Let Me Correct It
9 Capítulo 9
Notas iniciais
IX.
I’m screaming “I love you so...” (On my own…)
But my thoughts you can’t decode!
Decode, Paramore.
Eu acordei e ele estava me fazendo uma carícia. Após ronronar, sorri para Ryan Ross eele continuou a me acariciar. Sorria, apesar de sua aparência lhe condenava por não ter dormido a noite toda e isso me incomodava muito.
- Você está bem? – Perguntou, com um tom meio protetor, meio maternal.
- Eu só estou um pouco tonto. – Grunhi, levando as mãos as têmporas e voltando a pôr a cabeça bruscamente contra meu travesseiro. Ross me olhou torto devido a força que pus quando me joguei de volta no travesseiro.
- Então volta a dormir, Brendon.– Murmurou, fraco – Eu velo o seu sono.
- Toca algo pra eu dormir, então... – Pedi, mordendo meu lábio.
- Tá. – Levantou e procurou seu violão. Acompanhei-o com os olhos e de vez em quando ele me olhava e sorria para mim. Talvez ele já tivesse uma música em mente. Algo que ele quisesse tocar para mim há algum tempo e não teve chance – O que quer ouvir?
- Escolha. – Pisquei, me ajeitando na cama. Ross realmente estava desorganizado, ou não tinha trazido um violão consigo. Acabei cochilando de tanto esperar – e não que tenha sido um sono profundo, eu percebia tudo ao meu redor.
- Ah, Brendon, achei! – Comemorou e eu mantive os olhos fechados para ver o que ele fazia enquanto eu dormia. Então, ouvi seus passos se aproximarem e seus lábios tocarem protetoramente minha testa. Sentou-se ao meu lado e ajeitou o violão. – If you, if you could retourn, don’t let it fade. I’m sure I’m not being rude, its just your attitude, its tearing me apart, its rining everything…
Me mexi na cama, tentando na verdade conter a emoção de ouví-lo tocar justamente aquela música. Ross tocava meio falho e quando eu abri um dos olhos de forma que ele não percebesse, notei que ele não me olhava em momento algum. Acabei por abrir meus olhos e acariciar sua perna, sabendo do seu esforço. Ambos nos segurando para não chorare porque eu não queria isso, voltei a fechar meus olhos e fingir que estava dormindo.
- I swore, I swore I would be true, and honey, so did you. So why you holding her hand? Is that way we stand? Were you lying all the time? Was it just a game to you?
“É, Brendon. A verdade voltou para te dar uns tapinhas na cara. E você sabe que merece ouvir essas palavras. Sabe que deve agir ao ouvi-las, desculpar-se com atos, mostrar-se arrependido de tudo o que fez. E fingir que está dormindo não é uma opção, não é a solução.”
- But I’m so deep. You know I’m such a fool for you. You got me wrapped around your finger, ah, ah, aah. Do you have to let it linger? Do you have to, do you have to let it linger?
E o som cantado e tocado parou aí para dar lugar a pequenos solucinhos. Era essa a parte que eu não queria ter que ouvir. Provavelmente, ao levar as mãos ao rosto, Ross deixou o violão cair no chão. Ele murmurou uma palavra de baixo calão e se debruçou em mim, acarinhou meus cabelos com cuidado e murmurou em meu ouvido:
- Desculpe, desculpa, desculpa, não precisa acordar, Brenny... – Ele achou realmente que eu estava dormindo e com medo de eu acordar, cantarolou quase que dizendo as palavras vagarosamente: — But I’m so deep. You know I’m such a fool for you. You got me wrapped around your finger, ah, ah, aah... Do you have to let it linger?
Então descobri porque era tão estranho dormir sem estar perto dele. Porque eu era desesperado por aquele toque. A noite, quando eu dormia, ele me velava, me ninava, me dava toda a atenção que eu queria acordado e sóbrio. Ninguém nunca tinha passado a noite em claro por mim só porque eu tinha apanhado um pouquinho – exceto minha mãe, mas não é disso que eu estou falando -, ninguém nunca tinha me amado assim, como Ryan Ross.
- Ah, Brendon... Se eu pudesse ter você só pra mim. Sem intervenções femininas, sem ter que fingir que estou dormindo e por isso te abracei. Quando acordamos, não queria eu ter que pedir desculpas por estar abraçado, por querer ter um pouquinho a mais de você só pra mim. A verdade é que eu te quereria muito mais que uma noite, por muito mais que só uma semana. Adoraria tê-lo por uma eternidade que se renovariaquando acabasse. Você sabe o quão fico bobo e idiota por você. Sabe que eu juro deixar você de lado, mas quando precisa, mesmo que não me chame eu, idiotamente, corro para oferecer meus braços. Eu não consigo deixar de sorrir feito um bobo perto de você, quando faz aquelas brincadeiras idiotas que só vão me ferir no final de tudo. Eu me apaixonei por você assim, mas é muito diferente conter a imaginação e conter a saudades. Brendon, trata-se de você... Galante por natureza, incorrigível, incerto, imoral, mortal e cortante, mas é você quem roubou meu coração e foi você quem fez questão de quebrá-lo. Ah, Brendon, se você quisesse aprender o tanto sobre amor que eu tenho a te ensinar, mas não vou me iludir. Você é um pássaro livre e se não voltou pros meus braços, é porque não sou digno de você.
- Me ensina a te amar, Ryan Ross?- Falei, segurando sua nuca, quando por fim choquei nossas testas ruidosamente, embora nenhum de nós nos importamos com a dor causada ou o barulho do choque.– Por favor, me ensina a amar você...
- Achei que estivesse dormindo. – Murmurou, retomando o assunto principal em seguida – Eu não quero mais ser usado, Brendon. Eu não suportaria isso. Se eu for te mostrar o quanto eu te amo, preciso que você faça isso ser pra sempre.
Meu ponto fraco. “Faça isso ser pra sempre<”, não só mais um ‘repeat’ de uma coisa que não deu certo e que, como uma figurinha repetida, você trocará pela manhã. Para sempre, Brendon Urie. Não para sempre “esgotável”, mas para sempre de “eterno”.
- Me mostra que vale a pena eu ter só você. – Sussurrei , distribuindo beijinhos por seus lábios e descendo os meus por sua mandíbula de vez em quando. – Eu quero encontrar o amor em você, Ryan Ross. Eu quero que você me conquiste.
- Eu... – Falhou. – Você tem a Hayley, Brendon. Não me peça mais para não medir as conseqüências com você, porque minha última experiência com isso só te afastou de mim. Não quero que se afaste de novo.
- Esquece isso! – Acariciei seu rosto com cuidado e fiz questão de lhe olhar nos olhos – Eu quero uma chance para curar as feridas que causei, Ry. Eu estou pedindo uma chance para ser seu. Completamente seu, sem intervenções. Como em seus sonhos. Eu quero realizar seus sonhos.
- Uma única chance, Brenny. – Mordiscou meu lábio e sorriu logo após. – Se depois disso, você brincar comigo, eu juro que nunca mais acredito em você.
Eu assenti e nenhum de nós fez mais que seguir nossos próprios instintos. Não resistíamos ao que queríamos e ansiávamos fazer. Diferentemente da primeira vez que eu fiquei com ele, que nós transamos, eu me deixei levar pelas sensações e não foi só sexo. Não foi só o cair das roupas, ou a união dos corpos. Foi diferente, foi... Mágico e eu não saberia explicar com palavras. A sensação que eu tinha era de ansiar por mais, era viciante e só Ryan Ross seria capaz de me proporcionar.
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