Lendas de Midgard

8 Uma Trágica Comedia


Notas iniciais
Os personagens de Ragnarok não me pertencem, pertencem a GravityCorp.

Ruas de Cômodo.

Kyo: Eii irmão, quem será aquele garoto?
Kenji: Nossa, ele esta imundo. — O pequeno garoto, cabelos vermelhos e olhos negros como o de seu irmão, forçava os olhos e reparava que toda a sujeira não era simplesmente barro, e sim uma lama avermelhada.

Kyo: Irmãozinho, acho que aquilo é sangue.
Os dois o observam, ate que o pobre garoto cai no chão, então correm para acudi-lo.

Kyo: Você esta bem? … Eii responde. É acho que não. – coloca o garoto em seus ombros e com dificuldade o leva para o castelo de seu pai.

Kenji: Paiii, Paiiiiii. Olha o que agente achou.

Daisuke: Filhos? Nossa! O que é isso. — Desse as escadas correndo, e pega o garoto desconhecido nos braços, onde se encontrava quase morto.

Kyo: Pai o leva para o médico, rapidoo.

Daisuke: Taa bom, tá bom. – Disse o grandalhão e desajeitado rei de comodo, era uma pessoa gorda, com idade aparentemente visível e que vestia trajes grandiosos, feitos com tecidos nobres.

Os três partem imediatamente, para o médico do reino.

Casa do médico:

Daisuke: Doutor, de uma olhada nesse garoto, meus filhos o trouxeram, não sabemos de onde veio ou quem é, apenas que está muito ferido.
Doutor: Pode deixar, vou verificar se ele corre risco. — O doutor pega o garoto, e o leva para os exames.

Kyo: Tomara que ele esteja bem, não é Kenji? — e deu um sorriso alegrando seu irmão.

Kenji: Pois é. — E vai sentar-se.

Aproximadamente meia hora depois.

Doutor: Olha, ele está fraco, precisa de um bom banho, uma boa alimentação e muito descanso, que tudo estará certo. Apenas alguns dias aqui e ele ficara bem.

Daisuke: Espera ai, que agente cuida dele, não é meninos? — Todos se assustam com a reação do rei.

Doutor: Mas meu senhor, você não o conhece e vai levá-lo para casa?

Os dois meninos se olham, e olham para o pai.

Daisuke: HahaHahA. — O bondoso rei, da uma enorme risada, exclamando. – Vocês já me conhecem. – deu uma piscadela para os filhos, o mais velho ficou feliz ao contrario do mais novo.

O rei chama um dos guardas para levar o garoto para o palácio. Ao chegar manda o guarda coloca-lo em um dos quartos de hospede.

Quando acorda, sente que está em um lugar macio.

Icarus: Será que morri? – escuta uma risada próxima de onde estava.

Kyo: Não, você está no palácio de comodo. – estava sorrindo, para o moleque que já havia se sentado.

Icarus: Quem é você?

Kyo: Sou o príncipe Kyo, e você?

Icarus: Sou Icarus. – falou um pouco envergonhado.

Kyo: Vamos! – e já foi saindo.

Icarus: Aonde? – perguntou assustado.

Kyo: Meu pai quer conhecê-lo. – saiu do quarto, mas Icarus não foi, então colocou só a cabeça para dentro sorrindo – Vai ficar parado ai quanto tempo.

A criança sai da cama e segue o príncipe até o local onde o rei se encontrava.

Dez anos depois...

O jovem príncipe estava à beira mar.

Icarus: Kyyyyyo! – um bardo que usava uma mascara que parecia o rosto de uma raposa, estava indo em direção ao príncipe sendo seguido por dois guardas, que estavam zangados. Em poucos minutos os guardas já o tinham pegado. – Kyo me ajuda! – fazendo cara de coitado. O jovem príncipe começou a rir.

Kyo: Soltem-no.

Guarda1: Mas Vossa Alteza olhe só o que ele fez conosco. – o guarda tirou o chapéu e mostrou que estava careca e o outro guarda virou de costas para que o príncipe visse sua calça que estava queimada.

Kyo: Isso não é motivo para castigá-lo, soltem-no. – disse o príncipe segurando a risada.

Os guardas o soltaram e voltaram para seus postos.

Icarus: Eles estavam dormindo. – disse se justificando.

Kyo: Hahahaha. Tá tudo bem. Hahahaha. – riu mais um pouco fazendo Icarus rir junto – Não precisa se justificar.

Icarus: Beleza.

Foram se sentar à beira-mar.

Kyo: Icarus posso te fazer algumas perguntas? – estava de cabeça baixa.

Icarus: Já fez. Mas vou deixar você fazer outra só porque você é meu amigo – sorriu para Kyo.

Kyo: Quantos anos você tem agora?

Icarus: 15.

Kyo: O que aconteceu com a sua família?

Icarus: ... – ficou parado e se lembrou de sua família. – Não quero falar sobre isso.

Kyo: Está certo. Como conseguiu essa mascara e por que nunca tirou ela? – olhou para seu amigo, esperando uma resposta.

Icarus: Não quero responder. – abaixou a cabeça pra que seu amigo não visse seu semblante triste.

Kyo: Você não vai me responder nada?

Icarus: Desculpe!

Kyo: Tudo bem. – ficaram um tempo em silencio, ate que o bardo resolve quebra-lo.

Icarus: Acho que está na hora de eu contar isso pra você. – olhou para o seu amigo-irmão.

Kyo: Que bom! – sorriu para o bardo.

Icarus: Na verdade essas duas perguntas têm uma única historia que se cruzam.

O príncipe ficou em silêncio esperando o começo da historia.

Icarus: Bem, eu estava com a minha família atravessando a Caverna Oeste de Comodo, porque minha mãe estava doente e na minha cidade natal não havia o remédio e mesmo estando doente ela acompanhou a mim e meu pai. No meio do caminho avistamos a sombra de um totem, só pela grandiosidade de sua sombra fez-nos arrepiar dos pés a cabeça, paralisando todos de medo. Quanto mais a sombra se aproximava, a agonia possuía meu corpo. Um totem imenso aparece, quatro cabeças empilhadas começaram a se desfazer no ar, todas estavam cobertas por sangue, três delas giravam em torno de uma maior, tudo parecendo um belo ritual. Minha mãe começou a cuspir sangue, seu estado de saúde era frágil e ao aparecer àquela criatura horrenda parecia que ela havia piorado. Meu pai sempre brincalhão mudou sua feição de repente e se pos na nossa frente. Uma das pedras, juro, eu a vi sorrindo, Pairou sobre o ar bem em frente ao meu pai, o encarando com aquele sorriso nada conveniente. A cabeça feita de pedra o atacou, mordendo-o, o sangue manchava toda aquela vista, e sem ação vi meu pai sendo destroçado, como se fosse um brinquedo de cachorro. Não sabia como apenas quatro pedras, mal feitas, podiam formar aquela obra demoníaca. A sincronização de sua, podemos dizer, dança, era perfeita, e sentíamos sua alegria em matar meu pai, tão desumanamente. Cada gota de sangue que jorrava por toda parte era uma gota de felicidade para o demônio. Minha mãe ao ver toda a cena, gritava em meio de sua crise, ajoelhou ao lado do corpo de meu pai, ou um pelo menos um pedaço né – riu sem graça. — Aquele monstro se alegrava com a cena, e logo uma de suas cabeças se aproximou e cochichou em seu ouvi, “Como quer morrer? Sem dor? Rápido? Se quiser posso te fazer não agonizar”. Ela levantou o rosto de leve e falou, “Que seja sem dor, e deixe meu filho em paz, por favor!”, exclamou em meio às lágrimas que escorriam de seus olhos. A enorme cabeça gritou “Está certo!”. E com uma mordida, arrancou um dos braços de minha pobre mãe, a fazendo cair no chão. O demônio a olhou e riu muito alto. Antes que ele a fizesse sofrer mais, ela morreu – hehe. — O enorme monstro, mostrou-se bravo ao ver que não daria mais para brincar com aquele pedaço de carne. O monstro virou-se para mim rindo, eu estava paralisado não sabia o que havia acontecido, não conseguia raciocinar direito, então uma de suas pedras veio em minha direção à única coisa que consegui fazer foi gritar por ajuda e fechar os olhos esperando pelo meu fim. De repente uma sombra surge na minha frente, essa sombra encosta uma das mãos na pedra que estava vindo e sem saber como essa pedra foi congelada instantaneamente e caiu no chão. Levantei minha cabeça e vi um chapéu colorido, o demônio ficou assustado e a única coisa que ouvi foi aquele “bobo da corte” mandando o demônio ir embora e em questão de segundos já havia sumido, nesse instante comecei a chorar. Ele se abaixou e falou para mim, “Eii garoto para de chorar, por favor!”, um pouco desesperado, “ Que tal fazer um trato comigo, heim?”, ergui minha cabeça com lágrimas nos olhos, “Bom se me prometer parar de chorar e nunca mais chorar, eu lhe dou essa mascara”, era tão bonita, mas também não tinha como não chorar meus pais estavam mortos, “ Por favor, não chore! Vai ficar tudo bem.”, ele arrancou a mascara e sorriu pra mim...

Kyo: Como ele era??? – perguntou com certa curiosidade.

Icarus: Alto, branco, cabelo curto e azul e olhos mel, possuía duas tatuagens no rosto bem pequenas e estranhas, não me lembro como era. Por que a curiosidade?

Kyo: Nada. – sorriu – Pode continuar, por favor!

Icarus: ...eu parei de chorar, ele abriu um sorriso mais largo e colocou a mascara na minha cabeça e me pegou no colo me deixou na saída da caverna e disse “Agora você pode ir sozinho, até mais moleque.” e enquanto eu olhava para a saída da caverna o “bobo da corte” foi embora, só percebi isso quando me virei para onde ele estava para perguntar seu nome. Sai da caverna caminhei um tempo, mas estava com muita fome foi ai que você e seu irmão me ajudaram.

Kyo: Desculpe-me por fazer você se lembrar disso. – olhou para baixo um pouco triste.

Icarus: Tudo bem! Precisava falar com alguém já havia um tempo. – sorriu para o príncipe, que o observava surpreso – Muito obrigado! – o bardo se levanta e vai para o palácio.

Dois anos depois...

Um palhaço estava no salão de festas tocando seu bandolim, tocava uma música agitada. Estava tão concentrado na música que nem percebeu alguém entrar. Quando finalizou a música ouviu aplausos.

Kyo: Parabéns! – sorriu – Está muito boa.

Icarus: Obrigado. – sorriu um pouco envergonhado.

Kyo: Qual o nome? – seu companheiro o olhou sem entender – A música. Qual o nome dela?

Icarus: Poemas de Bragi.

Kyo: Legal. Pode continuar, vou ajudar a preparar o salão.

Icarus: Tá bom.

O palhaço ficou tocando enquanto o príncipe foi ajudar no salão. O salão estava sendo arrumado quando o rei chegou para experimentar a comida. Enquanto o rei estava verificando a organização do salão, a mesa estava sendo posta. Icarus sai do seu canto e vai até a mesa, fingiu que estava olhando a mesa, um dos doces que ia ser feito para a coroação o Príncipe Kyo chama sua atenção.

Icarus: Bonito esse doce tia. – olha com uma cara de pidão.

Tia: É sim! — A senhora, que aparentava já certa idade, olha feio para ele.

Icarus: É bom? – estava com os olhos brilhando e de sua boca escorria baba.

Tia: É sim, muito bom! – ela continuava servindo os outros doces.

Icarus foi saindo bem devagar, para o alivio da senhora. Quando ela volta a olhar a bandeja um de seus doces havia sumido, ela olha para o bardo que estava correndo de boca cheia.

Tia: ICARUUUUUUUUS!

Ele voltou para seu cantinho e foi tocar. O rei provou todos os doces e pediu para colocar todos na festa. A próxima mesa foi posta, agora a dos pratos principais. Daisuke havia sumido do salão, tinha ido até a cozinha pegar mais alguns doces. Kyo já estava indo atrás de seu pai, mas Icarus o chamou.

Icarus: Kyo depois da uma olhada no leitão.

Kyo: Tá gostoso?

Icarus: Muito.

Kyo: Beleza.

Um barulho é ouvido pelos dois.

Tia: SAIA DA MINHA COZINHA!!!

Kyo: Deixa-me ir tira meu pai de lá. – começou a rir e foi para a cozinha.

10 minutos depois...

Kyo Vamos pai as deixem trabalhar.

Daisuke: Mas estão tão bons esses doces, me deixe provar mais um.

Kyo: Não. Já comeu demais. Tem mais comida la na mesa.

Daisuke: Uhuuuu! – e foi para a mesa sendo seguido por seu filho que ria muito.

Enquanto Daisuke foi provar alguns pratos. Kyo foi procurar o Icarus, já que ele não estava mais tocando. Depois de um tempo Kyo se lembrou do leitão e foi ver como estava. Chegou próximo à mesa e levantou a tampa da bandeja em que estava o leitão. Quando levantou tomou um susto, segurou o riso e abaixou a tampa bem devagar, levantou-a novamente só para confirmar se era aquilo mesmo. Em vez do leitão era Icarus que estava só com a cabeça lá e com uma maçã na boca.

Kyo: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. – não agüentou mais segurar a risada.

O “leitão” cuspiu a maçã e começou a rir junto.

Tia: Cadê o meu leitão? – olhou para Icarus que estava na bandeja — Sua peste!!!

A senhora foi se aproximando da mesa, muito brava, o bardo saiu correndo e a senhora correu atrás dele. O príncipe e o rei só observavam 1a cena. Icarus estava rindo olhou para trás e viu a “tia” atrás dele, quando se voltou para frente à mesa que estava o bolo estava saindo. Ele tropeçou em alguma coisa e foi de cara no bolo. Kyo e Daisuke começaram a rir e foram ajudar ele a sair, até mesmo a senhora começou a rir. O irmão de Kyo, que estava no salão também, foi para a sacada.

Kenji: Idiotas! – se debruçou na sacada.

Um vento gélido batia em seu rosto enquanto ouvia risadas calorosas do salão.

Kenji: Que droga! – deu um soco onde estava debruçado.

???: huhuhu!

Kenji: Quem está ai? – virou-se procurando de onde veio a risada. Uma rajada de vento fazendo as janelas se fecharem, ele tentou abri-las. Das sombras surge uma mulher atrás dele.

???: hahaha. Eu não vou te fazer mal. – Kenji arregalou os olhos assustado.

Kenji: Não chegue perto de mim! – ela foi se aproximando – Eu dis... – a mulher colocou o dedo indicador na boca dele, em sinal de silencio.

???: Não grite, por favor. Antes que pergunte de novo me chamo Succubus, muito prazer Kenji. – era uma garota de 1,75 de altura, longos cabelos loiros, olhos vermelhos, vestia roupas curtas e estava descalça, possui também asas, chifres e cauda de demônio.

Kenji: O que é você?

Succubus: Pergunta grosseira, deveria ter mais modos príncipe. – se afastou dele e afastou-se para sentar na sacada. Olhou para ele – Olha meu amor, eu só quero te ajudar. Acho muito injusto tratar aquele palhaço melhor do que você. – Kenji olhou para ela prestando atenção no que estava dizendo. – Seu pai não percebe que aquele palhaço só está querendo a riqueza de seu reino e que seu irmão brinca muito e não está nem ai pro reino, seu pai acha que ele vai conseguir governar. Você não concorda comigo?

Kenji: Claro aquele palhaço é muito interesseiro e meu irmão um idiota.

Succubus: “Consegui” – ela pensou e deu um sorriso — Por isso estou aqui, vou te ajudar a tirar esses dois do seu caminho, para que o reino seja melhor nas suas mãos. O que me diz?

O jovem virou de costas para ela e ficou pensando. Voltou-se para ela e sorriu.

Kenji: O que eu faço?

Succubus: hahaha! É por isso que gosto de você! – ela deu um sorriso bem grande — Você vai fazer o seguinte...

[...]

Kenji: Está certo. Vou fazer isso. – falou com um sorriso.

Succubus: Ótimo.

O garoto saiu da sacada.

???: Você conseguiu de novo!

Succubus: Demorou Incubus! – virou-se para onde estava Incubus sentado.

Incubus: Já está tudo arrumado. Acho que “ele” vai gostar!

Succubus: Com certeza. – começam a rir.

Incubus: Acho melhor começarmos.

Succubus: Onde está o corpo dela?

Incubus: Com os peixes. – deu um sorriso.

Succubus: Tudo bem. Estou indo agora amor. – deu uma piscadinha para ele e se transformou em uma velha senhora. – Onde está o seu?

Incubus: Vou pega-lo agora. Até. – e sumiu na escuridão.

Succubus: Agora começa. – sorriu e entrou no palácio.

[...]

O bardo estava deitado em sua cama quando escuta uma agitação. Houve batidas em sua porta, e quando se levantou para abri-la ela foi arrombada.

Icarus: O que é isso? – falou assustado.

Guarda Superior: A coroa foi roubada.

Icarus: E por que estão aqui?

Guarda 1: Alguém te avistou próximo a mesma.

Icarus: Mas não sai do meu quarto.

Guarda 2: Encontrei. – o bardo ficou em choque.

Guarda Superior: Icarus você está preso, não queremos usar a força, então venha.

Icarus: Mas eu não fiz nada! – gritou. Então alguns guardas foram prendê-lo. Quando seguraram seu braço, ele se desesperou. – Me solteeeem! – os braços dos guardas começaram a congelar.

???: Soltem-no – Todos olharam para a pessoa na porta.

Guarda Superior: Príncipe Kyo!

Kyo: Eu mandei solta-lo!

Todos os guardas o soltaram. Icarus sorriu para seu amigo, mas viu que ele estava serio.

Kyo: Por quê? – perguntou ao bardo que estava no chão.

Icarus: Mas não fo...

Kyo: Calado! Só porque um dia você foi meu amigo, não vou deixar que levem você. Mas eu nunca vou te perdoar e você não poderá sair daqui até decidirmos o que fazer sobre isso.

Icarus: Espera Kyo! – começou a chorar.

Kyo: Adeus. – foi saindo do quarto do bardo – Quero que alguém fique de olho nele.

Guarda Superior: Sim senhor!

A porta foi fechada, ficando apenas o bardo e um guarda.

Icarus: “Droga! O que está acontecendo?” – lágrimas molhavam seu rosto.

Guarda: Ai! Ai! Vida injusta não acha? – não houve respostas – Seu amigo não confia nem um pouco em voc...

Icarus: Cala a boca!

Guarda: Garoto ingênuo. Logo a vida será mais justa. – percebeu que o bardo agora olhava para você. “Muito bem” – Ele pagará por não acreditar em você.

Icarus: O que quer dizer com isso?

Guarda: Muito simples. Ele vai morrer.

Icarus: O que? – tentou ir para frente mais estava preso. Olhou assustado para o guarda que revelou sua verdadeira forma.

Incubus: Olá jovem escolhido.

Icarus: O que é você?

Incubus: Sou um simples demônio. Que estou aqui para fazer um trato com você. – viu que Icarus prestava atenção no que dizia – Que tal você me ajudar em algumas coisas e eu faço um favor para você?

Icarus: Que tipo de favor?

Incubus: Vou matar Kyo por ele não ter acreditado em você.

Icarus: NUNCA!

Incubus: Ora, ora! Não quer nem pensar?

Icarus: Não! – olhou irritado para Incubus.

Incubus: Então será o seu fim! – sorriu para ele e voltou a ser um guarda, escorando-se na porta.

Um pouco longe dali...

Empregada: Senhor Kyo! – correu até o príncipe que estava no salão principal, um pouco abatido pelo ocorrido.

Kyo: O que foi? – quando se virou para ela, a mesma cravou uma faca em seu peito.

Empregada: Apenas isso. – sussurrou no ouvido do príncipe.

Kyo: Mas... – tentou falar, mas a faca havia sido forçada contra seu peito, fazendo-o cuspir sangue.

Empregada: Apenas morra em silencio, querido.

Kyo caiu no chão, saia muito sangue de sua boca, começou a chorar e deu seu ultimo suspiro.

Empregada: Que demora em morrer. – retirou a faca e a enrolou em um pano “Está na hora do show!” – Socorro! Socorro! Atacaram o príncipe Kyo! Socorro!

Vários guardas apareceram e viram o príncipe no chão cheio de sangue.

Guarda Superior: Quem foi?

Empregada: Ele correu por ali, usava uma mascara que parecia de uma raposa.

Kenji: Foi o Icarus. É ele que tem uma mascara dessas.

Guarda Superior: Vamos homens! – e foram em direção ao quarto de Icarus.

Empregada: Bom garoto. – passou a mão sobre a cabeça de Kenji, que logo caiu no chão desmaiado.

Quarto...

Guarda: Pelo visto terminou. Meu tempo aqui acabou.

Icarus: O que aconteceu?

Guarda: Nada de mais. – ele se aproximou do bardo e soltou as algemas. – Acho melhor você fugir rapaz.

Icarus: Por quê?

Guarda: Não posso contar. – deu as costas e sumiu.

De repente apareceram vários guardas na porta.

Guarda Superior: Peguem-no.

Icarus: O que? – vários guardas o seguraram, ele ficou com medo, começou a chorar, e em questão de segundos os guardas estavam congelados. Ele pegou seu banjo e sua mascara e pulou a janela.

Guarda Superior: Vamos homens, atrás dele.

O garoto de cabelos castanhos caiu na sacada, do andar inferior, e viu seu amigo no chão, escutou o barulho dos guardas e saiu correndo em meio às lágrimas.

Foi até a praia e ficou lá pensando no que ia fazer agora, não tinha mais para onde ir. Levantou-se e continuou a andar para não correr o risco de ser pego. Andou sem rumo pela praia, de cabeça baixa. Escutou muito barulho, uma música bem alta e quando levantou a cabeça viu que era a Guilda dos Bardos.

“Mestre: Quando precisar de um lugar pra voltar. Não importa quanto tempo você demore a voltar aqui sempre será sua casa.

Icarus: Obrigado! – saiu sorrindo da guilda.”

O bardo correu para lá, entrou e viu todos rindo.

Mestre: Icarus! Quanto tempo meu garoto. – abraçou-o.

Icarus: Eu voltei. – começou a chorar no ombro de seu mestre.

Quando a vida pregar uma peça em você, solte um sorriso bem engraçado. Assim o drama vira comédia e as lágrimas se tornam aplausos.

Notas finais
Era para ter sido postada na quinta, desculpe pela demora de 24hrs xD