Leonetta - Um Passado Escondido
17 Não É Culpa De Ninguém.
Notas iniciais
...
~ Angie ~
– Você era muito pequena,nunca lembraria disso.
– Angie,olha a hora — Ela da um pulo da cadeira — Tenho que ir,beijos.
Observo a correr para fora do restaurante,e sumir numa rua próxima.
Olho inúmeras vezes para o meu celular,tentando me conter de xingar o Germán até a alma.
Chamada On °
– Alô? — A voz dele do outro lado da linha indicava que eu não conseguir me conter.
– Mentiu para ela de novo — Digo com voz baixa — Como você pode?
– Você faria o mesmo no meu lugar — Se escuta um puxão de uma caideira — Eu tenho certeza que faria.
– Ela estava comigo agora pouco — Digo brincando com minhas chaves.
– Você não contou nada né? — Sua voz agora ganha um tom de preocupação.
– Não,eu não eu menti.
– Eu te disse que você faria a mesma coisa que eu — Raios,ele estava certo.
– Foi mais forte do que eu.
– Essa mentira é mais forte que todos nos juntos,e o único meio de vencer ela é mentindo novamente.
– O que aconteceria se eles descobrissem que são o motivo de toda a reviravolta? — Minha voz também ganhou agora um tom de preocupação.
– Eles teriam que carregar uma culpa eterna.
– Eles eram pequenos,não tinham culpa de nada — Agora minha voz começa a ficar chorosa.
– Ninguém tem culpa nessa história,Angie — Era muito difícil Germán ter uma recaída como a da foto,ele sempre conseguia controlar tudo. — Só que é muito mais fácil nos convivermos com isso,do que eles que ainda nem adultos são.
Há um silêncio assustador na chamada,como se os dois já soubessem que a hora da verdade estava chegando,e era inevitável. Me relembro das palavras que pensei uns minutos antes.
– Não podemos mudar o mudar o destino que já foi escrito pelas estrelas,não é?
– Um dia teremos que contar a verdade — Ele respira fundo — Tenho que desligar.
Chamada Off °
~ León ~
– Ok,admito,esse trabalho é o mais difícil de todos — Coloco meus cotovelos sobre o piano,para que minhas mãos conseguissem encostar em meu rosto. — Os acordes não batem.Nada bate.
– Desculpem o atraso — Violetta abre a porta com pressa,ela deve ter corrido muito,pois há suor pingando em seu rosto,
– Onde estava? — Pergunto.
– Angie . Estava com a Angie — Ela se senta em um dos puff's.
– Não vamos conseguir sair do lugar se desse jeito — Camila se levanta e tenta liderar o grupo — Vamos compor antes de fazer a sinfonia,ok?
– Ta,do que podemos falar? — Olho para cara de todos.
– Amor? — Andrés fala.
– Muito clichê — Violetta e Fran falam juntas.
– Podemos fazer uma mistura,amor,amizade,sonhos. E ver no que da — Falo foliando as partituras.
~ Ramalho ~
Trabalho,e mais trabalho.Mas algo me chama a atenção.
– Eu já sei,ok?Eu vou levar eles até você,fique calma . — Esmeralda falava ao telefone. — Mas não a por que mata-los , eu sei que eles fizeram aquilo para você,mas isso é muito cruel.Eu sei,eu sei que você não se dá a minima,sei que você quer vingança,mas já se passaram mais de 10 anos.
– Esmeralda? — Interrompo ela ao telefone,e ela se vira assustada para mim.
...
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