Notas iniciais
Primeiramente, MIL desculpas por não ter postado quando eu prometi. Estavam acontecendo umas coisas aqui nesses dias que eu não tinha ânimo nem de respirar, mas já estou bem de novo :) Aproveitem meus amores, prometo que não demoro pra postar o próximo! Xx @BrazilWanna1D

Acordei ainda nas nuvens, com o relógio ao meu lado na cabeceira marcando 10h24min. Ótimo, teria muito tempo para me arrumar para o Harry. Mesmo não tendo nada com ele e não querendo ter no momento, sentia necessidade de ficar mais bonita do que as outras meninas com quem ele se encontrava, porque vai que ele se apaixona por outra só por ela ser mais bonita e mais arrumada. Se o Harry não era meu, ele também não poderia ser de mais ninguém.

Fui até a cozinha e preparei um cappuccino daqueles em pó com certa dificuldade, nunca fui boa nesse negócio de cozinhar, por mais que eu não estivesse cozinhando e sim misturando um pó com leite. Após beber aquele negócio que nem tinha ficado lá a melhor coisa do mundo, fui tomar um banho. Eu tinha essa mania de tomar banho para ir a qualquer lugar que fosse, principalmente uma ocasião especial. Não to dizendo que sair com Harry era uma ocasião especial, eu só estava a fim de tomar banho, simples. Sai do banho e me arrumei, fazendo uma make um pouco mais elaborada e deixando meus cabelos soltos com ondulações nas pontas. Acho que eu nunca me arrumei tão rápido, porque o relógio ainda marcava 11h16min. Parecia que esses 44 minutos de espera do Harry não iriam passar nunca! Eu lavei a louça, levei o lixo na rua, passei uma vassoura na casa e nada de dar 12h00min. Quando eu mesma canso de esperar o tempo, olho para o relógio e lá marcava 11h59min, um minuto! Ta tudo bem que eu sabia que o Harry não era lá a pessoa mais pontual do mundo, mas pelo menos teria dado meio-dia. Estava deitada no sofá olhando o teto, que naquela hora parecia bem interessante, até que meu celular que se encontrava em cima da minha barriga começa a vibrar. Vou olhar quem me ligava e lá estava “Harry”, eu dei um pulo com aquele nome na tela do meu celular. Depois de vibrar por um tempo, eu atendi:

– A-Alô. – Eu digo com a voz meio trêmula, ele ri do outro lado da linha. Garoto idiota.

– Vai me dizer que você ainda estava dormindo? – Ele diz com a voz divertida, coisa linda.

– Não, pra falar a verdade to olhando pro teto enquanto te espero. – Eu digo com uma voz brincalhona, ele ri.

– Já to aqui em baixo, princ... Luma. – Ele ia dizer PRINCESA? AI. MEU. DEUS. Eu tento me acalmar para que conseguisse respondê-lo, depois de muitos “Ahn...” “É...” eu finalmente respondo.

– Já to descendo Harry. – Eu disse desligando o celular. Ok Luma, vamos lá. Eu pensei enquanto meu coração quase saia pela minha boca e meu estômago remexia o cappuccino que havia tomado mais cedo. Peguei o que faltava colocando na minha bolsa, tranquei a porta do apartamento e chamei o elevador que demorou mais do que o normal, entrei e desci para o térreo. Saí do elevador cumprimentando as pessoas que estavam entrando no mesmo e assim que olho para fora, lá está Harry encostado no seu Audi mexendo no seu celular. Fui chegando bem devagar para dar-lhe um susto, quando ia gritar “bú” e encostar na sua barriga para ele se assustar, quem se assusta sou eu. Num ato súbito ele grita “ARÁ” e me agarra pela cintura. Eu levei muito mais susto do que pretendia que ele levasse, e o idiota ainda ficava rindo da minha cara de pânico. – Não acredito que você fez isso! – Eu digo me debatendo tentando me soltar dos seus braços, por mais que eu quisesse ficar ali mais do que qualquer coisa. Ele me solta e me olha com um sorriso fofo no rosto, mas logo depois solta uma risada gostosa, minha vontade era beijá-lo ali mesmo, mas me segurei.

– Desculpa. – Ele diz tentando parar de rir. – É que você fica tão bonitinha irritada. – Ele diz se acalmando e me analisando da cabeça aos pés quase babando ali mesmo. Não preciso nem dizer que quase virei um pimentão né?

– Podemos ir? – Eu digo levantando o rosto dele para que provavelmente estava parado em minhas pernas. Ele fez que sim com a cabeça e foi até o outro lado do carro para abrir a porta do carona. Lembrei-me da vez em que ele me trouxe em casa e fez a mesma coisa, mas naquele dia nós brigamos, então decidi apagar isso da minha cabeça. Ok, como se fosse fácil assim.

Depois de entrarmos no carro, seguimos viagem até o restaurante em que iríamos almoçar. Harry disse que era próximo ao London Eye, então era muito longe da onde estávamos. Ele ligou o rádio que estava tocando Glad You Came, Harry começou a fazer palhaçadas com o volante o que me deixou muito preocupada caso o carro perdesse o controle ou coisa assim. Ele ficava dançando feito um retardado, o que me fazia rir feito uma também, ficamos rindo e dançando até a música acabar. Depois, tocou What Makes You Bealtiful e quando Harry identificou o começo dela, deu um grito como o de uma fã histérica, o que me fez rir mais ainda. Quando chegou a parte do Liam começar a cantar, eu fiz um microfone com a mão e o imitei. Fiz palhaçadas para Harry que ria feito bobo, até começar o refrão e por coincidência pararmos no sinal de trânsito na mesma hora. Ele cantou o refrão mas lento, olhando diretamente nos meus olhos, toda aquela risada havia desaparecido junto com o ar de diversão que tinha ali. Agora ele estava sério, como se quisesse dizer alguma coisa importante para si mesmo, mas não conseguisse. Já estava ficando doida com aquela troca de olhares, que significavam alguma coisa, mas não diziam nada em voz alta. Eu desviei o olhar quando acabou o refrão e por descuido meu, foi bem na parte que o Zayn canta “And turn away when I look into your eyes”, senti minhas bochechas corarem. Harry voltou a sorrir, provavelmente rindo da minha timidez de não conseguir olhá-lo nos olhos por muito tempo. Acabou essa música e tocaram várias outras, mas não era a mesma coisa porque não fazíamos palhaçadas nem brincávamos só o Harry que não parava de sorrir. Eu faria qualquer coisa para descobrir qual era o motivo daquela felicidade toda tão de repente.

– Espero que você goste de comida mexicana. – Harry disse por fim quebrando todo aquele gelo. Eu sorri com aquela frase, foi algo mais natural do que qualquer coisa, afinal, quem nunca sonhou em comer comida mexicana com o Harry?

– Eu amo! – Eu disse com entusiasmo até demais. Quando eu era menor não gostava nem um pouco, mas aí em conheci certo garoto de cabelos enrolados e olhos verdes... Aí já viu aonde vai dar né.

Chegamos ao restaurante que para minha sorte não era tão chique porque não estava vestida tão adequadamente, mas ainda sim era lindo e sofisticado. Harry tinha reservado uma mesa perto da janela, eu adorava comer vendo a paisagem, será que ele sabia disso? Sentamos a mesa e antes que algum garçom viesse anotar nossos pedidos, Harry disse:

– Acho que eu me esqueci de dizer quando te dei um susto, mas você tá... Linda hoje. – Ele disse olhando nos meus olhos com um sorriso no canto da boca, e as palavras que ele disse, o forçaram a fazer um biquinho ao serem pronunciadas. Aquele não era o Harry que eu estava acostumada a ver ali em Londres, aquele lembrava o meu velho Harry...

– Obrigada. – Eu disse por fim, com um sorriso tímido.

O garçom rapidamente chegou e Harry pediu Burritos de Chilli para dois, depois de me perguntar se eu estava de acordo. Para falar a verdade mesmo, eu não conhecia nada da cozinha mexicana. Na real que eu não conhecia nada de cozinha nenhuma né, mas acho que podemos deixar isso quieto.

Enquanto nossa comida não chegava, nós brincamos de adivinhar o que as pessoas estão pensando, a ideia foi minha, mas acho que me arrependi um pouco depois.

– Aquele dali ta com fome! – Diz Harry apontando para um homem de uns 40 anos praticamente deitado na cadeira com cara de bunda enquanto os outros da mesa conversavam.

– Não aponta! – Eu digo batendo na mão do Harry e rindo. Ele faz carinho na mão que eu bati como se tivesse doído muito. – Ah, pobre coitado. – Eu digo rindo da sua cara de dor.

– Vai sua vez, detonara de mãos. – Ele diz, com cara de cachorro sem dono, mas acaba rindo do seu próprio disfarce.

– Aquela menina quer você. – Eu disse virando a cabeça na direção de uma menina de mais ou menos 13 anos que não parava de olhar para nossa mesa um segundo se quer. Harry seguiu a direção que eu indicava e logo depois olhou para mim rindo. – Coitada! – Eu digo e ele ri ainda mais.

– Engraçado a vida, né? – Ele deu uma pausa, pensou e depois continuou. – Ela me quer, eu não quero ela. Eu quero uma menina, e ela não me quer. – Ele disse com a primeira parte com a cabeça baixa, mas na segunda levantou o rosto e olhou diretamente para mim, como se quisesse que eu entendesse o que ele estava falando. Aquilo não fazia sentido para mim, só podia ser uma coisa: Ele estava afim de alguém, e essa pessoa não era eu. Eu senti uma raiva subindo pelo meu corpo, ele não podia ser de ninguém!

– Por que você tem tanta certeza assim? – Eu perguntei querendo saber mais sobre essa vadia que ele estava afim.

– Ela me disse isso. – Ele respondeu.

– Nossa, que menina idiota, falar isso assim sem mais nem menos. – Eu digo e ele ri, apesar de não ter entendido muito bem o motivo da risada, eu ri junto.

– O mais engraçado é que ela xinga ela mesma de idiota. – Ele disse sério e eu congelei. Minha expressão facial foi de divertida para chocada. Quer dizer que a vadia era eu? O Harry tava afim de mim? Como assim? Mas eu nunca disse... Ops. Então eu me lembrei de quando ele estava bêbado no meu quarto de hotel em Liverpool e eu soltei aquilo, mas era só para ele calar a boca e pensar que eu não gostava dele. E além do mais, nem passou pela minha cabeça que ele iria se lembrar disso. Enquanto pensava em alguma coisa para dizer, nosso almoço chegou e depois disso, só falamos de coisas desinteressantes. Era como se quiséssemos voltar no assunto para saber realmente o que acontecia entre nós dois, mas ambos não tínhamos coragem.

Conseguimos conversar sobre outras coisas, como a turnê que estava por vir, o novo CD, e os próximos compromissos da banda. Mas não era a mesma coisa, porque antes estávamos nos divertindo, estávamos nos dando bem, mas agora as coisas estavam tensas. Acabamos de almoçar e pedimos a conta. Harry brigou para pagar a conta inteira, mas eu disse que se ele não me deixasse pagar pelo menos a metade eu não sairia mais com ele. Então ele cedeu e nós dividimos. Harry disse que a London Eye era perto dali, por isso não precisaríamos ir de carro. Fomos caminhando todo o percurso, algumas vezes nossas mãos se encostavam e ele discretamente segurava o meu mindinho com o dele, mas era impossível não perceber o que ele estava fazendo. Eu sorria abaixando a cabeça com esses atos, ele me olhava sorrindo e ficava sem jeito. Estava claro para nós que tinha alguma coisa ali entre a gente, o que realmente era ninguém sabia.

– Ai! – Harry diz parando no meio do caminho levando uma de suas mãos ao olho direito. Eu me assustei e fiquei de frente para ele.

– O que foi? – Eu pergunto preocupada colocando minhas mãos em seus ombros.

– Entrou alguma coisa no meu olho. – Ele diz ainda com a mão no olho e fazendo careta.

– Me deixa ver, tira a mão. – Eu digo delicadamente tentando tirar sua mão do rosto de vagar, mas ele não ajudava. – Anda Harry, deixa de ser criança. – Eu continuo. Ele faz uma cara de emburrado e tira sua mão do rosto, mas a minha permanecia em contato com a dele.

– Com cuidado, tá doendo. – Ele diz abrindo o olho machucado que estava fechado com força, eu chego mais perto ficando na ponta dos pés e sopro com cuidado seu olho. Estávamos muito perto naquele momento, ele poderia fazer qualquer coisa e eu não teria tempo de prever nada.

– Melhorou? – Eu pergunto, ainda perto dele.

– Sabe que tá bem melhor agora? – Ele diz com um sorriso safado.

– Rá, vai sonhando Harry. – Eu digo indo para o seu lado novamente.

Continuamos a andar até a London Eye que não estava muito longe. Harry ficava fazendo gracinhas durante todo o percurso, além de ficar mexendo no meu cabelo. Eu só repetia para mim mesma: Ele só está sendo simpático, não é você a garota a quem ele estava se referindo no almoço. Talvez se eu pensasse desse jeito e demonstrasse isso, ele percebesse que eu não sou mais uma que ele pode ficar brincando como ele faz com as outras. Mas eis o problema: Eu não conseguia demonstrar. A cada novo gesto divertido e fofo dele, eu ria como uma idiota apaixonada e ele ria comigo. Até que finalmente chegamos a enorme London Eye, fomos comprar os tickets e rapidamente entramos em um dos vagões que nos levariam até lá em cima.

Por sorte fomos os últimos a chegar e como não tinha muito movimento, teríamos um vagão só para nós. Eu sei que isso parecia a coisa mais romântica do mundo, mas não era para ser, não naquele momento. Eu não acreditava que o Harry tava afim de mim, aliás, ele podia até estar, mas seria só “afim” como ele mesmo disse e isso eu não queria pra mim. Eu queria alguém para me amar de verdade, e não só uma pessoa que fosse me usar e depois jogar fora. Principalmente se essa pessoa fosse ele que eu já amava muito, a dor de saber que eu seria só mais uma seria muito pior.

Finalmente entramos e eu fui direto para a ponta, quando a roda gigante começou a girar, senti um arrepio correndo por todo o meu corpo, eu tinha um pouco de medo de altura. Eu me encostei ao vidro que nos envolvia e segurei no corrimão. Fiquei olhando para aquela cidade linda, cuja sempre foi meu sonho.

– Cuidado para não babar. – Disse Harry rindo.

– É mais lindo do que eu imaginava. – Eu disse sem desviar os olhos ainda não acreditando que podia existir uma cidade tão perfeita, com as construções feitas com tanto cuidado há tantos anos atrás, com tantos parques e diversidade de animais. – Não tem nada mais lindo do que isso. – Quando eu termino a frase, a roda gigante para num ato súbito, não devia ser para nos assustar ou algo do tipo, mas aquela parada repentina me vez cair em cima do Harry que estava do meu lado e para me segurar, apoio-me desastradamente em seus ombros. Estávamos tão perto que eu podia sentir sua respiração quente se misturando com a minha.

– Acho que existe uma coisa muito mais linda do que tudo isso. – Ele disse suspirando pesadamente, e com cuidado colocou suas mãos na curvatura do meu quadril. Harry olhava no fundo dos meus olhos e pela primeira vez, não consegui de jeito nenhum desviar o olhar. Ele colocou uma de suas mãos no meu rosto, se encaixando perfeitamente entre a minha orelha e a minha nuca. Eu estremeci com aquele toque, mas por nada no mundo sairia daqueles braços. Agora nada podia nos atrapalhar, não tinha nenhum Niall ali, estávamos completamente sozinhos.

– Nunca tinha reparado como os seus olhos são lindos. – Ele disse isso mais como um suspiro em um tom de voz muito abaixo do que o normal, quase inaudível. Eu respirei pesadamente, deixando com que a minha respiração se entrelaçasse com a sua. E então, num ato já esperado, Harry me puxa para mais perto ainda de si, se é que era possível, e encosta nossos lábios calmamente. Iniciamos com um breve selinho que logo se transformou em um beijo de verdade, Harry mantia uma mão em volta da minha cintura e a outra em meu rosto e eu tinha as duas envolvendo o seu pescoço. Dou espaço e sua língua cheia de fome rapidamente penetra a minha boca e começamos um beijo calmo, mas cheio de emoção.

Quando me dou por mim, estou beijando Harry na London Eye. Como assim? Me batam, mas para mim isso não estava certo. Eu sabia que ele iria me usar naquele momento de carência pós-Caroline e depois me largar. Por que eu cedia aquele beijo? Simples, o amor nos obriga a fazer coisas que queremos, porém não podemos. Pode acreditar, eu queria mais do que qualquer coisa aqueles beijos todos os dias, queria ficar beijando-o ali por horas, mas eu sabia que no final me arrependeria. E quando eu estivesse lá chorando por ele, ele estaria na décima garota depois de mim ou até mais do que isso. Eu não era garota desse tipo, eu beijava um cara se ele merecesse, se eu estivesse ao menos a fim dele. Mas esse caso era diferente, eu não estava a fim do Harry, e sim o amava.

Subitamente parei nosso beijo e o olhei surpresa. Ele dava um sorriso vitorioso, como pôde fazer isso? Como sempre, eu tendo razão na parte em que ele brincaria com meus sentimentos. Aquele sorrisinho dizia mais do que qualquer palavra. Canalha.

– Isso tá errado. – Eu digo passando uma mão na minha boca como se fosse capaz de tirar o gosto do seu maravilhoso beijo de mim. Ficamos tanto tempo nos beijando, que já estávamos lá embaixo de novo. – Eu tenho que ir. – Eu disse esperando a porta se abrir, Harry me olhava como se ainda estive digerindo o que eu estava prestes a fazer. A grande porta se abriu e eu saio correndo de lá, indo para qualquer lugar que fosse longe dele. Se ficasse mais um segundo se quer perto desse garoto, esqueceria tudo o que eu disse sobre eu ser só mais uma. Eu seria dele e só isso iria me importar.

Fui para uma esquina que ficava no sentido contrário onde se encontrava o restaurante aonde tínhamos almoçado e o carro do Harry. Rapidamente peguei meu celular e pedi para Jonas vir me buscar, ele ficou insistindo para que eu falasse o que tinha tanta urgência porque já estava ficando preocupado, mas eu só queria ir pra casa. Em questão de poucos minutos Jonas já me esperava na esquina, assim que entrei no carro ele fez questão de saber tudo o que havia acontecido para eu estar daquele jeito. Eu lhe contei até os mínimos detalhes, porque sabia que ele me entenderia mesmo que não estivesse de acordo.

– Eu acho que você devia dar uma chance para ele. – Jonas disse. Eu fiquei tipo: Oi? Eu acabei de empurrar o garoto da minha vida do melhor beijo do mundo e agora que eu devo dar uma chance. Tá tudo bem tranquilo na minha vida, sabe.

– Eu tenho medo. – Eu disse por fim, quando chegamos na frente do meu prédio.

– Se você nunca tentar você nunca vai saber. – Jonas disse com um sorriso de conforto no rosto, eu o abracei antes de sair do carro e mandei-lhe um beijo no ar.

HARRY’S P.O.V

Aquela garota definitivamente tinha merda na cabeça, não é possível. Ela tinha dado todas as passagens para eu beijá-la e quando o faço, diz que não é certo e sai correndo. Depois de ter ido até ao restaurante pegar o carro que eu tinha estacionado lá, fui para a casa do Lou. Precisava de alguém pra contar o que estava acontecendo, por mais que ele fosse ficar falando que eu to apaixonado. Cheguei à casa do Louis rapidamente, já que não era muito longe, o porteiro já me conhecia então fui logo entrando.

– E ai, curls! – Diz ele me vendo entrar pela porta da frente, mas assim que vê a minha expressão tira toda a alegria da sua voz. – O que aconteceu cara?

– Sabe aquela garota? – Eu pergunto e ele faz uma cara de safado. – É sério Louis! – Eu falo bravo e ele diz pra eu continuar. Sentamos ao sofá e então eu lhe contei tudo o que tinha acontecido hoje, todos os detalhes.

– Cara, você ta apaixonado. – Ele diz sorrindo.

– Ta doido? Eu sou o Harry Styles pegador, lembra? Quem é o apaixonadinho aqui é o Liam, nem pela Caroline eu fiquei apaixonado. – Eu falo como se ele estivesse ficando doido.

– Me diz então, o que você sente. Porque você não para de pensar nela, você a beijou, você ta bravo porque ela saiu correndo sendo que quando uma menina sai correndo dos seus beijos você parte pra outra, e nela, você tá correndo atrás. – Ele continua insistindo.

– Eu não to Louis William! Já disse! – Ah tá bom que eu ia estar apaixonado por aquela menina irritante.

– Então me diz o nome disso, me diz. Porque ela não é só mais uma com o rostinho bonito Harold, ela é inteligente e tem personalidade e eu sei que você gosta disso. – Ele insistia.

– É só desejo. – Eu disse.

– Se é desejo me diz por que você tenta conquistar ela a cada dia que a vê? – Isso que ele disse fazia sentido, mas eu não estava apaixonado por ela, não mesmo!

– Não sei. – Eu digo pensativo.

– Por que você não vai descobrir? – Louis diz com um sorriso no rosto. Talvez seja isso que eu deveria ter feito desde o primeiro momento em que vi os olhos dela. Não é qualquer garota que chegava assim já mexendo comigo, com certeza tinha alguma coisa assim. Mas eu não estava apaixonado, só pra constar.

– É isso mesmo que eu vou fazer. – Eu disse.

– Pedi uma pizza e os meninos estão vindo pra cá. Você chega a tempo? – Lou perguntou.

– Nem me esperem. – Respondi com um sorrisinho no rosto. Louis deu um sorriso safado, mas eu não estava indo lá para transar com ela, porque eu sabia que ela não seria só mais uma. Ela tinha alguma coisa que me deixava louco, e só ela tinha isso.

Notas finais
A Luma sempre estraga tudo, né? E eu nem sou malvada =p