Let Me Love You

3 Capítulo Dois: De Toalha?! - Parte Um


Notas iniciais
Ok, leitoras, nos desculpem pelo atraso gigantesco pra postar o 2 cap! Espero que gostem, o atraso é tudo culpa da Ana (MENTIRA, MENTIRA, MENTIRA) e da volta ás aulas U_U

Carolina’s POV

E lá estavam, duas garotas abobadas andando pelas imensas ruas de Londres. Ambas com sacolas e mais sacolas de compras, fazendo esforço para suportar o peso das mesmas. E ainda, como se não bastasse, uma delas, mais especificamente eu, estava suja com a calda do tal pêssego enlatado que havia derrubado no mercado. A maioria das pessoas olhavam para mim como se eu fosse algo de outro mundo, outros carros e motos buzinavam e soltavam alguns comentários sarcásticos.

Não liguei muito para eles, afinal, eu estava literalmente no mundo da lua. Digo, seria coincidência encontrar o Liam e Harry no tal mercado que a gente vai praticamente todo dia? Minha mente estava preenchida por perguntas e mais perguntas em relação aos meninos.

Chegando em meu apartamento, já na porta do mesmo, pisei no pequeno tapete, um tanto quanto clichê, por apresentar a frase “Seja bem-vindo.” Ana jogou as compras ao lado do vaso de uma planta que tínhamos a alguns anos. Ela já estava murcha. Eu não tinha paciência para cuidar da coitada... Acho que aconteceu o mesmo com minha amiga... Pois é. Ela procurou as chaves em sua imensa bolsa. Não fiquei tão surpresa por ela ter demorado alguns minutos para encontrá-la. Enquanto Ana abria a porta ela olhava para o tapete sustentando um sorriso um tanto quanto irônico.

— “Bem vindas”, destruidoras de mercados... O que fomos arrumar desta vez Carol? — disse ela, ainda com aquele sorriso irônico. Por alguma razão eu não conseguia responder, estava presa no mundo da lua com meus pensamentos. Pensamentos os quais eram sobre Liam e Harry. Cara, havia sido uma estrondosa coincidência encontrá-los no mercado que eu e Ana tanto frequentamos. “Belo reencontro Carolina”, eu repetia isso em minha cabeça, um ano completo sem nos vermos e eu destruo o mercado? Liam estaria provavelmente rindo da minha cara, uma vez que, ele não conhecia Ana.

— Carolina?! Acorda pra vida! — berrava Ana, me ensurdecendo e, sucessivamente, me tirando do mundo em que eu estava.

— Hã? Tô aqui, pronto! — exclamei.

— Vai querer entrar ou repousar na "sacada"? A “princesa Peach” decide — ironizou ela.

— “Princesa Peach”? Cara, eu tô tão cheia de pêssego assim? — Ana segurou a risada e logo preparou para me responder, mas eu estava farta de seus comentários, então a interrompi. — Sério, não responde.

Ana fechou a porta levemente, pausou e fez uma expressão pensativa, como se houvesse esquecido de algo. Silêncio.

— “Well”, a querida vai me contar?

— Contar o quê? — ri, tentando desviar do assunto, fingindo que não sabia do que ela estava falando.

— O QUÊ? — Ana praticamente gritou em meu ouvido. — O quê aconteceu naquele mercado Carol? Como você fez aquilo? Qual a sua relação com aqueles garotos? Tipo isso... Você nem jogou charme para eles, cara! — Ana poderia não parecer, mas era inteligente o suficiente para captar o que estava acontecendo. Eu nunca havia tocado no assunto do Liam com ninguém, só minha mãe. Afinal, eu tinha que chorar nos ombros de alguém... Ana e eu éramos amigas de infância, mas na época em que Liam decidiu entrar na minha vida e mudar tudo, ela estava precisamente na Índia, num tal de “intercâmbio espiritual”. Eu sabia que ia ter enfrentar a fera mais cedo ou mais tarde, mas não podia ser agora, jamais com aquele cheiro de pêssego impregnado em mim. Eu odiava pêssego.

— Querida, eu vou te explicar tudo, mas antes...

— Antes o quê Carolina? Vai enrolar mais? — disse ela, revirando os olhos.

— Exatamente! Vou tomar um banho para tirar essas frutas nojentas de mim, antes que eu vomite — fui em direção ao banheiro, subi as escadas rapidamente e ainda consegui ouvir Ana resmungando e provavelmente me amaldiçoando.

Ri disfarçadamente e liguei o chuveiro.


Ana’s POV

— Argh! De hoje você não passa, sua vadia. Entendeu bem? Espero que sim, e nem adianta fingir que não tá me ouvindo — gritava eu, que nem uma louca varrida, do meio da sala. E se você quiser saber... Não, eu não me canso de xingar a Carol.

Joguei minha bolsa no sofá velho daquela sala. Cara, por que a gente não reciclou aquela coisa ainda? Ah, sim... Já toquei no assunto com a Carol e ela veio com aquele papo todo de “valor sentimental” e tal. Resolvi deixar quieto e nem discutir. Já estava pensando em ligar a TV... Aquela imensa e desnecessária TV de plasma que meu pai havia insistido em me dar de presente. Como sempre, ele trocava o amor de pai por presentes… E aposto que ainda achava o suficiente para mim. Em poucos instantes, lá estava eu jogada no tapete macio, rodeada de almofadas. Foi aí, que minha barriga roncou e eu me lembrei que não havia comido nada — decente — hoje.

Me levantei as pressas a procura da chave, pois havia esquecido TODAS as compras do lado de fora do apartamento. Não ficaria surpresa se alguém tivesse as roubado.

Por que as coisas nunca aparecem quando as necessitamos? Fiquei 15 minutos procurando a chave, e me joguei no maldito sofá. Realmente, Carol tinha razão em não se desfazer dele, era um sofá velho, mas de conforto inquestionável. Coloquei as mãos em meu rosto e respirei fundo, lembrei-me de onde havia colocado a chave. Rezava para que as compras realmente estivessem lá fora.

Felizmente, elas estavam lá, intactas, ao lado do vaso com uma planta já murcha. Peguei-as sem hesitar. Fiz duas viagens, da porta até a cozinha. Estava na hora de começar a preparar aquele risotto de camarão que eu havia prometido para Carol.

Ótimo. Tudo o que eu precisava estava na bancada... Com exceção dos camarões. Droga! Com a destruição do mercado, nem deu tempo pra pegá-los.. Felizmente não existe risotto só de camarão. Iria fazer risotto de bacon com queijo. É o que dava pra improvisar, né.

Enquanto verificava o sal, coisa que toda cozinheira profissional como eu deveria fazer, fiquei pensando no que havia acontecido hoje, em relação aos belos meninos, e não à destruição completa daquele lugar. Esses 4 anos em que eu fiquei fora... O que eu teria perdido? Será que realmente, era uma longa história, como Carol tinha mencionado? Aqueles garotos e minha amiga... Pareciam se conhecer bem, pelo modo que demonstravam. Por que eles se evitavam? É... Realmente, era MUITA coisa para ser escutada.


Liam’s pov

— COMIDA, VEM PRO PAPAI! — mal havíamos chegado no salão de ensaio e Niall já corria para pegar as sacolas. Coloquei as mesmas em cima da mesa e me joguei no sofá com um notável desânimo. Estava abalado por ter encontrado Carolina depois de tanto tempo... Sem mesmo nem sair daquele papo de “Oi, tudo bem? O que você faz em um mercado? Ah, veio comprar elefantes... Entendi.” Ok. Essa conversa não aconteceu, mas pra mim foi mais ou menos assim.

— Desse jeito você vai acabar com a comida em poucos minutos, Niall. — bufava Louis, tirando-me de meus pensamentos.

— É só ir pegar mais, ué! – retrucou Niall, com alguns biscoitos caindo de sua boca.

— Cara, sinto muito... Mas isso não vai ser possível. Digo... Um furacão atacou o mercado e destruiu tudo, ficaremos sem comida por um tempinho.

— O quê?! — gritou Niall com os olhos arregalados e indignação em alta. — Como assim, Liam?

— Um furacão, não. Dois furacões... Ou melhor dizendo, “duas” furacões. Pelo menos identificamos o nome de uma delas... Carolina! É, aquela menina que o Liam amava e sei lá mais o quê — disse Harry, com sua voz de garota, que se eu não soubesse que fosse meu amigo, acharia que fosse uma menina qualquer, surgindo do banheiro ainda segurando sua mão esmagada.

Sucessivamente, ao escutar o nome de Carolina, Louis pulou do sofá, acordando Zayn que havia adormecido no mesmo.

— Carolina? O quê? A Carol? A Ca-Carol ? — Lou gaguejava e repetia o nome dela constantemente. Harry concordou abanando a cabeça de leve. Assim, em poucos segundos, Louis tinha um sorriso largo, de orelha a orelha, estampado no rosto.

— É, a Carol estava lá juntamente com uma amiga que eu nunca vi antes, aparentemente da mesma idade dela...

— Resumindo, a ex do Liam e sua amiga, que é incrivelmente gata quanto a Carol, destruíram o mercado, a minha mão e uma pobre pirâmide de pêssego enlatado — disse Harry, me cortando.

— Cara, mal acordei e o assunto ainda é comida? Ou voltei no tempo ou vocês estão sendo MUITO influenciados pelo Niall — Zayn se espreguiçou, dando ênfase no “muito”.

— Para tudo! Repete? Duas adolescentes destruíram o mercado aqui do centro? Mas aquele mercado era o melhor... E o mais perto desse lugar! Não pode ser! Diz que é mentira! — Niall dramatizava enquanto Louis continuava com aquele sorriso bobo.

— Perfeito! — exclamou, então, o menino de olhos incrivelmente azuis que acabara de sair de seu transe.

— Perfeito?! Elas destruíram um mercado, cheio de comida, o melhor mercado do centro! Comida! Porra, achei que você me apoiava, cara! — Nialler estava mais do que indignado.

— Pois é... — suspirou Zayn, que até então, estava um tanto quanto desnorteado. — Por acaso você é surdo, Lou? Até eu que sou... — ele pausou tentando achar a palavra correta.

— Lerdo... — completou Harry, em um sussurro.

— É, até eu que sou lerdo... Hum... O que? Eu não sou lerdo, Harry! — rimos, enquanto ele se passava por desentendido.

— Enfim, até o Zayn que é lerdo já entendeu que o mercado foi destruído, em que mundo você tá mesmo, Louis? — comentei, voltando enfim ao assunto principal.

— Liam você também?! Não é possível! — reclamou Zayn. — Pelo menos devo ser o lerdo mais lindo de todos...

— Eu tive uma ideia... Perfeita! — Louis sorriu maliciosamente, ignorando o comentário de Zayn. Suas ideias eram sempre loucas. Olhamos perplexos para ele até que o mesmo resolveu explicar o que estava em sua mente. Mas, antes que este abrisse a boca, o cortei desesperadamente.

— Eu não quero participar, Louis Tomlinson!

— Ao contrário, Payne, você já está participando — sem entender nada, observei os outros do grupo que estavam desde já, tão confusos quanto eu. — Vamos! Está esperando o quê, Liam? Passa logo seu celular!

— Esperando você mudar de ideia... E... Pra que você quer o meu...

— Liam... Querido Liam, você sabe que quando o Louis tem planos, ele nunca, repito NUNCA vai mudar de ideia, cara. Desista antes mesmo de tentar... Ou espere deitado, porque né — ironizou Harry, não me dando alternativa a não ser entregar o maldito celular.

— Tá, tá, tá! Toma logo essa porcaria! — revirei os olhos enquanto jogava o celular nas mãos de Louis que sorria, como se o tal aparelho fosse um bem muito precioso.


Ana’s POV


— Carolina, a porcaria do seu celular e seu toque de um barulho estridente me distraiu e me queimei! Feliz agora, que sua praga do inferno funcionou? — gritei, segurando meu punho machucado.

— Aff, estou no banho Ana, nem praga eu roguei dessa vez! Afinal, nem tive mesmo tempo pra pensar nisso... — ela deu uma pausa — Enfim, para de reclamar e vê se atende isso de uma vez! — berrava Carolina, que tinha mania de tomar banho com a maldita porta de nosso único banheiro, aberta. Isso, claro, só acontecia quando estávamos só nos duas no apartamento. Já era então, costume nos comunicarmos através de gritos e mais gritos. Nessa altura do campeonato, os vizinhos já deveriam estar se acostumando, pois as estrondosas reclamações dos outros andares, e as batidas constantes da velha Dona Abigail, a síndica — uma típica senhora de idade, de óculos e roupas na maioria das vezes cor de rosa, que vivia com seus 5 gatos — que morava ao nosso lado, haviam diminuído nas ultimas semanas. Portanto, acho que eu — pelo menos eu — posso considerar nosso "status" atual como pacífico.

Abaixei o fogo e fui atender o maldito celular, tropeçando nas milhares de almofadas jogadas pelo caminho. Respirei fundo, e notei um “não identificado” bem visível no iPhone da Carol. “Será engano?” pensei, já que ela possuia o número de pelo menos meio mundo em seu celular.

— Alô? — resmunguei, sentando-me na estúpida poltrona que havia ganhado, assim como a televisão, de meu pai.

— Ela atendeu! — ouvi de imediato uma comemoração do outro lado da linha com várias pessoas, talvez quatro ou cinco, que comemoravam como se fossem aquelas cenas de filmes onde uma garota liga pra o menino que a mesma gosta, assim as amigas delas soltam gritinhos.

— Hum... — hesitei em pronunciar minha próxima frase, mas ela saiu como se fosse automática. — E com "ela" você quer dizer...

— Ué, tô me referindo a você, Carolina! — o garoto pronunciou como se fosse algo óbvio. Fiquei em silêncio por alguns minutos, tentando digerir a tal informação. Ele realmente achava que eu era a Carol.

— Ah, sim! — despertei de meu transe — Acontece que meu nome é Ana. Quem você procura está no banho e...

— Banho... Entendi — ele me cortou. — Você deve ser aquela menina que mora junto com ela. Enfim, sou Louis — Louis... Esse nome era novo pra mim, nunca vi Carol comentando algo sobre ele. E olha que ela fala de TODOS os garotos do curso dela. E quando eu digo todos, eu não tô exagerando.

— Então né... Oi, Louis — soltei uma risada — Eu falo que você ligou pra ela, tudo...

— Não! Espera, Ana — ê menino que gosta de me interromper, viu? — Eu sou um amigo antigo da Carol e queria reencontrá-la, fazer uma surpresa... Será que você pode fazer esse favor pra mim? E não fala nada para ela, sabe, para não estragar a surpre... — Minha vez de interromper. Pouca paciência, mais um de meus defeitos.

— Tá, tá... — suspirei — Surpresas são legais, então... Pode vir aqui — em seguida passei nosso endereço. Acho que seria bom conhecer alguém novo, ainda mais um amigo antigo da Carol. Ele podia saber de alguma coisa que eu perdi enquanto fazia meu intercâmbio na Índia.

Me joguei no sofá e respirei fundo, comecei a listar as coisas que eu tinha que fazer antes do tal "Louis" chegar. Arrumar a sala, continuar o risotto... Ah, meu deus! Santa rainha da Inglaterra! O risotto estava no fogo, me desesperei. Não queria ter que comer algo estragado naquele lixão — lanchonete — pela segunda vez em um só dia.

A campainha tocou, o amigo das surpresas havia chegado. Peguei a chave e fiquei parada encostada na porta, ele não estava sozinho. "Porra Carol, quantos amigos antigos você tem?", sussurrei, afinal não iria ser muito agradável começar a xingar a Carol perto de estranhos. Meu deus, eu teria que ficar eternidades sem xingar a Carol, pelo menos até seus amigos irem embora, seria uma tortura.

Abri, então, a porta e me deparei com a tal surpresa. Cinco garotos, lindos, altos e lindos (só pra deixar claro o nível de beleza deles) estavam ali, parados no nosso hall, que propositalmente dividíamos com a síndica idosa. Um deles, que estava na frente, sorria para mim como se fosse o dia mais feliz de sua vida, ele tinha olhos azuis esverdeados e cabelos castanhos, "arrebitados" para a diagonal. Já o outro ao seu lado, loiro, estava com um pacote de batatas Ruffles em suas mãos. Cara, que olhos. Azuis e um olhar um tanto quanto fofo.

À medida que os garotos entravam fui reparando em seus traços.

Atrás do loiro com um olhar de matar, estava um cara moreno, que possuía cílios gigantescos e um topete perfeitamente penteado. Seu olhar era penetrante. Tão penetrante que me deixava hipnotizada.

Quando fui analisar o resto do grupo tive um belo susto, eram eles. Os garotos do mercado estavam ali, sorrindo para mim, foi então que percebi que Carol iria me trucidar. Conseguia até imaginar "Ana, sua vaca! Não conseguiu esperar que eu saísse do banho para saber da história? Teve que trazê-los aqui para perguntar pessoalmente?". Eu iria morar na rua dali em diante, teria que me prostituir e largar meu curso, depois seria enterrada como indigente, sem nome, endereço, ou até mesmo família. Eu estava paralisada, o que eu ia fazer? Maldita hora em que eu concordei com a surpresa!

Os meninos então, se acomodaram no típico sofá vermelho. Com a falta de espaço, dois deles se jogaram nas almofadas que estavam largadas no tapete, já que não tive tempo, nem vontade, o suficiente para arrumá-las.

Fechei a porta com toda a delicadeza que eu possuía, me certifiquei que o risotto estava com o fogo desligado. Assim, voltei para a sala e parei na frente deles, apoiando-me na estante que tínhamos. Estava enrolando, tinha que pensar em algo para falar com eles e inventar uma BOA desculpa pra dar para a Carol, já que tinha um por cento de chance de sair viva dessa situação.

— Então, você é a tal Ana! Muito obrigada por ajudar a gente com a surpresa, eu sou o Louis! — ele me abraçava carinhosamente, enquanto eu continuava paralisada. — Então, vem sentar, eu te explico tudo — tentei disfarçar minha expressão de choque com uma leve risada, infelizmente acabei não conseguindo. Continuava com a reação de surpresa pregada em minha testa. Sentei-me no sofá e só depois me dei conta de que havia sentado ao lado dos garotos do (ex) mercado.

— Uhum, é... Eu acho que eu sou a Ana mesmo... — ri forçadamente, nesse momento só conseguia pensar na hora em que a Carol ia descer as escadas e encontrar esses cincos garotos. Cara, eu ia estar tão fudida. — E vocês, são... — rapidamente, todos os garotos me encararam perplexos, como se eu fosse um alien e vivesse em outro planeta.

— Só uma pergunta super básica antes de começar nossa conversa... Você costuma ouvir bandas britânicas ou até mesmo cantores? — tá. Aquilo tava bem estranho...

— Bem... — hesitei, não sabia o nome de nenhum de meus convidados. Estava começando a ficar estressada.

— Louis — o mesmo sorriu.

— Eu só escuto clássicos, tais como, The Beatles, Queen, Pink Floyd, Oasis... Vocês devem até saber, a Carol também costuma escutar muito rock. Digamos que nosso gosto musical possa parecer de forma peculiar pra voc... — fui interrompida pelo garoto de cachos.

— The Beatles? — ele sorria. Devolvi um sorriso meio confuso, eu tinha falado alguma merda? — É uma de minhas bandas preferida... Bem, pelo menos gosto musical decente você tem — soltei uma risada muda.

— Continuando, nós somos a One Direction, a nova boyband britânica e irlandesa do século — humildes, hn? Continuei quieta, eu já tinha ouvido falar, mas não sabia nenhuma música. Liam — sabia seu nome, pois Carol havia mencionado no mercado — começou a batucar um ritmo familiar no braço do sofá, em seguida o resto do grupo começou a bater o pé.

— "You're insecure, don't know what for. You're turning heads when you walk through the door. Don't need make up, to cover up. Being the way that you are is enough." — Liam cantava com um sorriso de orelha a orelha, assim como o resto do grupo.

— “Everyone else in the room can see it. Everyone else but you” — e então, começaram a cantar juntos.

– “Baby you light up my world like nobody else. The way that you flip your head gets me overwhemeld. But when you smile at the ground it ain’t hard to tell. You don’t know, oh oh, you don’t know you’re beautiful.” — eles eram incríveis. Comecei a relaxar e até a cantar algumas partes junto com eles, só que aí, eu me toquei que eles cantavam aquela música que a Carol não suporta nem ouvir o nome... Ela nunca quis falar o motivo pra mim, também nunca cheguei a discutir, afinal, não gosto desse estilo de música mesmo, tanto que minha amiga havia proibido a tal de ser tocada.

— Ana?! Que porcaria é essa? Tira essa musica AGORA! — eu estava ferrada, Carol havia saído do banho.Tudo o que eu mais queria era me esconder atrás de todas as almofadas.

Eles olhavam confusos pra mim, enquanto eu implorava por sinal de silêncio. Graças ao bom deus, após eu quase cuspir no meu dedo de tanto que eu o coloquei na boca pra fazer "shh", o loiro entendeu o recado e parou, fazendo com que os outros fizessem o mesmo.

— Parece que o monstro saiu do banho — falei baixinho e os garotos soltaram uma gargalhada. — Agora que fudeu tudo! — consegui escutar Carol descendo as escadas, estremeci.

— Mas, porqu... — o tal do Liam não conseguiu nem terminar a frase, já que Carol estava parada na frente da escada, só de toalha. É! Vestindo só toalha, cara. Ela estava tendo um surto enorme ali. Foi então que olhou diretamente pra sala e sua voz foi diminuindo até ficar inaudível.


Notas finais
Ana aqui: Omg. Se eu tivesse de toalha arrancava e ia rolar suruba ali mermo.
Carol aqui: Cara, já teria agarrado eles no mercado, licença u_u KKKKKKK
Oq vocês acham que vai acontecer no proximo cap? Hn? SURUBA!!! -NNN MENTIRA, MENTIRA U_U
Leiam :3 , e divulguem a historia queridas (L)3'