Let Me Be Your Superhero
7 Capítulo 6 - An unexpected invitation
Notas iniciais
Capítulo 6 – An unexpected invitation
Abro a porta do meu apartamento quase morrendo, e adentro a sala, jogando-me no sofá e fechando os olhos, sentindo-me no céu por estar deitada em algo macio.
Depois que Bobbi teve em meu quarto por causa dos gritos que de acordo com ela foram estritamente altos, eu não consegui mais dormir, ao contrário de Bobbi, que deitou na cama e dormiu feito uma pedra. Então resolvi fazer o que sempre faço quando tenho pesadelos, e que desde que tirei férias se tornou um hábito constante, ou seja, treinar na velha academia abandonada.
E posso garantir que cinco horas socando sacos de areia é o suficiente para deixar uma pessoa quase morta de tanta fatiga. Mas o bom nisso tudo é que eu já estou acostumada com isso, e também me sinto bem melhor agora.
– Vejo que treinou muito esta manhã. – Bobbi diz fazendo-me abrir os olhos a encontrando sentada no outro sofá.
– Você nem sabe o quanto. – respondo me ajeitando, sentando de uma forma mais correta – Mas e você? Não me diga que acabou de acordar.
Ela esboça um mínimo sorriso e balança a cabeça de forma negativa.
– Não, eu dei uma saída. – e se explica, desviando o olhar para a porta e depois pra mim.
O silencio predomina por alguns segundos, o que pra mim era algo muito estranho, afinal quando Bobbi começa a falar, a mesma nunca para.
Começo a analisar a loira, e noto algumas coisas bem suspeitas. Primeiro, ela estava calada e parecia querer ficar assim por um longo tempo, segundo, sua testa suava e suas mãos estavam meio tremulas, o que indicava seu nervosismo com alguma coisa, e terceiro, a cada minuto ela dirigia seu olhar a porta como se alguém fosse passar por ela a qualquer momento.
Respiro fundo.
– O que você fez Bárbara? – questiono, disposta a descobrir qual era a razão de tudo aquilo.
Ela me fita mais nervosa e engole seco.
– Como assim? Do que você está falando? – e se faz de desentendida.
Bufo. Como eu detesto quando fazem isso, todo mundo sabe que ninguém consegue me enrolar.
– Você está nervosa Bobbi, e não adianta negar porque eu reparei e muito bem. – respondo a olhando de maneira suspeita – O que está acontecendo?
Ela respira fundo, e fecha os olhos, como se estivesse tentando criar coragem pra contar alguma coisa, o que me deixou bem mais curiosa.
– Olha Nat, eu preciso te contar uma coisa, mas, por favor, promete que não vai querer me matar? – ela diz.
A fito impaciente.
– Fala logo. – peço um tanto autoritária.
Bobbi abre a boca pra responder, mas sua fala é impedida pelo som de batidas na porta, o que me fez enrugar o cenho.
– Quem será? – pergunto pra ela que dá de ombros.
Levanto do sofá e sigo em direção a porta, e pelo olho mágico vi quem estava do outro lado, o que me deixou muito surpresa.
– Stark? O que faz aqui? – indago o fitando abismada.
– Oi Natasha! Eu também estou feliz em ver você. – Tony Stark e seu sarcasmo irritante e habitual que me faz querer esganá-lo – Não vai me convidar pra entrar?
Faço uma cara de pensativa, entortando os lábios e o fitando analisadora.
– Hmmm... Não. – falo por fim, pronta pra fechar a porta na cara dele.
Se não fosse a Bobbi ter me impedido, eu teria feito.
– Espera Natasha, eu quem o convidei. – ela diz, fazendo-me a olhar surpresa – Por favor, Tony, entre.
Stark atende ao pedido e passa por mim, não sem antes me lançar um sorriso debochado que me fez revirar os olhos. Como eu odeio quando ele faz isso.
– Ok. Eu posso saber o que o Homem de Ferro está fazendo no meu apartamento? – indago fechando a porta e observando Tony seguir até o sofá – Nem pense em sentar aí.
Ele me olha incrédulo, mas não senta, e esboça um irônico sorriso.
– Agora eu sei por que ninguém nunca te visita Romanoff. – ele diz me fitando – Sua hospitalidade não é a das melhores.
Respiro fundo, me segurando para não jogá-lo pela janela da sala.
– Eu chamei o Tony aqui para conversamos sobre um assunto muito importante. – Bobbi justifica parecendo cada vez mais nervosa.
Tudo aquilo era estranho, muito estranho mesmo.
– E o que isso tem haver comigo? – indago com indiferença.
– Simples ruivinha. O assunto é você. – Tony diz ignorando a minha ordem e sentando-se no sofá.
Eu até o obrigaria sair dali, mas meu interesse havia despertado, me deixando bem curiosa.
– Como assim? – pergunto um tanto confusa.
Bobbi senta ao lado de Tony, e me olha com receio.
– Era isso que eu iria te contar agora pouco Nat. – e começa dizer de maneira nervosa – Tony veio aqui para te fazer um convite a pedido meu.
Revezo meus olhares entre Tony e Bobbi, fazendo sinal para continuarem.
– Eu quero que venha morar na Torre Stark comigo e com a Pepper.
Não consigo segurar a gargalhada irônica que escapou de minha garganta, fazendo os dois se entreolharem como se eu fosse louca.
Esses dois só podem estar querendo curtir com a minha cara.
– Vocês só podem estar brincando. – digo após a gargalhada – Nunca que eu vou aceitar ir morar na Torre Stark.
Tony levanta, pela primeira vez desde que entrou me fitando com uma expressão séria.
– Escuta Natasha. Eu sei o quão difícil está sendo pra você ter que ficar sozinha aqui suportando todos os pesadelos do seu passado e...
O corto, sentindo meu sangue ferver naquele momento.
– Você contou pra ele Bobbi? – indago à loira, descrente.
– Eu sinto muito Natasha, mas eu não tive outra escolha. – ela diz desesperada – Tony é o único que pode te ajudar com isso.
Esboço uma expressão incrédula. Ela não podia ter feito isso, ela e o Clint são as únicas pessoas que sabem sobre meus pesadelos, eu confiei isso a eles, e agora Bobbi simplesmente conta para outra pessoa?! E pior, esta pessoa é o insuportável Tony Stark.
Além do mais, como é que Tony Stark, o bilionário playboy que adora me infernizar, é o único que pode me ajudar com meus problemas? Isso é um absurdo!
– Eu sei que não faz sentido Natasha, mas a Bobbi está certa. – Tony diz dando de ombros – Eu já passei pelo que você está passando, e quero te ajudar com isso.
Solto um riso irônico.
– E desde quando você se importa comigo e com meus problemas? – indago, o sarcasmo presente em minha voz.
Tony sorri torto.
– Desde que a Bárbara prometeu me convidar para ser padrinho do casamento dela com o Legolas. – ele fala, e Bobbi acaba engasgando com o ar.
Reviro os olhos. Até quando o assunto era sério, Tony tinha que bancar o idiota.
– Pensa bem Natasha. – Bobbi o ajuda, mesmo depois de tê-lo socado pelo que disse – Vai ser bom pra você.
Bom eu sei que não vai ser. Na certa eu vou acabar matando o Tony ou o jogando do ultimo andar daquela Torre. Mas por outro lado, talvez isso me ajude. Clint sempre me diz que ficar sozinho é dar lugar as lembranças do passado, e admito que nessa frase há um fundo de razão.
Respiro fundo e suspiro, me dando por vencida.
– Tudo bem, eu vou.
Bárbara sorri feliz com minha resposta e Tony fica surpreso, como se estivesse arrependido ou algo assim.
– Droga, eu não acredito que fiz isso. – ele murmura, e Bobbi e eu o fitamos, confusas – Que foi? Eu só aceitei isso porque achei que você não iria concordar.
Esboço um sorriso debochado. Mas Bobbi acerta um tapa em sua nuca, qual ele reclama e faz uma careta.
Bom, essa mudança repentina vai ser bem... Interessante.
[...]
– Seja bem vinda a minha humilde residência. – Tony exclama assim que as portas do elevador se abrem e entramos na sala de estar.
– Humilde é? – indago sendo sarcástica, e Tony me dá uma piscadela.
Reviro os olhos.
– Este é o número do seu quarto, espero que se sinta a vontade nele. – ele diz entregando-me um pedaço de papel com o número – Pedirei para o Happy levar suas malas pra lá agorinha mesmo.
O fito surpresa.
– Valeu Stark. – agradeço, ainda não acreditando que ele conseguiu me receber de forma civilizada e sem fazer piada alguma.
Tony dá de ombros.
– Viu só? Isso é que é hospitalidade. – ele diz sem duvida, zoando da minha cara – Espero que tenha aprendido, minha cara Natasha Romanoff.
Quer saber, eu retiro o que acabei de dizer. Não importa a situação em que se encontre, Tony Stark sempre será um idiota.
Ignoro ele e sigo em direção a escada que me levaria ao andar dos quartos, que pelo que soube, são muitos.
Assim que os degraus acabam, desemboco em um extenso corredor com inúmeras portas, e imediatamente procuro o número que estava no papel que Tony me entregara, o encontrando depois de alguns segundos de procura.
No instante em que levo a mão na maçaneta para abrir a porta de número 24, uma voz bastante reconhecível chama a minha atenção.
– Natasha?
Viro-me surpresa fitando a pessoa na porta do quarto a frente do meu com espanto, não acreditando no que estava vendo.
– Steve?
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