Notas iniciais
Percebi que não sou só eu que estou com raiva do Harry, né? hahahahah Mas nesse capítulo vocês vão me amar de novo, prometo! ♥ Divirtam-se =)

Acordei muito bem naquele dia, talvez por ter sonhado com as minhas meninas, ao invés de certo Harold. Eu sentia falta delas muito mais do que imaginei sentir. Ficava o tempo todo imaginando as loucuras que faríamos juntas ali em Londres, seria tudo mais perfeito se elas estivessem ali, apesar de já estar sendo bom demais. Mas eu sei que isso não demorará muito para acontecer, não sei como eu sabia, mas eu conseguia sentir isso.

Finalmente levantei da cama e fui ao banheiro fazer a minha higiene matinal e tomar um banho. Deixei com que a água caísse fortemente no meu corpo, precisava relaxar apesar de ter dormido muito ontem. Eu estava com medo do que aconteceria hoje, com medo dessa viagem, mas ao mesmo tempo, mal podia esperar para ver o que o destino iria revelar de novo para mim hoje. Resolvi ir àquele mesmo Starbucks que tinha me dado uma dor de cabeça danada ontem para tomar café, coloquei a minha roupa e arrumei meu cabelo, peguei minha pequena mala que já estava perto da porta do meu apartamento e desci para o térreo. Pedi ao porteiro que cuidasse dela até eu voltar, então esperaria Jenn e iríamos. Só de pensar nessa parte já me dava um friozinho na barriga, afinal, não é todo dia que uma Directioner viaja com os seus meninos, não é? Mas até que nesse quesito de "fã doida" eu estava me controlando, não dava chiliques e às vezes não sentia que o meu corpo fosse desmoronar em questão de segundos... Às vezes!

Fui ao Starbucks, comprei um cappuccino e voltei. Fiquei pensando: Cara, quantas vezes os meninos devem ter pisado ali, onde eu pisei? A minha sorte era a de que eu consegui me controlar e não dar ataques, porque senão, eu estaria lambendo aquele chão. Esperei por uns cinco minutos e vejo um ônibus lindo, com o slogan da 1D e tudo mais. Quase cai para trás. Analisava aquele ônibus e via a porta da frente se abrindo. Dei de cara com Jonas o dirigindo, eles arrumam tudo e não me contam nada, que legal isso.

– Jonas! – Eu disse assim que o vi e ele sorriu, estando feliz por me ver. – Bom dia. – Eu completei subindo as escadas do ônibus e indo dar-lhe um beijo na bochecha. Olhei para a parte final do ônibus e ele era bem diferente daqueles ônibus cheios de poltronas. Tinha camas, sofás, um aparelho de som, dois violões jogados em cima de uma mesa, comida, e os meus meninos ali dentro. Assim que os vi abri um sorriso que achei que não fosse caber no meu rosto. Zayn foi o primeiro a me ver e veio andando muito rápido em minha direção, e com a cara que ele tava, devia ser para dizer sobre ter dado o meu número de celular pro Harry.

– Desculpa, desculpa, desculpa... – Ele ia repetindo a mesma palavra enquanto chegava mais perto de mim. Quando ele chegou onde eu tava, sorriu e levou as mãos a frente do rosto como se quisesse se esconder para não levar bolsadas.

– Tudo bem, relaxa. – Eu disse, rindo do jeito como ele estava.

– Sério? Mesmo? Pô eu quase morri pensando que você ia me matar quando o Harry me contou que te mandou uma mensagem. – Ele disse descendo as mãos e me puxando para um abraço. O abracei de volta, não conseguindo parar de sorrir. Ele deu espaço para que eu passasse e lá fui eu dar bom dia pros meninos, para Jenn e para aquele mesmo cara que no meu primeiro dia de trabalho disse “os caras já acabaram, pode levar ela para conhecer eles” e quase provocou minha morte. Quando fui cumprimentar Harry, ele deu uma piscadela e sorriu para mim e eu como boa atriz, fingi não me importar revirando os olhos. Fui sentar perto de Niall com a boca toda babujada por estar comendo cereal.

– Oi Luminha. – Ele disse me cumprimentando sem desviar os olhos da sua comida.

– Oi Nini. – Eu disse, virando para conversar com o Liam que estava no meu esquerdo enquanto Niall acabava de comer.

Liam disse que Danielle contou a ele que nos encontramos ontem e ele queria saber o que eu disse para ela, porque a mesma por sua vez não quis lhe dizer. Eu disse que nunca iria contar e ele ficou insistindo, mas aquilo não me incomodava nem um pouco, só de estar ouvindo a sua voz diretamente para mim, era demais. Por fim ele desistiu e eu decidi ligar para as minhas amigas lá do Brasil. Peguei meu celular e vi que ele piscava. Na tela aparecia o mesmo número que havia me mandando a mensagem ontem, maldito Harold. Na mensagem dizia:

Por que você não vem aqui sentar do meu lado? A propósito, você tá linda hoje. Xx Harry

Agora imaginem um cara de pau, imaginaram? Multiplica por 1000, é o Harry. Só o olhei de canto e ele me olhava com um sorriso safado no rosto. Eu digitei de volta:

Keep dreaming babe ;) xx

Vi que ele recebeu a mensagem e o mesmo me olhou rindo. Vai Harry, continua rindo de sei lá o que, que daqui a pouco minha mão vai estar na sua cara. Eu revirei os olhos com aquela situação e digitei o número da Mari, precisava contar a ela tudo o que acontecia. Chamou 3 vezes e eu só ouvi um grito:

– AMIGAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Eu sorri com aquilo, que saudade de ouvir essas vozezinhas. Aposto que as três estavam juntas, assim como estaríamos se eu estivesse lá.

– Oi meus amores! – Eu disse, já quase chorando. – Como vocês estão?

– Cara, que saudade! Sua vaca, tá aí a 3 dias e só foi ligar pra gente agora. – Eu ouvi Camila resmungando. Deu-me uma saudade absurda de ver as palhaçadas que ela fazia aquela hora. Maldita distância. Ou me separava dos meus ídolos ou me separava das minhas irmãs. Injusto, não?

– Ai amiga, desculpa, é que tá muito corrido aqui. – Eu disse tentando me explicar, mas era a verdade. Olhei para o lado e vi que Niall estava com o ouvido grudado no meu celular, tentando ouvir a nossa conversa. Acabei tendo uma ideia.

– Já arrumou amiguinhas aí, né? Foi por isso que se esqueceu da gente. – Essa foi a Naty, com certeza. Mais ciumenta não existe.

– Ai meninas, parem! Chama a Mari que eu vou colocar uma pessoa pra falar com ela! – Eu disse cutucando o Niall e fazendo um gesto com a mão para que ele entendesse que ele era quem iria falar. Ele entendeu e esperou ansiosamente pela sua vez.

– Pronto to aqui. – Ela me informou. – O que foi?

– Calma alguém vai falar com você tá? Espero que você esteja sentada. – Eu disse, rindo imaginando a cara que ela devia estar naquela hora. Passei o celular para o Niall sem nem esperar ela responder, senão ia pedir um tempo para pegar uma água ou qualquer coisa do tipo.

MARI’S P.O.V

Aquele suspense todo já estava me matando. Pensei que ela iria me colocar para falar com no máximo uma amiga que ela tinha encontrado lá, mas quando eu ouvi aquela voz com um sotaque irlandês...

– Oi Mari! – Dizia ele. O meu menino, meu príncipe, meu anjinho dos cabelos loiros. Era o Niall. Eu apertei bem a colcha da cama onde eu, Camila e Natália estávamos sentadas e elas logo desconfiaram com quem eu estava falando.

– Oi Niall. – Eu disse, o mais tranquila possível tentando fazer a melhor voz que eu podia. As meninas deram um pulo, levantaram da cama e se agacharam a minha frente, com as mãos nos joelhos.

Eu não acreditava que era ele. Por incrível que pareça, conversei com ele por uns 10 minutos sobre a banda, os shows, sobre ele mesmo e sobre mim. Até que ele me perguntou:

– E você? Não vai vir pra cá? Quero te conhecer. – Eu realmente não sabia o que responder. A minha vontade era dizer “SE VOCÊ QUER TANTO NINI, EU TÔ INDO AÍ AGORA MESMO”, mas não era verdade, infelizmente.

– Eu tenho que esperar conseguir o estágio como produtora de moda de vocês, assim como a Luma. Enquanto eu não conseguir, não sei quando irei. – Eu disse, deixando lágrimas escorrerem pelo meu rosto mas fazendo de tudo para que ele não percebesse.

– Sério? – Ele disse e depois ficou mudo. – Mari, eu vou fazer um negócio aqui e depois peço seu número para a Lu e te ligo, ta bom? – Ele disse isso e quase que eu consegui o ver sorrindo do outro lado do mundo — exagerada -.

– Tudo bem. – Foi só o que consegui dizer. Despedi-me dele, torcendo com todo o meu coração para que ele me ligasse mesmo, nem que fosse só pra eu ouvir a sua voz.

Contei tudo às meninas e elas quase caíram para trás. Eu estava nas nuvens, havia acabado de falar com o meu anjinho. Isso era mais do que eu sempre pensei conseguir, muito mais! Ele sabia o meu nome, agora era amigo da Lu e poderia me ligar ou saber qualquer sobre mim a hora que ele quisesse. Isso sim é sonhar e realizar.

LUMA’S P.O.V

Assim que entreguei o celular ao Niall, sabia que realizaria um dos sonhos da Mari e aquilo para mim, era um sonho também porque ela estaria mais do que feliz. Enquanto conversavam, fiquei olhando para o Harry disfarçadamente e quase me perdi quando seus olhos encontraram os meus por um descuido. Como pode alguém assim, tão lindo? Poderia ficar o observando por horas sem parar, mas vê-lo ali era tudo para mim. Naquela hora, não sabia mais se tinha tanta certeza de que meus pensamentos sobre ele tinham mudado em relação ao meu amor. Porque eu poderia dizer qualquer coisa sobre esse amor não existir, mas ele nunca vai sair de dentro de mim. Sabe, estava começando a concordar com a Danielle, é um sentimento muito grande para ser apagado tão rápido e eu fui burra de acreditar que poderia ser ao contrário.

Niall desligou com a Mari e me entregou o celular. Seu rosto estava diferente, parecia até que tinha um plano em mente. Niall, Niall, se for se envolver com a Mari não vá machucá-la pelo amor de Deus! Ele de repente se levantou e foi falar com a Jenn, ouvi alguns “por favor” e “ela é gente boa”, por fim, Jenn cedeu a todas àquelas insistências e disse “podemos tentar”. Niall começou a abraça-la e beijá-la no rosto e eu que observava, ficava imaginando o que será que Niall poderia pedir a Jenn depois de ter conversado com a Mari. Ele veio correndo ao lado do sofá que ele estava antes, se virou para mim e disse:

– Me passa o número da Mari, por favor? – Os olhos dele brilhavam, juro! Fiquei com medo do que poderia ser aquilo, mas como sou uma ótima amiga — para ambos — dei a ele o número dela, que me agradeceu com um beijo na bochecha.

Niall ficou olhando para aquele número por 1 minuto inteiro e depois chamou Lou para conversar no outro lado do ônibus. Já estava morrendo de medo do que poderia ser aquilo.

– Ei... – Ouço uma voz rouca no pé do meu ouvido e me arrepio toda. Adivinhem quem era? Claro, o Harry. – Fica arrepiadinha, é? – Ele continua e eu me afasto o olhando com os olhos cerrados.

– Dá pra parar? Eu não fiquei arrepiada, tá? – Eu menti olhando para frente de novo.

– Não, não, eu que fiquei. – Ele disse rindo com sarcasmo. Harry ficou me olhando por um tempo enquanto eu encarava o nada só para não precisar olhar para aqueles olhos e deixar com que eles me penetrassem, de novo. Sem permissão, Harry deitou sua cabeça no meu colo, virando sua cabeça para cima para me olhar e eu continuei encarando o nada. Eu respirei fundo e pedi calma a mim mesma.

– Por que você evita me olhar? – Ele perguntou. Depois não é cara de pau né menino.

– Não gosto de olhar coisa feia. – Eu rebati e fiquei surpresa com a minha rapidez e a minha coragem de lhe dizer aquilo. Mais uma vez, menti. Tudo o que eu queria era olhar àqueles olhos e deixar com que me pertencessem novamente. Mas sabe o que era maior do que a minha vontade? O medo.

– Me engana que eu gosto. – Ele disse com um sorriso bobo no rosto, fui obrigada a olhar. Não resistia aquele sorriso, eu sabia disso, mas também não conseguia parar de vê-lo.

– Você me irrita, sabia? – Eu disse mordendo o interior da minha bochecha, fazia isso quando ficava nervosa.

– Eu acho que isso tudo é amor. – Ele disse, ainda com aquele sorriso lindo no rosto, que não me deixava desviar o olhar. – A propósito, você fica linda irritadinha. – Tudo bem Harry, você venceu.

– Ta bom Harry, ta bom. – Eu respondi. Ele deu uma risada, mas não uma risada, ele deu AQUELA risada sabe? Que risadinha gostosa de ouvir. Multiplica senhor, amém. Pensei para mim mesma e ri com aquele pensamento, sou muito idiota mesmo. Vi que ele nem percebeu eu rindo feita boba, ele já deveria estar dormindo. Dei-me ao direito de passar a mão naqueles cachos, afinal, não é todo dia que eu tenho um Harry dormindo no meu colo. Peguei no sono enquanto penteava seus lindos cachos com os dedos, pelo visto dormi a viagem inteira.

– Pombinhos, chegamos. – Dizia Lou rindo de como estávamos deitados, para tanto “ódio” e “irritação” que um causava no outro. Abri os olhos lentamente e vi que o Harry também acordava devagar. – Bela adormecida, até a sua namorada já acordou. – Lou continuou. Bem que eu queria que você verdade.

– Eu não sou namorada dele, Louis. – Eu disse, pausadamente. Lou sussurrou algo como “aham” com ar de ironia, revirei os olhos. Finalmente Harry se levantou para que eu pudesse sair dali, minha perna havia ficado toda marcada por eu estar de shorts e Harry ter deitado ali. Mas para falar a verdade, queria ter aquelas marcas na perna para sempre.

Saímos todos do ônibus e encontramos uma multidão de meninas do lado de fora da rádio onde seria a entrevista. Passamos cercados por uns dez seguranças e aquelas meninas tentavam se esticar ao máximo para tocar nem que fosse um fio de cabelo de algum dos meninos. Lembrei-me de quando fazia isso, de quando viajei ao México para ver um show da turnê e consegui tocar na mão do Harry. Naquela época, morri com aquele toque, sonhava com aquilo todas as noites... E hoje, não preciso nem dizer aonde estou.

A entrevista foi um sucesso, os meninos tocaram What Makes You Beautiful, responderam aquelas mesmas perguntas de sempre e atenderam a umas fãs que tinham ganhado promoções para poder vê-los de perto. Hoje ainda teria mais duas entrevista e uma sessão de fotos, depois iríamos para o hotel porque amanhã cedo teriam mais uma entrevista e uma sessão de fotos para alguma revista local.

E assim fizemos, chegamos ao hotel às 20:00 mortos de sono. Dormiria no mesmo quarto que Jenn, graças a Deus não no mesmo que o Harry. Por mais que sempre foi meu sonho ver ele de cueca, não estava preparada para tal coisa. Jantamos alguma coisa ali no restaurante do hotel mesmo e quando eu e Jenn íamos subir para o quarto, Harry me chamou em uma parte do lugar. Lá fui eu, né.

– O que foi Harold? – Eu disse, fria.

– Poxa, não posso nem te dar boa noite? – Ele disse como se fosse a pessoa mais inocente do mundo.

– Olha aqui, só vou dizer isso uma vez. Não sou garota para você brincar, tá bom? Sei da sua reputação de galã e conquistador, mas eu não vou cair nesse joguinho de brincar comigo Harold. – Eu disse olhando bem para os seus olhos. Minha vontade era beijá-lo ali mesmo, mas ele não precisava saber disso.

– Quem disse que eu quero brincar com você? – Ele ainda teve a coragem de perguntar isso.

– Não precisa alguém me dizer para eu perceber. Agora, se você soltasse a minha mão para eu ir dormir, eu agradeceria. – Eu disse olhando para o meu pulso que ele segurava. Ele também olhou, como se não tivesse percebido que tinha feito aquilo, mas ele não soltou. Ao invés disso, ele deslizou suas mãos para que se entrelaçassem diretinho com a minha. Que raiva dele.

– Por que você não acredita que eu posso ser alguém capaz de amar? – Ele disse olhando nos meus olhos e nos chegando mais perto. Eu bufei e revirei os olhos.

– Ah claro, Harry Styles capaz de amar de verdade. Aonde, que eu não to vendo? – Eu disse com um tom sínico na voz.

– Eu vou te provar isso. – Ele disse e eu ri.

– Vai ser impossível. – Eu o desafiei.

– Espera pra ver. – Ele disse e então soltou a minha mão. Sem pensar muito e ainda atordoada pelo o que acabara de acontecer, subi no elevador até o meu quarto e de Jenn, tomei um banho e me vesti. Deitei na cama e as suas últimas palavras rondavam minha mente “Por que você não acredita que eu posso ser alguém capaz de amar?” “Eu vou te provar isso.”. Será possível? Só não quero me iludir mais uma vez, por favor, não.

Notas finais
Será que o Harry tá falando a verdade? O que será que o Niall está tramando? Gostaram da Mari? =) Me digam o que acharam! ♥ Xx @BrazilWanna1D