Lendas espaciais.

7 A menina da lua.


Notas iniciais
Eu estava observando as estrelas um dia desses. Gostei da sensação e voltei para vê-las novamente. Então olhei para o céu, e para a lua, e... por um momento, jurei que na lua crescente havia uma moça sentada, a usando como um balanço.

A lua é sua poltrona,

e as estrelas, seus abajures.

Para ela, a noite é como

um grande papel de parede,

bonito, limpo, e infantil.

Lá em cima venta muito.

Seus longos cabelos ondulam

como um pedaço do mar, ou

a bandeira de algum lugar.

Essa ida e vinda suave

a faz ter lembranças,

lembranças essas de anos,

que guarda com carinho

no porta-malas chamado

saudade.

"Que alegria melancólica",

resmungou ela quando percebeu

seus versos sobre si mesma.

"Deixe disso, menina da lua"

porque lhe emprestaram os céus,

e toda a visão que neles pode ter.

Então,

deixe disso, menina da lua,

pois a ele tu podes ver,

e mesmo sem coragem, dizer:

"Olá, saudade minha de tanto tempo.

Vamos tomar um chocolate e

relembrar os velhos tempos?"

enquanto sorri para a terra,

e ela lhe sorri,

fazendo com que o menino da terra,

que desesperado estava para sair dela,

veja a menina da lua e diga

"pra ela!

pra ela que quero ir!"