Les Lis Blanc
1 Prólogo - Le Lis Blanc
Notas iniciais
Prólogo — O Lírio Branco
O lírio é uma flor de brilho requisitadíssimo, uma flor que representa tanto encanto como mistério, magia e sedução. Sua história mistura-se com crendices, lendas, misticismo e simpatia. Sua imagem desde a antiguidade é o símbolo da pureza, castidade e inocência.
Como qualquer outra flor, há uma grande quantidade de cores para suas pétalas, cada uma mais peculiar que a outra. O lírio representa em cada pétala um sentimento de profundo respeito e encantamento pela vida, além de cada cor trazer um significado próprio.
O lírio amarelo significa uma amizade que deseja tornar-se um romance, mas também uma decepção e desengano.
O lírio laranja indica um imensurável fascínio e atração.
O lírio azul, uma beleza caprichosa.
O lírio amarelo representa um namoro ligeiro.
O lírio vermelho mostra que quem espera, desespera.
E por último, o lírio o branco. O lírio branco representa a inocência, o matrimônio. Significa o amor eterno, um sentimento que acende pela chama do amor e é praticamente impossível de ser apagado.
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Ele assistiu àquela jovem de longe. Assistiu como ela caminhava por entre os campos floridos, seus pés descalços tocando a terra por debaixo deles.
A jovem mulher podia sentir os olhos do estranho vigiarem-na. Tentou ignorá-lo, seguindo pelos trilhos cercados por flores, mas não podia fingir não estar desconfortável com tais olhos sobre ela.
Mais de surpresa ainda, o rapaz caminhou em direção da jovem. Começou a andar lado a lado com ela. “É um lindo dia, não acha?”
Ela simplesmente balançou a cabeça.
“Você está me ignorando?”
“Hm, estou tentando” disse pela primeira vez, sua voz trazendo certa ternura aos ouvidos do outro.
“Ah, não faça isso. Você precisa me conhecer para me amar”
“Você está dizendo que se te conhecer, te amarei?” ergueu uma sobrancelha, mas um breve sorriso se formou no canto de seus lábios. “Realmente gosta de si mesmo, hein?”
“Estou apenas escondendo minha dor” confessou. “E você? Qual sua história?”
“Eu não tenho uma história. Sou apenas uma garota qualquer”
“Isso é triste” argumentou ele. “Você tem um nome ao menos? Não quero te chamar de garota qualquer”
Ela lhe lançou um olhar, tanto persuasivo, antes de caminhar para longe. Mas isso não o impediu de segui-la. “Não fuja de mim. Nós estávamos começando a nos dar bem!”
Ela se sentou em um campo gramado das redondezas. “Você não deveria estar falando comigo”
“Por quê?” ele ficou espantado com sua resposta.
“Porque... Porque você é um alemão”
Ele ergueu uma sobrancelha. “Como você sabe que sou alemão?”
“Eu... Eu apenas sei”
Ele se sentou ao seu lado. “E? Qual o problema de eu ser alemão?” só então entendeu o que ela quis dizer. “Oh. Você é judia”
Ela tomou uma respiração profunda, “é melhor eu ir”
Começou a se levantar, mas o jovem a segurou pelo braço. “Espere-!” ele amaldiçoou-se por não saber seu nome. “Eu não vou te machucar! Eu sequer sigo o Füher!”
Ela lhe lançou um olhar tímido. “Promete?” perguntou, tanto quanto se não iria machuca-la e que não seguia o Füher.
“Prometo” ofereceu-lhe um sorriso caloroso, que praticamente a fez derreter. “É por isso que venho à Polônia. Fui alistado para o exército, mas eu não quero isso. Eu não quero machucar pessoas. Sou um médico; salvo vidas, não acabo com elas”
“E como posso confiar em você?” ela indagou. “Você pode estar falando tudo isso apenas para me enganar!”
Ele pareceu pensar um pouco. “Bem, se eu fosse um nazista, eu não faria isso”
Então, lentamente aproximou sua cabeça da dela, e capturou seus lábios, em um longo e passional beijo.
Quando seus lábios se separaram após alguns segundos, a menina não conseguiu encontrar palavras para dizer. Ninguém jamais havia lhe beijado assim.
“Você acredita em mim agora?”
Ela simplesmente balançou a cabeça, ainda incapaz de falar qualquer coisa.
“Então, eu posso saber seu nome agora ou preciso beijá-la de novo para tal?”
Ela riu levemente. “Meredith”
“Meredith” repetiu seu nome. “Do galês, forte”
“E você causalmente sabe o significado de nomes alheios?”
“Eu sou uma caixinha cheia de surpresa” admitiu, com um leve sorriso no rosto. “Além do mais, é um nome extremamente bonito”
Meredith corou instantaneamente “Um... Obrigado, eu acho”
“Apenas obrigado?” ergueu uma sobrancelha “Não mereço ao menos um beijo por tal elogio?”
Ela deixou um sorriso escapar de seus lábios. “Eu não saio beijando caras que nem o nome sei”
“Você já me beijou”
“Não, você me beijou”
“Mas você me beijou de volta”
“Não, não beijei!”
“Okay, você não me beijou de volta” deu de ombros “Mas você beijou”
Meredith deu-lhe um tapa no braço e o rapaz se fingiu machucado. “Chorão” acusou-o de ser.
“Agora você me magoou emocionalmente”
Ela aproximou seu rosto do dele desta vez. “Diga-me seu nome”
“O quê?”
“Diga-me seu nome para que eu possa te beijar”
“Derek” ele finalmente disse, e sentiu ela capturar seus lábios.
Desta vez, o beijo foi mais longo ainda; só se separaram quando a necessidade de ar se tomou imediata.
“Se eu soubesse que levava apenas um nome para tal beijo, teria lhe dito após um segundo de termo-nos conhecido”
“Você realmente sabe como acabar com o clima, hein?”
“O quê? Foi um bom beijo!”
Só então que Meredith percebeu o sol se pondo no horizonte. “Droga, eu tenho que ir”
“Então você vai simplesmente sair após tão maravilhoso beijo?”
“Eu sinto muito...”
Derek suspirou. “Pois não sinta” levantou-se e ofereceu-lhe a mão. “A senhorita ao menos me dará a honra de acompanha-la até sua casa?”
Relutantemente, ela aceitou sua mão e de mãos dadas, seguiram até sua residência.
“Eu me diverti muito hoje” Derek admitiu. “Espero que possamos fazer isso uma outra vez” disse, uma vez que chegaram à porta de sua casa.
“Eu também” ela disse simplesmente.
E, como num passo de mágica, ele tirou algo de trás de suas costas.
Um lírio branco.
Seu favorito.
Delicadamente, Derek colocou a flor em seu cabelo. “Eu a vi as admirando no parque. Você gosta de lírios, não?”
“Sim” foi tudo que Meredith conseguiu responder, com um sorriso que ia de orelha à orelha.
“Bom” disse “Agora toda vez que ver um, lembrar-se-á de mim”
Deu um leve beijo em seus lábios, antes de sair em disparada pela rua. Ela tocou seus lábios, que ainda estavam vermelhos e sussurrou para si mesma: “Adeus, Derek” antes de seguir para dentro de sua casa.
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