Les Fleurs du Mal
9 Capitulo 8
Notas iniciais

Capitulo 8
Escuridão e Luz – Em frente ao espelho.
“ … As feridas não cicatrizam ao intentar esquecer-lhas
porque lembramos delas ao intentar esquecer-lhas.
Eu dou voltas, voltas e voltas em círculos
Deixando de ficar parado frente ao relógio que se deteve…
… Eu dou voltas e voltas e voltas em círculos
Carregando as alegrias e tristeza, a primavera esta
me esperando…”
Coala – Nanairo Symphoni
– Então, você volto a se encantar pela beleza humana Shuu? – Os olhos anatistas de Tsubaki admiraram muito mais profundo do que a simples imagem de Shuu, que permanecia sentado frente a ela, admirando-a, ele sabia quanto bem mela o conhecia e ela sabia do mesmo.
Shuu e Tsubaki haviam se conhecido em umas das festas das impressas de Karl Heinz, Shuu havia sido apresentado como seu herdeiro, enquanto Tsubaki se destacava por ser uma prodígio tanto em beleza como tocando o piano. Os dois haviam compartido o dom que tinha pela música e também o gosto peculiar por se relacionarem com humanos.
Ele em um primeiro momento havia se surpreendido com a forma de ser de Tsubaki, não encontravam muitas pessoas com os mesmos gostos, até por que o mundo em que ele vivia era tão difícil e ao mesmo tempo complicado. Seu mundo era monocromático preenchido por obrigações insistentes pela própia mãe. Shuu carregava com o peso no renomeSakamaki, obrigado pela própia mãe a ser o melhor, algo que nos dias atuais o mesmo tinha se cansado de dar tanto de sir e nada em troca receber, somente as dores e as cicatrizes em sua ‘alma’.
Tsubaki entendia bem a Shuu, ela também havia passado o mesmo que ele, por ser a herdeira do seu clã, sua avó havia se encargado especialmente de sua educação rígida, tudo havia recaído sobre a mesma que com apenas onze anos mostra a inteligência e elegância de toda uma dama de vinte anos. Apesar de Tsubaki ser três anos maior que Shuu os dois havia se tornado próximos, a amizade era de uma total compreensão.
Alguns ate pensava que os dois tinham sentimentos o um pelo outro, porém nunca foi assim, por toda a historia que compartilha, apesar dos sentimentos de raiva que Tsubaki tinha por Karl Heinz, os dois era companheiros que se entendia bastante bem, Shuu não podia mentir para Tsubaki, nem ela para ele.
– Poderia mentir a você…? – Ele bufou um riso sem vinda, Tsubaki por outro lado elevou a copa de vinho aos lábios, sabia que ele diria isso.
– Pode mentir quanto tempo quiser Shuu, mais esta ciente de que eu sei bastante bem o que você sente meu querido e velho amigo, entendo o fascínio que a alma humano nos da, tão efêmeros tão delicados. – As palavras de Tsubaki eram tais e como o brinco insensato de um piano, Shuu entendia o que ela estava dizendo, ele queria poder contestar suas palavras com a certeza de que elas estavam erradas, mais ele não podia ser ignorante. – Mais deles dependemos, por mais que queiramos nos livrar, são eles quem nos fazem continuar vivos… O sangue deles é o que nos mantem vivos e em especial, alguma vez são eles que dão um pouco de cor as nossas vidas. É inevitável, já disse a você a tempos atrás quando perdeu a Edgar… Mais olha, até ele esta aqui para provar a você que um humano pode ter vida além da morte…
– Você pode considera isso como uma ‘alegria’? Acha que a vida dele é boa assim como é? – Shuuobservou a Tsubaki com um interesse totalmente centrado no tema, ele começava a ver o peso do tempo, da imortalidade.
– A maior prova de amor de um vampiro é um matar o outro, é o que dizem, mais eu não acredito que seja isso Shuu, mantenho meus pensamentos de anos atrás, acredito que por mais que um vampiro busque a morte é um mero pretexto por ter alguém ao seu lado que viva com ele eternamente ou ao menos o tempo suficiente para dar um pouco de cor a sua vida… — O olhar oceânico de Shuu, encontrou os brilhantes ametista de Tsubaki. – Não minta para me Shuu, quando você sentiu o que sentiu por ela, você pensou o mesmo não foi…?Shuu parou em silencio por um bom tempo, ele sabia que Tsubaki estava ao certo, pois ela havia se apaixonado uma vez por um humano e também o havia perdido, Shuu estava ciente de que a dor dele era comparável a que ela havia tido em um passado.
Tão frágeis os humanos, inquebráveis e destrutíveis pelo simples movimento. Shuu ao ver-lha se suicidar frente a ele, desejou não haver se apegado a ela porem havia sido inevitável e assim havia acabado, no desengano, em desespero e no meio de centenas de dores que voltava a assombrá-lo tal e como havia se sentido trás haver perdido a Edgar.
O fogo parecia devorar até a mais pequena parte de seu ser, arrasando-o queimando-o vivo, seus sonhos havia sido constantes, uma e outra vez, uma e outra vez, mesmo que ele desejasse escapar seus sonhos sempre o tracionavam.
– Pensei que por primeira vez a minha vida, minha visão poderia mudar. – As palavras de Shuusaíram em um sussurro quase sem som, pois o mesmo não desejava confessa aquilo para Tsubakinem muito menos para si própio.
– Não somente você, como os outros estão cientes e pensam nisso Shuu, não sinta vergonha de seus própios pensamentos, não os mantenha como medos e os prenda no baul pois quanto mais você tentar, quanto mais você prender-lhos lá dentro e tentar escapar eles acabarão te assombrando como todos e a cada um de nos… Ate mesmo Karl Heinz… — Tsubaki se levantou da cadeira que estava, logo apos desconsertam a Shuu com suas palavras finais.
Touya o qual havia desaparecido de perto de sua irmã, aparecera ao seu lado e carregava consigo um estojo de Violino.
– Prêmios, já é nossa hora Onee-sama… — Touya disse a ela, cumprimentando também seu irmãoShuu, com um leve mover de cabeças e olhos.
– Lamento ter que deixar-lho por agora, mais devo apresentar meu numero adorado Shuu… Espere-me se quiser continuar a conversa e si sua resposta for negativa nos veremos muito antes do que espera… — Shuu não moveu nenhum músculo, estava sem poucas vontades de conversar com ela depois do que havia confessado, apesar de adorar comparti conversas com a vampira…
Muitas coisas de seu passado o haviam assombrado durante toda a semana e ao parecer somente continuariam assombrando-o mais, sem poder fugir tal e como Tsubaki havia deixado claro a ele.
A conversa com Tsubaki deixou a si mesmo desnorteado porém as coisas em seu interior estavam mais claras que as águas cristalina, o gelo que havia em seu coração havia se derretido com o simples toque da bondade de uma inútil sem talento como era Yui Komori…
Os humanos eram assim com ele, vinham, entravam dentro dele como se fosse sua casa e logo sem ao menos dar explicações claras fugiam de sua vista… Tudo o que ele havia se apegado o havia abandonado, de uma forma ou outra e quanto mais ele fugia do desapego lá estava ele se aferrando profundamente a algo…
– Desculpe…! Achei que era a senhorita Tsubaki que se encontrava aqui… — Shuu virou seu rosto para ver a moça que acabava de entrar na tenda particular de Tsubaki, percebendo em seguida que ela…
Shuu completo-a quase por inteiro, seus cabelos eram de uma cor cinza azulada longos caindo ateum pouco abaixo dos ombros, sua pele era tão alva quanto a do mesmo, tinha uma cor meio vivida a diferenciar da dele. Seus olhos tinham uma cor verde turquesa que em algum momento pela coloração da luz se podia contemplar como um azul aquamarina.
O Vampiro percebeu que a moça tinha uma forma delicada de ser, parecia toda uma dama bastante educada, porem o que lhe deixou curioso era o fato de que ela…
– Você também é um Vampiro…? – Ele foi indiscreto e meio groso na hora de perguntar, não por que quisesse, mais por que não deixou de dar voltas na moça, havia algo nela que chamava a atenção dele, sera o fato de haver-lha lembrado de alguns tempos atrás?
Reflexões – Caminhos, destino e probabilidades…
“ Oh, ela vive em um conto de fadas
Em um lugar muito longe para nós encontrarmos
Se esqueceu do gosto e do cheiro
De um mundo que ela deixou para trás
É tudo sobre a exposição do objetivo
Eu disse a ela que os ângulos estavam todos errados
Agora ela está arrancando asas de borboletas
Mantenha seus pés no chão
Quando sua cabeça estiver nas nuvens
Então, vá pegar sua pá
E vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo
Vá pegar sua pá
E vamos cavar um buraco fundo
Para enterrar o castelo, enterrar o castelo
…Então um dia, ele a encontrou chorando
Encolhida num chão imundo
Seu príncipe finalmente veio salvá-la
E o resto você pode imaginar
Mas aquilo era uma armadilha e o relógio bateu meia-noite
Bem, certifique-se de construir a sua casa tijolo por tijolo
Ou o lobo vai soprar-la abaixo
Mantenha seus pés no chão
Quando sua cabeça estiver nas nuvens…”
Paramore — Brick By Boring Brick
– Você acha que eles finalmente perceberam? – Touya admirou a Tsubaki, os dois se encontravam detrás do cenário, se preparando para a apresentação que finalizaria a festa.
– Tou-chan, eles não são como você, apesar de que tem o mesmo ‘pai’, cada um deles percebeu tarde de mais o que era o amor humano, agora mesmo é apenas uma semilha que esta dentro deles… Ainda é cedo… — Tsubaki fechou os olhos e sua visão atravesso a festa, encontrando com a imagem de cada um em respectivos lugares, então sorriu algo torto ao abri os olhos. – Porem aos poucos depois desta noite, a vida deles ira mudar conforme o passo das coisas, eles irão perceber que não estão sozinhos, pois o brote acaba de se abrir
– Tal e como o planejado? – Touya não desvio seu olhar da imagem dela, a qual o admirou e sorriu.
– Não planejo nada, ver o futuro não é planejar e sim uma pequena forma de você saber que algumas coisas são inevitáveis, de uma forma ou outra elas irão acontecer, não precisamente como eu as vejo. Eles fizeram seus caminhos e cada um continuara optando por eles. Cada escolha os levara por um caminho, e cada caminho serão os própios que irão escolher se seguir ou se desviar pois o futuro mesmo é cheio de probabilidades… Nem mesmo o própio Karl Heinz que acostuma a planejar as coisa e usar os filhos, sabe que em um momento ou outro o destino ou o futuro pode mudar de acordo com suas escolhas.
– Tudo é uma questão de probabilidades…
– Sim, deixe eles mesmo enterrar, destruir, queimar ou derrubar o que deve ser e assim sera… São eles que precisam sair das assas do pai, pois ainda mal se libertaram dele, por mais que eles achem que seja assim.
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