Notas iniciais
Heeey galerinha, VOLTAMOOOOOOSSSSS!!!!!!! Õ/ Õ/ Eu tava morrendo de saudade de vocês! Não só eu como a Scar também :) Quero começar pedindo mil desculpas pela demora na atualização da fic, espero que tenham compreendido meus motivos e queiram me perdoar. O meu computador não está funcionando ainda, por isso estou o usando o notebook da minha irmã, qual ela gentilmente me emprestou apenas para fazer trabalhos da escola, escrever os capítulos e postar, pelo menos até ter meu PC funcionando novamente.............. portanto o cap de hoje não está muito grande, vai ser mais para matar a saudade mesmo. :3 Eu e a Scar agradecemos imensamente aos leitores que comentaram no cap anterior, muito obrigado a todos vocês! Nós duas amamos cada review, de verdade! E também damos as boas vindas aos leitores novos! WELCOME MEU AMORES!!!!!! XD Enfim, divirtam-se com o capítulo ;) Tradução do título: Apenas uma chance.

Capítulo 25 – Only one chance

Impaciente era a única palavra que poderia me descrever nesse momento, apesar de que meus vários anos de experiência estivessem ajudando-me a evitar que minhas emoções fossem expostas, escondendo-as atrás de uma expressão fria e olhar neutro.

Há nove minutos que eu estou parada no corredor, de pé encostada à parede próxima a porta da sala de interrogatório comum, esperando o tempo que dei a Steve acabar, para enfim poder fazer o meu trabalho e arrancar daquele maldito as informações que necessito.

De fato, é a primeira vez que faço isso, pois não sou uma espiã que costuma ceder seus interrogatórios a outra pessoa, principalmente quando há uma grande possibilidade dessa mesma pessoa estragar tudo e não conseguir nada relevante. Não que eu não tenha fé em Steve, porque eu tenho, afinal de contas ele é o Capitão América. Porém, com minha grande experiência nesse assunto, receio que o fato de o suspeito interrogado ser alguém de seu passado que ele considera e sempre considerará um amigo, realmente torna tudo bem mais complicado e difícil pra ele.

“Seja otimista, Natasha”, penso comigo, enquanto torcia mentalmente para o tempo passar rápido. E não é que funcionou?

O relógio de pulso em meu braço direito estava marcando exatos dez minutos cronometrados, e este simples fato me fez sorrir internamente, muito satisfeita. Não hesito ao dar dois passos na direção da sala de interrogatório, porém a porta da mesma se abrindo obrigou-me a interrompê-los, permanecendo parada, observando Steve sair de lá um tanto diferente.

Havia dois agentes posicionados um em cada lado da porta, tais que foram responsáveis pela escolta do Winter Soldier da sala de segurança máxima até aqui, e obviamente os que deverão levá-lo de volta.

Analiso cada detalhe do rosto de Rogers, ficando intrigada ao notar a expressão que o mesmo sustentava, e através dela eu poderia definir facilmente suas emoções. Os olhos brilhando intensamente, bem mais que o normal. As sobrancelhas levantadas em sinal de euforia. Os lábios curvados em um sorriso aberto, deixando a mostra seus dentes brancos, indicando certa alegria que também estava presente em seu olhar.

Me focando nesses detalhes, não demorei nem meio minuto para ligar os pontos e encontrar uma resposta coerente o bastante para explicar o que o deixou daquele jeito.

– Você conseguiu, não foi? – indago, embora estivesse cem por cento certa de que já sabia qual era a resposta. Steve me fitou, e fui obrigada a lutar bravamente para não me perder na imensidão azul de suas íris – O fez lembrar.

Rogers permanecia de frente para mim, seu corpo apenas alguns centímetros separado do meu, e me pergunto se seu pescoço doía, pois ficar com a cabeça inclinada para baixo não me parecia ser algo muito agradável, porém não tenho culpa de sua altura excessiva.

Esperava uma resposta, só que não sabia como a receberia, e confesso que fiquei um pouco surpresa. O abraço repentino de Steve me deixou completamente sem reação, apenas fiquei parada, sentindo seus braços fortes envolvendo meu corpo e seu rosto enterrando-se em meus cabelos. Admito ter sentido um arrepio forte que quase me arrancou um gemido de prazer ao sentir sua respiração quente sobre o meu pescoço.

Cerca de dez segundos para aquele momento constrangedor enfim acabar, e não falo isso por ter odiado ser abraçada pelo homem mais lindo que conheço, longe disso. Porém o fato de estar na base central, com agentes de nível alto que me conhecem por fria e calculista sem o conhecimento de uma Natasha Romanoff mais “humana”, certamente é um motivo importante para evitar esses momentos afetuosos, afinal, mesmo estando apaixonada pelo Capitão América, eu tenho uma reputação a zelar.

Finalmente sinto os braços de Rogers afastarem-se do meu corpo, o mesmo sorria como nunca, pronunciando-se com rapidez, quase atropelando as próprias palavras.

– Ele conseguiu Natasha. Bucky conseguiu lembrar quem eu sou. – sua animação e felicidade eram contagiantes, eu confesso, só que mesmo assim limitei-me a apenas um singelo sorriso fechado, porém sincero – Eu preciso falar com o Fury.

Enrugo meu cenho, sentindo uma leve confusão atingir-me, e me senti receosa diante daquela frase. Conheço Steve muito bem, consigo decifrá-lo muito mais do que a mim mesma, e sou inteligente o bastante para saber que ele tem uma ideia em mente, qual envolve o seu melhor amigo e que certamente eu não irei gostar.

– O que você está pensando em fazer, Rogers? – questiono, uma expressão séria novamente apossando-se de minha face, e Steve pareceu perceber, pois seus ombros ficaram mais tensos.

O mesmo hesitou antes de responder, e como eu já esperava, sua resposta não me agradou nenhum pouquinho...

– Eu vou levar Bucky para a Torre Stark.

[...]

– Definitivamente não. – o tom firme presente na voz de Fury deu a entender que ele não gostou nadinha da ideia que Rogers impusera, e claro, eu o apoiava totalmente.

– Bucky é meu melhor amigo, não posso deixá-lo trancado em uma cela pro resto da vida e me conformar com isso. – Steve protesta, e parecia decidido a convencer o diretor – Eu conversei com ele Fury, sei que posso ajudá-lo a restaurar a memória. Só preciso de um pouco de tempo.

– Capitão, o Soldado Invernal é um assassino, cometeu muitos crimes em mais de cinquenta anos. Não posso permitir que ele fique livre por aí sem a supervisão da SHIELD. – eu apenas observava os dois em pé de frente um para o outro, separados apenas pela mesa do escritório, cada um mantendo sua postura firme.

– Será que eu poderia opinar nessa questão? – a voz de Tony chama a atenção de todos, enquanto o próprio passa pela porta, adentrando a sala de Fury com seu típico andar extravagante, os olhos cobertos pelos óculos de sol – Afinal, a Torre é minha, eu decido quem pode ou não viver nela.

Dirijo meu olhar a Steve, que parecia mais seguro com a presença do Stark, o que em minha opinião era algo muito estranho e bastante incomum de se ver.

– E quem foi que te chamou aqui, Stark? – Nick indaga, e percebi que a aparição do moreno não foi algo que o agradou muito.

Um sorriso sarcástico surge nos lábios do Iron Man, algo que todos já esperavam, disso eu tenho certeza.

– Ora Fury, admita. Você me adora. – a expressão de Nick não mudou, permaneceu na mais intensa seriedade, seu único olho fitando o bilionário fixamente, fato que fez Tony desmanchar o sorriso de imediato, limpando a garganta em seguida – Ok. Eu vim até aqui pra dar uma forcinha ao Capitão quanto à ideia do soldadinho de gelo morar na Torre. – inacreditável! Steve pediu ajuda ao Stark. É isso mesmo ou eu fiquei maluca? – E também estava curioso pra ver o cara que ressuscitou dos mortos. Parece que sua "morte" não mudou nada, você continua o mesmo estraga prazeres.

Respiro fundo, cruzando os braços e observando a cena. Se eu fosse o Fury, jogava esse playboy pela janela sem hesitar.

– Sem piadinhas Stark. Eu não posso e não vou liberar um assassino altamente perigoso da supervisão da SHIELD, até porque ele já matou milhares de pessoas, e eu quase fui uma delas. – senti a firmeza que as palavras do diretor exalavam, mas Tony pareceu não ligar muito pra isso.

– Ah, entendi, já se tornou pessoal. – a ironia estava presente de forma nítida na afirmação, e Nick arqueou as sobrancelhas, tentando entender onde ele queria chegar – Sei que está com raiva por ele ter tentado de matar, eu também estaria, mas você podia pelo menos considerar o fato de que ele sofreu lavagens cerebrais durante anos, por isso a Hidra é quem deve ser culpada pelos assassinatos.

De fato, por mais que eu odeie admitir isso, Tony tinha um pouco de razão. Bucky não era o culpado, na verdade nunca foi. A memória do mesmo fora apagada pela Hidra várias vezes, um processo de reiniciação que eu conheço muito bem, tal que o transformou no Soldado Invernal. Se for parar pra analisar, a situação do antigo amigo de Rogers não é tão diferente da minha há alguns anos atrás. Quando Clint decidiu não me matar e sim me dar uma nova chance pra concertar minha vida, eu tinha uma conta enorme no vermelho pelos vários crimes cometidos, qual eu ainda não consegui quitar e talvez nunca consiga.

– Concordo com o Stark. – enfim me pronuncio, recebendo um sorriso aliviado de Steve, enquanto sentia o olhar de Fury se dirigir a mim, demonstrando total incredulidade para minha atitude repentina.

– Espera. Eu enlouqueci, ou ela disse mesmo o que eu acho que ela disse? – Tony pergunta retoricamente, fazendo-me revirar os olhos, ignorando sua pronuncia desnecessária.

– Romanoff? – Fury indaga, gesticulando para que eu continue a falar, e resolvo explicar-me melhor.

Respiro fundo novamente, pronta para ajudar Rogers, afinal, o loiro só estava preocupado com seu amigo.

– Nick, você já viu esse filme. – afirmo, meu tom de voz era firme e convicto, a expressão neutra permanecendo em minha face – Quando Clint me trouxe aqui e pediu pra que você confiasse nele e me desse uma chance, o que você fez?

– Isso não vem ao caso Natasha. A situação é totalmente diferente. – sua resposta me deixou intrigada, afinal, o que tinha de tão diferente?

– Não Fury, é exatamente igual. – rebato me aproximando do mesmo, colocando-me ao lado de Steve e Tony, o fitando com seriedade – Você confiou em Barton e me deu uma chance. Alguma vez te dei motivos pra se arrepender dessa decisão?

– Não. – a resposta foi um tanto seca, mas me deixou satisfeita. Alguns segundos de puro silêncio, troco olhares com Rogers e Stark, logo depois voltando meu foco para o diretor, que suspira antes de continuar – Mesmo que eu considere essa ideia, não posso deixar o Barnes sem monitoramento, pelo menos não até ter certeza de que é seguro deixá-lo livre.

– Se o problema é a supervisão, já está resolvido. – Tony afirma, um tom meio arrogante fez-me revirar os olhos internamente – Quem melhor pra ficar de olho num assassino perigoso do que três membros do grupo dos super-heróis mais poderosos da Terra?

Longos segundos de silêncio absoluto, tais que pareceram uma eternidade. Por mais que eu deteste a ideia de dividir o mesmo ambiente com Barnes, sentia-me bem por apoiar Steve, afinal de contas isso é muito importante pra ele. E considerando que o mesmo salvou a minha vida quando fomos perseguidos pela SHIELD/Hidra há nove meses, querendo ou não eu tenho uma dívida com ele, e ajudá-lo nessa questão deve significar alguma coisa.

– Certo. Me convenceram. – Fury se pronuncia após um demorado suspiro – Eu vou libertar o soldado. – o sorriso de Rogers voltou, demonstrando quão satisfeito e aliviado o mesmo ficara, enfim o diretor mudara de ideia – Porém, tem uma condição. Bucky vai ter que ser integrado na SHIELD. E vocês três serão responsáveis por tudo que ele fizer a partir do momento que for liberado.

Olho para Rogers, percebendo seu sorriso se desfazer por alguns segundos, seus olhos desviando-se para um ponto específico da sala, o mesmo deveria estar ponderando sobre o que acabara de ser dito. Um novo suspiro, dessa vez dado por Steve, me deu a certeza de que o mesmo aceitaria o que Fury impôs, afinal era a única escolha que ele tinha se quisesse seu amigo de volta.

– Eu aceito a condição. Quando posso levar Bucky para Torre?

Então, é isso. A partir de agora vou ter que aprender a conviver com um assassino que tentou me matar diversas vezes, e que recentemente se aliou a minha pior inimiga... É, acho que as coisas não podem se complicar mais que isso.

Notas finais
Então, deu para matar a saudade? Gostaram do capítulo? Não ficou muito sem graça? Deem suas opiniões, pois estou louca para saber o que acharam do cap! Ah, me digam o que acharam da nova capa também!!!!!!!! Well, como eu não fiz nenhuma pergunta no cap anterior, lá vai.... - Quais são/eram suas matérias favoritas na escola? E as piores? Respondam pleaseeeeee!!!!!!!!! COMENTEM, ACOMPANHEM, FAVORITEM E RECOMENDEM!!!!!!! Sinto falta de recomendações :( Lembrem disso quando forem comentar ;) I love you ;******** ATMV!!!!!!!!! Õ/