Notas iniciais
Olha eu de novo com uma nova história!
Gente, não aguentei, quando eu li Um porto seguro, eu tive que fazer essa história! Eu espero que vocês gostem, e comentem!
Boa leitura!!

"Mystic Grill"

Aquele lugar tinha me sido minha ultima escolha. Mystic Falls foi acolhedora, mas não adiantava nada eu ter onde ficar e não ter com que me sustentar e sustentar Camille. Em pensar naquela linda menina, eu já sorria alegremente. Há anos, que minha pequena é minha única alegria. Há anos que eu só vivia por ela e para ela. Quando eu pensava que nada em minha vida valeria a pena, a imagem daquela garotinha loirinha de olhos azuis me faziam mudar de ideia. Camille não tinha mais ninguém que não fosse eu. Se algo me acontecesse o pior que lhe aconteceria era voltar para as mãos daquele monstro.

Meu corpo estremeceu ao lembrar dele. A dor em meu peito me atingiu. E eu quis chorar, chorar de medo. De ódio. Tudo que eu estava passando era por culpa dele. Mas já fazia 2 anos que eu não pensava mais nele, já fazia dois anos que eu vivia com mais medo ao lado de Camille, medo dele me fazer algo ou fazer algo com minha pequena. Apenas de imaginar ele tocando nela novamente eu já me desesperava, não podia deixar.

- Hey! Você é Caroline, certo?

Quando a linda e suave voz me tirou de meus pensamentos, quase derrubei a bandeja que carregava em minha mão esquerda. A bela garota morena ao meu lado deu sorrisinho tímido e envergonhado. Meu rosto ruborizou no mesmo momento que o dela também ficou avermelhado.

- Desculpe-me, não quis te assustar. — ela disse sorrindo de lado. Sua voz era delicada, assim como ela — Eu sou Elena, trabalho aqui.

Elena. Matt tinha me dito que havia mais uma garota que trabalharia comigo em meu turno. Ela era bonita. Tinha seus cabelos negros lisos caídos até o meio das costas, um corpo magro e nem tão alto. Seus olhos eram como seus cabelos, e sua pele era branca feito porcelana. Consegui sorrir para ela.

- Sim, sou Caroline. — finalmente minha voz resolveu sair. Elena sorriu ainda mais.

- Ah, é muito bom ter você aqui. — ela disse animada — Não é fácil ficar quase o dia inteiro tomando conta desse lugar sozinha. As vezes Bonnie vem mais cedo para me ajudar, mas ela trabalha então fica meio difícil. Matt geralmente cuida apenas do caixa, mas as vezes também me ajuda. Porém agora com você comigo, será muito melhor...

Meu Deus! Essa garota não para de falar.

- Acho que estou falando de mais. — ela disse parecendo ler meus pensamentos e riu. Ri também e neguei balançando a cabeça.

- Não. Está tudo bem. — digo sorrindo — Ah...! Preciso atender aquele cliente.

- Oh, claro! — ela concorda e esquiva-se de meu caminho.

Agradeço e volto com meu caminho até a mesa 19. O pedido era apenas um café e bolinhos de chuva, que caíram muito bem com o tempo. A chuva lá fora não era tão forte, mas ventava fortemente. As poucas pessoas que tinha conhecido nessa cidade, todas diziam-me que Mystic Falls geralmente tinha um excelente tempo. Nada muito frio e nada muito quente.

Elena fazia o mesmo trabalho. Hoje o Grill estava um tanto movimentado. Pessoas, para não tomarem um banho de chuva, entrava no Grill a espera da chuva passar; aproveitavam então para fazerem alguns pedidos. Quando Elena e eu nos encontrávamos, ela sempre fazia um comentário qualquer. Tinha gostado de tê-la aqui.

Sempre que me distraia, minha mente voava na senhora que uma hora dessa cuidava de Camille. Com muito medo, eu tinha deixado minha filha na casa de uma senhora chamada Sheila Bennett. Não confiava em ninguém, mas eu precisava deixar minha pequena Camille com alguém enquanto eu trabalhava. Matt já tinha dado-me esse trabalho, me aceitando mesmo sem experiência alguma em ser garçonete, pedir a ele para me deixar trazer minha filha no trabalho, com toda certeza seria pedir de mais. Eu descobri essa Sheila, quando encontrei Bonnie Bennett, que trabalha aqui. A mesma disse-me alegremente sobre sua avó que simplesmente adorava crianças, e seria uma boa deixar Camille com ela enquanto eu trabalha durante o dia.

Deixei de pensar em Camille para não ficar distraída no meu primeiro dia de trabalho. Então voltei a pensar nos pedidos e coisas afim. Não demorou muito até que o sol já estava se pondo. Pelo que Elena me disse, ela ficaria até mais tarde hoje, para repor os dias que tinha faltado quando adoentou-se.

- Bonnie contou-me que você tem uma filha. — Elena comentou sorrindo quando encontrou-me na cozinha do Grill — Quantos anos ela tem?

- Cinco. — sorri orgulhosa e ela sorriu juntamente.

- Eu adoro crianças. — comentou indo até a pia.

- Você... tem filhos? — perguntei intrigada.

- Irmão de 13 anos conta? — ela perguntou sorrindo divertida — Desde quando meus pais morreram, minha irmã e eu somos responsáveis por Jeremy. Isso faz cinco anos. — ela deu de ombros rapidamente e começou a lavar alguns pratos.

- Eu sinto muito. — digo sincera e ela me olha sorrindo — Mas você não sonha em ter filhos?

- Claro que sonho. — ela diz animada — Já tenho 24 anos, meu maior sonho é ter um menininho. Mas... — ela suspirou descontente — Damon não gosta muito de crianças.

- Damon... seu marido? — questiono confusa e ela ri baixo.

- Noivo. — corrige-me. Assenti levemente com a cabeça, voltando a arrumar os pedidos nas bandejas — Damon só é medroso. — ela ri divertida e dou uma leve risada.

- Mas quando você aparecer grávida, pode ter a certeza de que ele vai esquecer esse medo. Homens são assim. — digo rindo de leve.

- Você é casada? — a maldita pergunta é feita. Foi claro que meu rosto não ficou nada contente com a pergunta. E ao perceber esse silencio que ficou na cozinha, Elena virou seu rosto para mim. Abaixei meu rosto controlando minha respiração — Desculpe-me, não quis te magoar...

- Não. Eu não sou casada. — digo rapidamente.

Após aquele momento, voltei a atender as mesas. O local já estava ficando um pouco menos movimentado. Conforme a chuva lá fora diminuía, o movimento aqui dentro também.

- Hey, Caroline. — ouvi a voz de Matt, apenas virei meu rosto para ele, já que o mesmo estava um pouco perto de mim — O chão está molhado, tome cuidado. Pedi para Elena secar, mas ela já deve ter esquecido. — ele revirou os olhos e ri concordando.

- Vou entregar esse pedido e pode deixar que eu seco. — digo sem me importar.

- Nossa, muito obrigado! — ele agradece rindo.

Vou então entregar o pedido da mesa 9. O casal agradeceu e o homem retirou o dinheiro da carteira. Ele foi o quinto a me dar gorjeta naquele dia. Eu já tinha me sentido completamente grata. Acho que já tinha conseguido uns... 30 dólares. Isso era muito bom.

Assim que termino de servir o casal, agradeço pela gorjeta, vejo m homem entrando no Grill. Ele era diferente de todos que já tinham entrado até agora. Usava roupas formais, como um terno preto, gravata da mesma cor e calça social também no tom da noite. Seus cabelos loiros estavam penteados com gel para trás, deixando-o com uma séria e social expressão. Parecia um homem importante. Atrás dele, veio um outro homem, também trajado da mesma maneira que ele. Este tinha os cabelos negros e mais compridos, mas arrumado quase da mesma maneira que o loiro. Eles procuram uma mesa, e logo escolhem a mesa 3, distante das outras mesas, e mais próxima da entrada.

Resolvi ir atendê-los antes de mais alguma coisa. Os dois rapazes conversavam algo, me parecendo ser sério. O loiro tinha uma expressão meio irritada enquanto o moreno, apenas tentava amenizar. Eu acho, claro. Podia ser o contrário, ou sei lá.

- Boa tarde, o que vocês desejam? — perguntei quando me aproximei da mesa deles, notei que o chão onde eu pisava agora estava um pouco molhado. Droga, esqueci que deveria secar...

- Um Bourbon. — aquele rapaz de olhos verdes disse olhando para o cardápio de bebidas sobre a mesa.

- Um whisky. — o moreno disse me olhando sério. Afirmei levemente com a cabeça.

- Apenas isso? — pergunto em duvida.

- Sim. — o moreno responde tranquilo.

- Um instante. — digo então dando-lhe as costas. Naquele mesmo momento meus pés perderam o equilíbrio no chão um pouco molhado e senti minhas pernas dobrarem. Meu equilíbrio se foi no mesmo momento e então cai para trás. Já estava me preparando para um grande tombo no chão, quando senti meu corpo caindo em algo maciço, mais macio que o chão. Parecia um corpo.

- Hey!

Abri meus olhos assustada e notei que estava em cima daquele loiro. Ele me olhava de olhos arregalados de surpresa.

- Oh, meu Deus! Me desculpa! — digo pondo a mão em minha boca — O chão está meio molhado, eu perdi o equilíbrio... Por favor, me desculpe! — imploro desacreditando no que aconteceu — Eu juro, não foi minha intenção.

- Nossa, calma! — ele diz incrédulo e calo-me no mesmo instante — Você está bem? — olha-me um pouco preocupado.

- Sim, foi apenas um tombo...

- Ótimo, então pode sair de meu colo? — ele interrompe-me sorrindo sarcástico.

- Nossa! — levanto-me imediatamente sentindo meu rosto arder de tão vermelho que eu deveria estar. Escuto uma baixa risada vinda daquele outro homem e tento controlar minha respiração — Me desculpe, por favor. — murmuro ao loiro.

- Não foi nada, mas eu gostaria muito mesmo de um Bourbon. — ele diz me olhando sarcástico.

Idiota, vai logo! Concordo envergonhada e saio de lá imediatamente. Ao atravessar o balcão, vejo Elena vindo com alguns panos secos.

- Acho melhor secar antes que mais alguém caia. — Matt diz rindo divertido.

Elena o olhou confusa e fiquei assustada.

- Você viu? — perguntei incrédula.

- Tudinho! — Matt ri novamente.

- O que houve? — Elena pergunta confusa.

- Vá logo secar o chão, Leninha. — Matt diz prendendo sua risada.

Elena dá de ombros e então vai em direção onde estavam os rapazes. Fui então pegar as bebidas que eles tinham pedido, mas pude ver Elena então conversando com os dois, como se já os conhecesse. Assustei quando o loiro apontou em minha direção com um pequeno sorriso, Elena me olhou e então riu voltando a falar com os dois. Meu rosto ruborizou novamente e quase derrubei as bebidas que tentava colocar na bandeja.

Passou pouco menos de dois minutos até Elena voltar rindo ainda do que tinha conversado com aqueles rapazes.

- Chão sequinho. — ela disse-me sarcástica e entrou na cozinha. Matt riu enquanto atendia uma mulher e revirei meus olhos.

Assim que terminei de colocar as duas garrafas e os dois copos, tomei coragem e voltei para atender a mesa. Aquele loiro, quando me viu aproximando, deu um sorriso estranho, que deixou-me arrepiada.

- O Bourbon... — disse colocando a garrafa de Bourbon a frente do loiro — E o whisky. — fiz o mesmo com a garrafa de whisky para o moreno. Deixei os copos ao centro da mesa — Mais alguma coisa? — tentei esboçar um sorriso.

- Não muito obrigado. — o moreno disse sorrindo.

- Quanto que deu? — o loiro perguntou retirando sua carteira.

Falei-lhes o preço e ele retirou uma nota de cinquenta, dizendo-me para ficar com o troco como gorjeta.

- Deu trinta e cinco dólares. — digo perplexa.

- Eu sei. Você já disse. — ele falou divertido.

- Quinze dólares de gorjeta? — indaguei assustada. Quem era o louco que fazia isso? O preço mais alto que eu tinha ganhado até agora foi 5 dólares.

- Sabe, não é sempre que uma linda mulher senta em meu colo, devo pagar isso também. — ele diz divertido. Abro minha boca perplexa, sem emitir som algum.

Dou-lhe as costas e saio pisando firme. Como ele pode ser tão ridículo? Passo pelo balcão e fico a frente do caixa. Matt me olha confuso e pergunta o que estou fazendo. Ignoro-o e tiro de lá quinze dólares, deixando a nota de cinquenta lá mesmo. Volto em direção onde os dois estavam conversando distraidamente, pisando firme novamente até chegar lá. Então coloco o dinheiro sobre a mesa, fazendo com que os dois se assustem comigo.

- Eu lhe disse, foi um acidente, não preciso de quinze dólares, entendeu? — digo olhando-o séria.

- O que é isso, querida, foi apenas como gorjeta do maravilhoso trabalho que você fez. — ele diz sorrindo sarcástico.

- Não me trate como uma das prostitutas que você deve pegar por ai. — falo com raiva e ele fica surpreso — Obrigada, — recomponho-me ficando serena — voltem mais vezes.

Saio de lá sem dizer mais nada, vendo Matt me olhando incrédulo e Elena me olhando assustada.

- Você os conhece, não? — pergunto a Elena, que afirma.

- Aqueles são Niklaus e Elijah Mikaelson. São irmãos. — Elena diz meio pasma — Elijah, o moreno, é marido de minha irmã Katherine. Eles são os multimilionários de Mystic Falls. — ótimo, era um idiota que veio esbanjar seu dinheiro, jogando na minha cara toda sua fortuna — Você ficou toda estressada, o que é que houve? — Elena olhou-me incrédula.

- Meu turno já acabou. — digo indo em direção a cozinha, ignorando a pergunta de Elena.

Quando juntei minhas coisas, me despedi de Matt e de Elena, pude ver que os irmãos Elijah e Niklaus ainda estavam por lá, conversando normalmente. Sai do Grill pelos fundos, agradecendo em mente por ter parado de chover. Caso o contrário, Camille e eu tomaríamos um belo banho de chuva. O que poderia deixá-la doente, e eu não teria dinheiro suficiente.

- Olha só quem chegou! — a voz alegre de Sheila anunciou minha presença logo que a jovem Bonnie tinha me aberto a porta da frente.

- Mamãe! — ouvi aquele berro infantil e sereno. Camille saltou do sofá em que estava sentada com Sheila e veio correndo descalça até a mim.

- Oh, como senti sua falta, meu docinho. — digo abraçando minha pequena loirinha imediatamente. Ela me abraça fortemente cheia de saudade — Obrigada por cuidar dela, Sheila. Na sexta mesmo eu já lhe trago o dinheiro.

- Sem problemas, querida. Camille não nos deu nenhum trabalho, ela é um doce de garota. — Sheila sorriu e Bonnie concordou sorrindo também.

- Ela até me ajudou a fazer alguns biscoitos, não foi, Cami? — Bonnie disse rindo.

- Sim, eu fiz um montão, mamãe! — Camille disse alegre para mim. Ri beijando seu rosto e Sheila veio até a mim com a mochila de Camille e uma pequena travessa.

- Ela fez questão de lhe deixar alguns biscoitos. — Sheila disse sorrindo.

- Obrigada. — agradeci.

No caminho para casa, Camille tagarelava sobre seu dia com Bonnie e Sheila, ela estava alegre, podia ver em seus olhos. Eu amava ver minha filha assim. Ela tinha apenas 5 anos e já tinha sofrido tanto. Eu odiava lembrar isso. Mas sempre que lembrava fazia o possível e o impossível para vê-la sorrir. Mesmo ainda com medo de deixá-la com estranhos, sabia que com Sheila, Camille já estava segura.

Nossa pequena casa, era a mais afastada da cidade. Era pequena e antiga, com apenas dois quartos, uma sala, uma minúscula cozinha e uma também minuscula lavanderia. Tinha um banheiro apenas no quarto principal.

Depois de dar banho em Camille, a mesma nem quis comer, dizendo que já tinha jantado macarronada com Bonnie. Então apenas a coloquei para dormir, o que não demorou em nada, já que minha pequena estava bem cansada pelo seu dia divertido.

Depois de garantir que Camille dormia num pesado sono, fui tomar um rápido banho. Quando sai, apenas enrolada numa toalha, caminhei até a cozinha e peguei doi biscoitos que Camille tinha feito com Bonnie. Eles estavam bons. Peguei uma xícara de chá para acompanhar e fui para a sala. sentei-me no sofá, relaxando meu corpo e pensando em como meu dia já tinha sido cansativo. Mas me foi lucrativo. E foi perdida nas lembranças de meu trabalho quando lembrei daqueles olhos verdes e daquele sorriso sarcástico. Droga, como ele era lindo! Não, Caroline! Nem pensar, nada de pensar no gostosão que atendeu essa tarde. Nada disso!

Notas finais
Wow! Meio grande para o primeiro capítulo?
Eu estou animada com essa história, então se houver comentários, eu volto sexta feira mesmo, sem falta! Mas vocês tem que comentar, por favor!!
Até o próximo!
XOXO