Let Her Go

5 Briga e desabafos - Clove


Notas iniciais
Me perdoem a demora, olha eu serei sincera esse capitulo eu já tinha pronto, mas eu não sei o que farei em relação ao capitulo 6, eu não estou conseguindo escrever apesar de ter muitas ideias, então eu espero a compreensão de vocês e prometo tentar escrever até dia 2 de fevereiro. Enjoy xx'

Eu realmente não ia aceitar o que Cato fez, ele combinou de se encontrar com a outra aqui, ai ele pede para eu vir junto a gente se beija e do nada a vadia sai do submundo e brota do nosso lado.

Até hoje eu tenho minhas leves duvidas do que ele quer comigo, por que será né? Ele uma hora está normal, outra hora está exaltado, outra hora é carinhoso, isso ai Cato é carinhoso às vezes.

Impossível de aguentar essa mudança de humor dele, eu diria algumas horas que quero sumir com isso que ele faz.

Fui á um quiosque do outro lado da praia e me sentei em um banquinho.

–Posso ajudar? –Perguntou um homem com mais de quarenta anos que estava lá.

–Me vê uma cerveja. –Ele assentiu e foi pegar.

Engraçado é como aqui eles nem pedem identidades nem perguntam a idade, lá em Londres era completamente diferente, só bebia os maiores de vinte e um e eles sempre pediam identidade, ou você arrumava uma falsa, ou mandava um falava para alguém maior de idade comprar para você.

–Sua cerveja. – O moço me entregou.

–Quanto é? –Perguntei pegando a latinha.

–Cinco dólares. –Eu assenti e peguei o dinheiro para lhe pagar, assim dando o dinheiro e saindo do quiosque.

E o mundo é tão pequeno afinal, pensei assim que vi Kyle sentado nos degraus do quiosque, o que um menino como ele faz aqui? Quer dizer ele é todo engomadinho e certinho o que ele faz em um luau?

Me sentei ao lado dele e ele logo virou o rosto para mim e vi que ele tinha lagrimas no rosto.

–O que aconteceu Kyle? –Perguntei.

–Já se sentiu desprezada? –Há eu sabia muito bem como era isso. Então só confirmei. –Eu estou assim Clove, eu estou sem chão sabe? Ela não gosta de mim Clove, eu posso tentar ficar com outras meninas lindas, como por exemplo, dei em cima de você, mas eu gosto só dela. –Ele dizia e as lagrimas caiam.

–Mas Kyle... –Ele voltou a me olhar. –Por que não fica com ela? –Ele abaixou a cabeça.

–Ela gosta de outro Clove, gosta mesmo sabe? Tipo como nunca gostou de ninguém. E eu só sou um mero melhor amigo para ela. –Ele falou e eu coloquei as mãos nos seus braços.

–Me conta quem é ela. –Ele sorriu. –É a loira lá da confeitaria? –Ele negou com a cabeça, por que imagina se fosse Loren? Isso ia dar muita confusão.

–Clove, não é ela, mas eu não quero falar, porque... –Eu assenti.

–Quando quiser... Eu estou aqui. –Ele fez que sim com a cabeça. –Acho que está na minha hora de ir. A gente se vê amanha Ky... -Apelidei ele, e ele não pareceu se importar muito, pelo contrário, pareceu ficar feliz.

Me levantei e fui caminhando pela praia, a ultima coisa que queria ver agora era Cato, e pelo que eu conheço ele, ele não havia chegado em casa ainda.

Mas ai estava a grande merda, cheguei ao nosso apartamento, abri a porta e me deparei com ele, ele estava sentado no sofá e me olhou assim que fechei a porta.

–Precisamos conversar. –Eu neguei com a cabeça quando ele falou. –Olha eu sei que você não quer saber de mim, mas eu preciso falar. –Ele dizia e eu sentei no sofá ao lado dele.

–Então fala Cato. –Disse irritada.

–Olha eu gosto de você, gosto e muito, você sabe que não é pouco Clove, eu fiz aquela merda daquela prova para ficar ao seu lado, eu sei que você precisa de alguém que goste de você de verdade para cuidar de você. –Nessa hora me deu vontade de beija-lo, mas eu não faria. –Clove, eu sei que sou um babaca, mas você não pensa que talvez eu só esteja confuso? Pois é isso que eu estou, desde que saímos de Londres. –Os olhos azuis dele eram tão sinceros, mas eu não acreditaria tão fácil.

–Como você quer que eu acredite nisso Cato? Depois de tudo... –Fechei os olhos para que uma lagrima não caísse, eu não ia ser fraca em sua frente.

–Olha vou lhe dar um exemplo, você se lembra dos bilhetes que te mandavam depois de tudo que aconteceu? Da aposta? –Perguntou-me e eu fiz que sim.

–Lembro, mas o que tem? –Perguntei nervosa.

–Eu os mandava Clove, era eu que escrevi cada um, era o que eu sentia. Eu não mandei muitos, acho que dois ou três, mas de qualquer jeito, eu tenho dificuldade de me expressar. –Ele me irritava demais.

–E você lembra quando eu quase morri por sua causa? –Me levantei do sofá e gritei com ele. –Eu fui atropelada por um erro seu, eu fiquei com um inferno de gesso no braço, e demos sorte que não sofri nenhum ferimento muito grave. E ainda depois de tudo você vem me procurar como se nada tivesse acontecido, me ajuda com o lance de Lena, me beijou no mesmo dia, você acha que eu sou um brinquedo seu que você usa quando quer. –Explodi, e tenho de dizer ele levantou e fez um cara de quem não estava gostando nada daquilo.

–Por isso a gente não fica junto até hoje. –Falou com certa grosseria na voz.

–TALVEZ SE VOCÊ NÃO TIVESSE ME APOSTADO, BRINCADO COMIGO, DEPOIS DE TUDO VOCÊ AINDA AGIU COMO SE EU E VOCÊ NÃO FOSSEMOS NADA E ME BEIJAVA QUANDO QUERIA! O erro é teu Cato. –Me acalmei na ultima frase.

–Não aja como só eu fosse o errado. –Ele passou por mim e saiu de casa batendo a porta.

Falei tudo que queria tudo que eu tinha vontade e eu jurei para mim mesma, que pelo menos hoje eu não ia chorar, e nem podia, ficar chorando por Cato? Por uma pessoa que uma hora está bem e na outra mal? Eu não mereço isso, nunca mereci.

Precisava ficar calma, peguei meu celular e fui para casa ao lado que era de Jess e a do outro lado já era de Izzy, eu não sei na casa de qual das duas eu ia, mas eu precisava me distrair e eu tinha mais amizade com Izzy.

Bati na porta da casa dela e esperei, logo ela abriu, estava com um pijama cheio de caveirinhas e a maquiagem toda borrada, oh merda, eu acordei ela.

–Clove? –Ela piscou. –O que faz aqui? –Disse com a voz mole. –São duas da manhã. –Cara perdi todo esse tempo no luau e discutindo com o Cato? Droga deveria ter ficado mais no luau para os concursos, dizem que são super legais.

–Oh Izzy, perdão, eu nem sabia que hora eram só queria conversar com alguém, mas vou indo. –Acenei com a cabeça.

–Entra cara! –Disse me dando espaço.

–Não vou atrapalhar? –Perguntei.

–Não tenho nada para fazer amanha posso dormir o dia todo, então não. –Sorriu e eu entrei.

Entrei em seu apartamento que era meio preta e meio vermelha, como ela gostava pelo jeito, a televisão no centro da sala uns pufes pretos, nada de sofá, tinha uma entrada para a cozinha, que tinha um balcão e umas luzes escuras, achei estilosa.

–Lugar maneiro. –Falei me sentando nos pufes.

–Era apartamento dos meus pais, eu meio que modifiquei. –Ela sorriu vitoriosa. –Mas o que aconteceu que precisava conversar? –Perguntou.

–Izzy você já se sentiu apaixonada e confusa? –Se ela não se sentiu assim não ia entender.

–Er... Hum... Uma vez... Mas por que disso agora? –Perguntou se jogando no pufe ao meu lado.

–Cato e eu, é tão confuso, mas eu odeio admitir que gosto dele, odeio admitir que quero ficar com ele, odeio o canalha que ele é, mas amo quando ele é carinhoso, no maior estilo Cato, amo quando ele me beija, eu simplesmente não sei mais o que fazer. –Soltei tudo, eu sei que mal a conhecia, mas o que ela podia fazer?

–Não sou a melhor pessoa do mundo para dar conselho de relacionamento, eu nem tenho uma vida amorosa se quer saber. –Bufou. –Mas eu acho que... Ah Clove, não sei... Sério não sei o que falar. –Ela passou as mãos nos cabelos.

–Não precisa você me escutando já ajudou bastante, mas vamos nos distrair. –Ela concordou. –Por que não me fala de quem te laçou de jeito? –Ela riu e eu fiz o mesmo.

–Promete não contar? –Perguntou.

–Lógico que não.

–Nem Jess sabe, é que ela é minha melhor amiga, e eu nunca falei isso para ela, tipo eu sou meio que apaixonada pelo Jason desde meus dez anos, mas sabe? Não rola. –Eu sabia bem como era isso.

–Pode ficar tranquila que da minha boca não sai um nada. –Ela sorriu. –Izzy eu realmente não acredito nisso. –Ela riu.

–No que? –Disse entre risadas.

–Você se faz toda de durona e... –Ela olhou para baixo.

–Todos nós precisamos de alguém, mas eu jamais vou admitir isso. E ele me vê como irmã também, mas eu nem esquento. –Ela fez uma careta.

–Okay somos duas pessoas com problemas...

Depois disso passamos algumas horas mais conversando, foi realmente uma boa conversa.

(...)

Estava eu e a Izzy jogadas em pufes, eu acordei com o despertador que coloquei para ir à confeitaria, Izzy acordou assustada.

–Que merda é essa? –Deu um pulo.

–Meu despertador para meu primeiro dia de trabalho. –Gargalhei pela expressão que ela fez.

–Mas meu Deus menina, está pior que minha mãe no dia da minha formatura. –Eu ri e ela levantou-se cambaleando.

–Por quê? –Perguntei. –Falando em formatura acredita que na minha nem festa teve? –Falei com desprezo lembrando do meu pai.

–Bem digamos que ela nunca achou que eu fosse me formar. –Comecei a rir. –Por isso mesmo escolhi a faculdade de música, não sou lá essas coisas né? –Perguntou rindo. –Mas sacanagem isso da sua formatura.

–Que isso cara... Izzy, obrigado por tudo, mas vou para meu apartamento me arrumar e ir para o trabalho. –Disse indo até a porta, ela abriu para mim e acenou com a cabeça.

Fui para o apartamento e rezei para aquele demônio não estar lá, ele provavelmente não estaria, porque pelo jeito que saiu ontem a noite ia passar na casa de alguma vadia por ai.

Peguei meu celular e as chaves, abri a porta enquanto ligava para Katniss.

–Alo. –Ela disse com uma voz sonolenta, tá eu sei sete e meia da manhã não é hora de ligar para as pessoas.

–Bat! –Falei.

–Que isso Clove? Olha o horário! –Acho que ela ficou um pouco puta.

–Okay, me ligue mais tarde. –Falei e desliguei, cara má ideia ligar para ela essa hora da manhã nas férias, mas já era né?

Fui ao quarto e peguei uma blusa preta, e uma saia da mesma cor meio rodadinha, coloquei uma sapatilha e penteei os cabelos deixando-os soltos, como minha lente passou do prazo de validade e eu tinha que comprar outra peguei meus óculos que comprei há um mês atrás e coloquei.

Sai de casa dando graças a Deus por Cato não estar lá, mas quando sai na calçada já parei de pensar nisso, vi Cato com uma cara não muito boa, nem sei onde ele passou a noite e nem queria saber, passei reto, mas ele segurou meu pulso.

–Você não vai se livrar de mim tão fácil Clove, mesmo que sejamos dois errados. –Falou.

–E quem disse que eu quero? –Soltei sem querer, ele soltou meu pulso sorrindo e votei a andar.

Chegando á confeitaria me deparei com uma coisa bizarra que me fez rir abafado, estava Megan e Caroline tomando café matinal juntas, fui até o balcão sem ir até elas e vi uma garota de cabelos castanhos meio avermelhados.

–Eu sou Clove. –Falei para a menina.

–Oh, Loren me disse sobre você. –Ela foi até aonde era a entrada do balcão e puxou para eu entrar. –Entre, eu sou Katherine.

–Enfim, aonde eu começo? –Perguntei.

–Naquela mesa ali. –Apontou para a mesa de Caroline e Megan.

Meu Deus, isso não vai dar certo.

Notas finais
E ai? O que vocês acham que vai acontecer? TENTO ATUALIZAR COM MAIS DE DEZ REVIEWS, E REZEM PARA ESSE BLOQUEIO ACABAR!!! xx'