Lentes
1 Capítulo Único
Sempre falaram que uma câmera sempre captura ou o melhor ou pior de uma pessoa, suas emoções ou como se comporta diante de uma multidão. Ela congela o momento, o deixa fresco para apreciar por segundos e ser seguido pela próxima imagem, a próxima foto.
Max tirava fotos do que era belo, do que se destacava e tinha a luz do dia favorecendo para a qualidade de iluminação ser melhor, o objeto inanimado parecer diferente e que mostrasse o que ela via através dele. O abandono, o vazio.
As lentes eram seus olhos, o ajuste seria sua perspectiva e a foto que sair da polaroid era a memória, o congelamento e o fixo da eternidade.
Sabe o mais interessante? Quando se captura uma imagem, você a transforma em algo imortal, como um retrato renascentista ou uma escultura em mármore, era isso que Max fazia e fazia de melhor, era a pintora e escultora, a imortalizadora daquilo que era belo e feio e era isso que a lente de sua polaroid ajudava, era seu melhor instrumento.
Seria um egoísmo guardar algo tão eterno para si mesma? Seria mesquinho ou arrogância considerar o eterno de uma imagem algo de sua visão e apenas sua, sem outro para considerar?
Notas finais
Espero que tenham gostando o/
Fale com o autor