Les Fleurs du Mal
46 Capitulo 45
Notas iniciais

Capitulo 45
Inverno – Atos de silêncio.
“…Sabemos muito bem que ainda há tempo…
Se o seu coração estivesse cheio de amor
Você desistiria?
…Quão injusto é o nosso acaso
Encontramos algo tão verdadeiro
Que está fora de alcance
Mas se você encontrasse nesse vasto mundo
Você teria coragem de deixá-lo ir?
Pois quanto aos, quanto aos anjos
Eles vêm e vão
E nos fazem especiais
Não desista de mim…
Pois quanto aos, quanto aos anjos
Eles vêm e vão
E nos fazem especiais
Não se trata, não se trata de anjos…”
Birdy – Not About Angels
– “Quem foi que disse que nos vampiros não podemos amar como humanos…? Por que sempre comparados a monstros…?” – Shuu lembrava bem dês umas das primeiras conversas serias que havia trocado com Tsubaki quando ainda eram pequenos.
Eram outros tempos tão diferentes deste, ele ainda era um menino de oito anos, Tsubaki, parecia uma menina de pouco mais de dez anos e já se fazia perguntas como aquela. Poucos anos disso, Tsubaki era uma menina bipolar com quem ele acostumava a brincar em algumas das festas que assistia junto ao seu pai…
Passaram-se quatro anos para que a vampira deixasse de agir de forma tão perversa e fria, ela tinha mudado e até mesmo as perguntas que ela se fazia a si mesma e a ele quem não tinha respostas, fizeram ele se questionar sobre a vida de um vampiro, tanto que ele chegou a buscar reposta naqueles que poderiam ter um pouco delas.
Edgar foi um passo para conhecer a humanidade, para ele significou o início de uma trajetória que jamais parecia acabar, mesmo quando ele achou que isto tinha finalizado, tudo era produto de um cruel e frio experimento de um alocado vampiro tentando buscar a cura para a eternidade.
#···#
Shuu levava um tempo sem dormi, estava desconcentrado e pensava mais do que nunca, sobre os mil e um assuntos que envolvia os Sakamaki e Mukami a aquelas moças, a aquele plano e a qualquer coisa que tivesse a ver com o rei dos vampiros. Passavasse, horas, dias, semanas e algum mês e nenhuma resposta ele havia tido, nem mesmo Tsubaki estava disposta a responder-lo pois o vampiro rei tinha feito ela esconder a verdade dos planos, ao menos ate que a hora de revelar este chegasse.
Todos formavam parte dos esperimentos para criar uma raza de vampiros superior a atual, porem a falha do plano de Karl Heinz, nos pensamentos de Shuu, era que esses vampiros fossem mortais. O por que disso? Shuu se perguntava seriosamente, já que ainda não compreendia ao certo a obseção de Karl Heinz com a morte, entendia que a vida eterna era larga e solitaria e que nem ele gostava disso, mais os motivos para um homem como Karl Heinz…
– Shuu-san… Você esta bem? – O quase murmurro delicado e melodico da voz da vampira ao seu lado o tirou de seus pensamentos, ele quase havia esquecido este detalhe, mais era a presencia de Megumi para ele um detalhe bastante importante.
Shuu começava a achar que os fantasmas do passado o assombrava, primeiro havia sido voltar a ver a Edgar, ele não estava morto e sim vivo e quando havia encontrado com ela, a primeira peso por que ate chegou a possui um sentimento que quando pequeno ele considero como estranho, agora como por artes do destino, na realidade não dele, mais parte de mais um plano de Karl Heinz, agora ela também estava ali, justamente depois da morte de quem fez ele compreender que não podia ignorar os humanos.
“Os humanos acostumam a ser imprevisíveis Shuu, ele chegam a te surpreender quando menos espera.” – Sim ele ainda estava de acordo com aquelas palavras de Tsubaki, mesmo quando ele queria negar-las, já que não queria formar parte de nenhuma espécie de ‘complô’ ‘plano’ ou o que fosse mais a ver com Karl Heinz: – Impossível de não formar parte honestamente. Karl Heinz sabia bem como pegar o toro pelos chifres e fazer com que este vinhe-se correndo até seus filhos para acabar com o que restava.
Megumi não era humana, mais parte dela sim o era, sua maneira de pensar seu jeito, ela amava tanto a humanidade como uma vez ele amo e, sempre acabava se sentido um pouco acurralado perto dela.
– Estou um pouco cansado. – Não ele decidiu que não iria mentir, poderia ser um clichês vindo dele, poderia ser apenas um papel de fantoche haver perdido os interesses no que fosse desde que Edgar havia morto, revivido e havia perdido mais uma vez alguém… Confuso era, mais não deixava estes pensamentos de lado, não quando era sua vida.
– Podemos descansar um pouco, ainda temos muito tempo para fazer as compras… – Shuu movimento com lentidão seus olhos para ver a Megumi, quem o admirava com um olhar carinhoso, própio dela, suas bochechas estavam levemente coradas deixando-o ver a beleza dos olhos destas que brilhavam cada vez que olhava para ele.
Ele não duvidou em aceita a proposta de sua acompanhante, os dois se sentaram em um dos bancos que havia pelos grandes corredores do centro comercial, as pessoas que passavam tinha a curiosidade por admirar o casal, tanto moças como rapazes ficavam fascinados pela beleza dos dois vampiros, dizendo-se mentalmente que os dois faziam um belo casal. Como sempre, os vampiros eram vistos como seres do mundo que eram, as pessoas os desconheciam, mais para os humanos era impossível escapar de tal beleza ao contemplar-los.
Shuu conservava os olhos levemente fechados, para os que viam, parecia uma espécie de paisagem de um quadro de um anjo, sua pele branca e seus cabelos claros como os primeiros raios de sol da manha eram própios de o que muitas vezes os humanos tinham como ‘ícone’ de um anjo, mais Shuu se podia considera o contrário disso.
Megumi se sentia meio incomoda com o silêncio entre os dois, mais Shuu era assim, sempre na sua e poucas vezes puxava realmente uma conversa descente, assim que mesmo o incomodo, Megumi havia se acostumado a aquela nova personalidade do rapaz, tentava não desviar muito os olhos para ele e brincava com a pequena pedra azul-marinho, o primeiro e único presente que ela havia ganhado dele.
O vampiro tentava se concentrar em descansar sua mente, mais sem um de seus fones ele escutava perfeitamente o som da arquitetura própia de aquele lugar amplamente fechado. Os ecos dos passos da multidão que caminhava de um lado para o outro, as conversa proporcionalmente ala ecoavam nas paredes e tetos que pareciam os de uma catedral gotica, o barulho da música do lugar, um animado canto de natal… Era pior fechar os olhos, os sons e barulhos ainda eram mais fortes e mais fácil de perceber.
Uma coisa foi certa, Shuu abriu os olhos, somente por que percebeu a incomodidade da moça, mesmo estando cansado ele não poderia ignorar-la, já que estava tão perto e os dois tinha uma tarefa a fazer. O vampiro abriu os olhos, voltando a ver a imagem das paredes beiges altas e amplias do local. Viu também algumas das decorações presente como mosaicos repetitivos em algumas das lojas, os pisca-pisca davam uma luminosidade mais graciosa ao lugar combinando com alguma das luzes de neon que havia nas videiras das lojas e também em seus lógos que indicava seu nome.
– Ainda temos quanto tempo até a hora de jantar…? – A pergunta pegou a Megumi um pouco de supressa, deixando-a com a boca meio entre aberta enquanto admirava os olhos azuis intensos de Shuu que contemplava ela sem piedade de deixar-lha vermelha ou sem folego diante a sua beleza.
– Temos mais ou menos uma hora e alguns minutos mais, já que encomendamos os postres na pâtisserie pedida por Tsubaki, e somente faltaria ir encomendar mais umas coisas em uma loja que esta próximo aqui… – Os olhos de Megumi se centrava em seu celular e no mapa do centro comercia., vendo a hora que era e seu destino para não se sentir tão sem jeito do lado dele.
O vampiro se levanto, fazendo ela voltar a centrar sua vista sobre ele, se perguntando o que estava passando-se na cabeça do mesmo. Ele volto o olhar para ela, mostrava calma como sempre, mais Megumi conseguiu perceber que no fundo parecia inquieto e também bastante distinto do que havia sido até então com ela.
– Gostaria de tomar café, quer me acompanhar? – Ele pergunto com um tom até suaves, ela não podia dizer que não, até por que seria bom para ela ao menos não pensar tanto em esta sozinha com ele, centrar sua mente em outras coisas poderia fazer bem, precisamente em aquele momento.
Era bastante difícil se centrar em outro assunto, por algo, ainda voltava em sua cabeça as perguntas que ela se fazia sobre o que estava acontecendo com Shuu e ante isso, ela acabou lembrando de sua primeira conversa com Tsubaki, quando elas se encontraram na festa.
#···#
– Finalmente… Depois de tantos anos esperando por algum sinal dele… Ele veio ao meu encontro Megumi… – Megumi não sabia todos os segredos que ocultava Tsubaki, mais sabia sobre parte de sua história e a raiva que a morena tinha por Karl Heinz.
– É por isso que você volto a Japão… depois de tanto tempo…? – Megumi até chegou a engolir o seco, não por que tivesse medo de Tsubaki ou nada parecido, o que acontecia é que sempre achava aquele um assunto privado de mais para ela entender algo.
– Sim, mais ou menos isso… Porém… – Os olhos violeta da vampira demonstrava uma espécie de vazio que Megumi conhecia bem, era mostra dos sentimentos internos da vampira, por algo ela se sentia vazia, mostrava um total descontando, como se estivesse decepcionada com algo, Megumi queria perguntar a ela, esta, continuou sem ela precisar fazer isso:
– Pode crê que ele me fez um último pedido…? – Os olhos da vampira se fecharam, ela bufou de uma maneira meio cansada e conseqüentemente chegou a se aconchegar no sofá, sua principal mania quando conversava com seriesa. – A última hospedeira do coração de Cordélia morreu… Seus filhos estão arrasados e não vem saída… Vampiros apaixonados, mais uma vez pela humanidade…
Megumi tentava captar as coisas com coisas que Tsubaki sussurrava, era como se de de repente aquelas coisas estivessem passando por a mente da vampira, a menor intuía isso já que Tsubaki não abri os olhos e parecia ter dor de cabeça.
– Tsubaki-chan… Você se encontra bem…? – Era as únicas palavras que Megumi achava correta de pronunciar, não tinha idéias de como chegar até Tsubaki de outra forma.
– … – Tsubaki abriu os olhos e encarou as pedras turquesas de Megumi quem se mostrava preocupada. – Você acredita no destino Megumi…?
– No destino…? – Megumi era incapaz de pensar no que se devia a pergunta, mais tento acompanhar a amiga e respondeu da maneira mais coerente que pode. – Sim…
– Você esta disposta a ser a pessoa quem salve a Shuu Sakamaki…? – Não entendia de onde havia vindo aquela pergunta por parte de Tsubaki, sua única reação do momento foi arregalar os olhos e deixar que estes se ‘torna-se’ brancos como o papel. – O destino precisa unir-los, tal e como me pediu Karl Heinz… desta vez ele esta disposto a liberar os filhos de uma vez por todas e você deve ser quem libere a Shuu… Somente precisa me dizer o que acha… Esta de acordo…?
#···#
Megumi nunca chegou a revela esta conversação a ninguem, ela nem sique chegou a tocar outra vez no assunto com Tsubaki, somente estava ali, sem dizer se havia aceitado ou não, jamais haveria esperado a pergunta de Tsubaki. Para ela ainda era difícil responder, em outros tempos e ainda hoje, seus olhos apontava para Shuu, mais ao voltar a ver-lo, havia percebido o incrivel espaço que havia entre eles e não era que Megumi estivesse atraz se não que…
… Tanto os Sakamaki como os Mukami foram criados com um unico proposito de atender as expectativas de Karl Heinz e assim era ela, ao menos o que sua mãe havia querido, porem era diferente, totalmente diferente pois Megumi tinha alguem sempre do seu lado e este era seu pai, ele impos a ela uma maneira diferente de pensar e os Sakamaki nem siquer tiveram isso, foram criados de maneira errada assim como os Mukami.
Megumi foi capaz de avança por que tinha um seguro e alguem que a amou mais que tudo, porem estes vampiros ficaram parados no tempo, em um tempo criado por Karl Heinz. Então, Yui Komori acabou com este tempo, mais não conseguiu fazer o relogio deles continuar a se mover, eles ainda estavam parados…
… Shuu ainda continuava parado em um tempo em que Megumi era incapaz de chegar, ele mesmo havia se atado no fundo do mar e parecia não querer olhar para frente, talvez asustase a ele olhar para frente ou quem sabe o que tanto o fazia ainda esta ali. Quando eles começavam a ‘caminhar’ ao lado de Komori, ela se foi e mais uma vez o relogio ficou parado deixando-os sem motivos algum, deixando a ele novamente com suas fobias e traumas.
Os olhos de Shuu captaram a atenção dos olhos de Megumi, quem não deixou de perceber que estava olhando para ele com profundidade e ao parecer o incomodo. Esta desvio o olhar e tratou de beber o café recém feito que havia na xicara. Os havia acabado de sentar em uma das mesas de uma pinturesca cafeteria estilo italiana, café era o único que haviam pedido e parecia que o tempo entre eles estava tão amargo como o mesmo.
– Por que você decidiu formar parte dos planos de aquele homem? – De alguma forma parecia que o dia estava cheio de imprevistos para Megumi, tal e como quando falava com Tsubaki, ela nunca se aclarava em relação a esta vida complicada que eles estavam metidos, agora fazia parte dela, mais não exatamente.
– Eu me decidi…? – Shuu percebeu que antes de responder, ela demorou muito e nem sequer conseguia se dizer a si mesma o que havia feito ela esta ali na frente dele.
– O outro dia Tsubaki nos conto que você e as outra humanas são uma espécie de ultima chance para nos… – Na realidade Tsubaki não havia dito isto claramente, Shuu havia tirado as conclusões do que ao parecer sua velha amiga escondia. – Karl Heinz mandou vocês para nos ensinar sobre humanos, isto não seria própio dele, mais os planos dele envolvem sentimentos humanos e você nem sequer é uma humana…
Por um momento Megumi sentiu uma pontada em seu coração, as palavras de Shuu soavam relativamente frias e sem emoções agradáveis, mais ela deixou ele continuar sem se pronunciar sobre o que havia ouvido.
– Sei que você é meio humana – Ele falou como se estivesse se desculpando por o de antes. – Porem, você também é um vampiro e, eu e você…
A conversa seguia a linha de diálogos sérios e meio frios por parte do mais velho, porém, algo não foi esperado e, isto foi que os dois fossem interrompidos por algo que realmente desconcentro o mais velho que estava atento até o mínimo detalhe do que estava acontecendo depois de conversa ser iniciada.
– Ops… – O café de Megumi havia caído de suas mãos, mais ela não foi Suja por este, antes que isto pudesse acontecer, a pessoa que esbarro nela teve um rápido reflexo de segurar-la pelas costas, trazendo até ele. – Lamento muito senhorita…
Shuu observa a cena em silêncio, ele havia percebido que não havia sido nada normal o momento, observou a pessoa que tinha a Megumi entre os braços, resultando ser este um homem bastante alto, de mais de metro e noventa. Sua pele possuía uma cor morena avelha e seus olhos tinham incríveis brilhos dourados. Estes usava uma camisa formal, por debaixo de um colete negro e elegante, usava uns jeans negros meio mal gastado e seus cabelos castanhos café estavam presos em um pequeno rabo-de-cavalo.
– Eu.. Na realidade… – Megumi começo a se sentir nervosa dianto do acontecimento, havia sido tão rápido que a mesma mal se deu conta de quase nada, porem, quando assim foi ela se sentiu tímida e mostrou suas bochechas coradas para o rapaz que não demorou em soltar-la então ela percebeu que ele tinha uma cicatriz que ia do seu olho direito ate um pouco mais abaixo de seu pescoço e, seus rasgos não era para nada japoneses e sim estrangeiro.
– Lamento realmente ter interrompido o casal, apenas tenho uma forma de me desculpar… – No momento em que Megumi viu como ele, como se nada, pegou sua mão e a levou, se sentiu sem reação, ele era impulsivo e agia de tal forma que ela jamais havia esperado.
O rapaz logo se deteve quando ele sentiu que a mão de Megumi soltava a sua, o moreno admirou para traz e bufou um sorriso quase impercebido vendo que Shuu era quem havia desfeito a mão de Megumi da dele, no momento Megumi estava abraçada por um de seus braços a ele, esta quem não tinha muita idéia do que estava acontecendo já que tudo havia surpreendido a ela por haver passado tão rápido, ficou em silencio.
– Não se atreva a tocar-lha… – A voz de Shuu sôo ameaçante e o rapaz pode jurar que havia visto um brilho vermelho intenso nos olhos azuis oceânico do vampiro, este não deixou de sorrir, para supressa de Shuu se adiantou e acaricio seus cabelos bagunçando-os.
– Calme-se Shuu-chan, não irei fazer nada com Megumi-chan, estava apenas querendo ir comprar um café para ela, me desculpando pelo acontecimento. – Shuu se sentia supresso e não entendia o que estava acontecendo, mais sabia que não era nada bom, aquele homem havia falado com eles como se os conhecesse, ele sabia os nomes dos dois.
As pessoas ao redor não prestavam atenção no momento, era quase imperceptível para elas e Shuu ate chegou a perceber isso mais se sentiu incapacitado de reagir diante do problema, ele não tinha a menor idéia de quem era aquele homem, muito menos tinha idéia de como ele chegou a conhecer.
– Aqui, para você senhorita… – Megumi estava sem reação, seguia entre os braços de Shuu e não sabia se permanecer em silêncio, se continuar nervosa ou pior se continuar entre os braços de Shuu.
Ela admirou ao jovem nos olhos, este tinha um olhar bondoso e desinteressado, Megumi realmente não via maldade e se sentiu com vontades de aceitar o café que ele havia acabado de comprar, mais quem falou por ela foi o que até então estava pensativo e havia observado sem se mover do lugar ao moreno.
– É melhor que você fique para você… – Shuu praticamente puxou a Megumi entre seus braços e, caminhou para longe do moreno com ela. Megumi somente teve tempo de captar o sorriso de orelha a orelha deste, vendo como ele acenava com uma das mãos bebendo um pouco de café, ele murmuro algo que Megumi chegou a entender literalmente mais não entendeu o que ele queria dizer no sentido das palavras.
– Até depois… – O último que Megumi contemplo foi ele desaparecer em um piscar de olhos.Shuu não sabia bem, bem por que se sentia assim, mais ao ver o moreno, um incrível temor tomou conta de seu corpo, foi como se visse Edgar mais uma vez ser devorado pelas chamas ou ver… Komori morrer mais uma vez? – O que significava este temor na frente de aquele ser? Ele mal o conhecia, mais ele sim a eles, ele havia dito os nomes com clareza, ele os havia escutado, não havia dúvidas, ele não parecia esta brincando, mais fingia ser assim.
O que alguém como ele queria com eles?
#···#
– Ao parecer o mais velho dos Sakamaki sente um medo tamanho da perdida… O que sera que significa isso? Ate me da peninha do pobre Shuu-chan… – O moreno bufo um riso divertido ao ver contemplar de longe o casal que ainda andava para longe de onde ele havia estado a alguns minutos.
– Você não consegue conter a curiosidade… Igualzinho a todos Posêidon… – Hades apareceu ao lado dele, fazendo-o captar todas as atenção nele.
– Ninguém consegue conter a curiosidade quando trata de um jogo… Ao final quem não gostam de ver de perto os protagonistas de uma tragédia grega? Ao parecer os outros também estão por aqui. – Posêidon fecho os olhos e sorriu mais. – É bastante interessante.
– Sim, pena que somente podemos observar por agora… Como gostaria de poder ir ao encontro de minha amada sobrinha e de seus novos amiguinhos. – Posêidon deu de ombros e suspirou ao mesmo tempo.
– Você e sua paixão por Tsubaki-chan… – Hades centrou o olhar com uma feição seriosa para Posêidon, este continuou sem se importa o que Hades começava a sentir. – Desde que ela decidiu finalmente abandona…
Posêidon deixou de falar assim que viu os olhos salvagens e animal de Hades olhando para ele com uma intensidade que a diferencia de Shuu, ele sim teve um respeito, até por que Hades era um dos dois únicos, que se poderia igualar com ele.
– Deixo de falar, vou embora tchauzinho… Ainda tenho muito o que viver… – Posêidon desapareceu nas sombras.
#···#
Shuu e Megumi caminharam ate uma zona mais afastada do centro comercial, eles não se cansaram por suas condições físicas de vampiros, porem, Megumi percebeu que Shuu estava um tanto mais pálido do que já era, parecia algo assustado e demonstrava esta pensativo, Megumi podia sentir ainda ele segurando a sua mão, tal e como se tivesse medo de que ela saísse de seu lado, ela jamais o havia visto de esta forma, o Shuu que ela conheceu no passado era distinto, mais este Shuu era também distinto do que ela conhecia a algum mês atrás e dias.
– Shuu-san… Você esta bem? – Mais uma vez ela fez sua típica pergunta de preocupação, não sabia como reagir com ele, pois era totalmente uma coisa nova que ela descobria nele, ela podia jurar que ele estava tremendo e nem sabia bem o que havia causado aquilo, ela ate chegou a imaginar que se tratava de aquele rapaz moreno, mais o que havia nele que ela não tinha visto?
O vampiro não se dava conta de como reagia, nenhum pouco, estava sumamente controlado por sua mente e seus pensamentos, tal e como tos seus traumas, medos e fobias houvessem dominado ele por completo e mal conseguia sair deste ciclo temporal que havia sido criado por ele mesmo e as coisas que tanto o assuntavam.
“Posso jurar que tive medo de perder-la… Achei que ele a levaria para longe de mim. Ele tinha esta intenção, mais por quê? Ainda sinto medo dele como se ele pode-se destrui em um piscar de olhos… Que sensação foi esta?” – Varias de estas perguntas criadas por sua mente voltavam a se repetir uma e outra vez, ele não sabia por que aquele homem o havia causado tanto medo, mais ele jurava que havia sentido que o propósito deste era levar Megumi para longe dele.
– Shuu-san…?! – Megumi se preocupou ainda mais ao ver-lo levar a mão ao rosto e esfregar-lo com uma espécie de impaciência e calmo que não combinava, era uma forma nervosa de mostrar que estava um tanto ruim.
Mesmo que Megumi repetisse uma e outra vez a frase para Shuu, ele não voltava a si e ela se perguntava o que deveria fazer, até que o único que ocorreu em sua mente foi o seguinte: Megumi solto a mão de Shuu e ele não demorou em contemplar-la algo assustado, esta levou as duas mãos ate o rosto dele e acariciou com toda a calma, fazendo ele olhar diretamente para os olhos dela azul-turquesa que mostravam uma calma e um calor tão doce e delicado que para Shuu foi impossível não se sentir abraçado por este.
Repentinamente ao sentir as caricias de Megumi e olhar diretamente em seus olhos, a calma se apoderou dele, sentiu-se transportado a um lugar próximo ao mar, em onde os sons das ondas ondulantes na praia chegavam aos seus ouvidos enquanto os raios de sol queimava com toda calidez sua pele, ele não entendia bem o que, mais sempre que estava com Megumi, ela sempre conseguia acalmar-lo com suas palavras e o transportava para aquele pequeno paraíso privado…
Megumi admirava ele sem desviar, mostrava uma face preocupada, mais assim que o mesmo ergue uma de suas mãos para colocar sobre a dela, ela pode sorrir como se estivesse dizendo a ele “Esta tudo bem… Eu estou aqui”, ele parecia finalmente haver aceitado aquelas poucas palavras ‘invisíveis’ que ela podia oferecer a ele. Shuu não conseguiu pronunciar nenhuma palavra, nem se quer Megumi quis mudar o ato silencioso e belo que eles tinham em aquele momento, decidiu permanecer em silêncio, até que este se decidisse a falar assim que recuperasse a calma.
O vampiro cedeu completamente aos encantos de sua amada…
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