Notas iniciais
– Vamos ao banquete, e logo depois podem ir cada um para seu próprio salão comunal.- Disse Dumbeldore. Eu tenho que ir falar com ele depois do jantar. Quando o jantar foi servido todos estavam comendo, e eu só olhava para Ron, como pode comer assim? Ele come muito rápido, é um esfomeado. Harry comia pouco, e eu via que ele também estava preocupado pois toda hora olhava por mim.
– Harry você sabe a senha da sala do Dumbledore?- perguntei.
– Sei, por que?
– Preciso conversar com ele.
– Ok, é Sorvete de limão.- Ele disse e eu tive rir da senha.
– Todas as senhas que ele põe é alguma comida?- Eu perguntei e ele riu balançando a cabeça como confirmação, eu ri também. Depois do jantar Dumbledore se pronunciou outra vez.
– Weasley's e Ordem da Fênix, você vão ficar com a Grifinória. Há quartos há mais para vocês lá.- Depois disso todos se levantarão e foram pra seus salões, eu fui direto para a sala do diretor.
– Sorvete de Limão.- Murmurei para a gárgula e subi as escadas, ao chegar em frente a porta eu peguei na porta e empurrei, já estáva aberta.- Com licença diretor Dumbledore.
– Entre.- terminei de entrar na sala, Dumbledore estáva lendo alguns pápeis, e me olhou por cima dos oclinhos meia lua.- O que deseja minha jovem?
– Diretor, é sobre o livro, gostaria de tirar algumas dúvidas.- Perguntei, enquanto eu falava ele pegou o livro que estáva dentro de uma gaveta.
– E quais seriam essas dúvidas?
– Primeira: Tem mesmo que ler, as partes mais... mais é... intimas pra todo mundo?- Quase gaguejei, tenho certaza de que estou corada neste momento, ele riu.
– Oh minha menina, isso eu já conversei com a Minerva e revolvemos que vamos tirar os alunos do primeiro e do segundo ano do Salão Principal quando for chegar essa parte, mas eu estava danda uma olhada aqui, ainda vai demorar um pouco pra isso acontecer.- Pronto agora eu estou um pimentão.
– Vo-você, leu essa parte? — Eu perguntei gaguejando, eu não acredito que ele leu, não pode ser...
– Não senhorita, só li os titulos, e no título já fala o que vai acontecer, bem já dar pra imaginar.- Ele disse meio envergonhado, eu acho que não posso ficar mais vermelha do que já estou. Eu já ia me levantar pra sair quando lembrei de uma pergunta importante.
– Diretor?
– Sim?
– Se tudo der certo na leitura, e tiver provado que tudo vai ficar bem, e todos vão estar felizes, eu vou pro passado?- perguntei, mas já sabia a resposta.
– Apenas se você quiser minha menina, se você achar que deve ir, você irá.- Ele disse com um sorriso bondoso no rosto.
Pedi licença e sai da sala, eu precisava pensar, colocar meu pensamentos no lugar. O futuro está em minhas mãos e pra conseguir salvar todos que eu amo, eu tenho que ir para o passado. Eu não tenho dúvidas de que vou, pra salvar meus amigos e minha familia, eu daria minha vida, minha alma, o meu corpo, daria tudo o que quisessem, em troca deles serem vivos e felizes. Chegando no salão comunal da Grifinória, eu falei a senha baixo e eu abri a porta devagar, ninguém me viu entrando então eu pude observar todos que estavam na sala, tinha alunos do terceiro ano em diante, todos os Weasleys estavam lá e a Ordem também, todos se divertiam com as histórias dos Marotos contadas pelo Sírius e pelo Remus, e parecia que não existia Voldemort nem nada disso, estavam todos felizes com essa leitura, era uma esperança de final feliz, uma esperança que tudo ia ficar bem.
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