Lembre-se de mim

3 Promessas esquecidas


Notas iniciais
Oi! Desculpe ficar sem escrever por tanto tempo, é que eu estava viajando e quando voltei, fiquei temporariamente sem ideias para essa história, daí fiquei escrevendo capítulos para outra história e um pouco o meu livro também, resumindo, desculpem-me. Espero que gostem!!! Boa leitura!!!

Sarah levanta-se e corre desesperada pelo corredor. Os gritos da babá eletrônica estavam cada vez mais altos, ecoando no corredor. A mãe quase caiu ao abrir a porta abruptamente. Ela viu que Anna e Lucas não estavam no quarto. A babá eletrônica estava caída no chão, mas a sua semelhante no quarto do casal continuava emitindo um som agudo de gritos. A mulher ouve a voz de James vinda de seu quarto. Ele perguntava o que estava acontecendo, já que seu pé estava enfaixado e ele não tinha condições de se levantar para tirar suas próprias conclusões. Sarah pensa em lhe responder que estava tudo bem, mas se arrepende, pois tanto Lucas, quanto Anna, não estavam no quarto. Ela volta ao corredor olhando para os lados, chamando pelos filhos. Acende a luz do corredor e vai para a escada.

— Anna? Onde você está? Lucas? – Sarah esforçava-se ao máximo para manter sua voz o mais calma que a situação permitisse. Tentou pensar na possibilidade de Anna ter tido medo de ir ao banheiro ou a cozinha beber água sozinha, e ter pegado o Lucas para se sentir mais segura. Ou então, a garota teve um pesadelo e pegou o Lucas para se esconder. A mãe pensou em inúmeras possibilidades, enquanto chamava seus filhos caminhando pela casa. Sua voz expressava cada vez mais o medo que estava sentindo, seu coração batendo tão rápido que parecia prestes a sair pela boca. Seus passos ficaram mais acelerados, conforme ela se desesperava mais.

— James! Eu não encontro eles! Meu Deus... Anna! Lucas! Por favor, responde a mamãe...

A porta de um dos quartos se abre e Issac aparece, os olhos vermelhos.

— O que foi mãe?

James também aparece. Ele caminha lentamente, mancando. Vai até Issac e diz para o garoto ir dormir, que não era nada de mais. O menino estranha o pedido, e continua parado na porta, olhando para a parede esquerda no fim do corredor, próximo a escada e de Sarah. Ele estica a mão e aponta para um armário, um móvel antigo que James se lembrava de ficar ali desde a época que ele próprio era criança. Nesse momento, uma voz assustada, vinda de dentro do armário diz:

— Mamãe? É você? – A porta do armário treme. A mulher tinha certeza que sua filha estava ali dentro, tentando sair. Embora fosse estranho, a garota não abrir logo a porta e sair dali de dentro.

Sarah se abaixa e coloca a mão na maçaneta, para abrir o armário. Quando novamente a voz aparece, desta vez vinda de fora do armário; bem atrás de Sarah.

— Não abra! – Grita a voz, desta vez mais familiar para a mãe.

A mulher se vira e vê Anna, segurando Lucas nos braços. O bebê estava todo coberto por lençóis, e a menina estava com os olhos arregalados de medo, olhando diretamente para o armário.

— Anna... – Várias perguntas rodavam sem resposta na cabeça de Sarah, que de repente também estava insegura e com medo – Porque você saiu do quarto com o Lucas? Tinha alguém lá?

A menina assente, ainda sem tirar os olhos do armário.

— Quem?

A menina começa a balançar a cabeça. Sarah, pega Lucas no colo e fita Anna, começando a falar cada vez mais baixo.

— Ainda está aqui em casa?

Anna se aproxima e sussurra no ouvido da mãe, ainda olhando o armário.

Ela está brava comigo, mãe. Ela não quer ir embora.

Sarah olha para James e Issac, depois observa Lucas dormindo calmamente em seu colo. Volta a encarar Anna, agora com um pânico crescente dentro de si.

Anna, o que tem dentro do armário? — Ela própria sussurrando agora.

A menina começa a tremer. Seus olhos finalmente se desviaram para a sua mãe. Então, ela sai correndo. Ela atravessa o corredor e entra no seu quarto. Sarah levanta-se, recusando-se a olhar para o armário. Ela anda pelo corredor com Lucas no colo. Entra no quarto de Lucas e deixa o bebê dormindo, em seu berço. Anna já estava debaixo das cobertas, mas nunca estivera tão acordada. Quando Sarah volta ao corredor Issac ainda estava na porta, encarando a mãe. James nota que sua esposa já estava no limite e entra no quarto com seu filho, dizendo-lhe que explicaria tudo na manha seguinte.

O homem acaba de fechar a porta do quarto de seu filho e percebe que sua esposa estava distante, enquanto encarava o armário. Ele vai até ela e diz:

— Não fique preocupada. – Ele começa a mancar de volta para o quarto – Deve ter sido só um sonho dela, Sarah. Um pesadelo. Não leve tão a sério... – Então ele finaliza o pensamento – Toda criança tem, é normal... Ela tinha isso na outra casa também, se é isso que te incomoda.

Sarah se vira para James, encarando-o nos olhos. Ela para com o banheiro em suas costas.

— Eu sei que quer me convencer que se mudar para cá foi uma boa ideia, mas eu sei o que eu ouvi! E eu ouvi uma voz vinda de dentro daquele armário. Tinha alguma coisa ali dentro que queria sair.

James aponta para o banheiro.

— Lave o rosto e venha para a cama, Sarah – James suspira e depois dá um beijo na esposa – Vou te esperar lá. Eu juro que não deixarei ninguém fazer mal a você e nem a nossos filhos. Prometo. Mais isso... Não existe fantasma nem aqui, e nem em lugar nenhum. Ponto final. Você só esta cansada. Foi um longo dia.

No momento que Sarah se olhou no espelho notou alguém no canto do banheiro. A garota das fotos! A mulher arregala os olhos e olha para o canto do banheiro que o espelho refletia a imagem da garota, mas não tinha ninguém lá. Então quando Sarah volta a encarar o espelho, a menina havia saído do lugar onde estava, e agora se encontrava de pé, bem ao lado de Sarah. A menina tinha uns 13 anos e seu corpo estava cheio de cicatrizes num certo formato. Parecia uma cruz ou algo parecido. Sua roupa estava um estardalhaço, toda rasgada. Ela era tão magra que daria para contar cada um de seus ossos. Os cabelos negros molhados caiam no rosto, que chegava a ser meio delicado. Em nada ela se parecia com a garota da primeira foto. A menina move sua mão até o pescoço de Sarah. A mulher olha para o lado, mas não vê nada. O estranho era que ela sentia a mão da garota no seu pescoço, mas só conseguia ver seu reflexo pelo espelho. A menina se aproxima e sussurra no ouvido de Sarah, da mesma maneira que Anna.

Diga a James... Que eu o esperei. Todo esse tempo. Que ele poderá cumprir a promessa que ele me fez... Eu não o esqueci. Eu farei de tudo, para ele ir comigo. Tudo.

Sarah sente a respiração pesada da menina. Vê quando ela passa a unha no pescoço de Sarah. Vê o sangue escorrer... O medo e o pânico da mulher aumentando...

Então ela acordou assustada. James estava sentado ao seu lado. Eles estavam em seu quarto. A escuridão seria total se não fosse por um abajur.

— Você estava tremendo muito. Pensei em te acordar... Mas dai você mesma acordou.

Sarah sente uma dor não muito forte no pescoço. Olha para as próprias mãos; suas unhas estavam cheias de sangue. “Não foi um sonho...” pensou.

Ela olha no relógio. 3 da manhã.

— James, acho que eu nunca te perguntei... Você acredita em fantasmas?

— Do que você esta falando?

— Acho que você prometeu algo para alguém que morreu e agora essa pessoa quer que você cumpra sua promessa.

Notas finais
Genteeeeeee!!!!!!!!!!!!!! Obrigada por ler, (Pode não parecer mais escrever esse capitulo deu um rolo tremendo), por favor, deixem seus comentários com o que pode melhorar, recomendem se tiverem gostado e acompanhem! Beijos! Até o próximo capitulo, que provavelmente não vai demorar tanto para eu postar! Beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.