Let Me Be Your Superhero
12 Capítulo 11 - What 's happening to me?
Notas iniciais
Capítulo 11 – What 's happening to me?
As portas do elevador se abrem, e rapidamente adentro a sala de estar da Torre Stark, a passos duros, seguindo em direção a escadaria com uma expressão fria.
– Natasha, espera. – Steve me chama, mas não dou ouvidos e continuo a andar, com ele em meu encalço.
Subo a escada degrau por degrau em direção ao meu quarto na Torre, e no corredor, tive a infelicidade de encontrar o Stark.
– Onde vocês estavam a essa hora da noite? – ele questiona curioso.
– Não é da sua conta. – rebato sendo grossa, passando por ele sem nem fitá-lo, mais fria que a neve.
– Wow! Cuidado Capitão. Se eu fosse você não chegava nem perto, receio que não queira ficar congelado por mais setenta anos.
Procuro ignorar sua piada sem graça, e adentro meu quarto, empurrando a porta de forma brusca.
– Natasha, será que dá pra você se acalmar? – Steve entra logo em seguida, mesmo sem ser convidado, mas eu não me importei com isso no momento.
– Ele não podia ter feito isso Steve. – vocifero extremamente irritada com aquele caolho desgraçado – Yelena é minha inimiga, não da SHIELD. Se alguém tem que ir atrás dela, esse alguém sou eu.
Steve suspira, parecendo compreensivo.
– Eu entendo Natasha, sinto a mesma coisa em relação ao Bucky. – ele diz se aproximando, parando a minha frente – Mas entenda que o Fury fez isso pra te proteger.
– Eu não preciso de proteção, Steve. Sei muito bem me defender sozinha. – rebato com firmeza e confiante.
O loiro a minha frente balança a cabeça de forma negativa, esboçando um mínimo sorriso.
– Você é muito teimosa. – ele exclama, fazendo-me arquear as sobrancelhas, já um pouco mais calma – O que pretende fazer?
Respiro fundo, me direcionando para a janela, vendo as estrelas e a lua brilhando fortemente no céu. Deveria ser em torno de umas onze horas da noite.
– Eu vou atrás dela. E se Fury me afastar de vez da SHIELD por isso, que assim seja. – respondo a pergunta, determinada a arriscar tudo.
Pelo vidro, pude ver um pouco do reflexo de Steve, se colocando prontamente ao meu lado.
– Eu vou com você. – ele diz convicto, e o fito, pronta para protestar, mas ele me cala com suas palavras – Bobbi também é minha amiga Natasha, Yelena tem pagar pelo que fez a ela.
Sorrio torto, um pouco feliz por saber que Steve realmente está disposto a ir comigo, isso de certa forma era algo que me deixava admirada nele, sua convicção, sua bravura.
– Já que você insiste, não terei como protestar. – respondo simplesmente, vendo de esguelha um sorriso satisfeito brotar em seus lábios.
– Quando partimos? – sua voz indaga.
Abro a boca para responder, mas a voz que ecoa no ambiente não é a minha.
– Assim que amanhecer.
Steve e eu direcionamos nossos olhares para a porta, encontrando um Clint sério, com olhar frio e ar determinado. Só então percebi que Steve e eu havíamos deixado a porta aberta quando entramos, e certamente Clint passara pelo corredor e ouvira nossa conversa, já que o mesmo dormiria na Torre essa noite.
Enrugo o cenho.
– Você também vai? – pergunto incrédula.
Ele assente.
– Se Yelena Belova está mesmo viva, vai ser o maior prazer enfiar uma flecha na garganta dela. – ele diz com seu tom de voz firme, decidido.
E isso me fez sorrir satisfeita.
– Perfeito. Agora que somos três, Belova não terá a menor chance. – comento sentindo-me melhor somente de imaginá-la ser derrotada mais uma vez – É melhor irmos dormir, amanhã será um longo dia.
[...]
“Desvio de um soco enquanto tento me concentrar em não cair do trem que se movimenta em grande velocidade abaixo de meus pés, e contra ataco girando meu corpo e acertando um chute no estomago de minha inimiga, que cambaleia para trás parecendo estar com falta de ar.
A observo por um instante, e logo percebo que a mesma se recompõe, e ataca pela segunda vez. Consigo desviar agilmente de dois chutes aplicados contra mim na altura de minhas costelas, e quando minha adversária tenta me acertar dois socos seguidos, consigo segurar seus braços, a impedindo de fazê-lo.
– Desista Natasha. Você nunca será melhor do que eu. – a loira que me encara com fúria pronuncia com escárnio, a centímetros de mim.
Sorrio fria, a encarando cinicamente.
– Errado, Belova. Eu sempre fui melhor do que você, e mais esperta também.
Com um movimento rápido, solto seus braços e giro meu corpo me abaixando e esticando uma de minhas pernas, derrubando Yelena Belova com uma rasteira.
Seu corpo despenca do trem em movimento penhasco abaixo, e pude ouvir seu grito de desespero. Mas nada mais poderia ser feito agora.
Coloco-me em pé e me aproximo da beirada. Olhei para baixo, tentando encontrar Yelena, mas os trilhos do trem ficavam em um penhasco de quase sessenta metros, e a essa altura ela já deveria estar morta.
– Você a matou. – assusto-me ao ouvir uma voz conhecida adentrar meus ouvidos, e rapidamente corro os olhos a minha volta, tentando encontrar a pessoa que pronunciara as palavras, porém não vejo nada – Deve estar satisfeita consigo mesma.
A voz soa novamente, só que dessa vez ao pé do meu ouvido, fazendo-me saber quem era no momento em que a ouvi pela segunda vez, sentindo um calafrio percorrer minha espinha. Isso não podia ser real.
– Loki. – rosno ao me virar e avistar o irmão psicopata de Thor a do outro lado do trem, a poucos metros de onde estou – O que você quer?
O mesmo possuía um sorriso sádico nos lábios, como se aquela situação o divertisse muito.
– Se sente culpada, não é? – ele ignora completamente minha pergunta, e apenas engulo seco com sua indagação – A sua conta está no vermelho... E talvez seja grande de mais para ser quitada.
Sorrio irônica, fria.
– Falou o deus nórdico fracassado. – cuspo as palavras com vontade, fazendo por mínimos segundos o sorriso de Loki desaparecer.
Mas isso certamente me deixou satisfeita.
– Suas palavras não me atingem, Viúva Negra. – ele rebate com firmeza – Você é apenas um fantoche, uma marionete... Você mente e mata, a serviço de mentirosos e assassinos. Nada do que fizer mudará o que você é, e o que você fez. – ele parecia sentir prazer ao ver o quanto aquelas palavras me atingiam, pois por mais que eu tentasse, não conseguia esconder o efeito caótico delas sobre mim – E a culpa... Ela irá te perseguir, te perturbar até o momento em que você perderá toda sua humanidade, e quando isso acontecer, todos os seus amigos, as pessoas que estão ao seu redor, nenhum deles sobreviverá, pois você será a própria morte que os arrastará para o inferno.
Ódio. Era isso que eu estava sentindo enquanto ouvia as palavras de Loki e as sentia me atingirem como facas, me machucando, me matando por dentro.
Eu tinha que fazer alguma coisa, não podia deixar que Loki me ferisse daquela maneira. Sem esperar, avancei contra o deus psicopata, meu sangue fervia dos pés a cabeça, e pude notar seu sorriso sádico dirigido a mim, qual eu fazia questão de arrancar dele a força.
Mas no momento em que me aproximei dele, pronta para socar-lhe o rosto, o infeliz desapareceu diante dos meus olhos, fazendo-me grunhir em frustração. Na beirada, olhei para baixo, a procura de Loki, mas não o avistei.
“Sua conta está pingando, está jorrando sangue.”
A voz de Loki soa em minha mente de uma forma perturbadora, fazendo-me olhar em volta tentando encontrá-lo, mas não o vejo.
“Você mata e mente a serviço de mentirosos e assassinos.”
Levo as mãos à cabeça, tentando expulsar aquelas palavras que soavam dentro dela, me atormentando.
“Você finge que não faz parte, que tem seu próprio código...”
– Para! – grito com as mãos ainda na cabeça, sentindo ela doer intensamente, uma dor diferente, que estava me consumindo por dentro.
“Você a matou”
– Eu mandei parar! – grito outra vez, tentando fazer aquele tormento acabar.
“Assassina.”, fecho os olhos com força, tentando tirar aqueles pensamentos da minha cabeça. “Assassina.”, a voz de Loki soa outra vez em minha mente.
“Assassina.”
Sem me segurar mais, abro a boca deixando um grito estridente rasgar a minha garganta, quase arrebentando as minhas cordas vocais, ecoando na noite escura e sem estrelas.
O trem abaixo de meus pés entra em um túnel alto e escuro a toda velocidade, e sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto, fito a escuridão, e não mais ouvi as vozes que me deram essa dor de cabeça maçante.
– Natasha. – uma voz conhecida me chama, e logo sinto uma mão pousar sobre meu ombro direito.
Viro meu corpo para trás, e vejo uma pessoa parada a minha frente, a mesma usava um capuz, e mesmo estando já fora do túnel, não conseguia ver o seu rosto devido ao céu sem estrelas.
Mas aquela voz, eu reconhecia muito bem.
– Steve? – indago em dúvida, embora tivesse noventa e nove por cento de certeza de que ela a sua voz.
Mas a surpresa venho quanto senti algo segurar meu pescoço, uma mão forte e fria. A pessoa a minha frente tira o capuz, fazendo meus olhos se arregalarem com a revelação, e um frio percorrer por todo meu corpo.
Era ele, o Soldado Invernal, apertando meu pescoço com seu braço biônico, fazendo-me sentir a falta de ar em meus pulmões. Ele estava me sufocando, e seu sorriso mínimo e sádico demonstrava o quanto ele sentia prazer em fazer aquilo, o Soldado Invernal, mais uma vez, queria me matar.
Tento me soltar de suas mãos, mas era impossível, pois além de estar quase sem ar, o aperto em meu pescoço me impossibilitava de ter alguma reação... ”
Levanto meu tórax subitamente, permanecendo sentada em minha cama, levando as mãos ao pescoço por impulso, sentindo o alivio me percorrer ao perceber que acabara de ter um pesadelo... Mais um.
– Natasha? – a voz de Steve chama a minha atenção, e logo o encontro sentado na lateral da cama, me olhando preocupado.
Olho para a porta, percebendo que a mesma estava entreaberta, e depois volto a fitar Steve com uma expressão confusa.
– Como conseguiu entrar? – indago, sentindo o suor de meu corpo por debaixo da camisola fina que uso.
– Eu ouvi seus gritos do meu quarto, e vim ver o que estava acontecendo. – ele se explica me fitando nos olhos – A porta não estava trancada.
Suspiro, sentindo-me uma idiota por ter me esquecido de trancar a porta do quarto antes de dormir, talvez eu estivesse cansada do dia cheio que tive e por isso me esqueci desse simples detalhe.
– Que ótimo. – murmuro irônica, sem saber se Steve tinha ouvido ou não.
– São seus pesadelos, não é? – ele questiona, fazendo-me fita-lo de forma imediata – Tony me contou que sofre com suas lembranças. – desvio o olhar, sentindo vontade de matar aquele playboy fofoqueiro – Natasha, não faça isso. Deixe eu te ajudar.
O olho, frustrada.
– Você não pode me ajudar Steve, ninguém pode. – respondo derrotada.
Steve segura meu rosto, o virando delicadamente, para que eu pudesse fitar suas íris azuis penetrantes, que me transpassavam segurança, serenidade.
– Eu quero tentar Natasha. – ele diz parecendo estar decidido – Por favor, me deixa fazer isso.
Sorrio fracamente, desviando o olhar para baixo.
– Você e Bárbara são os únicos que conseguem me convencer de algo, sabia? – comento sendo sincera, fazendo um pequeno sorriso surgir nos lábios de Steve.
– É porque você confia em nós.
Pondero sobre a resposta, vendo nelas a verdade.
– Talvez. – digo dando de ombros.
O silencio paira sobre o quarto, e eu tentava ignorar o olhar de Steve sobre mim, mas embora fosse fácil com outros homens, com Steve eu simplesmente não conseguia, me causava constrangimento. Mas seu olhar não era malicioso como o da maioria, e sim carinhoso.
– Quer me contar sobre seus pesadelos? – sua voz indaga, e eu percebi o quanto aquilo era importante pra ele, só não entendo o porquê disso.
Mas não estava preparada para me abrir com ele, pelo menos ainda não. E simplesmente respirei fundo, o fitando desolada.
– Ainda não... Eu não estou preparada. – respondo dando um meio sorriso, e Steve apenas assente.
– Quando estiver pronta, sabe que pode me procurar. – ele diz segurando minha mão e aproximando seu rosto do meu, dando-me um beijo suave na testa, fazendo meus olhos fechar-se automaticamente, enquanto sentia o contato de seus lábios com a minha pele – Boa noite, Natasha.
Ele se afasta um pouco, mas involuntariamente, minhas mãos o impedem de continuar, segurando seu rosto, enquanto eu olhava fixamente para os seus olhos.
Aproximo meu rosto do dele, e não sei por qual razão senti meus pelos do corpo arrepiarem-se quando suas mãos tocaram meus braços. Depositei um beijo demorado em sua bochecha, afastando-me em seguida, sentindo o olhar confuso e surpreso de Steve a me analisar.
Esboço um sorriso torto, sincero.
– Boa noite Capitão. – desejo o fazendo sorrir também.
Observo Steve se levantar e seguir até a porta, a abrindo devagar, e antes de passar por ela, ele me fita, e de alguma forma em seu olhar encontrei segurança.
Após ele se retirar, um suspiro exalou de meus pulmões, e um sorriso bobo surgiu em meus lábios. Joguei meu corpo para trás, despencando na cama, fitando o teto acima de mim, com o mesmo sorriso nos lábios, enquanto uma pergunta martelava em minha cabeça de maneira constante...
O que está acontecendo comigo?
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