala e sentando perto da parede oposta a que eu estava.

– O que disse?

– O nome dele é Natsu. – ela revira os olhos.

– Tudo bem... O que você estava falando com o Natsu? – sua empolgação volta.

– Nada de mais. Ele só me ajudou quando minhas coisas caíram no chão.

As duas azuladas me olharam de forma curiosa, mas antes que qualquer outra pergunta fosse feita por alguma delas, o professor de química chega à sala exigindo livros e cadernos em cima da mesa. O chato período letivo estava oficialmente aberto.

[...]

O sinal para o intervalo já havia tocado e, diferente de mim, minhas amigas já estavam no refeitório. Por algum motivo o diretor havia me chamado em seu escritório e era para lá que eu estava me dirigindo neste momento. Não faço ideia do motivo desse chamado e isso estava me deixando apreensiva.

– Bom dia. Pode entrar. – disse a simpática secretária. Sorri em resposta.

– Com licença. – falo ao adentrar o escritório que estava com a porta aberta.

– Bom dia Lucy. – disse Makarov, um senhor já de idade, com um sorriso no rosto.

– Bom dia diretor.

– Você deve estar se perguntando por que eu lhe chamei aqui, certo?

– Sim senhor.

– Na verdade era para o seu pai ter vindo, mas por algum motivo nós não conseguimos entrar em contato com ele. – me olhou de forma duvidosa.

– É que ele anda muito ocupado ultimamente. – provavelmente bebendo, mas Makarov não precisa saber disso. Dou um sorriso sem graça.

– Entendo... – ele me fita por uns instantes.

– Então, o que o senhor queria me dizer?

– A, sim... Minha secretária andou revendo alguns arquivos do ano passado e constatou que seu pai não pagou a última mensalidade do ano. Na verdade nem sei como você conseguiu fazer sua matrícula. – ele coloca a mão no queixo demonstrando estar pensativo.

Meu queixo praticamente cai. Meu pai havia se esquecido de pagar o colégio? Eu trabalho, mas ele sempre deixou claro que pagar as mensalidades de coisas referentes aos meus estudos era responsabilidade dele. Não pensei que sua irresponsabilidade fosse chegar a tanto.

– Lucy? – Makarov me tira de meus devaneios. – Eu realmente não gostaria de tratar disto com você, então poderia apenas notificar seu pai do ocorrido? – me entregou uma carta.

– Claro diretor. – dou um sorriso sem graça. – Era só isso?

– Sim. Está liberada.

– Obrigada. – fiz uma reverência e me retirei.

Ao sair da sala abro a carta e me espanto ao ver o valor. É mais do que o meu salário. Eu tenho umas economias que estava guardando para procurar minha mãe quando terminasse os estudos, mas posso usá-las para pagar essa dívida. O problema vai ser se eu tiver que assumir todas as mensalidades a partir daqui. Provavelmente teria que mudar de colégio...

– Desculpa. – falo ao sentir que esbarrei em alguém.

– Não, tudo bem. – fala uma voz que agora já me é bem conhecida. Natsu. – Você tá legal? – provavelmente minha feição de espanto por causa da notícia que acabei de receber continuava estampada em meu rosto.

– Estou sim, obrigada.

– Não precisa levantar esse muro, sabe...

– Hã?

– Esse muro que você está erguendo entre a gente. Juro que sou uma boa pessoa. – levantou a mão como se fizesse um juramento em um tribunal. Sorri.

– Tudo bem Natsu. A gente se vê. – dou um aceno e sigo meu caminho.

– Você está indo para o refeitório?

– Sim.

– Ótimo. Então vamos juntos. – ele sorriu.

De vez em quando eu o olhava de soslaio notando seus traços fortes ou o cachecol que ele usava no pescoço. Se eu não me engano todas as vezes em que nos encontramos ele o estava usando. Um dia o perguntarei o motivo disso. Mas no que estou pensando? Que nós viraremos amigos? Nós quase não nos falamos...

– No que está pensando? – ele pergunta ao encontrar o meu olhar, que desvio no mesmo instante enquanto coro.

– Nada de mais.

– Hum...

Talvez esse seja o momento certo de esclarecer uma de minhas dúvidas.

– Você é primo da Sherry? – ele para no meio do corredor.

– A, qual é? Só porque eu tenho o cabelo rosa? – começo a rir.

– É ou não é?

– Não. E nem gosto daquela garota pelo que... – sua voz foi morrendo e ele mesmo se interrompeu. Tenho uma breve ideia do que ele ia falar. Dou um sorriso fraco.

– Então pela sua lógica você seria prima daquele carinha ali. – voltou a puxar assunto e indicou com a cabeça na direção de um grandalhão loiro que estava perto do nosso destino e tinha uma cicatriz no olho. Acho que deve fazer terceiro ano...

– Na verdade eu sou. – falei séria.

– Sério? – ele parecia surpreso.

– Não. – comecei a rir e após alguns segundos ele riu também.

– Muito engraçadinha você.

– Faço o que posso. – dei um grande sorriso. – A gente se esbarra por ai. – digo indo em direção à mesa de minhas amigas.

– Literalmente! – ele fala e segue a direção oposta.

Vou sorrindo em direção à mesa em que estavam Levy, Erza e Juvia. Engraçado como agora a ruiva anda oficialmente conosco. A não ser na sala de aula, onde ela tem que sentar na primeira cadeira da primeira fileira. Coisas do conselho estudantil.

– E agora, o que você estava fazendo com o Natsu? – pergunta Levy dando uma entonação maior ao nome do rosado.

– Apenas conversando. Nos esbarramos perto da sala do diretor. – e como um balde de água fria lembro-me da péssima notícia que recebi. Dou um suspiro.

– Algum problema? – Juvia faz uma feição preocupada.

– Meu pai se esqueceu de pagar a última mensalidade do ano passado e, por não conseguir falar com ele, Makarov pediu que eu o notificasse. – coloquei o papel que ele havia me entregue em cima da mesa.

– Nem pra isso ele serve?! – Levy se exalta.

– O que você vai fazer? – pergunta Erza enquanto come um bolo de morango.

– Eu tenho umas economias...

– O dinheiro que você ia usar pra tentar achar sua mãe? – pergunta Juvia.

– Sim. – dou um sorriso morto.

– Você não pode fazer isso Lucy. Essa é a obrigação do Jude, fala com ele! – Levy me olhou como se isso fosse o óbvio. E realmente era...

– Eu tenho um dinheiro guardado. Posso te emprestar se quiser. – Erza falou enquanto pausava seu lanche.

– Não precisa, obrigada. Falarei com meu pai assim que o encontrar.

– Encontrar? – perguntou Levy, que agora provavelmente estava imaginando as piores coisas possíveis. Não que eu também não estivesse.

– É, acho que ele não dormiu em casa. – esse assunto realmente me deixava desconfortável.

– Vamos mudar de assunto? – perguntou a baixinha ao ver o clima que havia se instalado. – Vocês viram os novos livros que chegaram à biblioteca? É como estar vivendo um sonho!

– Prefiro os bolos de morango.

– Prefiro os morenos sem camisa. – disse Juvia.

– O QUÊ? – nós três perguntamos.

– Na-nada Juvia falou sem pensar...

– Nervosa Juvia? – perguntei com uma voz maliciosa.

– Talvez ela esteja falando do novato bonitão que gosta de tirar a roupa, Lu-chan. – McGarden estava mais afiada do que nunca.

– Quem é esse? – perguntei.

– A, desculpa. Você só tem olhos para o novato de cabelo rosa. – completou a baixinha.

– E você para o carinha cheio de piercings do terceiro ano. – Erza falou como quem não quer nada.

– Que injustiça! Eu estava apenas... – a fala da azuladinha morreu.

– Senhoras e senhores hoje é um dia histórico. A baixinha aqui ficou sem fala! – falei perplexa.

– Você me paga Erza. – ela falou carrancuda.

Realmente não sei o que seria de mim sem minhas amigas.

Notas finais
E então, o que acharam? Onde será que o pai da Lucy está? Dessa vez o Natsu teve um destaquezinho maior *-* Espero não ter decepcionado vocês. Ando numa maré baixa pra inspiração :x Até o próximo amorecos. Beijocas ♥