Lendas de Valoran

1 O Bailar da Donzela - Orianna


Notas iniciais
Boa Leitura!!!

— Uma dor no coração... Não vou aguentar mais tempo sem ela! — O senhor Corin Reveck se debatia em prantos ao se lembrar da filha que havia partido há alguns anos.
— Acalme-se, Corin... Um dia as coisas são tiradas das pessoas sem motivo ou razão... — Uma pausa pelo forte suspiro. — É a função da vida, infelizmente. — Era seu irmão, Louis Reveck tentando consola-lo.
— Mas tem uma solução...
— Corin, você não pode combater a morte. — Louis estava certo de que sua sobrinha, Orianna estava em um lugar melhor e tentava consolidar ao mesmo cargo em que impediria qualquer erro por parte do irmão.
— Eu não vou combater a morte. — Enxugou as lágrimas. — Só vou recriar minha donzela através da tecmaturgia. — Uma solução, talvez... Mas talvez um erro.

— Corin, você não... — O irmão nem tentou impedir, também não conseguia segurar a vontade de ver sua sobrinha novamente.

Meses depois...

No mesmo porão, da mesma casa em que se encontraram da última vez, Corin e Louis Reveck se reencontraram para o momento mais esperado dentre os últimos meses.

— Ansioso? — O sorriso estampado no rosto de Louis nunca foi o mesmo como o daquela tarde. Ao seu lado, um pano preto cobria algo por trás de uma gaiola de metal.

— Tire logo esse pano. — Louis jogou seu irmão de lado e em direção ao momento em que esperava se espantou com o que avistou.

— O que acha? — Mesmo jogado de lado, Corin conseguia sorrir com seus olhos inundados por lágrimas que não desciam.

Não era a mesma Orianna... Louis espantou-se com a semelhança, mas aquilo para ele era uma aberração. Sem querer viver com uma mentira, deixou a sala sem palavras.

— O que há de errado comigo papai? — A donzela mecânica dos intensos cabelos loiros, com seus olhos vazios azuis e com um incrível mecanismo perfeitamente funcionando e brilhando.

— Não há nada de errado contigo, minha princesa, você é perfeita aos olhos do papai.

Apesar de ser uma ótima dançarina, Orianna em vida sempre foi encantada com a Liga das Lendas, onde reuniam os maiores talentos de Valoran. A mesma nunca teve oportunidade já que não tinha talento o bastante para se qualificar, mas foi persistente enquanto viva e isso acabou trazendo sua morte. Corin sabia desse sonho de sua filha e então durante a tecmaturgia criou um companheiro que levaria Orianna a ter sucesso em sua jornada. Uma esfera que seguia os comandos da donzela e que combinada com sua incrível estratégia teria sucesso ao se inscrever na Liga.

2º Ato: Sonhos

Orianna se inscreveu na liga e após passar no primeiro teste teria que combater com campeões que já estavam dentro da liga. No dia certo, sem saber contra e com quem iria batalhar foi até Summoners Rift.

— Campeões, sejam bem vindos a Summoners Rift, o palco da carnificina. — O diretor de operações da liga recebeu a todos em um local bem esquisito. Cinco capsulas vazias esperavam por cada um que estaria junto de Orianna em sua equipe. A sala não tinha iluminação, apenas as capsulas eram iluminadas por uma vela que se apagou com um estalar de dedos do diretor de operações. — Será um combate de duas equipes compostas por cinco pessoas. Vocês irão enfrentar cinco campeões da liga e se vencerem terão a chance de entrar para a liga. Prestem atenção, quando se iniciar a partida nossos juízes irão julgá-los a cada abate e a cada morte. Dentro de Summoners Rift ninguém poderá morrer, apenas irão retornar ao ponto de início e recomeçar.

— O objetivo de cada equipe é destruir as torres do inimigo e caminharem até o Nexus para destruí-lo e vencer. Cada um seguirá pela rota escolhida. — Uma voz diferente ecoou um pouco mais macabra pela sala. — Boa sorte.

Sem olhar para o lado, Orianna caminhou até a capsula do meio que a levaria para combate. De repente, estava em gramas verdejantes, em uma reta que a levaria para o Nexus inimigo, mas ainda haviam duas torres em sua rota impedindo sua passagem. Summoners Rift era enorme, uma densa floresta separava as três rotas e também separava os campeões. Sua equipe era composta por Sion, na rota superior, Pantheon na selva e Jinx acompanhada por Tahm Kench na rota inferior. O combate se iniciou para Orianna quando avistou seu inimigo, Viktor, o Arauto das Máquinas. Entreolharam-se, como se fossem rivais há anos e as tropas surgiram. Sem delongas, Orianna queria um combate decisivo onde as tropas não a interessavam e queria mesmo era aniquilar seu inimigo. Lançou a esfera em Viktor que se desviou no primeiro momento, mas a mesma o seguiu até explodir ao seu encontro. Ainda debaixo da sua torre, Orianna atacava o Arauto e permanecia ilesa.

— Dance comigo, meu bichinho. — Tentava provocar o inimigo enquanto apenas atirava esferas infinitas em Viktor.

— Poupe-me de sacrifícios, donzela. Você é bela, porém arrogante demais. — Revidou ainda atacando as tropas de Orianna.

Sem perceber, Orianna já havia perdido suas tropas inicias e as tropas inimigas invadiram sua torre. Mesmo causando dano inferior, sabia que aquilo tinha de mudar. Aniquilou as tropas rapidamente sem se preocupar um pouco com Viktor que acabou recuando para sua torre. Ambos esqueceram por um tempo do adversário e apenas dilaceravam as tropas um do outro. Uma surpresa, Viktor lançou um campo gravitacional aos pés de Orianna que graças ao ataque teve sua velocidade diminuída. Aproveitando a iniciativa, o Arauto das Máquinas atacou sua adversária com seu braço robótico, lançando uma chama em linha reta acertando bem aos pés de Orianna. Teve de recuar, mas não por muito tempo. Assim que Viktor retornou a atacar tropas, a donzela comandou sua esfera a atrair o inimigo, empurrando-o para próximo da torre de Orianna. A torre atacou Viktor causando imenso dano e Orianna teve o trabalho apenas de lançar o feitiço de combustão no inimigo que aos poucos tinha sua vida diminuída até morrer. Sabia ela que logo ele retornaria então usou tudo que tinha para matar as tropas inimigas e caminhar suas tropas a atacar a torre de Viktor que rapidamente foi destruída.

— Isso aqui é fácil. — Debochou quando viu o inimigo retornando.

Antes que ele pudesse responder ao deboche, Orianna retornou à sua base para que recuperasse a vida perdida. Sem delongas partiu para sua rota com intenção de carregar novamente, mas se decepcionou ao ver sua primeira torre destruída.

— Também achei muito fácil. — Viktor apenas sorriu respondendo irônico.

— Yahoo! — Alguém gritou vindo de cima de Viktor.

Era Pantheon saltando sobre o inimigo com uma imensa força de vontade. Viktor tentou ataca-lo, mas o escudo do Artesão da Guerra era inquebrável. Orianna correu em direção ao adversário. O escudo de Pantheon já não estava completamente ileso, então Orianna ordenou que sua esfera o concedesse escudo e apenas olhou Pantheon aniquilando mais uma vez o adversário.

— Não acredito que esses amadores estão vencendo. — Foram as últimas palavras do Arauto das Máquinas.

— Donzela, ajude-nos na rota superior, estamos perto de vencer. — Pantheon a segurou pelo braço e a carregou pela selva até o inibidor inimigo. Na verdade, Sion já estava faminto por guerra e havia carregado toda a rota superior. Jinx, Pantheon, Orianna e Tahm foram para ajudar e rapidamente destruíram o inibidor. Darius, Viktor e Thresh mediram reforços para o time azul. Uma lanterna se agarrou a Pantheon e o puxou para debaixo das duas torres que protegiam o Nexus. Rapidamente a vida de Pantheon era dilacerada e quando tentou fugir, Darius saltou sobre o Artesão da Guerra partindo-o no meio com o ataque de seu machado. O machado de Darius se envolveu a Tahm e o puxou, mas o Rei do Rio engoliu o adversário e o levou até Jinx que o aniquilou com um canhão enorme. Orianna e Ashe se enfrentavam e assim que a Arqueira do Gelo (Ashe) preparava o ataque que aniquilaria a donzela, Tahm saltou na frente protegendo-a.

— Corra! — Foram as últimas palavras do mesmo.

Assim ela fez e deixou Jinx e Sion para vencer a partida. Viktor ainda tentou aniquilar Orianna, mas seu ataque apenas pegou de raspão e a mesma conseguiu fugir. A vitória estava nas mãos da equipe vermelha. Sion combatia contra Ashe e Viktor, sozinho, enquanto Jinx e as tropas destruíam as torres. Uma torre caiu e Sion conseguiu matar Ashe, mas estaria preste a morrer. Viktor recuou por um tempo e Jinx tentou ajudar, mas o feitiço de combustão iria matar Sion. Uma tempestade do caos aniquilou o Colosso morto-vivo (Sion), Jinx não correu e combateu corpo a corpo com Viktor. Lançou uma armadilha de urso aos pés do arauto que ficou preso pela armadilha e foi aniquilado por Fishbones, lança-mísseis de Jinx. Não ficaria barato, pois Viktor lançou seu último feixe de luz dilacerando a maníaca que acabou morrendo para as tropas inimigas. Com todos mortos, as tropas da equipe vermelha destruíram a segunda torre e prestes a vencer, Warwick, do time azul impediu a vitória tão cedo. Bem, uma surpresa... Pantheon novamente saltou bem em cima de Warwick e ali começaram uma batalha que decidiria. Pantheon arremessou sua lança no lobo que atacava como se não houvesse o amanhã. Com uma investida atacou o Artesão e o mordeu faminto, mas o mesmo apenas teve o trabalho de acabar com o lobo perfurando-o com a lança bem no peito. O Nexus estava bem em sua frente e a vitória em suas mãos. Vibraram alegres com a vitória vendo todos veteranos decepcionados ao tentarem revidar, sem sucesso.

A donzela mecânica, Orianna foi alegre para a casa na expectativa de dizer sua conquista ao pai.

— Papai, eu consegui! — Desceu fulminante ao porão e se deparou com Corin Reveck estirado no chão. — Papai... — Seus olhos se encheram de lágrimas ao ver tal cena e cheia de ódio avistou um bilhete bem ao lado.

No bilhete apenas uma assinatura escrita com o sangue de seu pai...

“Ass.: Viktor”

Notas finais
Que tal deixar uma sugestão de campeão para o próximo conto?