Let Me Be With You...

5 Segundo Dia: Edward, O Bom Cavalheiro


Notas iniciais
"As pessoas mais difíceis de serem amadas, normalmente são as que mais precisam de amor"-Amor além da vida.

-Biaaaaaaaaaaaaa!!!- minha mãe me acordou com o seu jeito carinhoso de sempre.-Acordee!!

Abri os olhos e bocejei.

-Que horas são?-murmurei.

-Hora de você acordar!- ela falou, com irônia.

-Ok mãe, entendi. Já to indo.

Ela me olhou, desconfiada.

-Tá né... — ela concluiu, saindo em seguida.

Minha primeira reação foi olhar pela janela, para ver como estava o clima. Para o meu azar, as ruas estavam úmidas, o ar estava pesado com muita neblina, e o céu estava nublado, o frio era ainda maior que o do dia anterior. Gemi, torcendo para que não tomasse chuva no caminho.

Depois de cumprir com todos os rituais da manhã, desci as escadas e me deparei com a minha mãe colocando a jarra de café quentinho na mesa.

-Bom-dia filhota!! vejo que está mais...apresentável.- ela me cumprimentou, dando um sorrisinho maroto.

-Bom-dia mãe, obrigada por ser tãããão gentil...-revirei os olhos.

Me sentei e me servi de café e biscoitos.

-Como foi ontem?- Mary perguntou, sentando-se á minha frente.

Corei com a pergunta, havia quase me esquecido do ocorrido do dia anterior.

-Foi... foi... normal...- menti, tomando alguns goles de café em seguida.

Ela bufou.

-Você mente mal filhota. Conte o que aconteceu.- ela pediu.

Eu estava nervosa, queria lhe contar mas aquele fato me constrangia.

-Nada mãe... não é nada de...- a campainha soou, me interrompendo.

-Quem será á essa hora??- minha mãe perguntou, tão surpresa quanto eu.

-Não sei. Vou lá ver.- me prontifiquei.

Abri a porta. Parado do lado de fora estava um garoto lindo, de jaqueta marrom e headphones em volta do pescoço, a mochila pendendo de um ombro só. O cabelo negro estava úmido e bagunçado, de uma forma charmosa.

-Bom-dia- Edward cumprimentou. Ele sorria, revelando uma fileira de dentes branquíssimos e perfeitos.

Meu queixo caiu.

-Bia, quem está aí na porta?- minha mãe perguntou, da cozinha.

Eu mal a ouvia, de tão perplexa que estava.

-Bia?? tá tudo bem?- Mary veio até a porta, e sua voz falhou ao ver o deus juvenil parado á porta.

-Bom-dia Sra.Porthman- Edward a saldou, educadamente.

-Bom-dia...hãã... quem é você?- minha pobre mãe estava encantada com aquele garoto á sua frente.

-Edward Chase senhora. Sou amigo da sua filha. Me desculpe vir tão cedo, é que eu....

-Como sabe onde eu moro?- eu o interrompi.

Ele deu de ombros e respondeu:

-Eu moro á algumas quadras daqui, e digamos que... Sempre observo você indo em bora.

Engoli em seco.

-E... oque está fazendo aqui?

Ele deu outro sorriso resplandecente.

-Cumprindo com o meu acordo.- respondeu.

Eu estava tão hipnotizada que mal notava a presença da minha mãe ali do meu lado.

-Que acordo??- Mary perguntou.

Antes que Edward respondesse, eu me apressei em dizer:

-Nada mãe!!! não é nada!! é assunto nosso!!

Edward parecia estar se divertindo com a minha falta de jeito. Corri até a cozinha, peguei minha mochila e fui até a porta de novo.Dei um beijo na testa da minha mãe.

-Tchau mãe!!! até mais.

-Tchau... Juízo hein?- ela falou, me olhando com desconfiança.

-Claro, claro. Vamos Edward.- eu estava com pressa de sair de baixo do olhar desconfiado da minha mãe.

-Vamos. Tchau Sra.Porthman, foi um prazer conhece-la.- Edward parecia um príncipe falando.

-Igualmente.-minha mãe respondeu, ainda me olhando.

-Sua mãe é muito diferente de você.- Edward observou, enquanto caminhava ao meu lado.

-Eu sei, ela é bonita.-murmurei.

Ele revirou os olhos.

-Não é isso, bobinha.

-Então o que é??

-Ela é loira, alta e tem olhos escuros. Você tem cabelos cor chocolate, é baixa e tem olhos amendoados.

Dei um meio-sorriso.

-É... todos dizem que sou a cara do meu pai...- falei.

Ele franziu a testa.

-Não o vi lá. Seu pai trabalha assim tão cedo??

Abaixei a cabeça.

-Não. Ele morreu. Acidente de carro, quando eu tinha 10 anos.

Ele parecia sem-graça.

-Ahhhh... me desculpe. Sinto muito.- sua voz era carregada de constrangimento.

-Não, tudo bem... já passou...

Ficamos naquele silêncio constrangedor até chegarmos no colégio. Todos os alunos nos olhavam, curiosos. Um grupo de garotos nos rodearam, nos impedindo de prosseguir.

-Ahhhh se não é Edward, O Pegador!!!- Um dos garotos, Luke, passou o braço pelo ombro de Edward.

Todos os garotos repetiam a mesma coisa, feito idiotas. E quanto á mim, bem, eu só me encolhi e esperei aquilo tudo acabar.

-Com licença Luke, mas você e seis amigos estão desagradando a Bianca.- Edward educadamente retirou o braço do menino de seu ombro.

-Pô cara, nem avisa que tá de namoradinha nova hein?- outro garoto, Mike, falou. Me media com os olhos, me fazendo encolher mais ainda.

Edward parecia tenso.

-Ela não é minha namorada, é minha amiga. Agora sai de cima dela, você a está constrangendo.- Edward quase rosnava ao falar.

Ele foi afastando a penca de garotos do caminho e me conduziu ao banco mais próximo, deixando o material lá. Fiz o mesmo que ele, ainda vermelha pelo ocorrido.

-Me desculpe por isso. Parece que eles não sabem o que significa ser "inconveniente". — ele murmurou, de mal-humor.

Forcei um sorrisinho e falei:

-Tudo bem... só não gosto de chamar atenção.

Ele sorriu.

-É, isso dá pra perceber. Mas eu não me importo. Chamar a atenção ou não... tanto faz.- ele deu de ombros.

Eu o olhei, curiosa.

-Como assim?- perguntei.

-Não me importo com o que eles pensam ou dizem de mim.

Franzi a testa.

-Nem um pouco??- perguntei novamente.

Ele balançou a cabeça negativamente.

-Nem um pouquinho.

Senti uma pontinha de inveja daquilo. Eu queria muito ser confiante como ele.

-Mas, o que as pessoas dizem de mim, Bia?- Edward perguntou.

Levantei uma sobrancelha.

-Ué, você não acabou de dizer que não se importa com a opinião alheia?- eu o desafiei.

Ele deu um sorriso brilhante.

-Você me deixou curioso.

-Hmm...

-E então?

Pensei um pouco e respondi:

-Bem, óbvio que as meninas te acham lindo, misterioso e um pouco assustador. Já os meninos só te acham metido.

Ele franziu a testa, refletindo sobre aquilo.

-Não sou nada disso...- ele murmurou.

Dei de ombros.

-Bem, é oque as pessoas dizem.- falei.

Ele me olhos, os olhos verdes cheios de curiosidade.

-E quanto a você? o que acha de mim?

Empalideci. O que eu falaria??? que o achava perfeito??? lindo??? um príncipe?? que queria me casar e ter três filhos com ele???? Espera!! eu realmente pensei isso???!!

-E então? vai responder??- ele cobrou.

Engoli em seco e respondi:

-Bem... eu.... eu te acho...muito....muito...muito legal....

Ele não parecia nem um pouco satisfeito.

-Hm. Que mais?- ele pressionou.

Eu suava frio.

-Eu...eu...não sei....- gaguejei.

Ele se aproximou até nossos rostos ficarem frente-a-frente . Olhou nos meus olhos e sussurrou suavemente, mas de forma ameaçadora:

-Eu te dou medo?

Ofeguei. Respirei fundo, tentando manter a calma. Pigarreei, olhei nos teus olhos e forcei a minha voz a sair firme:

-Não.-rosnei.

Ele se afastou e deu um meio-sorriso.

-Que pena.- brincou.

Bufei e ele sorriu.

-Essa foi a primeira vez que você falou olhando nos meus olhos.-ele observou.

Franzi a testa e pensei sobre aquilo. Realmente, eu não sou muito fã de falar olhando nos olhos das pessoas.

-Verdade...-murmurei. Estreitei os olhos e cruzei os braços.- A cupa é sua!!!

Ele ergueu uma sobrancelha.

-Eu?? oque eu fiz?

-Está tirando a minha inocência.- brinquei.

Ele deu risada e falou, fazendo uma leve reverência:

-Perdão, Srta.Porthman.

-Perdoarei só dessa vez, Sr.Chase.

Demos risada juntos.

-Legal isso.-ele comentou, depois de nossa crise de risos.

-Legal oque??

-Saber que, debaixo de toda essa timidez, existe uma garota divertida.- ele falava com tanta intensidade que me constrangeu.

-Ahhhh... obrigada...- murmurei, corando.

Apesar da cabeça baixa, pude sentir o seu olhar pesado sobre mim.

O sinal tocou, me salvando de ficar ali, desconfortável debaixo do olhar observador de Edward.

Edward pegou sua mochila no banco, colocando-a sobre um ombro, e em seguida, pegou a minha.

-Não...não precisa!! eu mesma carrego...- falei.

Ele segurou a minha bolsa no alto, onde eu jamais poderia alcançar e falou, docemente:

-De maneira alguma. Eu vou levar seus materiais, como um bom cavalheiro.

Corei com aquele comentário e o segui. Senti o olhar dos alunos curiosos sobre nós, os sussurros sobre nós. Fechei os olhos por um instante, tentando inutilmente ignorar tudo aquilo. Mas o olhar mais pesado de todos, era o de uma ruiva encostada na parede da sala de aula.

Jessica Collins.

Notas finais
Yoooooooooooo!! demoro mas tá aí!!! gomen por ter demorado tanto >< mas enfim... aí está!! aproveitem!!
Kissus.
Tride.