Let Me Be Your Superhero
14 Capítulo 13 - Willing to risk for she
Notas iniciais
Capítulo 13 – Willing to risk for she
[Clint Barton]
Eu não sei exatamente como descrever o que estava sentindo naquele momento. Era uma sensação estranha, mas não diferente, eu já tinha sentido isso uma vez. Seria... Medo? Talvez, afinal nunca me imaginei como pai de uma criança, isso certamente seria uma experiência nova e muito assustadora.
Como eu pude deixar isso acontecer? Como eu pude ser tão descuidado assim?
Não. Bárbara não podia estar grávida, isso não passava de um mal entendido. Eu ainda não estou preparado para ser pai, na verdade acho que nunca vou estar.
– Grávida? – repito a palavra, com esperanças de ter ouvido errado ou algo assim, mas a resposta que recebo me deixa pior do que já estou.
– Exatamente Sr. Barton. – Dr. Sandler diz com um sorriso feliz, na verdade, ele parecia mais feliz com a notícia do que qualquer um de nós – Parabéns papai.
Olho para Natasha e Steve, ambos pareciam surpresos e mantinham seus sorrisos felizes no rosto. Mas se todo mundo estava feliz com isso, porque eu não estava? Por que eu não sorria? Seria porque a notícia me pegou mesmo de surpresa e o choque causado fora tão grande que estava sendo impossível demonstrar minhas emoções? Não. Eu estava assustado, apenas isso.
– Clint, você está bem? – Rogers indaga me fitando preocupado assim como Natasha.
– Vocês irão querer ver a Srta. Morse agora? – o médico indaga parecendo não perceber o clima presente no corredor.
Sem saber ao certo o que fazer, simplesmente viro as costas e começo a andar pelo corredor, em direção ao elevador do hospital.
Eu não poderia simplesmente entrar naquele quarto e fingir que estava feliz com essa notícia porque eu não estava. Na verdade, eu não sabia direito o que estava sentindo, o que eu achava daquilo. Ser pai não estava nos meus planos, acho que nunca cheguei a cogitar esta possibilidade, pois de acordo com as regras da SHIELD, seria perigoso um agente de nível alto como eu formar uma família, já era perigoso eu estar somente com a Bárbara, imagine agora que ela vai dar a luz a um filho meu.
– Clint, espera, por favor. – Natasha me chama antes que eu entrasse no elevador.
Respiro fundo, decidindo se esperava ou entrava no cubículo para sair dali o mais rápido possível. Suspiro frustrado com a decisão que eu próprio tomei.
– O que foi? – indago virando-me para trás enquanto as portas do elevador se fechavam novamente, e encontro uma Natasha que me fita confusa.
– O que foi? – ela indaga incrédula e um tanto brava – É só isso que tem a dizer?
Arqueio as sobrancelhas com sua pergunta.
– E o que você quer que eu diga?
– Que tal começar explicando porque saiu de lá com essa cara de quem viu um fantasma? – ela sugere gesticulando com as mãos.
Passo as mãos pelos cabelos, nervoso. Não seria uma boa idéia falar sobre isso com Natasha, não agora que ela parecia estar “nervosinha”, mas infelizmente eu não teria como escapar dessa.
– Eu não posso ser pai Natasha. – confesso a olhando de maneira aflita, causando espanto na mesma.
– Como assim Clint? Você ouviu o médico. Bárbara está grávida e o filho é seu. – a reação dela já era a que eu esperava, incredulidade.
– Eu sei disso Natasha, mas não posso aceitar isso. Esse filho não pode nascer, isso seria perigoso demais, tanto pro bebê quanto pra Bobbi. – respondo tentando não demonstrar meu desespero, porque eu estava sim muito desesperado.
A ruiva a minha frente solta um riso descrente.
– Se eu não te conhecesse Clint, eu iria achar que você quer que essa criança seja abortada. – Natasha comenta com os braços cruzados sobre os seios, e eu simplesmente desvio o olhar para o lado. Não sabia ao certo no que pensar, ou o que fazer em relação a isso – Você não pode estar falando sério.
Ela fala com seu tom de voz um pouco mais alterado, o que me fez olhá-la seriamente e não segurar as palavras que saíram um tanto ásperas.
– Eu não estou pronto ainda. – grito, a fazendo me olhar de forma severa.
– Que se dane Clint. – ela diz duramente me encarando nos olhos, e confesso que seu tom de voz me assustou um pouco – A Bobbi te ama. Você é o namorado dela, o cara que disse a ela inúmeras vezes que a amava mais que tudo. Foi você quem a colocou nesta situação. Então é o seu dever estar pronto para assumir esta responsabilidade junto com ela. – uma pequena pausa, o tom de voz de Natasha se torna mais calmo – Não a decepcione Clint. – ela pede me olhando suplicante – Isso é ultima coisa que ela espera de você.
Tento segurar as lágrimas que insistiam em sair de meus olhos. Este tipo de situação eu jamais imaginei que iria enfrentar, mas por mais que eu deteste admitir, Natasha tem razão. Ter uma família sempre foi o sonho da Bobbi, eu quem nunca quis que isso acontecesse, porque talvez eu estivesse com medo de errar, com medo de estragar tudo e perder a mulher que amo.
– Isso é arriscado Natasha. – respondo a olhando desesperado.
Mas tudo que ela faz é sorrir minimamente e colocar uma de suas mãos em meu ombro esquerdo, tentando me tranqüilizar.
– A vida é feita de escolhas Clint, nela há muitos riscos a se correr. – a fito de maneira imediata, ponderando sobre suas palavras – E já passou da hora de você arriscar.
Respiro fundo, enchendo meus pulmões de ar, tentando tomar a decisão certa. Bobbi certamente não merecia o que eu estava pensando em fazer, se eu recusasse aquele bebê ela ficaria chateada comigo e quem sabe até terminaria tudo entre nós dois. Mas eu estava com medo de não fazer as coisas certas, de não ser o que ela espera de mim... Só que Natasha estava certa, eu devia mesmo arriscar.
Sem dizer mais nada, começo a dar passos longos e apressados de volta para o corredor onde estava o quarto em que Bobbi permanecia descansando e a minha espera, deixando para trás uma Natasha sorridente, feliz com a decisão que eu tomara.
E que se dane o resto. Bobbi é a mulher da minha vida, a pessoa que eu mais amei e que mais amo no mundo, eu não vou decepcioná-la, e estou disposto a arriscar por ela.
[...]
Bem devagar, abro a porta do quarto, encontrando minha loira sentada na cama com as costas escoradas em travesseiros. Assim que seus olhos me encontram, a mesma sorri, e eu simplesmente retribuo.
– Você demorou. – ela observa, enquanto eu me aproximo, sentando-me na cadeira ao lado da cama.
– Eu sei. Desculpe-me por te fazer esperar. – peço a olhando em seus olhos claros e lindos, quais eu amava profundamente – Como você está?
Ela respira fundo, antes de responder.
– Com um pouco de dor no ombro. – e responde, me deixando preocupado – Mas não é nada que eu não consiga agüentar.
– Você podia ter morrido.
Bárbara ri, e eu apenas enrugo o cenho, não entendo o porquê de ela fazer isso, afinal o que eu acabara de dizer não era nem um pouco engraçado.
– Ai, Clint. Você é dramático demais às vezes. – ela comenta, fazendo-me revirar os olhos. Às vezes eu dou razão a Natasha por dizer que a Bobbi é maluca – Já soube da notícia? – pergunta, seu sorriso era de felicidade e animação, e vê-la desse jeito me fez sorrir minimamente.
– Sim. – respondo, me esforçando para não dizer nada que ela não queira ouvir.
– Dá pra acreditar? – ela indaga com uma expressão incrédula no rosto, mas podia ver o quanto ela estava feliz – Nós vamos ser pais.
Balanço a cabeça concordando, logo em seguida desviando meu olhar para o nada, cheio de pensamentos em minha cabeça. Será que eu estava fazendo o que era certo?
– Clint? – Bobbi me chama, e eu rapidamente a fito – Você está bem com isso? Quer dizer... Você quer ser pai?
Sua pergunta me pegou de surpresa, será que ela tinha percebido alguma coisa?
Respiro fundo, levantando da cadeira e me aproximando dela, segurando uma de suas mãos e colocando uma mão em sua nuca, olhando bem no fundo de suas íris azuis.
– Você sabe que eu te amo, não sabe? – ela assente, e isso me faz sentir-me mais aliviado, me dando coragem para falar o que eu realmente queria dizer – Então se você quer ter uma família, se isso é importante pra você... Eu serei o melhor pai que esse bebê poderia ter.
Minhas palavras a fazem sorrir abertamente, e seu agradecimento veio através do beijo apaixonada que recebi, qual retribui com vontade.
Como eu senti falta desses lábios irresistíveis e maravilhosos, que são pra mim como o vício de um drogado, do qual eu não conseguiria me livrar nem mesmo se eu quisesse.
Assim que o ar nos falta, eu colo nossas testas, ainda ofegante.
– Eu te amo. – falo ainda encarando seus lábios macios e agora um pouco inchados, o que me deixava excitado.
Ela sorri torto.
– Eu também te amo. – e respondi com sinceridade.
Ao ouvir essa declaração, não resisti, tive que provar mais uma vez daqueles sábios que tanto me encantavam. Eu estava feliz agora, me sentia completo. Bárbara é a mulher pela qual eu procurei por anos, e é com ela que eu quero formar a minha família. Não importa o que as malditas regras dizem, eu faço qualquer coisa pela mulher que amo.
Fale com o autor