Lembranças de um amor eterno
10 Cassiopeia
Ele parou e olhou nos olhos verdes lindo dela, e viu ciúmes, ele respirou fundo e a beijou desejoso no meio do pátio central da universidade.
Alunos: Aeeeee. – todos ali estavam batendo palmas, Julia ficou envergonhada e escondeu o resto.
Julia: Vamos sair daqui Eduardo.
Ed: Calma, foi só um beijo. – ele segurou a mão dela e saíram.
Os dois formam almoçar, o restaurante era aconchegante, reservado, durante a conversa Eduardo, começou a sentir dores de cabeça, elas estava sendo mais constantes, isso o deixava irritado, mas seu tratamento estava surtindo efeitos.
Julia: Eduardo, amor. – ela tocou a mão dele, ele estava longe. – Eduardo, oi me responde.
Ed: Oi, estou aqui.
Julia: O que você tem, está pálido, seus olhos avermelhados, estou te chamando e não me respondeu.
Ed: Acho melhor voltarmos, preciso descansar.
Julia: Eduardo, o que esta acontecendo. Na volta de Kent, você me pediu para dirigir na volta, reclamou de dores de cabeça algumas vezes.
Ed: São minhas crises de enxaqueca, logo passa. Estou bem meu amor, estou bem.
Eles terminaram o almoço, depois Eduardo foi para casa, não estava bem para ficar na Universidade , naquele dia ele só ficaria com os atendimentos individuais de alunos e a pesquisa.
A secretaria da graduação ligou para os alunos desmarcando os atendimentos, depois comunicou Nayane que o Professor Gibbs, não estaria na universidade.
Nayane achou estranho, mais nada falou, Gibbs não era de remarcas seus atendimentos com os alunos, achou que estaria com Julia.
Julia: Boa tarde professora, tenho que deixar essa documentação aqui, para a senhora.
Nay: Olá senhorita Ibañez.
Julia: Só Julia, professora. – ela sorriu cordial.
Nay: Ok, Julia, pensei que estaria com Gibbs?
Julia: ele foi para casa, tinha coisas das pesquisas lá para fazer. Mas jataremos juntos deseja que mande algum recado ou documento?
Nay: Não, obrigada. Obrigada pelos documentos. Enviarei para o departamento geral de mestrado e graduação. – ela se levantou e cumprimentou Julia que logo saiu.
Julia voltou para a escola La Salle, tinha uma turminha de reforço naquela tarde. Assim que entrou na escola Peter, estava observando ela, Julia era uma pessoa cordial, cumprimentava do porteiro à faxineira, do jardineiro ao segurança, assim ela era sempre, cordial e solicita com todos.
Peter ficou olhando para ela com raiva, ela não flou com ele o final de semana inteiro, nem respondeu as mensagens, quando Julia entrou na sala dos professores para preparar o material para aula, um tempo depois ela sentiu um apertão no braço.
Peter: Pode me explicar o motivo de não atender o celular, e nem responder minhas mensagens Julia?
Julia: Em primeiro me solta Peter, estávamos em um local publico e de trabalho sim. – ela puxou o braço se soltando dele. – Segundo não te devo satisfações da minha vida particular, somos amigos e colegas de trabalho nada mais. E Cristina e John me disseram o que fez.
Ele sai de perto dela, estava com raiva, passou as mão pelos cabelos e caminhava de um lado para o outro deixando Julia nervosa com aquele situação.
Peter: eu só querida saber se estava bem. – falou ríspido. – só quero o seu bem Julia, sabe que eu gosto de você.
Julia: Peter, somos amigos, nada mais, eu gosto de você como amigo, não quero e não vou ter nada com você além de amizade, se isso não te basta, acho que devemos só ter algo profissional, como professora e diretor, E se isso também for atrapalhar eu pedirei demissão e vou para outra escola.
Peter: Não. – falou quase gritando. – Não pode deixar a escola no meio do semestre, e além do mais os alunos tem um bom desempenho desde que assumiu as aulas integrais de matemática. Eu me afastarei, mas não deixe a escola, sim.
Julia assentiu com a cabeça, e o viu sair da sala, era uma situação bem incomoda para ela. Depois da aula Cristina a esperava na frente da escola.
Cris: Que cara é essa?
Julia: Peter de novo.
Cris: Sim, só que eu o achei mais obsessivo do que das outras vezes, John me ligou, falou o que ele fez.
Julia: Sim, está ficando doente. Mas hoje falei que se não quer minha amizade, não darei mais que isso, e vou deixar a escola.
Cris: Ele está muito obcecado por você, amiga, mas deixemos as coisas ruins, e ai me conta tudo do seu final de semana? Vai me contar quer é ele?
Julia: Meu final de semana foi lindo, ele é perfeito, e acho que eu o amo. Vou te mostrar ele, vamos jantar os três lá em casa hoje.
Cris: Juju como assim o ama? Você o conheceu ontem, bom acho que o conhece a tempos, conta que é? Eu conheço?
Julia: Apressada, e sim o conheço já tem um tempinho, mas não como o conheço agora.
As duas foram para a casa de Julia, a conversa foi boa de risos e piadas, Cristina estava empolgada para ir aos Estados Unidos no melhor hospital de tratamento do câncer e claro preparavam o jantar.
Em um certo hospital...
Med: Gibbs, acho que daremos o nome de Cassiopéia, seu tumor está em três pontos distintos, é como a constelação de Cassiopeia, dos cindo pontos do tumor, já com o tratamento eliminando três, esse dois que ainda estão ai.
Ed: Mas o que ainda estão na minha cabeça, quais são os risos: Ando tendo dores de cabeça demais, as dores são fortes e a ponto de perder a consciência. Nesse final de semana, foi assim.
Med: Seu tumor é de nível 2, já fizemos as quimio, agora que vamos fazer a radioterapias, posso marar as sessões.
Ed: Se eu não fizer, quais minhas chances.
Med: Se não seguir o tratamento, não existem chances. Eduardo se não quiser fazer o tratamento, acho bom adiantar seus assuntos pessoais e profissionais, pois te dou um ano de vida.
Eduardo baixou a cabeça, não queria fazer o tratamento mais agressivo, mas também não queria morrer.
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