Let Me Be Your Superhero
18 Capítulo 17 - I can not prevent you from making their own decisions
Notas iniciais
Capítulo 17 – I can not prevent you from making their own decisions
Adentro a garagem da Torre a passos firmes, segurando uma mala com roupas em uma das mãos e outra mala pendurada em meu ombro, dentro dela estavam boa parte do meu arsenal.
Sigo em direção a BMW preta do Stark, pouco me lixando se ele vai sustar por eu pegar seu carro sem permissão.
Com as chaves na mão, abro o porta-malas e coloco minhas coisas dentro dele.
– Natasha? – a voz de Sam soa repentinamente fazendo-me virar o rosto, encontrando o moreno parado a alguns metros me olhando curioso.
– Ah, oi Sam. – cumprimento guardando minha segunda mala.
– O que está fazendo? – ele indaga, se aproximando de mim, e era evidente a sua curiosidade – Por que está colocando essas malas aí?
Respiro fundo, fechando o porta-malas e me virando para fitá-lo novamente.
– Eu vou atrás do Steve. – respondo convicta.
Sam me lança uma expressão incrédula, o que fez eu me perguntar: o que de tão espantoso isso tem?
– Tem certeza de que quer fazer isso? – ele pergunta – Se o Steve não falou nada a você é porque ele não queria que você fosse... Já parou pra pensar?
– O Steve não sabe o que está fazendo. – retruco com firmeza e determinação – Ele vai acabar se matando desse jeito, e eu não vou ficar aqui esperando isso acontecer.
Sam assente.
– Ok. Eu te entendo, também estou preocupado. – ele admite me olhando fixamente – Mas estamos falando do Capitão América. Quando ele toma uma decisão, ninguém o faz mudar de idéia.
– Eu sei disso. – confesso suspirando – Só quero estar lá pra evitar que o pior aconteça, e além do mais, a Yelena é minha inimiga, tenho contas a acertar com ela.
– Você sabe por que o Steve não falou nada pra você? – nego com a cabeça, pois eu realmente não entendia porque ele decidiu ir atrás do Bucky e da Belova sem mim – Porque ele sabia que você jamais permitiria que ele fosse sozinho... Ele só estava querendo proteger você.
Bufo, inconformada. Eu não preciso de proteção, sou Natasha Romanoff, a temida e impiedosa Viúva Negra, já lutei nas piores batalhas, enfrentei situações que nenhum outro ser humano conseguiria enfrentar, eu nunca precisei e nem nunca vou precisar que alguém me proteja.
– É. Ele tem a péssima mania de querer proteger todo mundo. – comento sentindo-me um tanto subestimada por aquele loiro.
E se tem algo que eu detesto é quando me subestimam.
– Mas ele não protege ninguém da maneira que ele protege você Natasha. – Sam pronuncia, e rapidamente o fito sem entender.
– Como assim? – indago confusa – O que isso quer dizer?
Sam dá de ombros, com um meio sorriso estampado na cara.
– Quer dizer que ele tem algum sentimento por você, e tenho certeza de que você também sente algo por ele. – o moreno garante, me deixando pasma pela certeza que sua voz transmitia.
Balanço a cabeça negativamente segurando um riso.
– Não seja bobo Sam. Não há nada entre mim e o Steve, somos apenas amigos de equipe. – respondo, obviamente omitindo a real verdade, pois já ficou bem claro o que sinto pelo loiro.
– Então porque toda essa preocupação? – ele questiona desconfiado fazendo-me engolir seco – E porque você o beijou antes do acidente?
Enrugo o cenho, não acreditando no que acabara de ouvir.
– Como sabe disso? – indago, e percebo Sam fechar a boca rapidamente como quem diz: “Ops! Falei demais”. Lanço-lhe um olhar suspeito – Foi o Steve quem contou, não foi? – ele assente – Aposto que também já sabia dessa decisão dele de ir sozinho atrás do Barnes, não é?
Percebo Sam respirar fundo, logo depois soltando um longo suspiro.
– Não vou mentir. – e começa a falar – Steve me ligou minutos antes de você me ligar ontem e me contou tudo, inclusive sobre a busca pelo Bucky.
Sinto uma irritação tomar conta de mim. Não acredito que o
Sam sabia de tudo e não me contou nada. Ai, que vontade de socar esse filho da mãe.
– Eu devia te dar um soco agora mesmo. – esbravejo mostrando meu punho fechado – Por que você não me falou nada? Ou melhor, por que não o impediu de fazer essa loucura?
O observo dar de ombros.
– Eu apenas fiz o que ele me pediu. É o que os amigos fazem, respeitam as decisões um do outro. – o mesmo me responde como se fosse obvio, e eu estava mais descrente do que nunca – E se você realmente sente algo por ele, tem que fazer o mesmo.
Respiro fundo, abrindo a boca para retrucar, mas a minha voz não saia porque não tinha mais o que argumentar. Sam estava certo, Steve é muito especial pra mim e o que sinto por ele é algo que jamais senti por alguém em toda a minha vida. E se isso é realmente verdadeiro, não posso impedi-lo de tomar suas próprias decisões.
Por mais que a idéia dele ter feito isso pra me proteger não me agrade nem um pouco, eu tenho que deixá-lo fazer isso, foi uma escolha que ele fez e isso eu tenho que respeitar.
Solto um longo suspiro, escorando-me no carro e passando a mão por meus cabelos.
– Você tem razão. – admito ao Sam, que deveria estar com um sorriso convencido estampado na cara. O fitei e então confirmei o obvio – Eu sinto algo pelo Steve, e é muito mais forte do que eu jamais imaginei. Não posso impedi-lo de ir atrás do Barnes, foi uma escolha dele.
Sam coloca sua mão sobre meu ombro, enquanto eu o fito nos olhos, nem acreditando que acabara de revelar meus sentimentos por Steve pra ele, e quer saber, isso me fez muito bem, como se um peso tivesse saído de minhas costas apenas porque eu contei isso a alguém.
Bobbi tem razão quando diz que desabafar com alguém é limpar a alma.
– Você está fazendo o certo Natasha, e não se preocupe com o Rogers, ele sabe se virar sozinho. – Sam me garante com um sorriso mínimo, o que me fez sorrir torto – Venha, eu te ajudo a levar as malas pra dentro. – e se oferece pegando as chaves da minha mão e abrindo o porta-malas.
[...]
– Obrigado Sam. – agradeço enquanto observo o mesmo colocar as malas sobre a minha cama – Obrigado por tudo.
Ele sorri e acena com a cabeça.
– Só não se esqueça de me convidar para ser padrinho do casamento. – ele brinca, fazendo-me revirar os olhos e sorrir torto.
Acompanho Sam até a porta do quarto, e assim que ele sai a fecha, direcionando meus olhos para a janela, soltando um longo suspiro, me direcionando até o vidro transparente, desfrutando da bela vista da cidade, qual o sol iluminava perfeitamente.
E com um sorriso mínimo em meus lábios, fechei os olhos, enquanto um sonho me vinha mesmo eu estando acordada.
“Abro os olhos, me deparando com o reflexo de meu rosto no espelho a minha frente. De imediato percebi que havia algo de diferente em mim, eu sorria abertamente, um sorriso feliz e sincero, qual eu só havia visto em mim mesma poucas vezes.
Mas porque eu estava sorrindo exatamente?
Então a resposta me veio quando braços fortes e musculosos envolveram a minha cintura, virando meu corpo delicadamente, até que meus olhos encontraram as íris azuis e penetrantes de Steve, que me fitava com um sorriso apaixonado no rosto.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, sinto seus lábios capturarem os meus, iniciando um beijo lento e apaixonado, qual eu correspondi sem hesitar. Sua língua explorava cada canto da minha boca, e suas mãos apertavam minha cintura com carinho, fazendo-me soltar leves gemidos de prazer.
Não sei quanto tempo o beijo durou, pois estava tão envolvida que nada mais importava a não aquele momento, minha consciência só voltou quando senti a falta do ar em meus pulmões, e mesmo contra vontade, fui obrigada a quebrar o beijo.
– Você é linda. – Steve declara colando sua testa na minha, e um sorriso bobo toma conta de meus lábios, enquanto sentia meu rosto enrubescer um pouco – Ainda mais quando está corada.
Solto um riso divertido, e volto a beijá-lo, aproveitando cada segundo junto com o homem pelo qual eu me apaixonei sem nem perceber. E por mais que eu soubesse que tudo isso não passava de um sonho, o sentimento dentro de mim era mais real do que qualquer outra coisa... ”
Abro meus olhos subitamente ao ouvir batidas na porta do quarto, e assim que virei meu rosto na direção da estrutura de madeira que já estava aberta, avistei Bárbara e Clint adentrando meu quarto.
Não pude evitar sorrir enquanto seguia em direção a eles, feliz por ver os dois que certamente tinham acabado de chegar do hospital, já que a loira receberia alta hoje.
– Eu senti saudades. – confesso enquanto abraço minha amiga fortemente, e a mesma retribui.
– Eu também senti sua falta. – Bobbi responde desmanchando o abraço e me fitando com um sorriso sincero, logo depois apontando com a cabeça para o namorado – O Clint ficou o tempo todo enchendo meu saco no hospital, dizendo que eu precisava descansar e blá, blá, blá.
Sorrio achando graça de seu comentário.
– Sei bem como é. Seu namorado consegue ser bem chato às vezes. – comento logo depois rindo e sendo acompanhada por Bobbi.
– Ei, eu ainda estou aqui. – Barton reclama com cara de ofendido, fazendo nossos risos se prolongarem.
– Fico feliz que esteja aqui Bobbi. – admito, logo após um longo suspiro cansado. E Bobbi enruga o cenho, pois ela me conhece o bastante pra saber que algo está acontecendo comigo, e a loira estava definitivamente certa – Nós temos muito que conversar. – e completo, fazendo a mesma assentir, me puxando para sentarmos na cama, enquanto Barton se retirava do quarto, nos deixando a sós.
Agora era a vez de Bárbara ser a minha conselheira.
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